Photo of a Man Sitting Under the Tree

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Temos inúmeras evidências do quanto a natureza é benéfica para nosso cérebro e nosso equilíbrio psíquico. Quando se pensa no cortisol, hormônio produzido pelas glândulas supra-renais e associado ao fenômeno do estresse, sabemos também que o contato com o verde inibe a produção desse hormônio. Indivíduos que passeiam por áreas arborizadas têm menor produção de cortisol do que aqueles que faxem o mesmo numa rua comercial agitada.  Mas qual o tempo mínimo de contato com o verde para se ter esse efeito anti-estresse?

 

Recentemente o periódico Frontiers in Psychology  publicou uma pesquisa demonstrando que esse benefício já acontece com 20 minutos de uma vivência em ambiente arborizado no perímetro urbano, independente de atividade física.

 

Na última semana, um estudo ainda mais robusto foi publicado na revista Scientific Reports envolvendo quase vinte mil voluntários mostrando que o contato com a natureza, a partir de 120 minutos por semana, faz com que as pessoas tenham uma maior auto percepção de saúde e bem estar. O máximo benefício ocorre entre 200 e 300 minutos por semana e o efeito foi semelhante quando a pessoa tem essa vivência de 200 minutos em um só dia ou em parcelas de 30 minutos todos os dias da semana, por exemplo.

 

Alguns países como a Finlândia, Japão e Coréia do Sul já entenderam bem o recado e têm programas de “banhos de floresta” como forma de promoção da saúde. São muitos os benefícios já demonstrados com essas “pílulas de natureza”. Além da promoção do equilíbrio psíquico, temos ganhos na atenção, memória, linguagem e até na capacidade criativa. Também temos menores índices de doença cardiovascular, obesidade, diabetes, hospitalização por crises de asma e, finalmente, menor mortalidade.

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Por Dr. Ricardo Teixeira

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Uma série de pesquisas aponta que não. Se você apresentar rapidamente a uma pessoa uma série de rostos desconhecidos, e incluir uma foto da própria pessoa manipulada e com aparência do sexo oposto, esta será considerada uma das fotos mais atraentes (New Scientist 2002). E mais: uma pessoa tem mais chance de escolher outra para uma relação de longo prazo quando ela tem um DNA parecido.

 

A tal história que os opostos se atraem realmente parece ser um mito. As pessoas costumam se casar com outras com nível educacional / socioeconômico parecido, com crenças religiosas e políticas semelhantes e que têm mais interesses em comum. E a bagagem que carregamos no nosso código genético influencia também a escolha do nosso parceiro.

 

Não faz muito tempo, o periódico Proceedings of the National Academy of Sciences publicou uma pesquisa mostrando que uma pessoa tem o código genético mais parecido com o do seu parceiro ou parceira quando comparado ao DNA de outras pessoas com mesmo nível socioeconômico, etnia e origem de nascimento.

 

A ideia de semelhança do código genético dos casais foge um pouco do senso comum. Evitamos casar com nossos parentes e estudos mostram que mulheres se sentem mais atraídas pelo cheiro de homens que tem genes do sistema imunológico diferentes dos delas. Isso parece uma contradição, mas esses genes imunológicos podem ter influência diferente. Os estudos que sugerem uma maior atração por pessoas com o código genético parecido analisaram todo o genoma.

 

Em janeiro de 2017, outra pesquisa publicada pela revista Nature Human Behavior confirma a tese que DNAs parecidos se atraem. Pesquisadores australianos estudaram os genes de milhares de casais e mostraram uma inequívoca associação entre os genes vinculados a peso e altura de um indivíduo com o peso e altura do(a) parceiro(a). Do ponto de vista evolutivo, isso garante uma maior chance de perpetuação das características fenotípicas à prole.

 

Resumo da ópera. Pessoas com mais semelhanças que diferenças têm mais chance de se atrair para construírem uma relação de longo prazo. Entretanto, vale sempre a pena lembrar que respeitar e incentivar as diferenças pode ser uma das melhores receitas para que essa relação se sustente.

 

adult, beard, cigarette

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Por Dr. Ricardo Teixeira*

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Atendo no consultório recorrentemente adolescentes com transtornos psiquiátricos associados ao consumo da maconha. Usuários de maconha têm chance 40% maior de apresentar sintomas psicóticos no decorrer da vida, e um risco mais de duas vezes maior de desenvolver esquizofrenia entre aqueles que usaram a droga antes dos 18 anos de idade. E aquilo que já foi um tema controverso, há algum tempo não é mais motivo de discussão: o uso regular de maconha aumenta sim o risco do uso de outras drogas ilícitas como a cocaína. E não para por aí. Adolescentes com uso esporádico ou frequente têm um risco 26 vezes maior de usarem outras drogas ilícitas, 37 vezes maior de se tornarem tabagistas e três vezes maior de consumirem álcool em quantidades exageradas. Quanto mais precoce for o uso crônico da maconha, maior a chance de sair “fora da casinha”, mas também de deixar o cérebro mais bobo.

