You are currently browsing the category archive for the ‘Saúde Vascular’ category.
O aneurisma cerebral é uma dilatação de um segmento de uma artéria do cérebro fazendo com que sua parede fique frágil e com maior chance de se romper. Quando rompe, o sangue extravasa dentro da cabeça e o risco de morte é de cerca de 40%.
É comum as pessoas terem medo de ser portadoras de aneurisma cerebral e muitas vezes perguntam a si mesmas e aos médicos se não valeria a pena fazer exames para detectá-los “a tempo”. Atualmente recomenda-se que indivíduos com dois ou mais parentes de primeiro grau que apresentam aneurismas cerebrais confirmados devam ser investigados, pois são esses que apresentam um risco significativamente aumentado.
Leia também:
Mais informação e menos medo de aneurisma cerebral.
Um importante avanço no entendimento dos aneurismas cerebrais
Não é incomum encontrarmos pessoas com fatores de risco vascular como diabetes e hipertensão arterial usando aspirina para prevenir eventos cardiovasculares (infarto do coração e o derrame cerebral). A aspirina é muito bem indicada para quem já apresentou um desses eventos cardiovasculares, e é o que se chama de prevenção secundária. Quanto à prevenção primária, ou seja, prevenir um primeiro evento cardiovascular, essa sim é uma questão ainda muito polêmica.
Um importante estudo foi publicado esta semana pelo British Medical Journal mostrando que o uso da aspirina com ou sem suplementos antioxidantes não colabora para a prevenção primária de eventos cardiovasculares, mesmo em pacientes com maior risco de eventos, como é o caso dos diabéticos.
Cerca de 1300 pacientes diabéticos na Escócia com mais de 40 de anos de idade, e sem história de infarto do coração ou derrame cerebral, foram acompanhados por quase sete anos, e o risco de eventos cardiovasculares ou óbito não foi diferente entre os pacientes que usaram aspirina ou suplementos antioxidantes, ou ambos, comparado àqueles que usaram placebo. Os resultados são muito importantes, já que a aspirina é considerada uma das dez medicações que mais causam efeitos adversos, especialmente gastrintestinais.
A enxaqueca é um transtorno neurológico que chega a acometer quase 20% das mulheres e é mais freqüente justamente nas fases de vida mais produtivas: entre 25 e 55 anos. Alguns estudos têm demonstrado que pessoas com enxaqueca perdem de 1 a 4 dias de trabalho por ano devido ao problema. Nos EUA, estima-se que o absenteísmo secundário à enxaqueca leva a um prejuízo de 8 bilhões de dólares ao ano.
A maioria das pesquisas que avaliou a relação entre enxaqueca e absenteísmo não oferece a possibilidade de comparação dos dias de trabalho perdidos com a população geral. Os poucos estudos que disponibilizaram essa comparação geraram resultados conflituosos, alguns deles com amostras populacionais pequenas.
Um novo estudo publicado este mês na revista Cephalalgia demonstrou que mulheres com enxaqueca realmente faltam mais ao trabalho por razões médicas do que a média da população. O estudo acompanhou por três anos mais de 27 mil mulheres do serviço público finlandês e revelou que 24% dessa amostra apresentava diagnóstico de enxaqueca realizado por médico. Mulheres com enxaqueca apresentaram cinco dias a mais de absenteísmo por ano quando comparado às mulheres sem enxaqueca, enquanto depressão e problemas respiratórios causavam 14 e 6 dias a mais de absenteísmo por ano respectivamente.
Do ponto de vista econômico, o absenteísmo é apenas uma parte do prejuízo causado pela enxaqueca, já que mesmo que o profissional não tire licença por conta de crises, sabe-se que seu desempenho no trabalho é prejudicado. A realização de campanhas educativas para um maior reconhecimento e diagnóstico do problema, podendo assim proporcionar tratamento adequado a mais pessoas, é uma importante estratégia para melhorar a qualidade de vida e a capacidade de trabalho de uma parcela bem significativa da sociedade.
** O mesmo grupo de pesquisadores publicou no início do ano uma pesquisa que mostrou que mulheres realizadas profissionalmente têm menos enxaqueca.
Clique aqui e confira o post relacionado a esse estudo.
‘
Temos acompanhado nos últimos anos uma série de estudos que demonstra que o consumo moderado de álcool reduz o risco de doenças cardiovasculares, incluindo o infarto do coração e o derrame cerebral. Devemos entender consumo moderado como até duas doses de bebida por dia para homens e uma dose para mulheres. Além disso, é bem reconhecido que a relação entre álcool e doenças cardiovasculares tem um comportamento estatístico conhecido como curva J. Quanto mais alta a posição na curva J, maior o risco. Isso significa que a ausência de consumo de álcool, que está na ponta inferior do J, está associada a um risco maior de doenças cardiovasculares do que o consumo moderado que se encontra na “barriga” do J. Quem bebe pouco tem menos eventos cardiovasculares do que quem não bebe. Por outro lado, o consumo exagerado de álcool, que se encontra na ponta superior do J, reflete um maior risco de doenças cardiovasculares.
