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Comer até um ovo por dia não aumenta o risco de infarto do coração ou de derrame cerebral. Essa é a conclusão de uma metanálise publicada esta semana pelo British Medical Journal.  Maior cautela deve ser tomada por aqueles que tem diabetes.

 

Mais uma vez o lenga-lenga de ovo faz mal  / não faz mal. Vai dar para acreditar dessa vez? Atualmente, entende-se que os estudos anteriores que evidenciaram que o ovo não era muito nosso amigo não tinham metodologia adequada para ponderar outros fatores que vêm associados ao hábito de comer ovos regularmente, por exemplo, maior  consumo de carne vermelha. A maioria das pesquisas realmente tem apontado que um ovo por dia não faz mal aos vasos do coração e do cérebro.

 

Agora, cinco ovos por dia é outra história.

 

Uma pesquisa inédita envolvendo mais de 250 mil voluntários apontou que o risco de depressão é maior entre as pessoas que tomam muito refrigerante, especialmente os do tipo light e diet.

Já o café, este apresentou efeito protetor contra a depressão.

O estudo será discutido esta semana no 65º encontro da Academia Americana de Neurologia.

 

 

No decorrer de um dia, as pessoas têm em média três vezes mais experiências positivas do que negativas. Isso é o que apontam algumas pesquisas. Porém, basta uma má notícia para concluirmos que o dia foi horrível.

 

Temos uma tendência inata a dar mais importância aos eventos negativos que aos positivos e isso pode ser visto como resultado da evolução da espécie, um alarme apurado para situações de risco. Além disso, as experiências positivas, por não dispararem esse alarme, podem chamar menos a nossa atenção ao longo do tempo por efeito de habituação. Mas como fazer para enxergarmos o copo mais para meio cheio do que meio vazio?

 

Já é bem reconhecido que dividir as boas experiências com parceiros, familiares e amigos próximos promove uma maior satisfação geral com a vida, maior bem estar e até mais disposição. Exercitar a gratidão também tem esse poder.

 

Dividir o prazer amplifica o prazer e isso está alinhado com os resultados de pesquisas que demonstram que a felicidade é contagiosa. Dividir as boas notícias levanta o astral do emissor, mas também do receptor da mensagem. Esse talvez seja um dos maiores ingredientes de sucesso do fenômeno facebook.

 

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Além de saúde, o que os pais mais desejam aos filhos é que eles sejam bons, felizes e com boas relações de amizade. A relação entre bondade, amizade e felicidade tem sido descrita como de reciprocidade. Pessoas mais felizes têm maior tendência a apresentar comportamentos prossociais e também de ter um bom círculo de amizades. Crianças com boa aceitação pelos amigos, por outro lado, também são mais cooperativas e equilibradas emocionalmente. Além disso, pessoas mais felizes têm mais ferramentas para fazer o bem aos outros, atitude  que também promove o bem estar.  

 

Sonja Lyubomirsky, uma das maiores autoridades em pesquisas sobre felicidade, participou de um estudo experimental inédito que aponta que crianças que exercitam a gentileza passam a se sentir mais felizes e também a serem mais populares com seus coleguinhas.

 

Quatrocentas crianças canadenses com idades entre 9 e 11 anos foram estudadas em dois diferentes grupos. Metade delas foi orientada a fazer três ações de gentileza por semana, por exemplo, dividir o lanche com um amigo ou dar um abraço na mãe ao sentir que ela está estressada. A outra metade tinha a tarefa de visitar três lugares diferentes por semana, por exemplo, o parquinho e a casa dos avós.

 

Após quatro semanas, as crianças sentiram-se mais felizes e passaram a ser mais populares, mas esses efeitos foram maiores entre aquelas que cumpriram as tarefas de gentileza. Escalas de felicidade e bem estar foram aplicadas e a popularidade foi medida pelo número de coleguinhas que escolhiam a criança como potencial parceiro para um trabalhinho escolar.

 

A conclusão é fácil, não é? As escolas podem incluir na lista de deveres de casa tarefas prossociais. O efeito é positivo mesmo para aqueles que não fizerem a tarefa, menos bullying, etc.

