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Black Round Analog Wall Clock

 

Os adolescentes e pré-adolescentes acham que entrar na sala de aula às sete da manhã é muito cedo. Eles não são preguiçosos. O sono deles é diferente mesmo. Eles têm uma tendência fisiológica em ir para a cama mais tarde e acordar mais tarde também e, após o início da puberdade, esse horário avança em até duas horas, com o pico aos 17-18 anos.

 

Uma menor produção e um pico de concentração atrasado do hormônio melatonina nessa faixa etária explica em parte essas mudanças. A exposição às telas dos computadores, TVs, tablets e smartphones contribuem também para empurrar o horário de dormir para horários mais avançados. A luz no período noturno inibe ainda mais a produção de melatonina.

 

Os resultados de experiências de algumas escolas em retardar o inicio das aulas têm sido bastante positivos. Atrasar o início da aula em uma hora ou mais tem resultado em melhor desempenho acadêmico, maior freqüência escolar, menos depressão e menos acidentes de carro. Esta semana tivemos os resultados de um estudo conduzido pela Universidade McGill no Canadá. A pesquisa mostrou que entre os mais 30 mil estudantes estudados, aqueles que começavam as aulas mais tarde, nove e meia da manhã, dormiam melhor e sentiam-se menos cansados durante o dia do que aqueles que entravam na sala de aula às oito.

 

Depois de tantas evidências, a Academia Americana de Pediatria publicou um documento recomendando que as aulas para essa faixa etária devem começar depois da 8:30h. E a quantidade de sono faz diferença. Adolescentes que dormem oito ou nove horas têm melhor desempenho que aqueles que dormem menos.

 

E se atrasar o início das aulas vai sobrar tempo paras as atividades extra-escolares? As pesquisas também mostram que começar a escola mais tarde não atrapalha outras atividades como trabalhar meio período ou praticar esportes.

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Algumas pessoas acusam a lua como culpada por uma má noite de sono e até por mudanças no estado mental. Será que isso não passa de um mito? Para entender melhor essa questão, pesquisadores de vários pontos do mundo estudaram o perfil de sono das crianças e sua relação com as fases da lua. Os resultados foram publicados recentemente pelo periódico Frontiers in Pediatrics.
O estudo foi realizado com crianças, já que elas são menos sujeitas a fatores que sabidamente influenciam o padrão do sono como o estresse. Quase seis mil crianças nos cinco continentes foram acompanhadas por 28 semanas e passaram por uma avaliação que incluía dados sociodemográficos, duração do sono noturno, índice de massa corporal e nível de atividade física.
As fases da lua foram categorizadas em três tipos: nova, cheia e “meia lua” que representava os quartos crescente e minguante. Os resultados mostraram que na lua cheia as crianças dormiam cinco minutos menos do que na lua nova. Não foi possível detectar outras mudanças de comportamento das crianças nas diferentes fases da lua. Cinco minutos a menos de sono não parece ser relevante para a saúde das crianças e muito menos para a dos adultos.
Outro estudo publicado em 2006 pelo prestigiado periódico Current Biology já apontava que temos uma tendência a dormir menos no período da lua cheia.
Pesquisadores da Universidade de Basel na Suíça estudaram o padrão de sono e níveis hormonais de 33 adultos em um laboratório de sono. A proposta inicial do estudo não foi a de avaliar a influência da lua sobre o sono, mas anos depois, numa mesa de bar e na lua cheia, os pesquisadores tiveram o insight de fazer uma avaliação retrospectiva para ver se a fase da lua tinha alguma influência nos resultados.
Dito e feito. A análise apontou que na lua cheia os voluntários tinham o sono mais superficial, demoravam cinco minutos a mais para pegar no sono e dormiam cerca de 20 minutos a menos.  Além disso, na lua cheia os níveis do hormônio melatonina mostraram-se reduzidos.
Sabemos que a concentração da melatonina varia com o grau de luminosidade, mas o interessante é que o efeito lua cheia foi independente da luminosidade do ambiente, já que o estudo foi todo conduzido entre quatro paredes. A melhor explicação é um ritmo biológico circalunar que já foi demonstrado em animais marinhos.  Isso pode ter representado uma vantagem evolutiva ao fazer com que caçadores e coletores dormissem menos para aproveitar a luminosidade generosa da lua cheia.
Mas o efeito da lua cheia no comportamento humano ainda tem muitos mistérios. Quando eu fazia residência médica em neurologia eu não levava muito a sério quando alguns pacientes com epilepsia me falavam que na lua cheia as crises eram mais comuns. Alguns anos depois o periódico da Academia Americana de Neurologia publicou uma pesquisa apontando que as observações dos “supersticiosos” estavam certas.

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Os adolescentes e pré-adolescentes acham que entrar na sala de aula às sete da manhã é muito cedo. Eles não são preguiçosos. O sono deles é diferente mesmo. Eles têm uma tendência fisiológica em ir para a cama mais tarde e acordar mais tarde também e, após o início da puberdade, esse horário avança em até duas horas, com o pico aos 17-18 anos.
 