Alguns estudos epidemiológicos têm demonstrado que o álcool também tem um comportamento semelhante à curva J quando o assunto é declínio das capacidades cognitivas com o envelhecimento, sendo que o consumo moderado está associado a um menor risco de demência, e o consumo excessivo a um maior risco (ponta superior do J). Temos ainda resultados de pesquisas nos mostrando que o excesso de álcool está associado à redução do volume do cérebro. Na verdade, já a partir dos 15 anos de idade nosso cérebro já tem seu peso reduzido em 1.5-1.19% por década, e essa redução não significa que há perdas funcionais. E será que o consumo moderado de álcool reduz esse ritmo de perda de volume cerebral? Na tentativa de responder a essa pergunta, uma população significativa de americanos sem história de derrame cerebral ou demência (grupo Frahmingham Offspring) foi avaliada quanto ao histórico de consumo de álcool e submetida à ressonância magnética do crânio. Os resultados foram publicados na última edição da revista Archives of Neurology. Confirmaram-se resultados anteriores de que o consumo excessivo de álcool está associado a um maior risco de redução do volume cerebral, e esse efeito foi mais forte nas mulheres do que nos homens. Além disso, não foi possível demonstrar que o uso moderado de álcool tenha efeito protetor sobre a redução do volume cerebral.
Já existe realmente um bom corpo de pesquisas mostrando o efeito protetor do álcool em doses moderadas. Além disso, o efeito protetor do vinho tinto parece ser superior ao de outras bebidas, pois além do álcool, ele possui outras substâncias nobres antioxidantes (ex: polifenóis). Do ponto de vista de saúde pública, não se deve fazer campanhas convidando a população a começar a beber. A recomendação é de que quem já bebe não precisa parar, desde que consiga beber dentro dos limites considerados seguros (duas doses diárias para homens e uma dose para mulheres). Quem não bebe não deveria começar a beber, já que hábitos como uma dieta inteligente e atividade física regular podem ser mais interessantes à saúde que os potenciais efeitos positivos do álcool.
CLIQUE AQUI e confira matéria do jornal Correio Braziliense sobre o tema com o Dr. Ricardo Teixeira
O crescimento do consumo de bebidas energéticas cafeinadas nos últimos anos é exponencial e cerca de 500 diferentes produtos já podem ser encontrados ao redor do mundo. O conteúdo de cafeína desses produtos é bem variado, variando de 50mg até 500mg por latinha ou garrafinha (uma xícara de café expresso tem cerca de 100mg de cafeína). Além da cafeína, essas bebidas contêm outras substâncias como vitaminas, aminoácidos, e algumas delas também contêm extratos de ervas tais como Gingko biloba e Ginseng. É bom ter consciência sobre os potenciais riscos do consumo dessas bebidas em exagero e/ou em combinação com o álcool.
Clique aqui e leia o artigo na íntegra.
‘
Muita gente tem enxaqueca, mas nem todo mundo precisa de tratamento. É importante conhecer quais são os critérios que fazem com que um tratamento profilático seja indicado. Além disso, é importante saber que além das medicações clássicas usadas no tratamento profilático, existe uma série de outras abordagens farmacológicas e não farmacológicas de comprovado sucesso no tratamento da enxaqueca. Estamos falando de terapias Mente-Corpo (Ioga, Meditação), fitoterápicos, etc.
Clique aqui e leia o artigo na íntegra.
O exame das artérias da retina representa uma extraordinária oportunidade para se entender o que se passa nas artérias do cérebro. Não é difícil se convencer de que há uma associação entre o estado das artérias da retina e do cérebro quando pensamos no fato de que os olhos e o cérebro eram uma só estrutura nas primeiras semanas de um embrião. Quando estudamos as artérias de ambos os órgãos podemos perceber que elas são muito parecidas em vários aspectos. Tanto o cérebro quanto a retina apresentam células especializadas em fazer sua interface com o sangue, e que funciona como um eficiente filtro daquilo que pode ou não entrar em contato com esses órgãos. Além disso, as pequenas artérias do cérebro e da retina são muito parecidas tanto em diâmetro como também por não terem pontes entre si, como se fossem vias sem sem saídas os lados.
E o que podemos observar no mundo real é que quando doenças como a hipertensão arterial e o diabetes chegam a alterar as artérias da retina, elas também já estão fazendo mal às pequenas artérias do cérebro. Essas alterações no cérebro são conhecidas como Doença de Pequenos Vasos Cerebrais, e representa uma das principais causas de perda do desempenho cerebral em idades mais avançadas. Essa é uma doença que vai silenciosamente enchendo o cérebro de pequenas cicatrizes ou buraquinhos, na maioria das vezes de forma silenciosa, mas facilmente detectadas pela Ressonância Magnética. Uma ou duas pequenas cicatrizes realmente não costumam provocar sintomas, mas o cérebro de um indivíduo que apresenta inúmeras dessas cicatrizes ou buraquinhos, esse sim começa a funcionar de forma ineficiente.