 

 

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Prezado Doc! – A improvável conversa entre um médico e um humorista.  Afinal, O que pode acontecer quando um jovem neurologista conversa por e-mail com um velho gaiato e bastante teimoso? Nesse inusitado diálogo entre duas personalidades diferentes e com pontos de vista opostos sobre um mesmo tema – saúde cerebral– surge um livro original e útil, que consegue a proeza de abordar assuntos sérios sendo ao mesmo tempo engraçado!

 

O livro foi lançado nesta última quarta-feira e está disponível em várias livrarias. 

 

As que eu tenho certeza são Livraria Cultura e Livraria Virtual da Editora Thesaurus.

 

Quem é que não deixa o carro no “piloto automático” enquanto viaja em alguma idéia, uma preocupação, pensamentos que costumam estar bem distantes da atenção que a condução de um veículo exige. Já sabemos o quanto que o álcool e distrações externas como o uso do celular aumentam o risco de um acidente de trânsito, mas o impacto dessas viagens do pensamento na direção não foi bem estudado, em parte por dificuldades metodológicas. Como dizer que isso tem a ver com os acidentes?

 

Uma pesquisa recém-publicada pelo prestigiado periódico British Medical Journal  coloca um pouco de luz sobre essa questão ao apontar que, em quase 20% dos acidentes de trânsito, o condutor do veículo supostamente culpado pelo acidente estava distraído por estar com o pensamento bem longe da direção.

 

Cerca de mil vítimas de acidente de trânsito que foram admitidas na unidade de emergência do hospital da Universidade de Bordeaux na França foram incluídas no estudo. Uma escala bem validada de responsabilidade de acidentes foi aplicada a cada voluntário assim como o nível de distração por questões externas ou por pensamentos internos, nível de privação de sono, uso de substâncias psicotrópicas e álcool. Todos esses fatores se mostraram associados a uma maior chance de provocar o acidente. 

 

Distração por pensamentos internos esteve presente em 17% daqueles que foram classificados como potencialmente culpados pelo acidente e em 9% dos que foram classificados como inocentes. Podemos entender com isso que esse tipo de distração realmente coloca em risco o condutor do veículo. Contudo, esses passeios da mente também podem ser vistos como valiosos para o aprendizado, criatividade e o planejamento da vida pessoal.  

 

A evolução provavelmente selecionou esses pensamentos internos como uma vantagem adaptativa para a resolução de problemas complexos, mas a condução de veículos não fazia parte do cenário. Mas será que existe alguma medida preventiva para essa condição?  Talvez os carros do futuro venham com um mecanismo tipo Bluetooth que acione um alarme quando começarmos a sair do foco da nossa principal tarefa enquanto estivermos com as mãos no volante.

 

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Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos EUA, descobriram um grupo de células do hipotálamo, região do cérebro que faz a ponte com os sinais hormonais, que podem ser as responsáveis pelas desconfortáveis ondas de calor que grande parte das mulheres vivencia nos primeiros anos da menopausa.

 

Em um modelo de menopausa em camundongos, os pesquisadores mostraram que o efeito de dilatação dos vasos da pele era interrompido quando um grupo de células do hipotálamo, chamadas de KNDy, era inativado. Apesar de representarem uma pequena população de células do cérebro, elas têm grande importância no controle das fontes de energia do corpo, temperatura e reprodução. Com a baixa dos níveis do hormônio estradiol, essas células ficam hiperfuncionantes e disparam o comando de vasodilatação, com a intenção não muito apropriada de provocar a perda de calor do organismo.

 

A descoberta abre uma importante janela para o desenvolvimento de futuras terapias para o controle das ondas de calor da menopausa. O estudo foi publicado nesta última semana pelo prestigiado periódico da Academia Nacional de Ciências dos EUA – PNAS.

 

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Quatro dias de imersão na natureza e longe de bytes e pixels aumenta nossa capacidade criativa. Essa é a conclusão de uma pesquisa conduzida por psicólogos da Universidade Kansas e de Utah nos EUA e publicada esta semana pelo periódico PLoS ONE.

 

Cinqüenta e seis voluntários com 28 anos de idade em média participaram de um experimento que incluía uma viagem de quatro a seis dias de caminhada na natureza, bem longe dos aparelhinhos do cotidiano urbano. Uma parte deles foi submetida a testes de criatividade e solução de problemas na manhã anterior ao início da viagem e outra parte na manhã do quarto dia de viagem. Aqueles que fizeram os testes no quarto dia obtiveram um desempenho 50% maior.  

