PSIQUIATRIA NUVEM shutterstock_222849004
 .
Pensamos em ter uma mente produtiva, afiada, atenta, e a ideia de fugir da realidade, mesmo que por um pequeno espaço de tempo, pode parecer contraproducente.  Como será possível conciliar o vagar dos pensamentos com toda essas expectativas?
 
Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico Psychological Science joga uma boa luz nessa questão e faz a gente refletir que esse estado de sonhar acordado pode muitas vezes ser um aliado do nosso desempenho cognitivo, incrementando, por exemplo, nossa criatividade.  
  
Esse estudo acompanhou por uma semana quase 300 estudantes do ensino médio que eram interrogados 8 vezes ao dia se estavam ou não com pensamentos em outras coisas que não estivessem ligadas ao que estavam fazendo num determinado momento. Essa abordagem foi feita inicialmente em laboratório e em outro momento na vida real.
 
Os resultados mostraram que em em 30% das situações os estudantes estavam com a mente em “outras coisas” e isso foi mais frequente na vivência de laboratório, talvez por ser uma experiência pouco estimulante. A variação entre eles não foi pequena, sendo que em um dos voluntários, o pensamento estava em outro lugar em 97% das situações em que foi testado!
 
O principal conteúdo desses escapes mentais dizia respeito a fantasias, problemas e preocupações, tarefas a serem cumpridas e experiências visuais e sonoras do ambiente. Na maioria das vezes, os estudantes estavam com parte da mente conectada às atividades que estavam fazendo.  Nos testes de laboratório, aqueles que tinham melhor capacidade de atenção e os que eram menos ansiosos também sonhavam menos acordados. Parece óbvio? O mais interessante da pesquisa foi a demonstração que no mundo real as coisas foram diferentes.
 
No dia a dia fora do laboratório, os estudantes que tinham piores habilidades executivas e de atenção não apresentaram mais desses escapes. Quando estavam tentando se concentrar, aqueles com melhores desempenhos de atenção ficavam mais ligados na tarefa. Entretanto, quando não estavam forçando a concentração, estes com ótima atenção sonhavam acordados mais frequentemente que os outros. O fator que estava mais ligado à frequência com que os estudantes ficavam vagando com suas mentes foi a capacidade de estar aberto a novas experiências o que refletia uma maior tendência a conteúdos fantásticos. E isso pode ser um grande parceiro da criatividade.
 
Isso tudo nos faz pensar que um cérebro com boa atenção e processamento rápido é importante, mas as fugidinhas do pensamento podem também ser muito interessantes, especialmente para a criação e consolidação da memória. E o que seria do nosso equilíbrio mental sem boas doses de fantasia?
Resultado de imagem para nature urban
Alguns estudos têm apontado efeitos positivos do “efeito natureza” sobre algumas funções cognitivas como, por exemplo, atenção, memória e linguagem. Temos evidências de que uma experiência de quatro dias de imersão na natureza, longe de bytes e pixels, é capaz de aumentar nossa capacidade criativa.
 
Pesquisadores escoceses e ingleses têm demonstrado nos últimos anos que, mesmo dentro da cidade, o contato com o verde pode trazer benefícios ao cérebro. Voluntários caminharam pela cidade de Edimburgo com um aparelho de eletrencefalograma portátil. Quando passaram por ruas comerciais agitadas, o cérebro se mostrou bastante excitado, o contrário do que aconteceu em um parque da cidade, quando as ondas cerebrais ficaram mais “meditativas”. Sabemos também que pessoas que moram próximas a árvores e parques têm níveis menores do hormônio do estresse cortisol quando comparadas às que vivem cercadas de concreto por todos os lados. Nesta ultima semana, pesquisadores das Universidades de York e Edimburgo mostraram que idosos que caminhavam em espaços da cidade em que o verde estava bem presente, intercalado pela ‘floresta de concreto’, apresentaram uma atividade cerebral mais modulada e maiores manifestações de bem-estar quando se comparava a espaços com pouco verde.
 
Já é bem reconhecido que as pessoas que vivem nas grandes cidades têm maior risco de apresentar transtornos mentais. Através de ressonância magnética funcional, foi demonstrado que o cérebro de quem mora no campo reage de forma diferente a estímulos de estresse do que o de moradores da cidade. Isso rendeu até a capa da prestigiada Nature.
 
O local onde moramos pode mesmo influenciar nossa saúde, não só a saúde mental. Sabemos que morar à beira de rodovias aumenta o risco de doenças cardiovasculares devido à poluição do ar, e quanto maior o número de restaurantes “fast food” na vizinhança, maior o risco de infarto agudo do coração e derrame cerebral. O risco de diabetes é menor em comunidades que têm na vizinhança boas opções para realização de atividade física, além de comércio com oferta de produtos alimentícios saudáveis. Isso sem falar no trânsito.

Imagem relacionada

.