O que fazer para proteger nosso cérebro dessas lesões? São as mesmas atitudes que boa parte das pessoas sabe que são eficazes para reduzir o risco de um infarto do coração ou derrame cerebral: 1) não fumar; 2) praticar atividade física; 3) reduzir o estresse; 4) bebidas alcoólicas só se for com moderação; 5) dieta saudável e controle do peso; 6) para quem tem doença do coração, alterações do colesterol, diabetes ou hipertensão arterial, tratar essas condições com preciosismo.
Invista nas suas artérias. Seu corpo todo vai agradecer.
CLIQUE AQUI PARA LER O POST “PREVIDÊNCIA VASCULAR”.
Onze mil moradores da região de Molise no sul da Itália com mais de 35 anos de idade foram avaliados, e cerca de cinco mil indivíduos sem doenças crônicas e que não faziam qualquer tipo de dieta especial foram selecionados. Desses cinco mil, identificou-se um subgrupo de 1317 pessoas que não faziam uso de qualquer tipo de chocolate e outro subgrupo de 824 pessoas que comiam chocolate amargo regularmente. ESSE GRUPO DE PESSOAS QUE CONSUMIA CHOCOLATE AMARGO REGULARMENTE APRESENTAVA UM ÍNDICE 17% MAIS BAIXO DO MARCADOR DE INFLAMAÇÃO PROTEÍNA C-REATIVA DE ALTA SENSIBILIDADE. Índices altos desse marcador estão associados a um maior nível de aterosclerose, maior risco de infarto no coração e derrame cerebral. Além disso, pesquisas revelam que a redução dos níveis de Proteína C-Reativa de um grau moderado para um grau leve está associada a uma redução relativa do risco de eventos vasculares em cerca de 30%. Os efeitos positivos dos componentes do chocolate em reduzir marcadores de inflamação já haviam sido demonstrados em “tubo de ensaio”, mas é a primeira vez que esse efeito é demonstrado em uma grande amostra populacional.
Apesar do maior nível de ingesta calórica no grupo que consumia chocolate, não houve diferença no índice de massa corporal entre os grupos, ou seja, quem consumia chocolate não era mais gordo. Outro ponto importante revelado pela pesquisa foi que a dose de uma porção de chocolate (20g) a cada três dias (até 6.7g por dia), foi associado aos menores níveis de inflamação. Acima dessa dose, os efeitos foram mais discretos (ver gráfico).
Mais uma vez o chocolate amargo mostra-se um poderoso aliado de nossa saúde. Meia barra de 100 gramas por semana parece ser uma dose inteligente.
Há tempos já sabemos que enxaqueca não é só dor de cabeça. Quem tem enxaqueca tem mais chance de sofrer de depressão, ansiedade, sintomas do labirinto e maior risco de derrame cerebral. Nos últimos anos, alguns estudos têm revelado que a enxaqueca também está associada a um maior risco de infarto do coração. A razão para esse maior risco de doenças cardiovasculares ainda não é bem conhecida, e são vários os candidatos: 1) aterosclerose?; 2) sangue com maior tendência à trombose?; 3) espasmo dos vasos sanguíneos?; 4) alterações cardíacas associadas?.
Um estudo publicado na última edição da revista Neurology (Academia Americana de Neurologia) ajuda-nos a entender melhor a relação entre a enxaqueca e eventos cardiovasculares, sugerindo que o primeiro suspeito da lista, a aterosclerose, não parece ter chance de ser o culpado.
Moradores do norte da Itália foram submetidos a acompanhamento médico por 5 anos incluindo exames seriados das artérias femorais e carótidas que medem o grau de aterosclerose de um indivíduo. Na população estudada, as pessoas que sofriam de enxaqueca tinham até mesmo um grau de aterosclerose menor do que aqueles sem enxaqueca. Em contraste, a população que apresentava enxaqueca apresentou maior risco de trombose nas veias, tanto nas pernas como no pulmão. A freqüência de trombose venosa entre as pessoas com enxaqueca foi de 18,9% comparada a 7,6% nas pessoas sem enxaqueca.
Esses resultados além de indicarem que a aterosclerose não deva ser o maior responsável pelas complicações vasculares dos pacientes com enxaqueca, sugerem que o segundo suspeito, sangue com maior tendência a trombose, possa realmente ter mais culpa no cartório do que se imaginava até então. O maior risco de trombose nas veias encontrado na pesquisa apóia essa hipótese, já que a coagulação do sangue é vista como o principal fator causal nesse tipo de trombose. Os indivíduos com enxaqueca desse estudo ainda apresentaram mais fatores da coagulação do sangue que predispõem à trombose (Mutação do fator V Leiden), especialmente no caso da enxaqueca com aura.
