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Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro conseguiram mostrar que podemos treinar a ativação de áreas cerebrais envolvidas no sentimento de empatia. O estudo foi recentemente publicado pelo periódico PLoS ONE.

 

O estudo inédito usou a ressonância magnética funcional para atingir um estado de empatia em 25 voluntários jovens. Eles tinham o feedback da máquina em tempo real, permitindo que eles aumentassem a ativação das áreas associadas ao sentimento de ternura e afeto à medida que iam pensando em situações autobiográficas que evocavam esses sentimentos. Outro grupo de voluntários não tinha o feedback e não tiveram qualquer aumento da atividade.

 

Esse neurofeedback é uma promissora ferramenta para o tratamento de transtornos mentais com depressão pós-parto e transtornos de conduta e personalidade. Pode ser uma preciosa fonte de comportamento prossocial.

 

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As pessoas conseguem digitar no computador um maior conteúdo daquilo que o professor fala que quando escrevem numa folha de papel. Mas será que o aprendizado de quem usa o laptop na sala de aula é melhor? Mais nem sempre é melhor.

Pesquisadores das universidades de Princeton e Los Angeles nos EUA têm demonstrado que os alunos aprendem mais quando anotam no papel. Eles testaram em centenas de alunos dessas duas universidades, após uma aula, a memória factual, compreensão do conteúdo e habilidade em sintetizar a informação. Metade anotava a aula no papel e a outra no laptop. Os que anotaram no papel realmente tiveram melhor desempenho.

Mas por que no papel é melhor? Como no laptop os alunos são capazes de digitar uma aula praticamente na integra, o trabalho é pouco reflexivo, exigindo do cérebro pouca atividade analítica e de síntese. Escrever no papel é mais lento e permite uma maior “digestão” do conteúdo, forçando o cérebro a capturar melhor a essência da informação.

Mas e se os alunos fossem instruídos a usar o laptop sem tentar copiar o que o professor fala? Não adianta. Os pesquisadores pediram que os alunos digitassem no laptop um conteúdo com as próprias palavras, mas não melhorou. Continuaram a escrever as palavras do professor e o desempenho foi o mesmo.

Mas será que por conseguirem digitar mais conteúdo, os usuários do laptop terão vantagens na hora de estudar para a prova uma semana depois? Também não. Mais uma vez a turma do papel se saiu melhor.

Se ainda formos comparar o papel com um laptop com a internet ligada, aí a goleada deve ser muito maior. Estudos mostram que os alunos usam 40-60% do tempo do laptop na sala de aula com “outras coisinhas” na internet.

 

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Fast food é um dos maiores símbolos da vida corrida, impaciente. Pesquisadores da Universidade de Toronto no Canadá resolveram investigar o quanto esse jeito “moderno” de comer influencia a capacidade das pessoas em apreciar ouras coisas na vida que não combinam com impaciência.

 

Eles aplicaram a quase trezentos voluntários um questionário que investigava o prazer que tinham com experiências como encontrar uma cachoeira no meio de uma trilha. Os resultados mostraram que aqueles que moravam em regiões com maior número de estabelecimentos fast food eram os que tinham menos prazer com as experiências. Isso não consegue provar que existe uma relação causa e efeito. Foram além e realizaram mais dois experimentos.

 

Mediram o quanto as pessoas curtiam fotos de paisagens ou uma música erudita intercalados por fotos de sanduíches embalados com a marca McDonald ou de um prato de cerâmica com os mesmos alimentos: sanduíche e batatas fritas. Aqueles escolhidos com as imagens dos sanduíches embalados relataram menos prazer com ambos os estímulos.

 

Alguns podem pensar que o fast food traz economia de tempo que pode ser utilizado para coisas prazerosas da vida. Parece que não é bem assim.

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Todo mundo quer poder dizer que tem livre arbítrio, mas é inegável a influência que a opinião das outras pessoas exerce sobre nossos julgamentos. Entretanto, a opinião dos outros parece que tem prazo de validade. Uma pesquisa recém-publicada nas prestigiada revista Psychological Science mostra que as pessoas realmente tem uma tendência a alinhar as opiniões com a do grupo., mas isso não dura mais que três dias.

 

Pesquisadores chineses mostraram isso em laboratório. Eles recrutaram voluntários, homes e mulheres com média de idade de 22 anos, que tinham que avaliar 280 fotografias de chinesas jovens e pontuar o quanto eram atraentes. Após cada pontuação, eles recebiam a pontuação média de 200 outras pessoas, ora semelhante à própria pontuação, ora maior e ora menor.  