Um estudo recém-publicado por pesquisadores da Universidade da Florida no periódico Frontiers in Psychology mostrou mais uma vez que meninas são tão boas em matemática quanto os meninos. A novidade é que eles se auto-avaliam melhor. Os meninos acreditam que têm mais habilidade, 27% a mais do que as meninas. Efeito cultural? Sabemos que as mulheres têm mais tendência ao perfeccionismo enquanto os homens são incitados desde cedo a enfrentar desafios.

Os alunos estudados nessa pesquisa estavam no fim do ensino médio, época decisiva na escolha do curso superior. Essa menor confiança das meninas pode explicar em parte o menor numero de mulheres em profissões como engenharia, ciência e tecnologia.

Em 2015, outra pesquisa publicada pela revista Science avaliou 1800 pesquisadores e estudantes de graduação, de 30 diferentes disciplinas. Entre outras perguntas, eles tinham que responder quais qualidades julgavam importantes para alcançar o sucesso em seus ramos.  As áreas em que os entrevistados julgavam que o brilhantismo era fundamental foram também as menos representadas por mulheres. Essa crença leva as mulheres a inconscientemente se afastar desses campos do conhecimento.  Pode também levar à discriminação em exames de seleção.

É bom lembrar que não há qualquer evidência científica de que os homens são mais brilhantes que as mulheres. Testes de inteligência têm mostrado que as pessoas têm apresentado melhor desempenho de geração em geração, fenômeno intrigante conhecido por efeito Flynn. Nosso QI tem mais chance de ser maior que dos nossos pais enquanto o dos nossos filhos será maior que os nossos. James Flynn, o pesquisador que inspirou o termo por ter sido o primeiro a demonstrá-lo na década de 1980, revelou recentemente que sua última pesquisaapontou pela primeira vez que as mulheres não deixam nada a dever aos homens nos escores de QI. A amostragem da pesquisa envolveu voluntários da Austrália, Nova Zelândia, Estônia, África do Sul e Argentina.

De acordo com Flynn, o resultado pode ser explicado pelo maior acesso das mulheres a educação e trabalho, entre outras oportunidades de estímulo cognitivo do mundo moderno. Será que elas vão ultrapassar os homens nas próximas décadas?

Image result for child digital at the dinner

Uma recente pesquisa conduzida nos EUA (Common Sense Media) mostrou que adultos de diversos estratos socioeconômicos ficam uma média de nove horas e 22 minutos na frente das telas, incluindo smartphone, tablet, TV e computador. Ah, mas a maioria desse tempo deve ser trabalhando! Negativo. Oito horas são dedicadas a questões pessoais. Fala-se muito dos limites de tempo que as crianças devem respeitar, mas elas precisam de exemplo.

Outro resultado impressionante dessa pesquisa foi o fato de 78% dos voluntários acreditarem que eles são bons modelos de como seus filhos deveriam usar a tecnologia digital. Com os pais tão plugados as crianças podem se sentir ignoradas e além disso vão querer imitar o hábito dos pais. E essa história não acaba bem. Sabemos que o excesso de telinhas na vida das crianças e adolescentes está associada a um menor desempenho em funções cognitivas como a atenção, menor rendimento escolar, menos atividade física, mais obesidade… No caso dos nenéns de pais superconectados, já é descrito um atraso no aprendizado de reconhecimento de sinais não verbais na comunicação. Sofrem do fenômeno de ˜faces congeladas” –  pais inanimados na frente das telas.

Que tal começar retirando as telinhas da mesa de refeições?

 

Resultado de imagem para klimt beijo
 .
A resposta é sim, só que mais nem sempre é melhor. Uma pesquisa publicada em 2015 pelo jornal Social Psychological and Personality Science apontou que a frequência de relações sexuais aumenta o quanto o indivíduo se sente feliz. Mas acima de uma vez por semana, mais sexo não traz mais felicidade. O estudo avaliou por três décadas cerca de 30 mil americanos heterossexuais com relações estáveis.
 
Este mês, tivemos os resultados de outra pesquisa liderada por pesquisadores da Universidade da Flórida nos EUA demonstrando que americanos recém-casados tinham relações sexuais a cada 3 dias, mas cada relação provocava um efeito de satisfação que durava até dois dias em média. Os voluntários que apresentavam mais esse efeito pós-relação eram os que mais se sentiam satisfeitos com o casamento após 4-6 meses do inicio do estudo. A pesquisa enfatiza que o sexo, além do prazer e da função reprodutiva, também é uma ferramenta valiosíssima para manter uma relação no longo prazo.  
 
