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Um estudo publicado na última edição do Journal of Nutrition, jornal oficial da Sociedade Americana de Nutrição, revelou mais benefícios do consumo regular de chocolate amargo.
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Onze mil moradores da região de Molise no sul da Itália com mais de 35 anos de idade foram avaliados, e cerca de cinco mil indivíduos sem doenças crônicas e que não faziam qualquer tipo de dieta especial foram selecionados. Desses cinco mil, identificou-se um subgrupo de 1317 pessoas que não faziam uso de qualquer tipo de chocolate e outro subgrupo de 824 pessoas que comiam chocolate amargo regularmente. ESSE GRUPO DE PESSOAS QUE CONSUMIA CHOCOLATE AMARGO REGULARMENTE APRESENTAVA UM ÍNDICE 17% MAIS BAIXO DO MARCADOR DE INFLAMAÇÃO PROTEÍNA C-REATIVA DE ALTA SENSIBILIDADE. Índices altos desse marcador estão associados a um maior nível de aterosclerose, maior risco de infarto no coração e derrame cerebral. Além disso, pesquisas revelam que a redução dos níveis de Proteína C-Reativa de um grau moderado para um grau leve está associada a uma redução relativa do risco de eventos vasculares em cerca de 30%. Os efeitos positivos dos componentes do chocolate em reduzir marcadores de inflamação já haviam sido demonstrados em “tubo de ensaio”, mas é a primeira vez que esse efeito é demonstrado em uma grande amostra populacional.

Apesar do maior nível de ingesta calórica no grupo que consumia chocolate, não houve diferença no índice de massa corporal entre os grupos, ou seja, quem consumia chocolate não era mais gordo. Outro ponto importante revelado pela pesquisa foi que a dose de uma porção de chocolate (20g) a cada três dias (até 6.7g por dia), foi associado aos menores níveis de inflamação. Acima dessa dose, os efeitos foram mais discretos (ver gráfico).

 

 

 

Mais uma vez o chocolate amargo mostra-se um poderoso aliado de nossa saúde. Meia barra de 100 gramas por semana parece ser uma dose inteligente.

 

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