 

Os voluntários voltavam ao laboratório para avaliar as fotografias após um dia, três dias, sete dias e três meses. A opinião do grupo levava a uma mudança de pontuação, mas só nos primeiros três dias. Depois a influencia do grupo não existiu mais.

 

 

 

 

Pessoas muito desconfiadas, que acreditam que todos estão levando vantagem, têm maior chance de desenvolver um quadro de demência. Isso é o que aponta uma pesquisa publicada na última semana pelo periódico oficial da Academia Americana de Neurologia. Essa desconfiança exagerada já havia sido demonstrada como fator de risco para doenças cardiovasculares e mortalidade de uma forma geral. Os mecanismos propostos incluem fatores inflamatórios e disfunção do sistema autonômico.

 

Desta vez, pesquisadores finlandeses e suecos estudaram cerca de 1500 indivíduos com uma média de idade de 71 anos e aplicaram um questionário que mede o grau de desconfiança de um indivíduo. O questionário media o quanto os voluntários concordavam com ideias como “a maioria das pessoas mente para alcançar seus objetivos” e “é mais seguro não acreditar nas pessoas”. Aqueles com maior grau de desconfiança tiveram uma chance três vezes maior de apresentar um quadro de demência ao longo de oito anos quando comparados àqueles com pouca desconfiança. Esses resultados foram independentes da presença de sintomas depressivos e outros fatores de risco para demência como nível educacional, tabagismo, hipertensão arterial.

 

 

 

 

 

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Uma pessoa tem mais chance de escolher alguém para casar quando o DNA é parecido com o seu.

A tal história que os opostos se atraem é puro mito? Os psicólogos não têm muita dúvida disso. As pessoas costumam se casar com outras de nível educacional / socioeconômico parecido, com crenças religiosas e políticas semelhantes e que têm mais interesses em comum. Mas será que a bagagem que carregamos no nosso código genético influencia também a escolha do nosso parceiro?

Uma pesquisa publicada esta semana pelo prestigiado periódico Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que o DNA faz diferença sim. Uma pessoa tem o código genético mais parecido do seu parceiro ou parceira quando comparado ao DNA de outras pessoas com mesmo nível socioeconômico, etnia e origem de nascimento. Pesquisadores da Universidade do Colorado nos EUA analisaram o genoma de mais de 825 casais heterossexuais e compararam com o material genético de pessoas sem nenhum tipo de vínculo. Eles demonstram também que a genética influencia a escolha do parceiro, mas de forma bem menos expressiva que outros fatores como perfil educacional.

A ideia de semelhança do código genético dos casais foge um pouco do senso comum. Evitamos casar com nossos parentes e estudos mostram que mulheres sentem-se mais atraídas pelo cheiro de homens que tem genes do sistema imunológico diferentes dos delas. Isso parece uma contradição, mas esses genes imunológicos podem ter comportamento diferente dos demais.

O presente estudo coloca em xeque uma série de outros que mostrou que as diferenças do código genético entre os membros de um casal são tão grandes quanto às que encontramos entre indivíduos sem parentesco ou laços afetivos. Entretanto, foi a primeira vez que se analisou as semelhanças do código genético entre membros de um casal utilizando todo o genoma.

 

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Para a maioria das pessoas, ser feliz e ter uma vida com significado são dois objetivos importantes e também correlacionados. Mas, às vezes, percepção de felicidade e de sentido na vida não andam juntas. A percepção de felicidade está associada a uma vida sem problemas, prazerosa e com boa saúde. Entretanto, esses fatores não tem relação com o senso de sentido na vida.  Convívio com amigos e ter dinheiro para as necessidades e desejos guardam boa relação com a percepção de felicidade, mas também não fazem muita diferença na sensação de sentido na vida. 

  

Muitas das coisas que fazemos no dia a dia não aumentam nossa percepção do quanto nos sentimos felizes, mas podem nos fazer sentir a vida com mais sentido.  Atividades que exigem esforço e sacrifício costumam alimentar nossa percepção de sentido na vida.

 

Não é difícil imaginar que esse sentido na vida nos faz bem. E essa é a conclusão de um estudo publicado esta semana no periódico Psychological Science. Quanto maior a percepção de sentido na vida, maior a longevidade.