As evidências científicas dessa história não são nem um pouco tímidas. Uma pesquisa que acompanhou mais de mil voluntários, desde o nascimento até os 38 anos de idade, apontou que quanto maior o consumo, maior também o declínio nos testes cognitivos, chegando a ter uma perda média de 8 pontos nos testes de QI entre os 13 e 38 anos de idade e os que tiveram mais prejuízo foram os que iniciaram o uso da droga no início da adolescência. Além disso, o desempenho não foi recuperado totalmente entre aqueles que interromperam seu uso. A pesquisa foi publicada na prestigiada revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Outra prova incontestável de que o cérebro adolescente é realmente mais sensível aos efeitos tóxicos da maconha é o estudo publicado pela revista Brain em 2012 em que foram demonstradas alterações microestruturais que reduzem a eficiência das conexões cerebrais entre usuários crônicos de maconha. Mais uma vez, as perdas foram maiores naqueles que começaram a fumar já no início da adolescência.

Existe uma crescente ideia entre os jovens de que o cigarro é “careta”, pois faz mal à saúde, e de que a maconha é bem diferente. O conjunto de evidências que dispomos atualmente demonstra que tanto o cigarro como o álcool trazem muito mais danos à sociedade do que a maconha, mas também revelam que os efeitos negativos da maconha sobre a saúde humana não são nada desprezíveis. Para entender ainda mais os efeitos da maconha sobre o cérebro dos adolescentes, um grande estudo está em andamento nos EUA e acompanhará dez mil crianças a partir dos dez anos de idade (Adolescent Brain Cognitive Development Study). Esse estudo nos trará resultados sobre o efeito da maconha em um cérebro em desenvolvimento, reunindo análises genéticas, neuropsicológicas, de neuroimagem e rendimento acadêmico.

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*Dr. Ricardo Teixeira é neurologista e Diretor Clínico do Instituto do Cérebro de Brasília

 

 

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Por Dr. Ricardo Teixeira

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Situações competitivas podem gerar sentimentos positivos de identificação com outros membros do grupo capazes de gerar alianças, mas podem também estimular sentimentos como a inveja e até mesmo satisfação com o infortúnio dos outros. O filósofo alemão Arthur Schopenhauer dizia que sentir inveja é humano, gozar do infortúnio dos outros é diabólico.

Atualmente reconhece-se que há dois tipos de inveja: uma benigna e outra maliciosa. No caso da inveja benigna, o que é invejado é uma coisa, como o carrão novo do vizinho. Essa inveja também é conhecida como inveja branca. No caso da inveja maliciosa, a inveja é de uma pessoa e não da coisa em si. Essa é a inveja marrom.

Temos evidências de que quando a inveja é mais focada na pessoa do que na coisa, ela vem frequentemente acompanhada do sentimento que a língua alemã chama de “schadenfreude” – prazer pelo infortúnio dos outros. Nesse caso, a depender da situação, há uma forte presença de desumanização, rivalidade ou senso de justiça social.

Já foi demonstrado que algumas regiões cerebrais são fortemente envolvidas no processamento desses sentimentos. Pesquisadores israelenses da Universidade de Haifa mostraram que indivíduos que apresentam lesões cerebrais nas regiões frontal e parietal têm reduzida capacidade de sentir inveja ou prazer com o infortúnio alheio em testes psicológicos que simulam esses sentimentos.

Pesquisadores japoneses apontaram que as mesmas áreas cerebrais ativadas no processo de dor física são ativadas também em testes psicológicos que envolvem a “dor” de assistir o sucesso do outro. Mostraram ainda que testes psicológicos que envolvem a percepção do infortúnio alheio ativam o mesmo circuito de recompensa cerebral que é ativado quando experimentamos situações prazerosas como comer uma barra de chocolate. Ambientes de trabalho competitivos são palcos propícios para a expressão desses sentimentos que podem ser vistos como o “dark side” da experiência humana. Uma dica valiosa para um líder de equipe é priorizar incentivos para o grupo e não para os indivíduos isoladamente.

O comportamento animal é recheado de atributos competitivos como a disputa por território, parceiros sexuais e alimentos. A neurociência tem-nos mostrado que não somos tão diferentes assim e cada um de nós carrega diferentes graus desses instintos arcaicos. Desde que bem dosados, ciúme, interesse pela vida alheia, inveja e prazer com o infortúnio dos outros, não devem ser vistos como sentimentos que devem ser reprimidos a todo custo. Todos eles fazem parte de um grande repertório que colaborou sobremaneira para o sucesso da espécie, e ainda deve colaborar em certo grau.

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Por Dr. Ricardo Teixeira*

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Por muito tempo, o termo esclerosado era usado para se referir ao estado de uma pessoa portadora de demência. Hoje consideramos que boa parte das pessoas “esclerosadas” eram, na sua maioria, portadoras da Doença de Alzheimer (DA), mas existem outras causas de demência, como a fronto-temporal e a causada por doença cerebrovascular.