Uma menor produção e um pico de concentração atrasado do hormônio melatonina nessa faixa etária explica em parte essas mudanças. A exposição às telas dos computadores, TVs, tablets e smartphones contribuem também para empurrar o horário de dormir para horários mais avançados. A luz no período noturno inibe ainda mais a produção de melatonina.
 
Os resultados de experiências de algumas escolas em retardar o inicio das aulas têm sido bastante positivos. Atrasar o início da aula em uma hora ou mais tem resultado em melhor desempenho acadêmico, maior freqüência escolar, menos depressão e menos acidentes de carro – os americanos já dirigem aos 16 anos.
 
Depois de tantas evidências, a Academia Americana de Pediatria publicou um documento recomendando que as aulas para essa faixa etária devem começar depois da 8:30h. E a quantidade de sono faz diferença. Adolescentes que dormem oito ou nove horas têm melhor desempenho que aqueles que dormem menos.
 
E se atrasar o início das aulas vai sobrar tempo paras as atividades extra-escolares? As pesquisas também mostram que começar a escola mais tarde não atrapalha outras atividades como trabalhar meio período ou praticar esportes.
 

Algumas pessoas acusam a lua como culpada por uma má noite de sono e até por mudanças no estado mental. Será que isso não passa de um mito? Para entender melhor essa questão, pesquisadores de vários pontos do mundo estudaram o perfil de sono das crianças e sua relação com as fases da lua. Os resultados foram publicados recentemente pelo periódico Frontiers in Pediatrics.

O estudo foi realizado com crianças, já que elas são menos sujeitas a fatores que sabidamente influenciam o padrão do sono como o estresse. Quase seis mil crianças nos cinco continentes foram acompanhadas por 28 semanas e passaram por uma avaliação que incluía dados sociodemográficos, duração do sono noturno, índice de massa corporal e nível de atividade física.

As fases da lua foram categorizadas em três tipos: nova, cheia e “meia lua” que representava os quartos crescente e minguante. Os resultados mostraram que na lua cheia as crianças dormiam cinco minutos menos do que na lua nova. Não foi possível detectar outras mudanças de comportamento das crianças nas diferentes fases da lua. Cinco minutos a menos de sono não parece ser relevante para a saúde das crianças e muito menos para a dos adultos.

Outro estudo publicado em 2006 pelo prestigiado periódico Current Biology já apontava que temos uma tendência a dormir menos no período da lua cheia.

Pesquisadores da Universidade de Basel na Suíça estudaram o padrão de sono e níveis hormonais de 33 adultos em um laboratório de sono. A proposta inicial do estudo não foi a de avaliar a influência da lua sobre o sono, mas anos depois, numa mesa de bar e na lua cheia, os pesquisadores tiveram o insight de fazer uma avaliação retrospectiva para ver se a fase da lua tinha alguma influência nos resultados.

Dito e feito. A análise apontou que na lua cheia os voluntários tinham o sono mais superficial, demoravam cinco minutos a mais para pegar no sono e dormiam cerca de 20 minutos a menos.  Além disso, na lua cheia os níveis do hormônio melatonina mostraram-se reduzidos.

Sabemos que a concentração da melatonina varia com o grau de luminosidade, mas o interessante é que o efeito lua cheia foi independente da luminosidade do ambiente, já que o estudo foi todo conduzido entre quatro paredes. A melhor explicação é um ritmo biológico circalunar que já foi demonstrado em animais marinhos.  Isso pode ter representado uma vantagem evolutiva ao fazer com que caçadores e coletores dormissem menos para aproveitar a luminosidade generosa da lua cheia.

Mas o efeito da lua cheia no comportamento humano ainda tem muitos mistérios. Quando eu fazia residência médica em neurologia eu não levava muito a sério quando alguns pacientes com epilepsia me falavam que na lua cheia as crises eram mais comuns. Alguns anos depois o periódico da Academia Americana de Neurologia publicou uma pesquisa apontando que as observações dos “supersticiosos” estavam certas.

 

 

 

 

O derrame cerebral e a doença isquêmica do coração representam as principais causas de morte em todo o mundo. É indiscutível que para reduzir o tamanho do problema é preciso investir em ações preventivas para a melhora da saúde dos vasos sanguíneos da população através de intervenções em hábitos de vida (ex: dieta, exercício físico), controle dos fatores de risco vascular (ex: hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, dislipidemia) e a garantia de acesso ao uso das medicações e de forma correta.