 

Pesquisadores da Universidade de Rochester nos EUA exploraram essa questão através de um banco de dados de mais de 6000 pessoas que fizeram parte de uma pesquisa com um seguimento médio de 14 anos. Após esse período, cerca de 10% dos voluntários morreram e estes relatavam ter menor percepção de sentido na vida do que os sobreviventes.    

 

O estudo também apontou que esse efeito positivo existe independente da idade. Adultos jovens, de meia idade e idosos mostraram os mesmos benefícios. Os resultados deixaram os pesquisadores surpresos, pois o senso comum diria que os idosos seriam mais influenciados pela sensação de sentido na vida, já que estão afastados da rotina “anestésica” do trabalho que muitas vezes funciona com um piloto automático. Teoricamente, quanto mais precoce for esse encontro de sentido na vida, maiores os benefícios.

Os pesquisadores estão expandindo a análise com a pergunta: será que as pessoas que relatam perceber maior sentido na vida são as mesmas que têm hábitos mais saudáveis e por isso vivem mais? Os resultados ainda não foram publicados.

 

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Moral and Ethics

 

Você sacrificaria uma pessoa para salvar outras cinco? Escolhas morais podem ser mais voltadas ao bem comum quando usamos uma língua estrangeira. Essa é a conclusão de um estudo publicado esta semana pelo periódico PLoS ONE por pesquisadores das universidades de Chicago nos EUA e Barcelona na Espanha.

 

O experimento testou o cenário de que para salvar cinco pessoas era preciso matar uma pessoa. Quando o experimento era feito em língua estrangeira, mais pessoas decidiam matar um para salvar cinco.

 

Os autores propõem que na língua estrangeira o envolvimento emocional é menor e as decisões podem ser mais racionais. Geralmente aprendemos uma língua estrangeira em um contexto menos emocional (e.g. sala de aula) quando comparado à língua nativa. A língua nativa evoca mais nosso cérebro emocional. Os mesmos pesquisadores já tinham demonstrado que decisões econômicas também seguem essa mesma tendência.

 

Os resultados podem ter conseqüências no mundo real globalizado. Pode fazer diferença quando se pensa em júris de organismos internacionais, por exemplo.

 

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Ameaça de estereótipo é um fenômeno em que uma pessoa experimenta insegurança e ansiedade pelo receio de terem um pior desempenho por fazerem parte de um grupo com estereótipo de inferioridade. Estamos falando da raça negra e gênero feminino, por exemplo.

As pessoas que fazem parte desses grupos têm pior desempenho quando “lembradas” desses estereótipos. Esse é o caso de meninas em testes de matemática quando lembradas que os meninos são melhores em matemática. O mesmo ocorre se as meninas recebem algum “toque” de que meninos são superiores no xadrez. O estereótipo de um campeão de xadrez é ode um homem bem esquisito e não o de uma mulher de salto alto.

Negros também têm pior desempenho em um teste cognitivo quando são avisados que a resolução do problema depende de habilidade intelectual. Negros carregam o estereotipo que são menos inteligentes que os brancos. Pobres também carregam um estigma gigante.

A ameaça de estereótipos pode fazer com que mulheres não sigam uma série de carreiras que os homens são supostamente superiores. Pode fazer com que negros não desenvolvam plenamente suas habilidades cognitivas. Meninos também carregam seus estereótipos. Sá que eles têm mesmo menores dons artísticos?

É fundamental a conscientização desse fenômeno por parte de pais e professores. Dar pistas para que se lembre da igualdade entre os gêneros e entre as raças pode fazer que não existam diferenças entre os grupos.

Em tempo. Esta semana o presidente do São Paulo deu a infeliz declaração: “Gostaria muito de ter o Kaká. É alfabetizado, tem todos os dentes na boca, bonito, fala bem…”. Pelo que eu saiba estereótipos de superioridade não ajudam a marcar gol.

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medicalmarijuanabrain

 

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Uma pesquisa publicada esta semana pelo Journal of Neuroscience aponta que fumar maconha, mesmo que seja uma vez por semana, mexe com a estrutura do cérebro.

 

Pesquisadores das Universidades de Northwestern e Harvard nos EUA estudaram através da ressonância magnética o cérebro de uma série de voluntários com idades entre 18 e 25 anos que tinham que registrar a freqüência do uso de maconha por um período de três meses. Aqueles que fumavam mais tinham uma estrutura cerebral, chamada de núcleo acumbente, com maior volume e com alteração em seu formato. O núcleo acumbente é uma região que faz parte do sistema de recompensa cerebral.