 

Existem evidências de que a vida tecnológica e de multitarefa cansa o cérebro, mais especificamente as regiões pré-frontais responsáveis pelas nossas funções executivas.  Por outro lado, o contato com a natureza pode ser uma grande ferramenta para restaurar essas funções – voltar ao estado default, e é isso que os resultados da presente pesquisa sugerem. Não é possível dizer se a experiência da natureza foi mais ou menos importante que os dias desconectados da tecnologia, mas a princípio os dois podem ter efeitos sinérgicos.  

 

Estudos anteriores já haviam demonstrado efeitos positivos do “efeito natureza” sobre algumas funções cognitivas como, por exemplo, atenção, memória e linguagem. Porém, essa foi a primeira vez que benefícios sobre a capacidade criativa foram demonstrados. O ineditismo da pesquisa também tem a ver com o extenso tempo de exposição à natureza e com o fato dos testes terem sido feito “na trilha”, fora dos laboratórios.  

 

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Um estudo publicado esta semana pelo periódico especializado em neurologia e psiquiatria JNNP apontou que o sentimento de solidão nos idosos é um fator de risco para demência.  

 

Pesquisadores holandeses acompanharam por três anos mais de 2000 pessoas com mais de 65 anos e sem o diagnóstico de demência. No início do estudo, 46% dos voluntários moravam sem uma companhia e um pouco menos de 20% declararam que se sentiam sozinhos. Após os três anos de acompanhamento, o risco de apresentar um quadro de demência era maior entre aqueles que se sentiam sozinhos, mas o mesmo não acontecia pelo simples fato de viver sozinho. Os resultados mostraram também uma associação entre o sentimento de solidão e demência mesmo entre as pessoas que tinham companhia em casa, e isso foi independente da presença de depressão. 

 

A pesquisa sugere que a percepção subjetiva de solidão é que faz a diferença. Ela pode estar associada a uma menor estimulação cognitiva e também a uma menor reserva cerebral. Por outro lado, a sensação de solidão pode ser um sinal de que o cérebro já não está tão bem. Ovo ou galinha? Não importa. Idoso e isolamento social não combinam, especialmente quando o isolamento é iinvoluntário.

 

 

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Pop art do trabalho social cartao postal

Infância com muito estímulo e sem traumas psicológicos,

Adolescência longe do álcool e outras drogas,

Vida de adulto com relacionamentos de amizade positivos, família estável e trabalho recompensador,

Maturidade socialmente ativa, 

Esta é uma boa carteira de investimentos à saúde ao longo da vida.

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Álcool zero para as grávidas é a recomendação difundida na atualidade pelas autoridades sanitárias nos mais diferentes países. Entretanto, a segurança de um baixo consumo de álcool durante a gravidez ainda é uma questão controversa, já que as pesquisas apontam resultados variados e acredita-se que isso seja em parte devido à dificuldade em se estudar o tema controlando fatores sociais e de estilo de vida.

 

Uma alternativa para se evitar essas dificuldades metodológicas é um tipo de pesquisa recém-desenvolvida chamada de randomização mendeliana. E foi isso que pesquisadores das Universidades de Oxford e Bristol utilizaram para mostrar que álcool na gravidez, mesmo em baixas doses, tem influência negativa sobre o desenvolvimento cognitivo das crianças.  Os resultados acabaram de ser publicados pelo periódico PLoS ONE.

 

O perfil genético do metabolismo de álcool foi estudado em mais de quatro mil crianças. A presença de quatro variantes de genes ligados a uma menor capacidade de metabolizar o álcool mostrou-se associada a menores escores de QI aos oito anos de idade, mas isso só existia entre as crianças cujas mães beberam de forma leve a moderada durante a gravidez (<1 a 6 doses/semana). Metabolismo mais lento teoricamente leva a um maior risco de toxicidade. Além disso, nas mães, uma variante de gene desse metabolismo também teve relação com a evolução cognitiva das crianças, mas também só entre aquelas que beberam na gravidez.  Mães com consumo de álcool exagerado não foram incluídas no estudo.