Alguns estudos têm-nos mostrado que a relação habitual médico-paciente não dá conta do recado. A Sociedade Europeia de Cardiologia desenvolveu um especial programa chamado de EuroAction para melhorar o cuidado a pacientes com risco aumentado de apresentar eventos vasculares, que envolve não só o paciente, como também sua família. A ideia central do programa é o de uma equipe multidisciplinar coordenado por enfermeiro, com a participação de fisioterapeuta, nutricionista e de médico cardiologista ou generalista. Os pacientes são convocados a reuniões semanais (pelo menos oito encontros) e a um workshop com dinâmica de grupo com a presença da família. Os pacientes ainda recebem um diário para monitorar seus avanços e a família recebe um guia de como melhor apoiar o paciente no desafio de melhorar seus indicadores de saúde. Além disso, cada intervenção na melhora de hábitos de vida (ex: dieta, atividade física e interrupção do tabagismo) é estendida ao núcleo familiar como um todo.

A revista The Lancet publicou recentemente importantes resultados do programa EuroAction que envolveu oito países europeus e mais de cinco mil pacientes, demonstrando que o programa foi mais eficaz do que o sistema de atendimento habitual na melhoria de vários indicadores de saúde vascular: a) redução no consumo de gordura saturada; b) aumento no consumo de frutas e vegetais; c) redução da obesidade; d) redução dos níveis de colesterol; e) redução do hábito de fumar; f) aumento da prática de atividade física; g) maior controle da pressão arterial; h) maior prescrição de medicações para controle das condições de risco.

Além da melhor qualidade de vida e maior sobrevida oferecida aos pacientes, ninguém duvida que programas como esses saiam muito mais barato ao sistema de saúde do que o custo de internações, cirurgias, stents, etc, decorrentes de infartos do coração e derrames cerebrais. O EuroAction certamente tem muito o que ensinar aos pensadores da saúde de nosso país.

O Colégio Americano de cardiologia publicou esta semana uma análise do impacto da intervenção familiar na prevenção das doenças cardiovasculares e os resultados corroboram o Euroaction. A conclusão é que a abordagem da família como um todo faz a diferença e chama a atenção para a melhoria da comunicação entre os diferentes membros da família e a oportunidade de apreciação pelos profissionais de saúde das condições em que uma família vive.

Não é só a família que faz diferença

Vivemos em rede desde os mais remotos tempos e o sucesso da espécie humana depende de sua capacidade em fazer relações sociais, capacidade que é vista como uma vantagem evolutiva. Indivíduos no centro de uma rede social têm mais acesso à informação, e no caso dos nossos ancestrais, essa informação poderia ser, por exemplo, o local de uma nova fonte de alimento. Entender melhor como funciona as redes sociais permite-nos entender também como elas podem influenciar importantes problemas de saúde pública, área recente do conhecimento chamada de epidemiologia social. Nos últimos anos, riquíssimos estudos nessa área vêm sendo publicados por pesquisadores da Universidade da Califórnia (Fowler GH) e de Harvard (Christakis NA) junto a outros colaboradores nos mais renomados periódicos científicos do mundo.

Ainda no ano de 2007 (NEJM 357;4), eles demonstraram que a rede social de um indivíduo tem impacto no seu risco de tornar-se obeso em até três graus da rede (ex: amigo do amigo do amigo). Essa associação é muito mais forte pela proximidade social do que pela geográfica, como é o caso de vizinhos.  A chance de uma pessoa se tornar obesa é 57% maior se um amigo se tornou obeso num dado período. Entre irmãos, a chance é 40% maior e no caso do cônjuge, a chance aumenta em 37%.

No ano de 2008 (NEJM 358;21), os pesquisadores demonstraram esse mesmo efeito de contágio social na chance que uma pessoa tem de parar de fumar. Quando um dos membros de um casal para de fumar, o outro tem uma chance 67% maior de parar também. O indivíduo tem 25% mais chances de parar quando um irmão/ irmã também pára, 36% mais chance quando um amigo para e 34% mais chance quando um colega de trabalho para. Ainda em 2008, os pesquisadores também demonstraram o efeito de contágio social na capacidade de uma pessoa se considerar feliz (BMJ) . Há uma tendência de pessoas felizes estarem no centro de suas redes sociais e próximas de outras com alto grau de felicidade, criando aglomerados de pessoas felizes. Além disso, ao longo do tempo, as pessoas ficaram mais felizes quando passaram a ser cercadas por outras felizes. Um amigo feliz que mora por perto (menos de 2 km) aumentava a chance de uma pessoa ser feliz em 25%, irmãos felizes por perto em 14%, e vizinhos em 34%. Esse efeito contagioso da felicidade diminui com o tempo e também com a distância entre as pessoas, e não foi percebido entre colegas de trabalho.

Em 2010, o contágio social também foi demonstrado no consumo de bebidas alcoólicas ( Ann Int Med). A quantidade de álcool que uma pessoa consome é proporcional ao tanto que seus amigos e parentes próximos bebem. O padrão de consumo de álcool de vizinhos e colegas de trabalho não teve a mesma influência. O estudo também demonstrou que aqueles que não bebem têm menos amigos e parentes que não bebem. Os pesquisadores publicaram ainda em 2010 uma tendência do contágio social de sintomas depressivos entre amigos e vizinhos. O efeito foi mais marcante com amigas do sexo feminino (Mol Psychiatry).