Nos estudos que foram feitos para testagem de novas medicações para a DA, sempre havia um contingente significativo de voluntários que não apresentava qualquer melhora após o início das drogas. Além disso, as pesquisas também mostravam que muitos desses voluntários não apresentavam os marcadores patológicos da doença quando eram submetidos a necropsias. Estudos recentes têm demonstrado que muitas dessas pessoas podem, na verdade, ser portadoras de uma outra forma de demência que recebeu o nome de LATE. LATE é a sigla recém-proposta por múltiplos centros de pesquisa para Limbic-predominant age-related TDP-43 encephalopathy. Limbic é o envolvimento preferencial da doença nos circuitos límbicos, semelhante à DA; Age related nos diz que é uma doença que ocorre em idosos, de forma mais gradual e numa idade até mais avançada que na DA; TDP-43 diz respeito ao acúmulo de proteínas com esse mesmo nome; Encephalopathy significa disfunção cerebral difusa.

Peter Nelson, primeiro autor da publicação, compara o trabalho desse consórcio de pesquisadores com a descoberta da eletricidade por Benjamin Franklin. O grupo publicou no  periódico Brain critérios patológicos para identificação de LATE à necropsia. Os estudos realizados até o momento mostram uma prevalência da patologia de LATE em necropsias que gira em torno de 20% dos indivíduos acima de 80 anos e, em muitos casos, a DA ocorre concomitantemente.

O trabalho abre uma nova janela para o desenvolvimento de modelos animais para pesquisa, biomarcadores e medicamentos específicos que, sem dúvida, serão bem diferentes dos que são atualmente disponíveis para a DA.

Five Bulb Lights

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Por Dr. Ricardo Teixeira*

 

Uma análise feita das carreiras de 31 ganhadores do Nobel de economia nos mostra que existem realmente épocas na vida em que somos mais criativos. Nessa avaliação, foram encontradas duas ondas diferentes de criatividade, uma por volta dos vinte e poucos anos e outra entre os cinquenta e sessenta anos.

 

A primeira onda foi chamada de inovação de conceitos. É o pensar “fora da caixinha”, onde novas ideias põe em xeque o saber convencional. A segunda onda, chamada de inovação experimental, é a produção de conhecimento a partir do saber acumulado e nos traz formas inéditas de análise, interpretação e síntese. Os resultados são concordantes com estudos prévios que analisaram ondas de criatividade nas artes e em outras áreas da ciência. Pablo Picasso e Albert Einstein tiveram suas maiores criações na primeira onda, enquanto Paul Cézanne, Virginia Woolf e Charles Darwin brilharam mais na segunda onda. A Teoria da Relatividade foi publicada por Einstein aos 26 anos de idade e Darwin publicou a Teoria da Evolução aos 51 anos.

 

Essas tendências apontadas acima não são uma regra absoluta. Shakespeare escreveu Hamlet aos 38 anos de idade e logo depois escreveu obras que não foram tão agraciadas. Uma pesquisa publicada pela revista Nature mostra que entre cientistas e artistas existe uma produtividade acima da média que dura uns cinco anos. Estamos falando de qualidade e não de quantidade e esses picos podem acontecer em diferentes fases da vida.

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*Dr. Ricardo Teixeira é neurologista e Diretor Clínico do Instituto do Cérebro de Brasília

 

 

 

Shallow Focus Photography Of Four Leaf Clover

Por Dr. Ricardo Teixeira*

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Não é raro as pessoas fazerem simpatias para atrair a sorte em situações de ansiedade e incerteza. É como se fosse um aquecimento mental, um jogo-treino que pode ajudar a reduzir a insegurança da situação. Esses ensaios têm roteiros às vezes muito estranhos, mas a ciência tem demonstrado que eles não devem ser vistos como meras tolices. Podem influenciar como as pessoas sentem, pensam e se comportam.

Um experimento recente mostrou que brincar de golfe com bolas supostamente mágicas, especiais, leva a mais acertos do que quando o voluntário joga com bolas “normais”.  O desempenho em testes motores refinados também é melhor quando o voluntário é informado de que o examinador está “fazendo figa” por ele.  Esses rituais supersticiosos promovem uma maior autoconfiança e ganhos na capacidade executiva e de atenção.

Essas simpatias são muito presentes na vida dos atletas. Alguns chegam a comer o mesmo alimento e acordam rigorosamente no mesmo horário no dia de cada competição. O tenista brasileiro Gustavo Kuerten é um bom exemplo. Quando ganhava uma partida, ele não mudava de restaurante até o fim do campeonato. Rafael Nadal e Serena Williams têm simpatias que chegam a irritar os adversários. Quem nunca viu Nadal enfileirar suas garrafinhas de água?