Essa maior tendência à trombose pode também estar associada ao conhecido fato de que há uma ativação da coagulação sanguínea no momento de uma crise de enxaqueca e que perdura por alguns dias. Apóia também essa hipótese o fato da pesquisa ter revelado que o risco de trombose foi maior nas pessoas que tinham mais anos de história de enxaqueca. Estudos anteriores já haviam mostrado que crises freqüentes de enxaqueca aumentam o risco de lesões cerebrais por trombose nas artérias.
Hoje em dia podemos falar de boca cheia que a decisão de se iniciar um tratamento para enxaqueca pra redução da freqüência e intensidade das crises tem a intenção não só de melhorar a qualidade de vida. O tratamento visa também proteger as pessoas de virem a desenvolver tromboses no cérebro, e provavelmente também em outras partes do corpo.
** Para melhor entender o que é a aterosclerose e trombose, leia o Post PREVIDÊNCIA VASCULAR. COMEÇE JÁ A SUA.
Um estudo publicado ontem no British Medical Journal nos mostra de forma inequívoca que mulheres que adotam um estilo de vida saudável vivem mais. Pesquisas anteriores já haviam mostrado resultados semelhantes, mas dessa vez os resultados são mais contundentes ainda, já que o estudo envolveu quase 80 mil mulheres com idades entre 34 e 59 anos e que foram acompanhadas por 24 anos. Cinco marcadores de saúde foram avaliados pela pesquisa:
- tabagismo
- sobrepeso
- inatividade física
- dieta pouco saudável
- o não consumo moderado de álcool (moderado = até uma dose diária)
Cada um desses cinco fatores esteve associado ao risco de morrer durante o período do estudo de forma independente. Quando se comparou mulheres que não apresentavam nenhum dos cinco fatores de risco com mulheres que apresentavam os cinco fatores, as mulheres com os cinco marcadores de risco apresentavam um risco maior de mortalidade nas seguintes proporções:
- risco relativo de mortalidade geral 4.3 vezes maior
- risco relativo de mortalidade por câncer 3.2 vezes maior
- risco relativo de mortalidade por doenças cardiovasculares 8.2 vezes maior
A pesquisa mostrou também que 28% das mortes durante o período do estudo poderiam ter sido evitadas se as mulheres não fumassem, e 55% das mortes poderiam ter sido evitadas se as mulheres não apresentassem a combinação dos quatro primeiros fatores. O quinto fator, ausência de consumo moderado de álcool, não foi tão relevante como os outros quatro.
Trocando em miúdos:
VIVE MAIS A MULHER MAGRA E QUE NÃO FUMA, QUE FAZ ATIVIDADE FÍSICA E QUE TEM UMA DIETA SAUDÁVEL.
Estudos recentes realizados aqui mesmo no Brasil mostram que cerca de 70-80% das mulheres queixa-se de dor de cabeça no período próximo à menstruação e a enxaqueca é responsável por boa parte dessas dores de cabeça. É bom lembrar que quase 20% da população feminina tem enxaqueca.
As flutuações dos hormônios sexuais da mulher não só explicam o porquê da mulher ter cerca de três vezes mais enxaqueca do que o homem, mas também explica a íntima associação entre a enxaqueca e o período da menstruação. Até 70% das mulheres com enxaqueca percebem essa associação, seja pelo fato de só ter crises de enxaqueca no período da menstruação, seja porque nesse período as crises costumam ser mais fortes.
Existem várias estratégias de tratamento para a enxaqueca associada à menstruação, e um estudo publicado na última semana pela revista britânica Cephalalgia, confirmou que o tratamento hormonal (estrogênio) pode ser uma ferramenta valiosa nessas situações. O que a pesquisa nos trouxe de novidade é que o uso de terapias hormonais tem a chance de reduzir a freqüência de crises de enxaqueca não só no período perimenstrual, mas também ao longo de todo o mês. O tratamento hormonal também permitiu uma extraordinária redução na quantidade de medicações que as mulheres usavam para dor de cabeça.
A terapia com hormônios à base de estrogênio na enxaqueca tem outras peculiaridades que devem ser consideradas também. Algumas mulheres até têm suas crises intensificadas por conta do uso de estrogênio. No caso da enxaqueca com aura, o uso de estrogênio deve ser discutido ainda com mais cautela, pois pode aumentar os riscos de isquemia cerebral. Clique aqui e leia o post que discute essa questão.
A enxaqueca é coisa séria. Para se ter uma idéia, ela ocupa o oitavo lugar entre os problemas de saúde de maior impacto no dia-a-dia de uma mulher. Não faz sentido viver reclamando de enxaqueca sendo que o problema tem diversas formas de solução.
São tantos resultados de pesquisa sobre os efeitos de dietas inteligentes sobre nossa saúde que às vezes fica difícil saber em que pé as coisas estão. Essa é uma situação que uma metanálise pode ajudar muito. Ela nada mais é do que uma avaliação sistemática dos estudos significativos realizados até então sobre o assunto e com isso amplifica-se a força dos estudos, cria-se uma MEGA PESQUISA.
Pesquisadores italianos publicaram ontem no respeitado British Medical Journal uma importante metanálise sobre os efeitos da Dieta Mediterrânea sobre nossa saúde. Foram incluídos 12 estudos prospectivos com um total de mais de 1,5 milhão de indivíduos.