Uma das pesquisas mais interessantes foi publicada em março de 2010 (PLoS One). Foi demonstrado entre adolescentes que o efeito do contágio social no perfil de uso de drogas chega a envolver quatro níveis da rede social. O estudo também mostrou o efeito de contágio social no número de horas diárias de sono e que há uma relação estreita entre a quantidade de sono o e o consumo de drogas. Quando uma pessoa dorme menos de 7 horas por noite, a chance de um amigo dormir menos de sete horas é 11% maior. Quando um adolescente usa maconha, a chance de um amigo usar é 110% maior. O estudo também apontou que quando uma pessoa dorme menos de 7 horas, a chance de um amigo usar drogas aumenta em 19%. Esta foi a primeira vez que se evidenciou que o contágio social de um comportamento influencia o contágio de outro tipo de comportamento.

Em setembro de 2010 (PLoS One), os mesmos pesquisadores publicaram outro estudo que revelou que, numa epidemia infecto-contagiosa, indivíduos mais ao centro da rede social são acometidos mais precocemente. Esse achado pode facilitar o controle de epidemias ao se focar os esforços precocemente em indivíduos mais vulneráveis.

Este é um novo modo de pensar a saúde. Qualquer intervenção positiva nos hábitos de vida de um indivíduo pode se alastrar para a sua rede social. Há também o outro lado da moeda: comportamentos negativos também se difundem pela rede. É de se esperar que a internet amplifique cada vez mais esse poder, tanto para o lado positivo quanto negativo, mas o balanço geral certamente será um reflexo da eficiência das políticas públicas para a promoção de saúde da população.

 

 

 

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Pesquisadores da Universidade do Alabama – EUA publicaram esta semana resultados de uma pesquisa que mostra que a privação de sono costuma vir acompanhada do hábito de comer ou beber fazendo outras coisas, como assistir TV comendo pipoca. A isso se chama alimentação secundária.

Dormir pouco faz com que a gente tenha comportamentos meio gulosos mesmo. Outra recente pesquisa publicada no periódico Obesity mostrou que se formos a um mercado após uma noite mal dormida, teremos uma tendência em comprar comida em maior quantidade e mais produtos calóricos do que se tivéssemos dormido bem.  Já foi até demonstrado que os centros de recompensa cerebral são mais ativados quando olhamos para imagens de alimentos quando estamos em dívida com o sono.

A associação entre privação de sono e maior risco de obesidade já é bem reconhecida. Já foi demonstrado que a privação de sono estimula a produção do hormônio grelina que está ligada ao aumento de fome e preservação de gordura no corpo.

Brain in a head

A velha história de que é possível aprender uma língua estrangeira enquanto dormimos parece ter um fundinho de verdade. Uma pesquisa publicada na última semana pelo disputado periódico Nature Communications mostrou que é possível fixar melhor o vocabulário de uma língua estrangeira durante o sono, desde que não existam fatores de distração.

Suíços que falam habitualmente o alemão tiveram aulas de holandês e no mesmo dia dormiam com um repeteco das palavras aprendidas no dia. Após fazerem o “dever de casa” dormindo, eles conseguiam ter um ganho de 10% na capacidade de se lembrar das palavras no outro dia. Entretanto, quando os pesquisadores misturavam traduções certas ou incorretas no áudio, os ganhos não aconteciam. Também não havia piora.

Na década de 1950,  dois pesquisadores americanos, Simons e Emmon, conduziram um experimento que deu um banho de água fria nas expectativas da capacidade do cérebro aprender dormindo.  Eles fizeram quase cem  perguntas a um grupo de voluntários e em seguida deram as respostas numa gravação enquanto dormiam. O resultado foi que ninguém aprendeu nenhuma das respostas e, assim, concluíram que o aprendizado durante o sono seria praticamente impossível.  Mas a ciência não parou por aí.

Nos últimos 20 anos, uma série de estudos tem contestado os resultados pioneiros de Simons e Emmon demonstrando que nosso cérebro, enquanto dorme, é capaz de aprender, reativar memórias e solidificar conteúdos recém-aprendidos.

Há tempos sabemos que nosso cérebro não pára de trabalhar durante o sono, especialmente no processamento afetivo e na organização e consolidação daquilo que aprendemos quando acordados. Além disso, é no sono que o cérebro descarta memórias pouco relevantes para nossa vida e isso se dá não por falta de espaço no hardware. O cérebro precisa manter sua mesa de trabalho livre de penduricalhos supérfluos.

Mesmo assim, com todo esse trabalho cerebral durante o sono, não há porque ter muita esperança em aprender  conteúdos novos e complexos durante o sono. Digo isso  porque ainda não estão  implantando chips no cérebro para uploads.

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O sonambulismo entre adultos é bem mais comum do que se imagina. Por volta de 30% dos adultos referem ter apresentado pelo menos um episódio de sonambulismo na vida e 3 a 4% destes relatam pelo menos um episódio no último ano.