 
Sexo faz bem à saúde
 
Nas últimas décadas, pesquisas científicas rigorosas têm revelado que o sexo traz inúmeros benefícios à saúde.  Alguns desses estudos acompanharam indivíduos de meia idade e idosos por até 20 anos e têm sido quase unânimes em mostrar que a atividade sexual está associada a uma menor mortalidade, inclusive por doença isquêmica do coração. E sexo também promove nossa saúde mental.  Uma vida sexual ativa está associada a menos ansiedade, menos agressividade e menos depressão.
Woman Wearing Yellow Dress Beside Woman Wearing Red Dress
.
.
Estamos familiarizados com a ideia de que existem poucas mulheres em posições de poder. Menos de 15% dos cargos executivos são representados por mulheres e elas compõem menos de 5% da lista dos 500 tops da revista Fortune.
 .
As mulheres enfrentam mais obstáculos que os homens para alcançar posições de poder e, quando alcançam, os obstáculos são maiores do que no caso dos homens. Estamos falando de discriminação mesmo. Elas ainda hoje carregam o estigma de serem menos competentes e preparadas para assumir cargos de liderança.  Além disso, muito preconceito ainda existe ao ver as mulheres “roubarem” tempo da família para se dedicar ao trabalho. A CEO do Yahoo recentemente foi bastante criticada, e por muitos quase “apedrejada”, quando decidiu por uma licença maternidade bem curta após gerar dois filhos gêmeos.
 .
Estudos têm-nos mostrado que existem outras questões que fazem com que as mulheres subam menos na escada de poder no trabalho. Pesquisadores da Universidade de Harvard estudaram mais de 4000 indivíduos incluindo executivos em posições de liderança, alunos de MBA de excelência e até estudantes do college. Eles mostraram que, em todas essas fases da vida profissional, as mulheres têm objetivos de vida mais diversificados, como tempo para se dedicar às suas coisas pessoais (atividade física, lazer e amigos) e tempo para filhos e família. Elas enxergam as posições de poder no trabalho, da mesma forma que os homens, como formas de alcançar respeito, prestígio e riqueza. Entretanto, elas identificam mais pontos negativos que os homens como o estresse e sacrifício da vida pessoal.
 .
Elas consideram que têm o mesmo potencial que os homens em alcançar as posições de poder, mas preferem ficar num degrau intermediário. Elas podem ter o poder, mas não querem. Quando mulheres e homens são interrogados para apontar numa escada três posições hierárquicas, a que eles consideram estar no momento, a que eles teriam capacidade de alcançar e a posição que gostariam de estar, homens e mulheres não são diferentes nas posições que estão no momento e nas que podem alcançar, mas as mulheres se posicionam abaixo dos homens onde gostariam de estar.
 .
Muitas transformações, recentes transformações. As mulheres não querem só comida (poder). Querem comida, diversão e arte. Elas não querem só dinheiro. Querem dinheiro e felicidade. (Comida – TITÃS).

 

 

Atenção é o que você quer? Uma dose de chocolate pode ser um bom negócio e você ainda pode ganhar um bocado de motivação e melhorar os graus de ansiedade e fadiga. Melhor ainda se o chocolate tiver uma dose extra de cafeína. Essas são as conclusões de um estudo recém-publicado por pesquisadores das universidades de Clarkson e Georgia nos EUA.  

 

Já sabíamos que o cacau é capaz de aumentar o fluxo sanguíneo cerebral e também a memória e atenção. O que o atual estudo acrescenta é que o chocolate pode até melhorar o estado de ansiedade, algo que a cafeína pura sem o cacau pode piorar. Esses resultados foram demonstrados após 30 e até 120 minutos do consumo de chocolate com 30 ou 70 mg de cafeína. O chocolate com maior conteúdo de cafeína promoveu um melhor desempenho cerebral. 

 

Além da cafeína, outros compostos presentes no cacau podem colaborar para esse empurrãozinho no desempenho cognitivo. Outro estudo publicado em 2013 pela revista Neurology mostrou que, após o consumo de chocolate, os benefícios não foram diferentes entre voluntários que comiam chocolate rico em flavanols (chocolate amargo) e aqueles que recebiam chocolate menos rico nessas substâncias. Ambos os tipos de chocolate promoveram melhora nos indicadores cognitivos, sugerindo que os flavanols não devem ser vistos como os únicos candidatos para os efeitos benéficos sobre o cérebro. Além disso, pode ser que o cérebro seja tão sensível aos efeitos dos flavanols que, até em baixas concentrações, esses compostos já podem fazer a diferença. 

ba36b-couple-cute-art

.

Nas últimas décadas houve um declínio evidente na proporção de pessoas casadas. Já tivemos cifras em torno de 70% na década de 1970 e chegamos em 2014, no Brasil, com 38,6% das pessoas acima de 15 anos casadas e 49,2% solteiras. A região norte tem a maior proporção de solteiros (60,5%), seguida pelas regiões nordeste (56,7%), centro-oeste (48,6%), sudeste (44,3%) e a região sul (44,2%). Quando falamos de união conjugal, independente de papel no cartório, a média nacional é de 56.7%.