Rituais também são comuns quando se perde um ente querido. Um estudo demonstrou que as pessoas que vivenciaram o luto com rituais, como ouvir uma música que remete a lembrança do falecido, mostravam menos sofrimento com a perda. Uma pesquisa realizada no Brasil apontou que as simpatias são mais eficazes quando têm vários passos a cumprir, quando têm procedimentos repetitivos e quando existe um limite de tempo para cumprir o trabalho. Mais difíceis, maior o empenho, mais resultados.

Não existem evidências de uma relação causa e efeito entre a simpatia e os resultados esperados, mas o fato é que alguns desses rituais podem fazer alguma diferença sim. O extremo dessa história é o transtorno obsessivo compulsivo que costuma ter exageros de simpatias e superstições que acabam funcionando como um freio de mão na vida.

 

 

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Por Dr. Ricardo Teixeira*

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Praticar, praticar, praticar. Esse é o mantra de muitos estudantes e discuto frequentemente no consultório essa questão com pessoas que querem incrementar o desempenho cerebral. Sempre argumento que pausas são importantes para a solidificação da memória e bons exemplos são uma boa noite de sono e uma pausa para atividade física, especialmente entre um turno e outro.  Além de “esfriar o motor do cérebro”, o exercício físico libera uma série de substâncias no cérebro que facilita o aprendizado.

 

Outro exemplo interessante de pausas é a famosa técnica “Pomodoro”. Pomodoro era um timer em formato de tomate que o italiano Francisco Cirillo usava para avisá-lo a cada 25 minutos que estava na hora de uma descanso de cinco minutos. A história rendeu a publicação do livro The Pomodore Technique prometendo melhorar o desempenho no trabalho e nos estudos.

 

Há poucas semanas, o periódico Current Biology publicou uma pesquisa mostrando que pausas ainda mais frequentes podem fazer com que o aprendizado seja ainda mais eficiente. Os voluntários aprendiam mais quando praticavam por 10 segundos e então descansavam por outros 10 segundos. Isto era feito por 35 vezes e na 11ª repetição eles alcançavam uma eficiência máxima que era mantida nas repetições posteriores. O mais interessante é que a atividade cerebral, demonstrada pelo método de magnetoencefalografia, era maior nos períodos de pausa do que durante a prática, refletindo atividade cerebral de consolidação e solidificação da memória.

 

A pesquisa tinha a intenção de encontrar uma tática que permitisse uma reabilitação cognitiva mais fácil em pessoas que tenham sofrido lesões cerebrais, mas os resultados provavelmente também são válidos para o aprendizado entre indivíduos com cérebro intactos.

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Por Dr. Ricardo Teixeira

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O reconhecimento de odores específicos exalados por pessoas que sofrem de uma determinada doença é descrito desde a época de Hipócrates na Grécia antiga. Eu mesmo tive a sorte e a honra de ter sido aluno na graduação em medicina na UNB do incrível Sir Philip Davis Marsden e, na beira do leito, ele me pedia para cheirar os pacientes e dar minha impressão. E o Sir aqui é Sir mesmo: Cavaleiro de sua Majestade, honraria concedida pela Rainha da Inglaterra pelo conjunto de sua obra.

Condições clínicas como diabetes descompensado, insuficiência renal ou hepática não eram difíceis de serem identificados pelo cheiro, mas muitos diagnósticos, especialmente os infecciosos, só mesmo o Sir Philip Marsden e, muito provavelmente, os cães. Cães?

Cães treinados para identificação de odores exalados por indivíduos nas fases precoces de doenças têm mostrado resultados positivos em alguns tipos de câncer. O exame de sangue oculto nas fezes é capaz de detectar câncer colorretal em 44% dos pacientes, mas os cães o detectam pelo cheiro da respiração do paciente em 91% dos casos. Componentes voláteis numa série de doenças têm sido isolados e, no futuro, “narizes eletrônicos” poderão fazer parte dos check-ups médicos. O interessante é que esses narizes eletrônicos não chegaram perto ainda da sensibilidade do olfato canino. Enquanto a tecnologia só funciona com uma concentração mínima de componentes voláteis da ordem de 100 a 400, os cães só precisam de 0.001.

E os cães não param de marcar golaços. Há poucos dias, a revista Scientific Reports publicou os resultados de uma pesquisa que mostrou que cães treinados a sentir o odor de pacientes portadores de epilepsia são capazes de identificar o “cheiro de crise” de outros portadores de epilepsia totalmente novos para os cães. E essa capacidade de identificação foi demostrada em nada mais, nada menos, que 100 % dos cães envolvidos no estudo. Dentre os estudos de identificação de doenças por cães, esse foi o que teve resultados mais espetaculares.

A pesquisa não foi feita para demonstrar antecipação de crises, mas estudos mais frágeis já demonstraram essa capacidade dos cães, não só em crises epilépticas, como também na enxaqueca. O fato é que os resultados deixam claro que existe sim um odor característico associado a crises epilépticas e novos estudos serão feitos para identificar que componente é esse e se os cães são capazes de percebê-los antes das crises se instalarem.

