O aneurisma cerebral é uma dilatação de um segmento de uma artéria do cérebro fazendo com que sua parede fique frágil e com maior chance de se romper. Quando rompe, o sangue extravasa dentro da cabeça e o risco de morte é de cerca de 40%.

 

É comum as pessoas terem medo de ser portadoras de aneurisma cerebral e muitas vezes perguntam a si mesmas e aos médicos se não valeria a pena fazer exames para detectá-los “a tempo”. Atualmente recomenda-se que indivíduos com dois ou mais parentes de primeiro grau que apresentam aneurismas cerebrais confirmados devam ser investigados, pois são esses que apresentam um risco significativamente aumentado.

 

Um novo estudo publicado na última edição da revista inglesa Brain confirma que indivíduos com mais de um parente primeiro grau com história de sangramento por aneurisma cerebral devam ser investigados de forma profilática. Cerca de 21 mil parentes de primeiro grau (pais, filhos e irmãos) de mais de cinco mil pacientes suecos com diagnóstico de aneurisma cerebral foram avaliados. A chance de uma pessoa apresentar sangramento por aneurisma cerebral é duas vezes maior do que da população geral quando esta tem um parente de primeiro grau com a doença. Se a pessoa tem dois parentes com o problema, o risco passa a ser 51 vezes maior e poderíamos extrapolar esses resultados para uma chance em apresentar sangramento de 26%, se considerarmos que a freqüência de SANGRAMENTO por aneurisma cerebral na população geral é de @ 0.7%. Os exames de “screening” nessa situação não deveriam ser feitos uma única vez, já que o aneurisma cerebral pode se desenvolver ao longo da vida adulta, mesmo após exame inicial normal. 
 
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