Efeitos da Dieta Mediterrânea:
– reduz a mortalidade geral em 9%
– reduz a mortalidade por doenças cardiovasculares em 9%
– reduz a mortalidade por câncer em 6%
– reduz a incidência de Doença de Parkinson em 13%
– reduz a incidência de Doença de Alzheimer em 13%
O recado é claro. Devemos regular o consumo de carnes e laticínios e encorpar nossa dieta com cereais integrais, verduras, legumes, frutas, peixes, azeite, e até mesmo um vinhozinho tinto com moderação.
Ver também post PREVIDENCIA VASCULAR. COMEÇE JÁ A SUA.
Um dispositivo que utiliza correntes elétricas de alta freqüência para modular impulsos nervosos que ligam o cérebro ao estômago e ao pâncreas através do nervo vago parece ser útil no tratamento da obesidade. A modulação da função do nervo vago pode interferir não só na função motora do sistema digestivo (ex: reduzindo o tempo de esvaziamento gástrico), mas também na liberação de hormônios que interferem no apetite (ex: ghrelin). A nova terapia, chamada de Bloqueio Vagal Intra-abdominal, é uma técnica minimante invasiva, não interfere na anatomia do sistema digestivo ou neurológico e é reversível.
Um estudo envolvendo três centros de pesquisa na Noruega, Austrália e México e publicado recentemente na revista Surgery (2008;43) mostrou pela primeira vez a potencial aplicabilidade do Bloqueio Vagal no tratamento da obesidade. O dispositivo foi implantado através de laparoscopia (pequena incisão no abdome) em 31 pacientes obesos (IMC 35-50 kg/m2) que ainda foram acompanhados por seis meses após o procedimento. Nenhum paciente foi orientado a seguir qualquer tipo de dieta ou mudança de hábitos de vida no período do estudo. Foi observada perda ponderal média de 15% do excesso de peso, sendo que um quarto dos pacientes perdeu cerca de 25% do excesso de peso. Os pacientes apresentaram redução da ingesta calórica, saciedade mais precoce durante as refeições e menos fome entre as refeições.
O procedimento mostrou-se seguro sem complicações significativas. Esses resultados foram os primeiros a serem apresentados e já permitiram o desenho de um estudo ainda mais robusto para validar a indicação do Bloqueio Vagal no tratamento da obesidade.
Um estudo publicado esta semana pelo British Medical Journal revela que o consumo de drogas antipsicóticas aumenta o risco do indivíduo em apresentar um derrame cerebral, e esse risco é ainda duas vezes maior entre indivíduos com quadro de demência e maior no caso dos antipsicóticos modernos, chamados de atípicos.
A associação entre derrame cerebral e antipsicóticos atípicos (ex: olanzapina, risperidona) já havia sido demonstrada, mas desta vez mostrou-se que mesmo os antipsicóticos de primeira geração (ex: haloperidol) também aumentam o risco de derrame.
Com esses resultados devemos pensar no uso de antipsicóticos cada vez com mais critério, e no caso de indivíduos com quadros demenciais, essas medicações deveriam ser evitadas sempre que possível. Os antipsicóticos são freqüentemente usados nesse grupo de pacientes para a modulação de transtornos do comportamento que são muito freqüentes nos quadros demenciais. Esses resultados devem servir de estímulo para a incorporação de outras ferramentas que possam modular o comportamento dos idosos com quadros demenciais, e aí não estamos falando só de medicações, mas também de atividade física, lazer e convívio social.
Há tempos já sabemos que o tabagismo aumenta o risco de derrame cerebral. Entretanto, boa parte das pessoas pensa que o AVC é problema só de gente velha, e mesmo que o tabagismo seja um fator de risco para derrame cerebral, o prejuízo só apareceria no fim da vida. As coisas não são bem assim. É indiscutível que o derrame cerebral é mais comum na população idosa, mas não é tão raro entre os jovens. Uma pesquisa que será publicada ainda este mês na revista Stroke (American Heart Association) mostraque o tabagismo entre mulheres jovens aumenta seu risco de apresentar um derrame cerebral. OK. Isso já sabíamos também. A novidade do estudo foi a demonstração da relação entre o numero de cigarros consumidos por dia e o risco de derrame cerebral. Mulheres que fumavam 1 a 10 cigarros por dia apresentavam chance 2.2 vezes maior de ter um derrame do que mulheres que não fumavam, 2.5 vezes maior com 11 a 20 cigarros/dia, 4.3 vezes maior com 21 a 39 cigarros/dia, e chance 9.1 vezes maior entre aquelas que fumavam mais de 40 cigarros/dia. Muito importante também foi o fato do risco de derrame entre ex-fumantes e não fumantes não ter sido diferente. O recado está bem claro, não?