Muitos enxergam o casamento como uma decisão que concorrerá com a liberdade e isso ocorre especialmente entre os homens jovens. Entretanto, poucos têm consciência dos benefícios que uma parceria estável traz ao individuo. Pesquisas revelam que um projeto de vida a dois tem repercussões positivas em várias dimensões da vida e a seguir elenco alguns números entre os homens casados:

– melhores salários e mais estabilidade no emprego;

– vida sexual mais satisfatória. Um estudo americano mostrou que 51% dos homens casados dizem estar extremamente satisfeitos com suas vidas sexuais, comparados a 36% no caso dos solteiros;

– melhor saúde física e mental. Nos EUA, homens casados vivem em média 10 anos a mais que os solteiros e, quando se fala em felicidade, 43% reportam que estão muito felizes, enquanto apenas 24% dos que moram juntos dizem o mesmo.

Apesar desses números, quase metade dos casamentos acaba em divórcio, e na maioria das vezes, a mulher é quem toma a decisão. No Brasil os casamentos duram em média 15 anos e a maior taxa de divórcio é a do Distrito Federal (DF). A menor, três vezes menor que no DF, é a do Amapá.

Gray Scale Image of Xbox Game Controller

A Academia Americana de Pediatria preconizava que crianças acima de seis anos deveriam ficar no máximo duas horas por dia em frente aos eletrônicos, e isso inclui o celular, tablet, a TV, videogames e computador sem fins de atividade acadêmica. Sabe-se que as crianças que passam dos limites nas telinhas têm mais chance de apresentar comportamento violento, início precoce da vida sexual, transtornos alimentares, obesidade, transtornos do sono, assim como maior risco de consumir álcool e cigarro.
 
No final do ano passado a mesma academia publicou um novo documento mostrando-se um pouco mais flexível e não deram mais um limite fixo de horas, mas incentivaram os pais a limitarem o uso dos eletrônicos visando não concorrer com o tempo destinado aos deveres de casa, sono, atividade física e sociabilidade. Para as crianças entre 2 e 5 anos recomendaram um limite de 1 hora por dia de eletrônicos e para as menores de dois anos, pequenos contatos de atividades inteligentes` sempre acompanhados dos pais.         
 
Um estudo recente joga mais luz sobre o assunto e dessa vez aborda os limites do uso de videogames. Os resultados foram publicados no periódico Annals of Neurology e demonstraram que até uma certa quantidade de horas semanais a brincadeira faz até bem para o cérebro das crianças. Como se esperava, quantidades maiores atrapalham.
 
Quase 2500 crianças com idades entre entre 7 e 11 anos de idade foram estudadas e os pesquisadores concluíram que até uma hora semanal de videogame teve influência positiva nas habilidades motoras e cognitivas das crianças. A partir de duas horas semanais o efeito não foi bom. Não houve qualquer incremento adicional nos testes motores e cognitivos (mais não é melhor), mas as crianças passavam a ter mais problemas de comportamento e menores habilidades sociais. Essa influência negativa foi mais robusta nas crianças que jogavam nove ou mais horas por semana.   
 
Uma parte das crianças também foi submetida a exames de ressonância magnética que mostrou uma maior conectividade funcional em circuitos críticos para o aprendizado entre o usuários de videogame.

 

.

Não só o povo brasileiro, mas toda a raça humana é otimista.  Essa é a conclusão de uma série de pesquisas que aponta que cerca de 80% das pessoas superestimam as chances de eventos positivos quando têm que predizer o futuro. Esse é um fenômeno inerente da natureza humana e é observado independente do gênero, da raça, idade e nacionalidade. Mesmo os experts são otimistas quando analisam prognósticos em suas áreas.

Pensamos que vamos viver acima da expectativa de vida do brasileiro, que teremos muito sucesso na carreira quando completamos um curso de formação e que nossos filhos serão brilhantes.  Também costumamos subestimar as chances de eventos negativos, pois achamos que essas coisas só acontecem com os outros – divórcio, acidentes de carro, doenças graves. Temos a tendência de incorporar ao nosso repertório as notícias que são ainda melhores que a nossa expectativa inicial. O contrário não acontece. Quando temos contato com previsões piores que nossa ideia inicial, não damos muita bola. A posição otimista é resistente a mudanças.

Pesquisas também mostram que as pessoas com quadros depressivos são as únicas que não apresentam essa expectativa otimista superestimada do futuro. Aqueles com um quadro de depressão leve não apresentam expectativas desviadas nem para o lado positivo, nem para o negativo. Já aqueles com depressão grave enxergam o futuro de uma forma negativa exagerada.

Os cientistas já localizaram as regiões do cérebro que orquestram esse otimismo. Quanto mais otimista for uma pessoa, menos importância seu lobo frontal direito (giro frontal inferior) dará para expectativas ruins. É como se a censura ficasse adormecida. Quando a previsão é ainda melhor do que o esperado, os lobos pré-frontais são ativados de forma similar, tanto nos pouco como nos muito otimistas. Além disso, quando pensamos no futuro com otimismo, duas regiões envolvidas no controle das emoções são ativadas (amígdala e giro do cíngulo anterior rostral), as mesmas regiões disfuncionais em indivíduos deprimidos.