 

 

 

 

 

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Por Dr. Ricardo Teixeira

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Você está comendo um alimento saboroso, só na imaginação, 33 vezes seguidas. Após esse exercício, o alimento é oferecido ao vivo e em cores e você estará apenas com a metade do apetite de quem que fez outro exercício de imaginação, como manipular moedas. Isso foi testado com confeitos M&M e com pedacinhos de queijo, mas quando o experimento era com queijinhos, o apetite por chocolate não diminuía, e vice-versa. A saciedade não era transferível para outro tipo de alimento. Essas experiências foram publicadas pela revista Science e abriram discussões calorosas sobre o poder da mente no controle de peso.

 

Essa saciedade mental pode ser explicada pelo efeito de habituação. Estímulos repetitivos passam a não ter mais o mesmo impacto depois de um tempo. A primeira mordida costuma ser a mais gostosa. Entretanto, a última mordida também tem seu valor. Se sobrarem dois biscoitos em uma lata, eles serão considerados mais gostosos do que quando a lata está cheia.

 

O banquete mental teve seus efeitos colaterais. A vontade de comer outras comidas que combinavam com o alimento teste aumentou. Quem imaginou a degustação de queijinhos comeu menos queijo depois, mas comeu mais pão.

 

O poder da mente é realmente incrível. Este último mês, pesquisadores canadenses mostraram que só o fato de sermos confrontados com mensagens subliminares que nos lembram do café, já faz com que fiquemos mais alertas, mesmo sem chegarmos perto de uma xícara.

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Por Dr. Ricardo Teixeira

Quase ninguém deve discordar do quanto a música é capaz de nos atrair, nos cativar. Falo “quase ninguém” porque existe uma parcela pequena da população, inferior a 5%, que não sente prazer com a música e/ou não consegue identificar suas nuances. Isso pode ser congênito ou mesmo decorrente de uma lesão cerebral adquirida.

 

Essa atração pela música pode ser ainda maior quando a ouvimos coletivamente. Não é difícil pensar nesse efeito durante um show em que a multidão canta a música famosa do artista ou no estádio futebol ouvindo e cantando o hino do seu time. Claro que existe o fator emocional envolvido nessa liga e frequentemente usamos o termo “energia contagiante” para descrever a experiência.

 

Mas a música não para de nos surpreender. Nessa última semana, pesquisadores americanos publicaram os resultados de um estudo na prestigiada revista Scientific Reports mostrando que a música sincroniza nossas ondas cerebrais com as de quem a ouve ao nosso lado, especialmente quando a música é familiar e entre aqueles que têm treinamento musical formal. Que contágio, hein? Eles mostraram ainda que essa sincronização diminuía à medida que a música era repetida, mas o efeito só acontecia no caso de músicas que já eram familiares aos voluntários.

 

Da próxima vez que ouvir uma música contagiante, olhe ao redor e procure ondas cerebrais que podem estar no mesmo ritmo das suas. Talvez não demore muito para termos aparelhos simples para medir o quanto uma música gera sincronização de ritmos cerebrais na plateia e que meça também a energia gerada por esse fenômeno. Talvez isso corresponda ao que chamamos hoje de “good vibes”.

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Por Dr. Ricardo Teixeira

Passado o carnaval, muitas fotos e muito o que compartilhar nas redes sociais. Se você tem uma parceria romântica, na hora de publicar seus posts nas redes sociais, é melhor que ela também apareça. Parece só uma questão de bom senso, não é?

 

Para muitos, a exposição de nossos sentimentos e experiências do dia a dia nas redes sociais é hoje uma das principais formas de se manter em contato com a família e os amigos. Não há dúvida que essa mudança cultural de menos encontros pessoais e telefonemas e mais posts afeta nossos relacionamentos e estamos só começando a entender a dinâmica dessa transição. Estudos têm mostrado que esse compartilhamento de experiências pessoais tem impacto mais positivo do que negativo e explica parcialmente porque essa prática é tão disseminada. Mas é sempre rico ter um olhar 360º para esse fenômeno.

 

Quando olhamos para os efeitos de nossas postagens de experiências pessoais na cabeça de nosso par romântico, é melhor que ele também apareça. Pesquisadores das Universidades de Kansas e Pittsburgh nos EUA acabam de publicar cinco estudos mostrando o impacto dessas publicações, comparando postagens de experiências com ou sem o par.

 

Publicações de experiências pessoais que não incluem o outro têm impacto negativo, gerando insatisfação e sensação de menor intimidade na relação. O outro pode se sentir menos especial. Ao contrário, quando incluímos o outro, o efeito é positivo. É uma forma de confirmação que a relação do casal é importante. Já o compartilhamento off-line de experiências  com seu par tem impacto positivo independente de serem solitárias, com amigos ou com o parceiro ou a parceira.