Um episódio de sonambulismo geralmente dura menos de 15 minutos, mas pode chegar a mais de uma hora. Qualquer evento que influencie o estado de equilíbrio do cérebro pode desencadear o fenômeno naqueles que têm predisposição. Podemos listar privação de sono, álcool, medicações, estresse, febre, gravidez, entre outros.

O sonâmbulo mantém os olhos abertos, não responde aos estímulos do meio e, muitas vezes, realiza tarefas complexas como se vestir, arrumar a cozinha e até sair de carro. No outro dia, o paciente não se recorda do que fez e, quando acordado no meio do episódio, mostra-se confuso.

Há algum tempo ainda se acreditava que o sonambulismo era um fenômeno de sonhar acordado, mas não é bem isso o que acontece. O sonambulismo inicia-se na fase do sono não associada aos sonhos. É uma forma de estar acordado pela metade. A parte do cérebro responsável pelos movimentos está acordada, mas aquela associada à consciência e processos cognitivos ainda dorme. Adaptar a casa para evitar acidentes é importante e o tratamento medicamentoso é indicado especialmente para as pessoas que têm maior risco de acidentes.

Uma pesquisa publicada esta semana pelo periódico Sleep mostrou que esses cuidados não devem ser vistos como exageros. O sonambulismo provoca acidentes em cerca de metade daqueles que sofrem dessa condição. O curioso é que até 80% dos acidentados não acordam durante esses episódios, como se estivessem em um estado de analgesia. Sentem as dores no corpo só no outro dia quando acordam. Alguns caem de alturas de três metros e não acordam!

É bastante tentador imaginar que o mundo contemporâneo, com toda sua eletricidade, aparelhos eletrônicos e cafeína além da conta, tem o hábito de dormir menos que nossos ancestrais. Isso sem falar nos atuais índices de depressão, ansiedade e obesidade que costumam atrapalhar o sono. Podemos encontrar relatos já no fim do século XIX de que as pessoas estavam dormindo menos que os antigos, mas parece que a história é um pouco diferente.

Uma pesquisa publicada na última semana no prestigiado periódico Current Biology mostrou que caçadores-coletores de três diferentes partes do mundo dormem até um pouco menos do que os homens de vida moderna.

O registro da rotina de sono de comunidades de caçadores-coletores na Namíbia, Tanzania e Bolívia que vivem sem luz elétrica apontou que eles dormem em média 6.5 horas, menos que a média das sociedades atuais que fica acima das sete horas.

A pesquisa ainda demonstrou que essas comunidades “unplugged” não tiram cochilos durante o dia, deitam-se para dormir cerca de três horas após o pôr do sol e acordam antes do sol nascer. Eles também dormem uma hora a menos no verão. Apesar de terem genéticas e viverem em ambientes bem diferentes, os hábitos de sono não foram diferentes entre as comunidades. O padrão de sono descrito na Europa antiga dividido em dois tempos separados por um intervalo em vigília não foi identificado nas comunidades estudadas, sugerindo que esse sono não interrompido deva ser o padrão natural dos nossos ancestrais mais antigos, e que o sono europeu repartido já foi uma adaptação às condições ambientais do continente.

Chamou muita a atenção a quase inexistência de insônia, o que nos faz interrogar se a simulação desses ambientes arcaicos não poderia ser eficaz no tratamento da insônia dos homens de vida moderna.

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Uma boa parte das pessoas que tem o hábito da siesta diz que na verdade é a reposição de um sono atrasado. Aqueles que trabalham em turno invertido podem tirar os cochilos como forma de se preparar para uma noite de trabalho. Outros vão responder que fazem a siesta por puro prazer. Mas a siesta traz também seus benefícios à saúde.

Além de benefícios ao coração, a siesta deixa o cérebro mais afinado. O hábito de tirar um cochilo de uns 20 minutos depois do almoço melhora o humor das pessoas e dá uma turbinada nas funções cognitivas como memória, atenção, raciocínio lógico e tempo de reação. Outro fato interessante é que os “siesteiros” têm um sono noturno mais reparador.

Dez minutos já é uma soneca boa, mas parece que as de 20 minutos são melhores ainda. Siestas mais prolongadas não são recomendadas, pois deixam as pessoas com “ressaca” ao acordar de um sono que atingiu estágios profundos.  Além disso, siestas longas podem atrapalhar o sono durante a noite.  Para melhor sincronia com o relógio biológico, o horário ideal gira em torno de duas às quatro da tarde.

Por fim, para aqueles que têm insônia, deixem a siesta para os outros.

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É durante o sono que o cérebro consegue se livrar melhor de seus restos metabólicos. Uma pesquisa publicada esta semana pelo Journal of Neuroscience mostrou que dormir de lado torna essa limpeza mais eficiente.