O acidente vascular cerebral, ou AVC, é a perda súbita de função de uma parte do cérebro devido à obstrução do vaso sanguíneo que nutria esta região, ou por rompimento deste vaso, extravasando sangue para dentro do cérebro. Representa uma das três principais causas de morte em todo o mundo e no Brasil é a principal causa de morte. Com o crescente envelhecimento da população, deve passar a ser ainda mais freqüente, já que é mais comum entre os idosos.
O AVC deve ser visto como um “ataque cerebral” e quanto mais cedo o tratamento é iniciado, menor a chance do indivíduo vir a apresentar seqüelas ou morrer. No caso do AVC por obstrução de um vaso (AVC isquêmico), novos tratamentos que permitem a desobstrução do vaso na sua fase hiperaguda tornam imperativo que os serviços hospitalares estejam preparados para trabalhar com a mesma rapidez e eficácia que uma equipe de fórmula 1 na hora da troca de pneus. Tais medicações são eficazes se usadas nas primeiras três horas após o início dos sintomas, e por isso deve-se ter sempre em mente que TEMPO=CÉEBRO. Após três meses do AVC, pacientes submetidos ao tratamento trombolítico (medicação endovenosa para desobstrução do vaso) têm 25% de chance de apresentar seqüelas e 40% de chance naqueles que não usam tais medicações.
Mesmo em países desenvolvidos, nem 5% dos pacientes com AVC são submetidos ao tratamento trombolítico. Não adianta um hospital ter moderna tecnologia se não tiver equipe treinada para atender um AVC. Também não adianta o milionário que mora longe de um centro especializado no tratamento do AVC pegar o seu jatinho particular, pois o tempo gasto durante a viagem pode fazer com que se perca a chance de salvar o cérebro em processo de destruição. Outro fator que contribui para a limitada indicação do tratamento trombolítico é o reduzido conhecimento sobre os sinais e sintomas do AVC pela população, fazendo com que muitos procurem assistência médica tardiamente.
Os desafios para se conseguir reduzir a morbidade e mortalidade do AVC são gigantes. Além de campanhas de prevenção e conscientização da população, o estado precisa se equipar de centros especializados de AVC. Num país continental como o Brasil, isso pode parecer inalcançável, mas a telemedicina pode mudar essa história. A telemedicina permite que centros especializados se comuniquem em tempo real com outros centros através de telefonia digital ou videoconferência. A última edição da revista Lancet Neurology publicou importantes resultados sobre o uso da telemedicina no tratamento do AVC agudo. Um centro especializado em AVC nos EUA assistiu mais de 200 pacientes com AVC na fase hiperaguda em hospitais remotos através de videoconferência ou consulta telefônica. Uma análise posterior à decisão do tratamento por um painel de experts revelou que as decisões foram corretas em 98% dos pacientes assistidos por videoconferência e em 82% daqueles assistidos por consulta telefônica. Além disso, foi alta a indicação do tratamento trombolítico (25%).
As evidências ainda não são definitivas, mas vão se tornando cada vez mais robustas para que hospitais localizados em regiões distantes de centros especializados no tratamento do AVC invistam na teletrombólise. Esse é um fértil caminho para que o AVC deixe de ser a principal causa de morte no nosso país.
A expectativa de vida do Australopitecus há 4 milhões de anos atrás era de apenas 15 anos, 25 anos para europeus na Idade Média, cerca de 40 anos no século XIX, 55 anos no início do século XX, e atualmente em muitos países a expectativa de vida já é maior que 75 anos de idade. No Brasil, os últimos dados do IBGE revelam uma expectativa de vida de 72,3 anos e a projeção para 2015 e 2026 é de 75 e 78 anos respectivamente.
Se tivermos que escolher uma única atitude saudável na vida para alcançarmos a longevidade com qualidade de vida, a prática regular de exercícios aeróbicos talvez seja a mais significativa. Não faltam estudos mostrando os efeitos positivos da atividade física sobre nossa saúde, mas um estudo publicado na última edição da revista Archives of Internal Medicine traz resultados ainda mais impressionantes. A pesquisa foi iniciada em 1984 quando mais de 500 membros de uma associação de corredores de rua com mais de 50 anos de idade passaram a ser acompanhados anualmente com questionários que avaliavam a freqüência de atividade física, índice de massa corporal, e uma escala para avaliar o nível de incapacidade funcional nas atividades diárias. O grupo de corredores foi comparado a um grupo controle formado por funcionários da Universidade de Stanford de semelhante faixa etária. Ao final de 21 anos de acompanhamento os resultados foram os seguintes: 1) a atividade física entre os corredores foi cerca de três vezes mais intensa ao longo de todo o estudo; 2) houve declínio da capacidade funcional ao longo dos anos em ambos os grupos, mas de forma menos relevante entre os corredores; 3) após 19 anos de acompanhamento, 34% dos indivíduos do grupo controle havia morrido, comparado a apenas 15% dos corredores; 4) os corredores apresentaram menor mortalidade não só por doenças cardiovasculares, mas também por câncer.