 

Calma lá! Continuemos com nosso olhar 360. Uma relação saudável passa pelo respeito ao espaço individual de cada um e experiências pessoais devem ser entendidas como uma gasolina premium para a qualidade e longevidade dessa relação. Não é preciso deixar de publicar os posts da pescaria com os amigos em que ela não foi convidada ou da viagem de bicicleta com as amigas em que ele não foi convidado. E mais: não queira ser convidado para tudo que o outro faz.

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Por Dr. Ricardo Teixeira*

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Testes de QI mostram que as pessoas têm apresentado melhor desempenho de geração em geração, fenômeno intrigante conhecido por efeito Flynn, pesquisador que inspirou o termo por ter sido o primeiro a demonstrá-lo na década de 1980. Nosso QI tem mais chance de ser maior que dos nossos pais, enquanto o dos nossos filhos será maior que os nossos. Discute-se que os fatores mais implicados nesse incremento são o educacional e o nutritivo.

 

Porém, essa curva ascendente do século 20 entrou em queda nas últimas décadas. Estamos ficando mais burrinhos?

 

Alguns estudos vêm demonstrando redução no QI nos últimos anos em alguns países ocidentais e as principais hipóteses levantadas pelos cientistas para explicar esse declínio são todas elas de fundo ambiental.

Qual a sua aposta?

– redução da qualidade de ensino?

– superexposição às mídias eletrônicas?

– piora nos padrões de saúde e nutrição?

-imigração?

-QI já não é um bom método para mensurar habilidades cognitivas, especialmente depois do advento da internet?

Por Dr. Ricardo Teixeira*

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Este mês tivemos os resultados de uma pesquisa conduzida por pesquisadores do Instituto de Neurologia de Montreal no Canadá mostrando que os centros cerebrais de recompensa, aqueles ativados quando você come, por exemplo, um magnífico chocolate, são também estimulados quando você é apresentado a um acorde dissonante. Isso aconteceu quando as pessoas se confrontaram com o inesperado na música, quando elas achavam que iam ouvir algo, mas ouviam algo diferente. E quanto mais ativado o sistema de recompensa cerebral, maior foi o aprendizado do lado “consonante” da música.

Há pouco tempo, pesquisadores do MIT e da Universidade de Brandeis nos EUA conduziram um estudo que envolveu mais de 100 índios de uma tribo remota da Amazônia boliviana – Tsimane. Eles vivem bem isolados e não recebem influência da música que as pessoas da cidade são expostas mesmo inconscientemente. Os resultados sugeriram que nosso gosto musical tem origem cultural e não há porque pensar que é algo do cérebro desde que nascemos.

Acordes dissonantes e consonantes eram apresentados e eles tinham que dar uma nota para o quanto cada um deles os agradava. Um exemplo de acorde consonante, para muitos considerado “agradável ao cérebro”, é formado por dó maior e sol maior, um intervalo de quinta. Esse é um intervalo utilizado pela esmagadora maioria da música ocidental. Já os acordes dissonantes, como por exemplo o formado por dó maior e fá sustenido são muito pouco usados e até já foram considerados pela igreja católica como elementos musicais do capeta.

E não é que para os índios os acordes consonantes ou dissonantes não faziam diferença. Eram igualmente agradáveis a eles. Isso desconstrói a tese defendida por muitos que o cérebro nasceu batendo palmas aos acordes consonantes. É interessante o fato que os índios conseguiam categorizar dissonantes e consonantes como dois tipos de som.

Os mesmos testes foram aplicados a moradores de uma pequena cidade nas proximidades da tribo Tsimane, a moradores de La Paz e americanos músicos e não músicos. Os bolivianos da cidade deram uma discreta preferência aos acordes consonantes. Entre os americanos a preferência foi maior, especialmente entre os músicos.

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*Dr. Ricardo Teixeira é neurologista clínico e Diretor do Instituto do Cérebro de Brasília

 

Brain in a head

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Por Dr. Ricardo Teixeira

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Pesquisadores suíços demostraram que nosso cérebro pode adquirir vocabulário de uma nova língua durante o sono e que esse aprendizado pode ser resgatado no período de vigília. Mostraram ainda que essa nova informação durante o sono envolve as mesmas áreas cerebrais, incluindo os hipocampos, no processo de aprendizado durante a vigília. Os resultados foram publicados recentemente no prestigiado periódico Current Biology.

Na década de 1950, dois pesquisadores americanos, Simons e Emmon, conduziram um experimento que deu um banho de água fria nas expectativas da capacidade do cérebro aprender dormindo.  Eles fizeram quase cem perguntas a um grupo de voluntários e, em seguida, deram as respostas numa gravação enquanto dormiam. O resultado foi que ninguém aprendeu nenhuma das respostas e, assim, concluíram que o aprendizado durante o sono seria praticamente impossível.  Mas a ciência não parou por aí.

Nos últimos 20 anos, uma série de estudos tem contestado os resultados pioneiros de Simons e Emmon demonstrando que nosso cérebro, enquanto dorme, é capaz de aprender, reativar memórias e solidificar conteúdos recém-aprendidos.