Pesquisadores da Universidade de Stony Brook nos EUA demonstraram em ratinhos, através de método de ressonância magnética, que esse mecanismo chamado de transporte glinfático é mais robusto durante o sono em posição lateral. Eles compararam com as posições “de barriga para cima” e “barriga para baixo”.

O interessante é que essa posição de decúbito lateral é a mais usada no sono pela maioria dos mamíferos incluindo também os humanos. Uma das explicações para essa preferência é a de que a evolução permitiu essa adaptação para que o mecanismo do transporte glinfático tenha mais sucesso e o cérebro faça melhor sua faxina diária.  O fato é que o acúmulo desses restos facilitam o desenvolvimento de doenças como Parkinson e Alzheimer. O próximo passo é testar essa história das diferenças de decúbito entre os humanos.

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Uma pesquisa publicada hoje no periódico oficial da Academia Americana de Neurologia aponta que o risco de AVC é maior entre as pessoas que dormem mais de oito horas por noite.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge na Inglaterra acompanharam quase dez mil voluntários por um período de 9.5 anos em média. Eles tinham uma média de idade de 62 anos. Das 986 pessoas que dormiam mais de oito horas por noite, 52 (5.27%) tiveram um AVC. Já entre as 6684 pessoas que dormiam entre 6 e 8 horas, 211 apresentaram AVC nesse período (3.15%). Os que dormiam o número de horas médio da população e que passavam a dormir mais de oito horas, estes passavam a ter um risco de AVC quatro vezes maior.

Essa diferença fpi independente de fatores como hipertensão arterial, dislipidemia, índice de massa corporal e atividade física.  A atual pesquisa não nos permite concluir se o sono prolongado é causa ou conseqüência de doença vascular. Mais estudos deverão ser realizados para esclarecer essa relação entre sono e AVC.

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adols

Os adolescentes e pré-adolescentes acham que entrar na sala de aula às sete da manhã é muito cedo. Eles não são preguiçosos. O sono deles é diferente mesmo. Eles têm uma tendência fisiológica em ir para a cama mais tarde e acordar mais tarde também e, após o início da puberdade, esse horário avança em até duas horas, com o pico aos 17-18 anos.

Uma menor produção do hormônio melatonina nessa faixa etária explica em parte essas mudanças. A exposição às telas dos computadores, TVs, tablets e smartphones contribuem também para empurrar o horário de dormir para horários mais avançados. A luz no período noturno inibe ainda mais a produção de melatonina.

Os resultados de experiências de algumas escolas em retardar o inicio das aulas têm sido bastante positivos. Atrasar o inicio da aula em uma hora ou mais tem resultado em melhor desempenho acadêmico, maior frequência escolar, menos depressão e menos acidentes de carro – os americanos já dirigem aos 16 anos.

Depois de tantas evidências, a Academia Americana de Pediatria publicou nesta ultima semana um documento recomendando que as aulas para essa faixa etária devem começar depois da 8:30h. E a quantidade de sono faz diferença. Adolescentes que dormem oito ou nove horas têm melhor desempenho que aqueles que dormem menos.

E se atrasar o inicio das aulas vai sobrar tempo paras as atividades extra-escolares? As pesquisas também mostram que começar a escola mais tarde não atrapalha outras atividades como trabalhar meio período ou praticar esportes.

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You May Suffer From Sleep Drunkenness

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Despertar confusional. Esse é o nome de um transtorno do sono que acomete um em cada 15 adultos. Uma pessoa que tem essa condição apresenta confusão mental ou comportamento inapropriado nos primeiros 5-15 minutos acordada.

É mais comum quando a pessoa desperta do sono profundo no início à noite, mas também pode acontecer pela manhã. Ao invés de desligar o despertador, atender ao telefone, por exemplo. Muitas vezes não vão se lembrar de nada depois do ocorrido. Estímulos externos súbitos, como o despertador ou o telefone, costumam precipitar os eventos que podem, às vezes, ser acompanhados por comportamento violento.

O despertar confusional tem sido bem menos estudado que o sonambulismo, mas as consequências podem ser sérias em ambas as condições. Uma pesquisa publicada na última semana pelo periódico oficial da Academia Americana de Neurologia mostra que a prevalência do transtorno é maior do que se pensava. Após entrevistar quase 20 mil adultos, pesquisadores da Universidade de Stanford, Minnesota e Paris Descartes, mostraram que 15% dos voluntários haviam experimentado um episódio de despertar confusional no último ano e metade deles declarou ter mais de um episódio por semana.  A maioria (84%) apresentava outros transtornos de sono, diagnósticos psiquiátricos e uso de psicotrópicos.  A pesquisa também mostrou que as pessoas que dormiam menos que seis horas por noite, ou mais de nove horas, apresentavam as confusões mais frequentemente. 

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Como a privação de sono mexe com o nosso corpo! E não é só nas capacidades do cérebro. Memória, atenção, etc. Pouco sono favorece o sobrepeso e a obesidade, aterosclerose, infarto do coração, aumenta as taxas de gordura no sangue e até aumenta a pressão arterial.

