Um estudo publicado esta semana pelo British Medical Journal revela que o consumo de drogas antipsicóticas aumenta o risco do indivíduo em apresentar um derrame cerebral, e esse risco é ainda duas vezes maior entre indivíduos com quadro de demência e maior no caso dos antipsicóticos modernos, chamados de atípicos. 

 

A associação entre derrame cerebral e antipsicóticos atípicos (ex: olanzapina, risperidona)  já havia sido demonstrada, mas desta vez mostrou-se que mesmo os antipsicóticos de primeira geração (ex: haloperidol) também aumentam o risco de derrame.

 

Com esses resultados devemos pensar no uso de antipsicóticos cada vez com mais  critério, e no caso de indivíduos com quadros demenciais, essas medicações deveriam ser evitadas sempre que possível. Os antipsicóticos são freqüentemente usados nesse grupo de pacientes para a modulação de transtornos do comportamento que são muito freqüentes nos quadros demenciais. Esses resultados devem servir de estímulo para a incorporação de outras ferramentas que possam modular o comportamento dos idosos com quadros demenciais, e aí não estamos falando só de medicações,  mas também de atividade física, lazer e convívio social. 

 

 

 

 

 

 

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