 

O estudo é complexo, mas o recado é simples: álcool durante a gravidez, mesmo em baixas doses, pode ser ruim para o desenvolvimento cerebral da criança.

 

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Qual é o estado presente e o futuro das novas tecnologias voltadas para o melhora do desempenho humano no trabalho? Essa foi a temática de um relatório que acaba de ser publicado pela Royal Society e Academia de Ciências Médicas e de Engenharia da Inglaterra e que é fruto de um workshop que envolveu especialistas das mais diversas áreas envolvidas.

 

Medicações que podem turbinar o cérebro, braços biônicos, implantes na retina, e tantos outros dispositivos que ainda parecem ficção científica deverão fazer parte da nossa vida num futuro não muito distante. Podemos dizer que as medicações já devem ser indicadas para quem quer melhorar o desempenho, apesar de não sofrer de nenhum transtorno neurológico?

 

Já conhecemos uma série de atitudes no dia a dia que reconhecidamente podem turbinar nosso cérebro:  atividade física, sono e alimentação regulares, estar sempre aprendendo, equilíbrio psíquico, etc. Além disso, alguns estudos com as famosas pílulas usadas para turbinar o cérebro têm demonstrado que elas podem melhorar o desempenho intelectual até mesmo de indivíduos sem qualquer tipo de problema neurológico ou psiquiátrico. As medicações mais usadas para esse fim são as anfetaminas e o metilfenidato, indicadas no tratamento de indivíduos com o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

 

O fato é que dispomos de pouquíssimas evidências científicas de que essas pílulas trazem reais benefícios cognitivos a indivíduos sem transtornos neurológicos ou psiquiátricos, e há até resultados mostrando que algumas pessoas podem piorar o desempenho. É como se nosso cérebro fosse uma orquestra bem afinada e introduzíssemos um violino a mais. Pode melhorar, pode não fazer diferença no resultado, ou pode até desafinar. E apesar desse conhecimento ainda estar engatinhando, essas medicações têm se tornado cada vez mais populares entre adultos e adolescentes, na maior parte das vezes sem qualquer orientação médica.

 

O presente relatório é mais uma iniciativa para que se aprofunde a discussão, a regulação e as pesquisas pelo uso responsável dessas drogas por pessoas saudáveis. Em entrevista concedida à Scientific American e publicada recentemente na revista Mente & Cérebro, o Prêmio Nobel Eric Kandel, o neurocientista mais renomado do planeta e certamente um dos pesquisadores que mais contribuíram para o nosso atual entendimento da memória, declara: “Ainda não temos evidências de segurança e nem mesmo de eficácia do uso de medicações para melhorar o cérebro de pessoas saudáveis. Eu não aconselharia meus netos, pelo menos por enquanto, a usar essas medicações”.

 

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Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv conduziram um experimento que aponta que nosso cérebro tem mecanismos que permitem escolher a melhor solução de um problema na velocidade de um raio, sem termos muita consciência disso. Os resultados acabam de ser publicados no prestigiado periódico PNAS.

 

Os voluntários que participaram da pesquisa analisavam a tela de um computador em que apareciam duas colunas, uma ao lado da outra. Cada coluna mostrava seqüências de pares de números que se sucediam de forma muito rápida e os participantes eram orientados a apontar qual das duas colunas tinha pares de números de maior valor quando somados.  

 

Dois a quatro pares de números eram apresentados a cada segundo e, nessa velocidade, não era possível realizar cálculos e muito menos registrar os números na memória. Quando olhavam seis pares de números concomitantemente, o acerto era em torno de 65%, mas, espantosamente, quando a tela mostrava 24 pares de uma vez, os acertos chegavam a quase 90%.  

 

Essa intuição aritmética aponta que o cérebro tem a capacidade de absorver sem muita consciência várias informações picadas que serão traduzidas em uma idéia maior. Pode-se chamar esse fenômeno de integração de valor, pré-cognição, e explica porque muitas vezes antecipamos algum acontecimento. É o tal pressentimento que parece não ter nada de místico ou paranormal.

 

 

 

 

 

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Um estudo publicado esta semana pelo periódico oficial da Academia Americana de Neurologia revela que as crianças com diagnóstico de enxaqueca têm uma chance 30% maior de ter um rendimento escolar abaixo da média.