Quanto ao efeito sobre a pressão arterial, existem dúvidas, pois os resultados das pesquisas são conflitantes. Entende-se que parte dessas discordâncias deve-se à mistura de fatores como a obesidade e apnéia do sono.

Esta semana um estudo publicado no periódico Pediatrics confirmou que a privação de sono aumenta sim os níveis da pressão arterial. Para evitar confusão, dessa vez foram estudados adolescentes sem sobrepeso, obesidade ou apnéia do sono. Os resultados mostraram ainda que, após alguns dias de privação de sono, uma única noite de sono mais prolongado não é capaz de reverter o aumento da pressão arterial. Compensar no fim de semana é melhor do que nada, mas não é o ideal.

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Fast food, bebidas açucaradas e porções gigantes. Todas essas são preocupações importantes para controlar o peso das crianças. Entretanto não dá para esquecer o sono das crianças, pois ele mexe mesmo com o peso dos pequenos. Essa é a conclusão de um estudo publicado esta semana pelo Jornal Pediatrics, periódico oficial da Academia America de Pediatria.

Foram recrutados 37 voluntários com idades entre 8 e 11 anos, 27% delas com sobrepeso ou obesidade. Na primeira semana de estudo as crianças eram orientadas a dormir o tanto que estavam acostumadas. Na segunda semana elas tinham que aumentar ou diminuir a duração do sono. Na terceira e última semana do estudo as crianças tinham que fazer o oposto da 2º semana: quem aumentou a duração do sono tinha que diminuir e quem diminuiu tinha que aumentar.

Os resultados foram inequívocos. Na semana que as crianças dormiram mais, 2h e 20 min em média, elas consumiram em média 134 calorias a menos e pesaram 220g a menos.  Alguma dúvida que o sono ajuda a acertar o peso até das crianças?

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CBN-RICARDO[1]

Tanto a ciência como a história nos mostra que o sono naturalmente se divide em duas partes. Antigamente dormíamos uma primeira parte por quatro horas e, após um intervalo de uma a duas horas, dormíamos um segundo período de quatro horas. Estranho? Esse também foi o comportamento das pessoas que participaram de um experimento conduzido na década de 1990 em que ficavam na escuridão completa por 14 horas consecutivas.

Logo em seguida o historiador Roger Ekrich publicou outro estudo clássico, após 16 anos de pesquisa, evidenciando que era assim mesmo que as pessoas dormiam antes da fartura de iluminação.  Roger chegou a essa conclusão após análise de textos médicos antigos, estudos antropológicos de tribos mais modernas da Nigéria e a própria literatura, incluindo a Odisseia de Homero, Dom Quixote de Cervantes entre outros.

No intervalo dos dois tempos, na “chuveirada”, as pessoas faziam de tudo, desde visitar um vizinho, fumar um cigarrinho, mas a maioria ficava na cama mesmo, lendo, fazendo sexo, refletindo ou rezando. Um manual médico do século XVI recomendava que o casal que quisesse fazer um filho deveria tentar no intervalo entre os dois sonos, pois nesse período a fertilidade seria maior. Outro dizia que o intervalo era o melhor momento para se estudar.

As referências dos dois sonos passaram a ficar cada vez mais raras a partir do fim do século XVII, coincidente com a iluminação das casas e das ruas e da criação de estabelecimentos noturnos. A noite que era só para os malditos (bêbados, criminosos, prostitutas), passou a ser um cenário de pessoas respeitáveis. Paris em 1667 foi a primeira cidade a se iluminar e dois anos depois foi a vez de Amsterdã. A noite passou a ser fashion e passar a noite na cama passou a ser considerado uma perda de tempo. Um jornal médico em 1829 recomendava que os pais estimulassem os filhos a dormir num bloco só, um sono contínuo.

Parece mesmo que acordar no meio da noite faz parte da nossa fisiologia normal. A ideia fixa de dormir num único round pode trazer angústia ao homem moderno e  também vender bilhões e bilhões de medicamentos para “consertar” o sono. O intervalo entre os sonos pode ter sido importante para o equilíbrio psíquico, já que há muitos relatos que esse tempo era usado para refletir sobre os sonhos.

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CBN-RICARDO[1]

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Uma pessoa que passa a noite sem dormir, se for ao mercado, compra comida em maior quantidade e mais produtos calóricos do que se tivesse dormido bem.  Além disso, a privação de sono também leva ao aumento dos níveis de grelina no sangue, hormônio que está associado à sensação de fome e preservação de gordura no corpo. Esses são os resultados de uma pesquisa publicada esta semana no periódico Obesity da Sociedade Americana de Obesidade.