Há tempos sabemos que nosso cérebro não para de trabalhar durante o sono, especialmente no processamento afetivo e na organização e consolidação daquilo que aprendemos quando acordados. Além disso, é no sono que o cérebro descarta memórias pouco relevantes para nossa vida e isso se dá não por falta de espaço no hardware. O cérebro precisa manter sua mesa de trabalho livre de penduricalhos supérfluos.

Mesmo com todo esse trabalho cerebral durante o sono, ainda temos muito o que evoluir no conhecimento dessa relação entre aprendizado e sono para achar que vamos aprender conteúdos complexos enquanto dormimos. Ou então, quem sabe um dia teremos implantes de chips no cérebro para uploads noturnos?

Close-up Photo of a Woman Listening to Music
Por Dr. Ricardo Teixeira*
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Nossa escolhas musicais são influenciadas por diversos fatores, como onde vivemos, períodos do dia e do ano, idade e gênero. Essa é conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Cornell nos EUA e publicado recentemente no periódico Nature Human Behaviour.
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Uma das principais questões que a pesquisa ajuda a responder é se nosso estado emocional ajuda a definir a música que escutamos ou se a música também é capaz de modificar nossas emoções. Os pesquisadores de Cornell apontam que ambas as situações são verdadeiras. Indivíduos que têm tendência a dormir tarde ouvem músicas menos vigorosas, mas no decorrer do dia, as músicas vão ficando mais intensas, mesmo no meio da tarde, quando as pessoas estão mais “devagar”. Isso indica que a música pode ser uma ferramenta para que essas pessoas se mantenham alertas durante o dia. A música reflete como a pessoa está se sentindo, mas também como ela gostaria de estar se sentido.
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A pesquisa foi feita através dos registros de streaming de 765 milhões de músicas da plataforma Spotfy entre 1 milhão de pessoas em 51 diferentes países. Nas diversas culturas estudadas, as pessoas ouvem músicas mais relaxantes à noite e mais intensas no horário comercial. Além disso, pessoas mais velhas dão preferência a músicas mais relaxantes.
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Pessoas que vivem no ocidente ouvem músicas mais intensas quando comparadas às do oriente.  Mulheres ouvem música menos intensas, especialmente à noite, mas aquelas do hemisfério sul ouvem músicas mais vigorosas que os homens. A estação do ano fez diferença também. As músicas eram mais relaxantes em temperaturas mais frias. Em culturas próximas ao equador, onde a duração dos dias e noites é mais equilibrado, a música era mais intensa, e esse foi o melhor fator preditivo para a intensidade das músicas.
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Os resultados do estudo são concordantes com outras pesquisas que apontaram que a música que se ouve varia de acordo com o estado emocional e mostram o retrato dos ritmos emocionais do comportamento humano.
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* Dr. Ricardo Teixeira é neurologista e Diretor Clínico do Instituto do Cérebro de Brasília

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O cerebelo é uma região do sistema nervoso central que fica na sua parte posterior e por muitos anos foi considerado como o maestro de nossa coordenação motora. Há algum tempo temos evidências de que ele também participa da nossa atividade cognitiva, processamento das emoções e comportamento. Nesse caso, ele usa sua batuta para fazer com que as regiões ligadas ao pensamento e às emoções trabalhem em conjunto de forma mais eficaz. E esse conhecimento só teve início há duas décadas após a descrição da Síndrome Afetiva Cognitiva Cerebelar pelo americano Jeremy Schmahmann. Ele mostrou que indivíduos com lesões no cerebelo apresentavam, além de alterações de coordenação motora, disfunções cognitivas e de controle emocional.

Mais recentemente, temos evidências de ligação entre alterações da função do cerebelo a condições como adição a drogas, autismo e esquizofrenia. Esses achados sugerem que o cerebelo deva participar do sistema de recompensa cerebral e de nosso comportamento social, mas uma clara conexão entre esses sistemas ainda era desconhecida. A revista Science publicou este mês uma pesquisa que deixa mais claro essa questão.

Pesquisadores americanos mostraram, pela primeira vez, um circuito que liga o cerebelo diretamente ao centro tegmentar ventral, área do cérebro considerada um dos mais importantes centros do nosso sistema de recompensa. A pesquisa foi realizada em roedores e mostrou também que a estimulação desse circuito era capaz de provocar comportamento semelhante ao de adição. Um futuro experimento testará se roedores expostos a cocaína podem ter o componente de adição reduzido após a inibição desse circuito.

E estudos em humanos já estão na mira dos pesquisadores. A manipulação da atividade dessa conexão com técnicas de impulsos magnéticos e microeletricidade pode ser promissora para o tratamento de adição a drogas e autismo, por exemplo.