 

Foram estudados mais de cinco mil brasileirinhos de 18 diferentes estados com idades entre cinco e 12 anos. Os professores dessas crianças responderam a um questionário que contemplava o desempenho acadêmico dos alunos e a identificação de problemas emocionais e do comportamento. Os pais também respondiam questões relacionadas ao histórico de dores de cabeça e outros antecedentes patológicos dos filhos.    

 

Quase um quarto das crianças apresentava dores de cabeça com características de enxaqueca e a associação entre as dores de cabeça e pior desempenho escolar foi ainda mais forte entre as crianças com crises mais fortes e mais freqüentes, assim como naquelas que tinham mais problemas de comportamento. O pesquisador Marcelo Bigal, brasileiro radicado nos EUA e um dos autores do estudo, dá o recado que enxaqueca é coisa séria e freqüente entre as crianças e por isso merece toda a atenção por parte dos pais e professores.  

 

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Sardinha, atum e salmão. Comer um desses bichinhos pelo menos duas vezes por semana é uma forma eficaz de prevenir a doença isquêmica do coração. Esta semana, uma pesquisa publicada no British Medical Journal confirmou que o efeito se estende também à prevenção de derrame cerebral.

 

O estudo é uma análise de 38 diferentes pesquisas sobre o tema envolvendo cerca de 800 mil voluntários de 15 diferentes países.  Os resultados mostraram que o consumo regular de peixes ricos em  òmega 3 realmente reduzem o risco de derrame cerebral e quanto mais melhor.  Já o consumo de pílulas de ômega 3 não  proporcionou o mesmo efeito protetor. A interação do ômega 3 com vitaminas e aminoácidos essenciais encontrados no peixe in natura pode fazer a diferença.  Além disso, o hábito de comer peixe costuma estar associado a hábitos mais saudáveis como restrição de carne vermelha.

 

* Esta semana, pesquisadores da Universidade de Montreal demonstraram também que UMA ÚNICA refeição cheia de gorduras saturadas, as gorduras “do mal”, já é capaz de mexer com as nossas artérias. Logo após um sanduíche “daqueles”, já se pode perceber uma redução da função do endotélio. Endotélio é a camada mais interna das artérias e é bem reconhecido que qualquer fator que atrapalhe sua integridade funcional aumenta também o risco de eventos vasculares como o infarto do miocárdio e o derrame cerebral.

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Um estudo publicado esta semana pelo periódico Stroke da Associação Americana do Coração revela que a falta de sono está associada ao espessamento das camadas celulares da artéria carótida, mas só entre os homens.  Essa espessura é medida por método de ultra-sonografia, e quando aumentada, é considerada uma manifestação precoce da doença aterosclerótica e um marcador do risco de eventos vasculares como o infarto do coração e acidade vascular cerebral.

 

A pesquisa envolveu 617 americanos com idades entre 37 e 52 anos que foram submetidos ao exame da carótida e também ao registro objetivo do número de horas de sono por um aparelho chamado actígrafo, por três dias consecutivos.  Os homens dormiram menos que as mulheres – 5.8 horas  X 6.3 horas, e, pelo menos entre eles, quanto mais curta a noite de sono, maior era o espessamento da artéria carótida. A melhor explicação para essa diferença entre gêneros é o fato da doença aterosclerótica se apresentar nos homens de forma mais precoce. Talvez a mesma associação pudesse ser encontrada entre as mulheres do estudo numa reavaliação alguns anos depois.

 

Estudos epidemiológicos apontam que as pessoas que dormem pouco têm maior risco de doenças cardiovasculares, mas os mecanismos para essa associação não são bem conhecidos. Evidências recentes têm apontado de que a privação de sono pode favorecer a presença de fatores de risco vascular como hipertensão arterial, dislipidemia e síndrome metabólica.