O estudo foi conduzido por pesquisadores suecos que recrutaram 14 homens jovens com peso ideal e os instruíram a comprar, com 50 dólares, o máximo que conseguissem num mercado. Eles deveriam imaginar que estavam comprando a comida dos próximos dias e tinham 40 itens para escolher: 20 bem calóricos e 20 de baixa caloria. Em um dia eles foram às compras após uma boa noite de sono. Um mês depois foram ao mesmo mercado sem ter dormido na noite anterior. Antes das compras todos tomaram um café da manhã padronizado. Sem dormir, a compra teve um peso em comida18% maior e tiinha 9% mais calorias.

Já tínhamos evidências de que a privação de sono era capaz de aumentar o consumo calórico. Já foi até demonstrado que os centros de recompensa cerebral são mais ativados quando olhamos para imagens de alimentos quando estamos em dívida com o sono. O atual estudo é inédito ao demonstrar que o tipo de alimento que se compra para os próximos dias também é influenciado pelo quanto se dorme.  A compra mais calórica tem efeitos que vão além do dia subseqüente da noite mal dormida.

O aumento dos níveis de grelina no sangue  já havia sido demonstrado anteriormente por outras pesquisas..  No presente estudo, não houve associação entre os níveis do hormônio e as compras no mercado, sugerindo que outros fatores devam estar envolvidos nesse comportamento de maior consumo.

Sabemos também que a capacidade de tomar decisões é prejudicada após uma noite mal dormida.  Mais estudos deverão ser realizados para avaliar o quanto a privação de sono interfere no comportamento de compras de outros itens de consumo.

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CBN-RICARDO[1]

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Um estudo publicado esta semana no prestigiado periódico Current Biology apontou que temos uma tendência a dormir menos no período da lua cheia.

Pesquisadores da Universidade de Basel na Suíça estudaram o padrão de sono e níveis hormonais de 33 adultos em um laboratório de sono. A proposta inicial do estudo não foi a de avaliar a influência da lua sobre o sono, mas anos depois, numa mesa de bar e na lua cheia, os pesquisadores tiveram o insight de fazer uma avaliação retrospectiva para ver se a fase da lua tinha alguma influência nos resultados.

Dito e feito. A análise apontou que na lua cheia os voluntários tinham o sono mais superficial, demoravam cinco minutos a mais para pegar no sono e dormiam cerca de 20 minutos a menos.  Além disso, na lua cheia os níveis do hormônio melatonina mostraram-se reduzidos.

Sabemos que a concentração da melatonina varia com o grau de luminosidade, mas o interessante é que o efeito lua cheia foi independente da luminosidade do ambiente, já que o estudo foi todo realizado entre quatro paredes. A melhor explicação é um ritmo biológico circalunar que já foi demonstrado em animais marinhos.  Isso pode ter representado uma vantagem evolutiva ao fazer com que caçadores e coletores dormissem menos para aproveitar a luminosidade generosa da lua cheia.

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Um estudo publicado esta semana pelo periódico Stroke da Associação Americana do Coração revela que a falta de sono está associada ao espessamento das camadas celulares da artéria carótida, mas só entre os homens.  Essa espessura é medida por método de ultra-sonografia, e quando aumentada, é considerada uma manifestação precoce da doença aterosclerótica e um marcador do risco de eventos vasculares como o infarto do coração e acidade vascular cerebral.

 

A pesquisa envolveu 617 americanos com idades entre 37 e 52 anos que foram submetidos ao exame da carótida e também ao registro objetivo do número de horas de sono por um aparelho chamado actígrafo, por três dias consecutivos.  Os homens dormiram menos que as mulheres – 5.8 horas  X 6.3 horas, e, pelo menos entre eles, quanto mais curta a noite de sono, maior era o espessamento da artéria carótida. A melhor explicação para essa diferença entre gêneros é o fato da doença aterosclerótica se apresentar nos homens de forma mais precoce. Talvez a mesma associação pudesse ser encontrada entre as mulheres do estudo numa reavaliação alguns anos depois.

 

Estudos epidemiológicos apontam que as pessoas que dormem pouco têm maior risco de doenças cardiovasculares, mas os mecanismos para essa associação não são bem conhecidos. Evidências recentes têm apontado de que a privação de sono pode favorecer a presença de fatores de risco vascular como hipertensão arterial, dislipidemia e síndrome metabólica.

 

O início do processo de aterosclerose se dá por uma disfunção da camada mais interna do vaso (o endotélio), seguido por acúmulo de gordura, desencadeando um processo inflamatório crônico. Vale ressaltar que o vaso sanguíneo é um órgão tão complexo do ponto de vista funcional como qualquer outro órgão do organismo. Hábitos de vida e doenças que representem insultos à sua camada interna são os maiores responsáveis pelo desenvolvimento da aterosclerose. Estes são os principais vilões: TABAGISMO, NÍVEIS ALTOS DE GORDURA NO SANGUE, HIPERTENSÃO ARTERIAL, DIABETES, OBESIDADE, INATIVIDADE FÍSICA, ESTRESSE, BAIXO CONSUMO DE FRUTAS E VEGETAIS e ABUSO DE ÁLCOOL.

 

smallicone

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