Mas afinal, esse otimismo é um aliado de nossa saúde? Na maior parte das vezes sim. Os otimistas têm maior longevidade e melhores marcadores de saúde. Apresentam menores índices de doença cardiovascular, doenças infecciosas, ansiedade e depressão, e vivem mais quando acometidos por doenças como câncer e AIDS. Além disso, já foi demonstrado que pessoas mais otimistas têm maior tendência a assumir hábitos de vida saudáveis. Por outro lado, aqueles com excesso de otimismo podem ter uma saúde mais vulnerável, pois tem maior tendência em assumir comportamentos de risco.

E por que o ser humano é tão otimista? Uma explicação bem interessante é a de que, ao adquirirmos a consciência sobre o futuro, passamos a conviver de forma mais intensa com a idéia de nossa finitude e nossas fragilidades. Ilusões otimistas criam um equilíbrio para que toda nossa consciência não atrapalhe a dinâmica da vida.

 

 Resultado de imagem para power meaning book

 

A jornalista Emily Esfahani Smith publicou recentemente o livro Power of a Meaning, Editora Crown, New York, a partir de onze dólares na Amazon. Ela oferece um guia de como esculpir nossas vidas para que elas façam a diferença.

 

Ser feliz? Todo mundo quer, mas será que a missão de encontrar a felicidade, fortemente estimulada pela indústria da autoajuda, não tem deixado as pessoas mais vazias, infelizes? Ela propõe que desviemos o foco da felicidade para uma vida cheia de sentido, vida dedicada a algo maior do que o eu. Um dos passos fundamentais para a publicação do livro foi seu artigo escrito em 2013 na revista americana The Atlantic : Há muito mais para a vida do que ser feliz. Esfahani provoca a reflexão de que a empreitada de encontrar a felicidade traz consigo um modelo de retirada. Isso é diferente no caso da busca por uma vida que faça sentido em que o pilar mais forte é a doação, o altruísmo.

 

Existem falsos substitutos para esse sentido, criando uma sociedade com um vácuo existencial. A tecnologia nos ajuda e ajudará muito mais, mas ela também tem seu lado negro. Para termos uma vida com sentido precisamos ser conscientes e presentes. Difícil imaginar isso com um headphone no ouvido e nutrindo a mente e o cérebro com estímulos a conta-gotas que prevalecem nas plataformas das redes sociais.

 

A felicidade é uma condição fluida, efêmera. A percepção de sentido na vida é duradoura.

Black Round Analog Wall Clock

 

Os adolescentes e pré-adolescentes acham que entrar na sala de aula às sete da manhã é muito cedo. Eles não são preguiçosos. O sono deles é diferente mesmo. Eles têm uma tendência fisiológica em ir para a cama mais tarde e acordar mais tarde também e, após o início da puberdade, esse horário avança em até duas horas, com o pico aos 17-18 anos.

 

Uma menor produção e um pico de concentração atrasado do hormônio melatonina nessa faixa etária explica em parte essas mudanças. A exposição às telas dos computadores, TVs, tablets e smartphones contribuem também para empurrar o horário de dormir para horários mais avançados. A luz no período noturno inibe ainda mais a produção de melatonina.

 

Os resultados de experiências de algumas escolas em retardar o inicio das aulas têm sido bastante positivos. Atrasar o início da aula em uma hora ou mais tem resultado em melhor desempenho acadêmico, maior freqüência escolar, menos depressão e menos acidentes de carro. Esta semana tivemos os resultados de um estudo conduzido pela Universidade McGill no Canadá. A pesquisa mostrou que entre os mais 30 mil estudantes estudados, aqueles que começavam as aulas mais tarde, nove e meia da manhã, dormiam melhor e sentiam-se menos cansados durante o dia do que aqueles que entravam na sala de aula às oito.

 

Depois de tantas evidências, a Academia Americana de Pediatria publicou um documento recomendando que as aulas para essa faixa etária devem começar depois da 8:30h. E a quantidade de sono faz diferença. Adolescentes que dormem oito ou nove horas têm melhor desempenho que aqueles que dormem menos.

 

E se atrasar o início das aulas vai sobrar tempo paras as atividades extra-escolares? As pesquisas também mostram que começar a escola mais tarde não atrapalha outras atividades como trabalhar meio período ou praticar esportes.

adult, beauty, black and white
.
Sabemos há um bom tempo que experiências que têm conteúdo emocional são capazes de produzir memórias mais vívidas e duradouras. Mas será que a emoção também pode influenciar a memória de outros conteúdos sem componentes emocionais? Pesquisadores da Universidade Nova Iorque publicaram recentemente um estudo na revista Nature Neurosciencedemonstrando que a resposta é um sim.
 