 

2 Boy Sitting on Brown Floor While Using Their Smartphone Near Woman Siiting on Bench Using Smartphone during Daytime

Por Dr. Ricardo Teixeira

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Em outubro de 2018, o governo da Inglaterra advertiu a população de que os risco das mídias sociais sobre a saúde mental dos adolescentes deve ser encarado de forma muito séria, dizendo que ele é tão robusto quanto o do açúcar para a saúde física dessa população.

De fato, as pesquisas mostram que os adolescentes têm uma tendência em passar uma grande parte do tempo em que estão acordados conectados. E também  têm dormido menos porque estão hiperconectados. Mas qual será o real efeito desse fenômeno sobre a saúde mental?

Um estudo publicado este mês pela Nature Human Behaviour aponta que não há motivo para um estado de pânico entre os pais ou governantes. Os pesquisadores usaram um método de análise estatística mais rigorosa e mais crítica de três estudos de larga escala voltados à saúde mental dos adolescentes e mostraram que o impacto existe, mas é muito pequeno. Chega a ser responsável por no máximo 0.4% da variação do bem-estar psíquico de um adolescente.

Os pesquisadores compararam os efeitos do mundo digital com outros fatores que os adolescentes são confrontados, como exposição ao álcool, tabagismo, bullying, privação de sono, dieta saudável e hábito de tomar café da manhã, uso de óculos ou hábito de ir ao cinema, etc. Quase todos esses fatores tiveram efeitos mais significativos no bem-estar dos adolescentes que o tempo que passavam na frente dos dispositivos digitais. Em comparação aos 0.4% de impacto descrito acima, bullying tinha um impacto de  2.7% e uso da maconha era de 4.3%. O tamanho do efeito negativo das mídias digitais foi comparável ao hábito de comer batatas regularmente e menor do que o de usar óculos.

A pesquisa sugere que coloquemos as barbas de molho quando estamos diante de notícias alarmantes sobre esse assunto. E mais. Uma visão de 360 graus para o fenômeno da adolescência faz muito mais sentido.

Person Holding Space Gray Iphone 5

 

Por Dr. Ricardo Teixeira*

 

Você certamente já desconfiou que as emoções são contagiantes. E isso é verdade. Pessoas alegres, ou mesmo textos, te deixam mais para cima, e o inverso também é verdadeiro. Isso também ocorre com vídeos. Pesquisadores holandeses da Universidade de Tilburg publicaram recentemente uma análise de mais de 2 mil vídeos do YouTube mostrando que o conteúdo emocional de cada vídeo é vivenciado pelas pessoas que os assistem.

 

Isso é muito relevante quando pensamos que as emoções dos outros estão entrando cada vez mais facilmente nas nossas vidas, especialmente pela exposição ao conteúdo que nos chega pelo companheiro smartphone. E ainda há uma tendência de busca por conteúdos próximos ao que você é, ou de como você está, fenômeno conhecido como homofilia.

 

O estudo analisou palavras e emoções transmitidas pelos vídeos e também o conteúdo emocional dos comentários. Os resultados mostraram uma forte relação entre o conteúdo emocional dos vídeos e dos comentários feitos pela audiência, de forma imediata e sustentada. O mesmo já havia sido demonstrado em mídias sociais como Twitter e Facebook. O recado é simples: moderação com o mundo online.

 

*Dr. Ricardo Teixeira é neurologista e Diretor Clínico do Instituto do Cérebro de Brasília

 

Round White Sauce Plate

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Por Dr. Ricardo Teixeira

Aqui vai uma boa dica para um almoço de negócios: na hora de escolher o que comer, evite os pratos individuais. Dê preferência aos pratos para mais de uma pessoa que você possa dividir com o outro. A dica é baseada num estudo recém-publicado por pesquisadores das Universidades de Chicago e Cornell nos EUA. Eles mostraram que, quando o almoço tem pratos compartilhados, as pessoas colaboram mais e a negociação é mais fácil. E isso provavelmente ocorra também fora do mundo dos negócios.

Um prato compartilhado faz com que as pessoas tenham que coordenar suas atitudes, e em tese, isso traria benefícios para a coordenação das negociações e maior cooperação. A pesquisa solicitou aos voluntários que consumissem um lanche individual ou o mesmo conteúdo concentrado em uma travessa para ser dividido por dois. Após uma negociação envolvendo milhões de dólares hipotéticos entre representantes com interesses opostos, aqueles que dividiram a refeição cooperaram mais na negociação e acordo demorou menos.

O efeito foi demonstrado entre pessoas estranhas, mas foi ainda mais robusto entre conhecidos. Um dos autores do estudo diz que o compartilhamento de uma refeição tem mais chances de promover a cooperação quando o conteúdo precisa realmente ser dividido. Quando a quantidade é muito grande, as pessoas não precisam se preocupar se já retiraram da travessa uma porção justa. E complementa:  “Dividir uma refeição é uma ótima oportunidade para se conectar com o outro e criar um vínculo social. ”

 

 

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Acompanhe o quadro CUCA LEGAL com o Dr. Ricardo Teixeira na Rádio CBN Brasília às quartas-feiras no horário de 11:35h

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