 

O início do processo de aterosclerose se dá por uma disfunção da camada mais interna do vaso (o endotélio), seguido por acúmulo de gordura, desencadeando um processo inflamatório crônico. Vale ressaltar que o vaso sanguíneo é um órgão tão complexo do ponto de vista funcional como qualquer outro órgão do organismo. Hábitos de vida e doenças que representem insultos à sua camada interna são os maiores responsáveis pelo desenvolvimento da aterosclerose. Estes são os principais vilões: TABAGISMO, NÍVEIS ALTOS DE GORDURA NO SANGUE, HIPERTENSÃO ARTERIAL, DIABETES, OBESIDADE, INATIVIDADE FÍSICA, ESTRESSE, BAIXO CONSUMO DE FRUTAS E VEGETAIS e ABUSO DE ÁLCOOL.

 

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Uma pesquisa publicada na última semana pelo periódico The Lancet aponta que 79% das pessoas com depressão já experimentaram alguma forma de discriminação.

  

O estudo foi liderado pelo Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres e envolveu 35 diferentes países, incluindo o Brasil. Questionários detalhados foram aplicados a mais de mil voluntários que faziam tratamento para depressão.

 

Um terço dos voluntários declarou que foram rejeitados por outras pessoas por conta de seus problemas mentais, especialmente por membros da família. Um terço evitou um relacionamento pessoal por antecipar a idéia de poder sofrer rejeição, um quarto não se inscreveu para um novo trabalho por conta dessa expectativa e 71% responderam que preferem esconder o diagnóstico por receio de sofrerem discriminação. Além disso, quanto maior a experiência de discriminação vivida mais frequentes os episódios depressivos ao longo da vida e maior a chance de internação psiquiátrica.  

 

O estudo confirma numa amostragem bastante representativa que o estigma associado à depressão é uma forte barreira para uma vida social e profissional bem sucedida. Intervenções contra a discriminação podem mudar o atual panorama dessa grave doença e, no Brasil, já existe uma proposta de inclusão da psicofobia no novo Código Penal, tornado crime a discriminação de indivíduos com doenças mentais.

 

 

 

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Flavonóides, substâncias abundantes em alguns tipos de vegetais, têm sido apontados como bons combustíveis para o funcionamento cerebral, promovendo a melhora de funções cognitivas e até a redução do risco de demência entre os idosos. Esses efeitos parecem ser ainda mais pronunciados no caso de um subtipo de flavonóides chamado flavanol, muito presente no cacau, vinho tinto, chá verde e algumas frutas. É bem reconhecido que os flavanols têm o poder de melhorar a função dos vasos sanguíneos, e pode ser que essa seja apenas uma das formas de como essas substâncias ajudam o cérebro.

 

O prestigiado periódico New England Journal of Medicine publicou esta semana uma pesquisa bem provocativa que procurou demonstrar se o consumo de chocolate, um dos principais alimentos ricos em flavanol, pode trazer vantagens cognitivas quando se pensa em nível populacional. Para isso, foi analisada a possível associação entre o número de Prêmios Nobel per capita de um determinado país e o nível de consumo de chocolate. Os resultados mostraram uma forte associação entre esses dois indicadores em diversos países – quanto maior o consumo de chocolate de um país, maior o número de ganhadores do Prêmios Nobel.

 

E então? É fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é fresquinho? Um maior consumo de chocolate faz com que um determinado país tenha mais estrelas intelectuais? Ou será que um país com maior nível educacional e econômico consome mais chocolate por ter mais dinheiro para gastar ou até mesmo mais consciência dos seus benefícios à saúde? Os resultados da pesquisa são legítimos, mas provavelmente só refletem uma associação entre uma cultura de se comer mais chocolate onde também existe uma forte cultura científica, sem qualquer relação causa e efeito.

 

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Uma boa noite de sono é fundamental não só para o bom desempenho acadêmico das crianças, como também para um bom comportamento no dia a dia. Essa é a conclusão de um estudo publicado hoje pelo periódico oficial da Academia Americana de Pediatria.

 

A pesquisa demonstrou que um adicional de meia hora de sono por noite a crianças com idades de 7 a 11 anos teve impacto positivo na regulação de suas emoções incluindo comportamento de hiperatividade e impulsividade na escola. O inverso também aconteceu – crianças que passaram a ter uma hora de sono a menos por noite passaram a ter piora no comportamento.

 

Estima-se que boa parte das crianças em idade escolar tem dormido menos que o recomendável para a faixa etária e isso deveria ser 10 a 11 horas entre os 5 e 10 anos e 8.5 a 10.5 horas entre os 10 e 17 anos.

 

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