As Olimpíadas estão aí e inspiração é que não falta para realizar exercícios aeróbicos. Também não faltam argumentos que nos convençam que os exercícios aeróbicos podem acrescentar bons anos às nossas vidas.
É bastante comum vermos pessoas colocando a culpa de suas queixas de memória no cérebro que não é mais jovem. Na verdade, o envelhecimento cerebral normal provoca apenas discretas mudanças no desempenho cognitivo após os 50-60 anos de idade, muitas vezes só detectáveis através de testes rigorosos. Na maioria das vezes, porém, as queixas de memória têm mais relação com quadros de ansiedade, depressão, transtornos do sono e o estresse do dia-a-dia do que com doenças cerebrais propriamente ditas.
Infelizmente, algumas pessoas à medida que envelhecem começam a ter queixas de memória de forma mais intensa, podendo evoluir para a demência. A definição de demência é o acometimento de diversas dimensões do pensamento que chega a comprometer a capacidade de um indivíduo em realizar suas atividades habituais. Entre o envelhecimento cerebral normal e a demência, podemos encontrar pessoas que estão no meio do caminho, e essa é uma condição chamada de transtorno cognitivo leve.
Idosos com transtorno cognitivo leve costumam apresentar dificuldades significativas de memória com outras funções cognitivas preservadas, sem que isso atrapalhe de forma expressiva suas atividades diárias. Outros apresentam uma variante em que a memória é preservada enquanto outras funções estão acometidas. Nem todas as pessoas que apresentam transtorno cognitivo leve apresentarão demência no futuro, mas a grande maioria apresentará sim. A cada ano, cerca de 15% de idosos com diagnóstico de transtorno cognitivo leve receberá o diagnóstico de demência, comparado a menos de 1% para idosos sem o problema.
As causas mais comuns tanto do transtorno cognitivo leve como da demência são a Doença de Alzheimer e a Demência Vascular, esse último o resultado da destruição de partes do cérebro por doença dos vasos sanguíneos. Investir na saúde dos nossos vasos cerebrais é uma das melhores atitudes que podemos ter para reduzir nosso risco de demência (PREVIDÊNCIA VASCULAR, COMEÇE JÁ A SUA). E sabemos que um dos maiores inimigos dos nossos vasos é o diabetes, que ao longo dos anos vai silenciosamente comprometendo-os, aumentando a chance de lesões cerebrais.
Um estudo publicado na última edição da revista Archives of Neurology (Associação Médica Americana) traz mais uma confirmação que para termos um envelhecimento cerebral saudável, devemos a todo custo evitar o desenvolvimento do diabetes e a atividade física regular mantendo o peso em dia é o dever de casa básico. Para quem já apresenta a doença, o dever de casa é o mesmo, acrescido de um controle rigoroso da doença. Uma grande série de idosos americanos com o diagnóstico de transtorno cognitivo leve foi comparada a idosos sem problemas cognitivos. A freqüência do diagnóstico de diabetes não foi diferente entre os grupos, mas o grupo que apresentava transtorno cognitivo leve apresentou diabetes de forma mais complicada que o grupo controle: início do diabetes mais cedo na vida, mais anos de doença e maior necessidade do uso de insulina. E a influência do diabetes sobre o funcionamento cerebral vai além do comprometimento dos vasos sanguíneos, pois também há evidências de que a doença pode promover alterações cerebrais semelhantes às encontradas entre indivíduos com a Doença de Alzheimer.
Todo mundo conhece um pouco sobre as diferentes mudanças físicas, mentais e psicossociais que as mulheres passam quando se tornam mães, e seus potenciais reflexos sobre a saúde. Até mesmo o cérebro passa a ser diferente com a maternidade (Cérebro de mãe é turbinado mesmo). Já o efeito da paternidade sobre a saúde dos homens é um tema ainda pouco explorado pela ciência.
A paternidade no mundo contemporâneo extrapola o modelo estereotipado do pai provedor trabalhando fora e a mãe em casa cuidando dos filhos. Hoje em dia não são raros os pais que moram sozinhos com os filhos, pais que cuidam da casa enquanto a mãe que é provedora e trabalha fora, pais que moram longe dos filhos, pais numa relação homossexual, e outras variações de paternidade que pareceriam exceções à regra há algumas décadas atrás.
E será que a paternidade exerce alguma influência sobre a saúde dos homens? Os filhos podem ser um fator positivo na vida dos homens como fonte de satisfação e realização, e até de atividade física, já que muitos homens retornam à atividade esportiva incentivados pela chance de fazê-la junto aos filhos. Inclusive, atividade física junto ao filho é mais comum com o pai do que com a mãe. Por outro lado, a paternidade pode trazer efeitos negativos se, por exemplo, o homem encará-la com culpa por não viver junto ao filho ou se o homem tiver que trabalhar além dos seus limites desejáveis depois que a conta com os filhos passou a ficar mais cara, deixando de cuidar de sua própria saúde e às vezes até se sentindo penalizado. A forma como o homem vive a paternidade além de poder influenciar seus hábitos de vida, e conseqüentemente sua saúde, pode influenciar também o desenvolvimento psíquico de seus filhos e a própria saúde do relacionamento conjugal. Pesquisas ainda revelam que pais com filhos que apresentam doenças crônicas apresentam mais chance de estresse na relação conjugal e separação e também maior chance de desemprego.