Eles mostraram que as experiências emocionais em humanos são capazes de induzir estados de funcionamento cerebral que persistem por algum tempo após esse evento e favorecem a consolidação de memórias neutras, sem conteúdo emocional. É como se as emoções deixassem as outras memórias subsequentes mais coloridas.  
 
O experimento que eles conduziram pedia aos voluntários que eles apreciassem uma série de imagens que elicitavam emoção e, após 10-30 minutos, eles eram apresentados a imagens sem conteúdo emocional. Outro grupo de voluntários fazia o contrário: primeiro as imagens neutras e depois as com emoção.
 
Seis horas depois os voluntários eram submetidos a uma testagem de quanto eles se lembravam das imagens neutras. Os resultados mostraram que aqueles expostos ao conteúdo emocional primeiro tiveram melhor desempenho nos testes de memória. Além disso, exames de ressonância magnética funcional apontaram que o estado funcional do cérebro desencadeado pela experiência emocional persistiu por cerca de trinta minutos. Poderíamos chamar esse efeito de “ressaca emocional”.   

Timelapse Photography of Vehicle on Concrete Road Near in High Rise Building during Nighttime

.

Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico Lancet mostrou que quem mora perto de áreas com grande circulação de automóveis tem um risco maior de desenvolver um quadro de demência. O estudo foi realizado na cidade de Ontário no Canadá com duração de dez anos.

 

Há evidencias em roedores que a poluição do ar promove estados de inflamação no cérebro, assim como o fenômeno de degeneração.  Já foi demonstrado também que o ar poluído aumenta o grau de aterosclerose que por sua vez pode levar ao aumento da incidência de lesões vasculares no cérebro.

 

Vale lembrar que as lesões vasculares representam a segunda causa mais comum de demência na maioria das populações, perdendo para a Doença de Alzheimer. Em algumas populações, a demência por lesões vasculares é até mais freqüente que a Doença de Alzheimer.

  

E tem também a poluição sonora

 

A exposição a um exagero de barulho pode ser um fator estressante comparável ao estresse psicológico, podendo levar a alterações no sistema nervoso autônomo e endócrino que promovem a redução de calibre de pequenas artérias, aumentando o risco de lesões vasculares, não só no coração, mas também no cérebro.

 

Ruído em excesso mexe com o corpo e a mente mesmo que de forma inconsciente. Não é difícil imaginar que muito barulho também atrapalha o desempenho cognitivo.  Entre adultos, há evidências de piora da memória e de funções executivas durante a exposição ao barulho e mesmo um pouco depois de sua suspensão. As crianças são ainda mais vulneráveis, já que estão em franco processo de desenvolvimento cognitivo e os estudos apontam que múltiplas dimensões da cognição são afetadas por um ambiente cronicamente barulhento, como é o caso da atenção, motivação, memória e linguagem, chegando ao ponto de entenderem menos aquilo que lêem.

 

Essa alta exposição a ruídos pode levar a um comportamento mais agressivo, reduzindo a capacidade de cooperação, o que pode se refletir no trânsito como um círculo vicioso. Mais ruído, mais intolerância, mais buzina, mais intolerância, mais acidentes…

 

E nem falamos da poluição visual. Mas isso fica para uma próxima vez.

 

Woman Wearing Gray Scarf and Gray Coat Near Group of People

Estima-se que 2/3 dos casos de doença de Alzheimer ocorram entre as mulheres

As mulheres vivem mais, mas parece que existem outros fatores biológicos que ajudam a explicar essa diferença. Muitos candidatos estão na fila, mas sem resultados conclusivos até o momento. Um deles é a redução dos níveis de estrogênio com a menopausa. Isso pode potencializar o risco de uma mulher que já é geneticamente predisposta a apresentar a doença.

 

Outra possível explicação é o efeito protetor da educação formal. Apesar das diferenças educacionais entre os gêneros terem diminuído fortemente nos últimos anos, elas ainda existem em muitas regiões do mundo, especialmente em populações mais idosas.

 

Uma diferente resposta ao estresse e a maior prevalência de ansiedade e depressão entre as mulheres podem fazer a diferença. Eventos desgastantes como doenças, divórcios e problemas no trabalho parecem aumentar o risco de demência entre as mulheres, mas o mesmo não acontece com os homens. O estado de ansiedade de uma mulher aumenta as chances dela desenvolver a doença e essa associação não foi demonstrada entre os homens.

 

A doença é mais agressiva no caso delas

As pesquisas mostram que, após o diagnóstico de Alzheimer, os homens têm um melhor desempenho em diferentes domínios cognitivos como memória, habilidades visuoespaciais e até mesmo linguagem, função esta que as mulheres levam vantagem sobre os homens quando se pensa em indivíduos saudáveis.

