A expectativa de vida do Australopitecus há 4 milhões de anos atrás era de apenas 15 anos, 25 anos para europeus na Idade Média, cerca de 40 anos no século XIX, 55 anos no início do século XX, e atualmente em muitos países a expectativa de vida já é maior que 75 anos de idade. No Brasil, os últimos dados do IBGE revelam uma expectativa de vida de 72,3 anos e a projeção para 2015 e 2026 é de 75 e 78 anos respectivamente.

 

Se tivermos que escolher uma única atitude saudável na vida para alcançarmos a longevidade com qualidade de vida, a prática regular de exercícios aeróbicos talvez seja a mais significativa. Não faltam estudos mostrando os efeitos positivos da atividade física sobre nossa saúde, mas um estudo publicado na última edição da revista Archives of Internal Medicine traz resultados ainda mais impressionantes. A pesquisa foi iniciada em 1984 quando mais de 500 membros de uma associação de corredores de rua com mais de 50 anos de idade passaram a ser acompanhados anualmente com questionários que avaliavam a freqüência de atividade física, índice de massa corporal, e uma escala para avaliar o nível de incapacidade funcional nas atividades diárias. O grupo de corredores foi comparado a um grupo controle formado por funcionários da Universidade de Stanford de semelhante faixa etária. Ao final de 21 anos de acompanhamento os resultados foram os seguintes: 1) a atividade física entre os corredores foi cerca de três vezes mais intensa ao longo de todo o estudo; 2) houve declínio da capacidade funcional ao longo dos anos em ambos os grupos, mas de forma menos relevante entre os corredores; 3) após 19 anos de acompanhamento, 34% dos indivíduos do grupo controle havia morrido, comparado a apenas 15% dos corredores; 4) os corredores apresentaram menor mortalidade não só por doenças cardiovasculares, mas também por câncer.

 

As Olimpíadas estão aí e inspiração é que não falta para realizar exercícios aeróbicos. Também não faltam argumentos que nos convençam que os exercícios aeróbicos  podem acrescentar bons anos às nossas vidas. 

 

 

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