Mas os estudos sobre o efeito da paternidade sobre a saúde dos homens ainda estão só no começo. O conhecimento até o momento foi muito focado no impacto psicossocial nos primeiros após o nascimento do filho, e estudos tem sido desenvolvidos para avaliar essa questão mais a longo prazo. O fator paternidade deve começar a ser levado em conta no cuidado da saúde do homem, com recomendações de equilíbrio entre trabalho e família integradas às habituais orientações de hábitos saudáveis de vida. Uma pesquisa recente envolvendo milhares de americanos revelou que o consumo de gordura total e saturada por adultos é maior nos lares com crianças.
Uma maior atenção ao lado pai do homem tem o potencial de promover sua saúde, e certamente promoverá mais saúde aos seus filhos também. Recentemente, a academia americana de pediatria passou a recomendar aos pediatras que estimulem os pais a participarem mais do dia-a-dia dos filhos, já que são inúmeras as evidências da forte influência do pai sobre o desenvolvimento dos filhos, do ponto de vista social, psíquico e cognitivo.
O derrame cerebral pode acontecer por causa de um rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro, mas sua causa mais comum é o entupimento de um vaso e conseqüente interrupção do fluxo sanguíneo para uma região do cérebro, provocando a morte das células dessa região. A isto se dá o nome de isquemia cerebral. Quando as pessoas pensam em derrame cerebral, uma imagem que comumente vem à cabeça é a de uma pessoa com seqüelas na cadeira de rodas. É uma doença grave mesmo: a principal causa de morte em nosso país. Mas nem sempre é grave e muitos deles acontecem sem chamar a atenção de ninguém.
É ultrapassada a idéia de que usamos apenas uma pequena porcentagem do cérebro. Cada pedacinho de cérebro é relevante sim. Entretanto, podemos dizer que algumas regiões do cérebro quando destruídas são capazes de provocar sintomas mais perceptíveis que outras. Algumas regiões até podem ser destruídas que o indivíduo nem se dá conta de que algo aconteceu. E essa não é uma situação incomum no cérebro que envelhece: isquemias cerebrais silenciosas podem ser encontradas em boa parte das pessoas acima dos 60 anos de idade. Quando se fala em lesões que chegam a provocar um buraquinho no cérebro, estudos com ressonância magnética revelam que cerca de 20% dos idosos apresentam tais lesões sem nunca ter apresentado sintomas relacionados. Quando se fala em lesões que só fazem pequeninas cicatrizes no cérebro, essas estão presentes em até 90% dos idosos.
No conjunto, essas pequenas lesões fazem parte daquilo que se chama de doença de pequenos vasos cerebrais. Uma ou duas pequenas cicatrizes realmente não costumam provocar sintomas, mas o cérebro de um indivíduo que apresenta inúmeras dessas cicatrizes ou buraquinhos, esse sim começa a funcionar de forma ineficiente. Algumas pessoas chegam a apresentar dificuldades graves do pensamento e da marcha, e hoje em dia reconhece-se que essa seja a principal causa de déficit cognitivo entre os idosos. Existem fatores genéticos que determinam o quanto de lesões terá um cérebro que envelhece. Entretanto, é bem sabido que os conhecidos fatores de risco para aterosclerose (ex: hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, etc.) aumentam significativamente a chance de uma pessoa colecionar mais dessas lesões ao longo dos anos.
O que fazer para proteger nosso cérebro dessas lesões? São as mesmas coisas que boa parte das pessoas sabe que são eficazes para reduzir o risco de um infarto do coração ou derrame cerebral: 1) não fumar; 2) praticar atividade física; 3) reduzir o estresse; 4) para quem tem doença do coração, alterações do colesterol, diabetes ou hipertensão arterial, tratar essas condições com preciosismo; 5) bebidas alcoólicas só se for com moderação; 6) dieta saudável e controle do peso. (Visite o Post Previdência Vascular). E no quesito dieta saudável, os peixes estão com a bola toda.
O consumo regular de peixes ricos em Ômega 3 (ex: sardinha, atum, salmão) pelo menos duas vezes por semana já é bem reconhecido como uma atitude que reduz o risco de doenças cardiovasculares e também a Doença de Alzheimer. A última edição da revista Neurology ( Academia Americana de Neurologia) publicou uma pesquisa que demonstrou pela primeira vez que o consumo regular de peixes ricos em Ômega 3 (≥ 3 vezes por semana) reduz a chance de acúmulo de pequenas isquemias cerebrais. O estudo foi desenvolvido ao longo de cinco anos com mais de 3600 finlandeses com mais de 65 anos. Importante: o efeito protetor ao cérebro deixa de existir quando o consumo é de peixe frito.
