 

A chance de apresentarmos um quadro de demência chega a 25% após os 80 anos, 50% após os 90, sendo que a causa mais comum é a Doença de Alzheimer. Ela é mais freqüente entre as mulheres e as evidências apontam que as lesões cerebrais associadas à doença têm maior repercussão clínica entre elas. Essas pesquisas solidificam o conceito de que a doença nas mulheres é mais agressiva.

 

Além disso, mulheres cuidam de parentes com a doença de Alzheimer 2.5 vezes mais que os homens, e em 20% dos casos têm que abandonar o trabalho.

 

E não é que o som ambiente pode mudar o sabor da sua ceia? Se a ceia tiver muitas comidinhas doces ou azedas, ela ficará mais saborosa se a música tiver tons mais agudos. A torta de limão terá mais presença ao som de violinos de Vivaldi. Se na ceia predominar gostos amargos ou unamis**, música com tons graves realçará os sabores. O café, sem dúvida, será muito bem acompanhado por uma ária com Plácido Domingo. Essa influência de uma experiência sensorial sobre outra é uma interessante linha de pesquisa da Universidade de Oxford na Inglaterra liderada pelo psicólogo Charles Spence.

O laboratório de Spence testou também diferentes músicas para diferentes vinhos.  O mesmo vinho é considerado mais encorpado ao som de Carmina Burana de Carl Orff quando comparado ao som de uma cantora pop como Fernanda Takkai.

Spence tem levado suas experiências para o mundo real. Ele criou uma playlist para a British Airways direcionada ao cardápio dos vôos e dá seus pitacos em restaurantes sofisticados. Defende também a ideia de que uma pasta fica mais autêntica se tiver uma música italiana ao fundo, cítaras para comida indiana, e por aí vai.

** unami é reconhecido como um quinto tipo de sabor, lado a lado com doce, azedo, amargo e ácido.  Unami é uma palavra de origem japonesa e significa delicioso, saboroso.  Alimentos ricos em glutamato como as algas marinhas, cogumelos shitaki e crustáceos são exemplos do sabor unami. Na verdade, o sabor nem é tão divino, mas ele torna agradável a palatabilidade de um grande número de alimentos. É a delícia do queijo parmesão por cima do molho bolonhesa.

Man Standing on High Round

Parece que a redução do volume da região parietal posterior do cérebro é mais importante que a idade por si só para essa aversão a riscos. Esta é a conclusão de um estudo recém-publicado pela prestigiada revista Nature Communications.

A população está envelhecendo como nunca. Calcula-se que em 30 anos, pela primeira vez na historia, existirão mais pessoas com mais de 60 anos do que crianças. É um grande contingente da população tendo que tomar decisões o tempo todo, médicas, financeiras, etc.

Pesquisadores da Universidade de Nova Iorque já haviam demonstrado, em adultos jovens, que quanto menor o volume da região parietal posterior do cérebro, menor a tendência em correr riscos. Esta é uma região especialmente vulnerável à redução volumétrica normal do cérebro associado à idade. Então os mesmos pesquisadores perguntaram se a redução dessa área cerebral com o envelhecimento era mais preditiva que a idade por si só para o desenvolvimento de uma dificuldade em se envolver em riscos. Dito e feito. A análise de situações de risco de 52 voluntários com idades entre 18 e 88 anos mostrou que essa região cerebral faz mais diferença que a idade. Foram testes como escolher entre ganhar $5 ou apostar em ganhar $20 com 25% de chance de êxito. Esta região parietal também está envolvida no planejamento de movimentos, localização espacial e atenção.

cooking, food, garlic

.

Mulheres preferem o cheiro de homens que se alimentaram há pouco tempo de alguns tipos de alimento e entre eles está o ALHO!

 

Já existiam pistas de que fêmeas de algumas espécies dão preferência a machos que se alimentaram recentemente de dietas ricas em nutrientes. Esse é o caso das salamandras, por exemplo. Recentemente, pesquisadores da República Tcheca demonstraram que as mulheres têm mais prazer em sentir o cheiro do suor de homens que comeram alho. Elas relatavam que o cheiro era mais másculo e atraente do que o suor de um grupo controle. Pelo menos quatro dentes de alho ou uma cápsula com um grama de extrato de alho foram necessários para esse efeito. O alho tem poder bactericida e antioxidante e é capaz de mudar o cheiro do suor.  Uma das hipóteses para a maior atração das mulheres por esse suor é que ele pode disparar um aviso de que aquele macho é um potencial parceiro saudável.

 

Um outro estudo publicado este ano demonstrou que as mulheres dão preferência ao cheiro de camisetas de homens que consumiram mais alimentos ricos em carotenoides como cenoura e abóbora. Esses alimentos provavelmente disparam um mecanismo arcaico nas fêmeas de que aquele macho é mais saudável. Deficiência de carotenoides está associada a mais infecções e mortalidade. Além disso, homens brancos são considerados visualmente mais atraentes pelas mulheres quando têm na pele mais pigmentos amarelados dos carotenoides.

 

** O hálito de alho não costuma ser atraente. Portanto, não é uma boa ideia comer uma cabeça de alho logo antes de sair de casa para um jantar romântico.

 

 

 

Woman in Black Scoop Neck Sweater and Blue Denim Shorts

 

O que é felicidade? São incontáveis as definições, mas uma que pode nortear bem nossa conversa é a seguinte: as pessoas são mais felizes quando têm um dia a dia com predomínio de emoções positivas e também estão satisfeitas com o curso da própria vida.

 

Pesquisas realizadas com gêmeos têm demonstrado que existe sim um componente genético da felicidade. Cada um tem um nível básico de felicidade, maior em alguns, menor em outros. Essa influência genética pode ser comparada à tendência que algumas pessoas têm em estar sempre com o peso corporal em dia, independente dos altos e baixos da vida.

 

Esse perfil genético pode corresponder a 50% do grau de felicidade de uma pessoa, outros 10% têm a ver com as circunstâncias da vida (ex: inserção profissional e estado de saúde), e ainda temos uma margem de 40% daquilo que podemos exercitar para termos percepção que estamos mais felizes.

 

Atividade física faz bem ao corpo e à mente e hoje as pessoas falam com muita naturalidade sobre força, resistência, exercícios para as pernas, braços, abdome, etc. Existe outro tipo de “malhação” que realmente incrementa nosso estado de felicidade de forma mais sustentada. Outros músculos, outras resistências, um FITNESS de FELICIDADE, com ou sem personal trainer. E isso funciona num círculo virtuoso – quanto maior a regularidade dos exercícios, maior a percepção de felicidade. E quanto maior o estado de felicidade, maior a disposição para os exercícios. Isso é fácil? É preciso MOTIVAÇÃO, ESFORÇO e COMPROMETIMENTO, da mesma forma que um treinamento para os músculos do corpo.

 

E qual é a melhor série de exercícios, qual o melhor treino? Boas doses de OTIMISMO, ALTRUÍSMO e a GRATIDÃO são reconhecidas como caminhos dos mais férteis para ficar “sarado” de felicidade. Além disso, para seguirmos a vida satisfeitos com seu curso, precisamos navegar. O filósofo Sêneca nos deixou o famoso pensamento: “Para aqueles que não sabem para que porto vão, nenhum vento é bom”.

 

Alguém poderia perguntar: mas qual é a vantagem de ser feliz?

 

O estado de felicidade traz repercussões positivas não só ao indivíduo, mas à sua família, comunidade e à sociedade de forma mais ampla.  Pessoas mais felizes têm melhor desempenho profissional e melhores oportunidades, têm mais sucesso nas relações interpessoais, mais energia e saúde, o que inclui um melhor perfil imunológico, menor nível de estresse e maior longevidade. Pessoas mais felizes são mais criativas, autoconfiantes, altruístas e generosas, têm o hábito de praticar atividade física e são mais espiritualizadas e religiosas. Pouca coisa, hein?

 

Resultado de imagem para Retrieval practice

 
Retrieval practice – este é o nome de uma técnica de memorização que tem sido repetidamente demonstrada como uma ótima estratégia para o aprendizado, superior a outras, como revisão e resumos. Podemos traduzir como “prática de recuperação”.
Funciona assim: após o aprendizado, o educador solicita ao aluno que tente resgatar o conteúdo da memória imediatamente, após uma semana ou após um mês, por exemplo.
 
Esta semana, a prestigiada revista Science publicou os resultados de uma pesquisa que demonstrou que o “retrieval practice” tem ainda outro beneficio: é capaz de servir como um antídoto para que o estresse não atrapalhe a consolidação da memória.
 
Pesquisadores da Universidade de Tufts nos EUA estudaram 120 voluntários e demonstraram que o “retrieval practice” teve efeito superior ao de revisão de conteúdo quando o negócio era proteger a memória após uma situação de estresse. O estresse nesse estudo eram testes cognitivos em que os voluntários eram filmados e tinham a presença de dois juízes e três outros voluntários.
 
O “retrieval practice” pode otimizar o tempo de estudo e estudos ainda mostram que os alunos ficam menos ansiosos, em parte, por ficarem mais auto-confiantes.

Apoio

Acompanhe o quadro CUCA LEGAL com o Dr. Ricardo Teixeira na Rádio CBN Brasília às quartas e sextas 11:05h

Também às segundas no Correio Braziliense

ConsCiência no Dia a Dia é acreditado pela Health on Net Foundation – Informação em saúde com credibilidade

ConsCiência no Dia a Dia – Vencedor Prêmio TopBlog 2009

VISITE O LABJOR

Siga no TWITTER

Twitter

CADASTRO

    follow me on Twitter

    Blog Stats

    • 2,506,321 hits