 

O resultado mais importante dessa pesquisa foi o fato dessa mudança estrutural ter sido demonstrada mesmo entre aqueles que fumavam um baseado por semana. Na verdade, a grande parte das pesquisas tem mostrado mudanças no cérebro em pessoas que consomem a maconha de forma mais freqüente. Além do núcleo acumbente, os pesquisadores também encontraram mudanças morfológicas na estrutura mais central no controle das emoções, a amígdala.

 

O uso da maconha tem sido fortemente relacionada a desmotivação, alterações nos domínios da atenção e memória. Será que isso também não acontece com pequenas doses?

 

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Rafael Nadal is the Academy's 2013 Male Athlete of the Year.

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A maturidade traz algumas compensações, mas aos 24 anos alcançamos nosso pico de desempenho cognitivo-motor. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada esta última semana no prestigiado periódico PLoS ONE.

 

Pesquisadores da Universidade de Burnaby no Canada analisaram os dados de desempenho de mais de três mil jovens com idades entre 16 e 44 anos num jogo de computador chamado StarCraft 2. O jogo tem a mesma lógica de um xadrez e os dados analisados representam milhares de horas de quão rápido os voluntários reagiram aos seus oponentes no jogo e as estratégias que eles usaram no desafio. Jogadores mais velhos, apesar de mais lentos, compensam a desvantagem de velocidade com estratégias mais eficientes no jogo.

 

A maioria dos estudos que investiga o declínio motor e cognitivo com a idade analisa o efeito em populações de idosos. Dessa vez não. Os pesquisadores mostraram que a rapidez cognitivo-motora já começa a diminuir na segunda década de vida, mas são compensadas por estratégias mais eficientes. E dessa vez a evidência não veio de testes de laboratório, mas de um modelo da vida real, o que torna possível a demonstração a compensação com o passar dos anos.        

 

Mas não é em toda atividade que essa compensação acontece. Simuladores de vôo e performance no piano são dois exemplos. Por outro lado, em muitos esportes, o maior equilíbrio mental da maturidade pode ser até mais importante que a velocidade.

 

 

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Pedalar por belas paisagens. Correr num parque com muito verde. Isso pode ser melhor para a saúde do que malhar entre quatro paredes. Isso é o que sugere um estudo publicado esta última semana por pesquisadores da Universidade de Coventry na Inglaterra.

Eles avaliaram uma série de crianças com idades entre nove e dez anos numa sala com paredes brancas fazendo uma prova de 15 minutos na bicicleta ergométrica. No outro dia, as crianças fizeram a mesma atividade, mas desta vez olhando para um filme de uma bicicleta atravessando uma floresta. A monitoração da pressão arterial mostrou valores significativamente menores após a pedalada no “meio da floresta” quando comparado à atividade na sala branca. Esse efeito hipotensor do verde já tinha sido descrito há cerca de dez anos entre adultos.

A atividade física na natureza tem sido chamada de “Exercício Verde” e sua prática tem sido estimulada para os adultos por seus efeitos potencialmente superiores ao exercício sem a natureza. Cinco minutos de contemplação já são capazes de trazer efeitos positivos sobre o ritmo do coração. Já foi demonstrado que a simples contemplação de imagens da natureza tem efeito protetor contra o estresse, além de melhorar o humor e a atenção. O pessoal da corrida de aventura, mountain bike, surf, etc, têm muito a nos dizer.

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superficial

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Já é bem reconhecido que as pessoas materialistas são menos felizes. Mas qual é a razão? Uma pesquisa recém-publicada por pesquisadores da Universidade de Baylor nos EUA aponta que uma das principais razões é o fato dos materialistas exercerem muito pouco a gratidão. Não costumam pensar como o Zeca Pagodinho em Deixa a Vida me Levar: “Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu”.

 

Os pesquisadores aplicaram um questionário que avaliava o quanto uma pessoa é materialista a 246 voluntários com uma média de idade de 21 anos. Além disso, o questionário interrogava o quanto a pessoa exercia a gratidão e o seu nível de satisfação com a vida. Após análises estatísticas, a conclusão foi que a falta de gratidão responde por pelo menos metade da relação entre materialismo e falta de satisfação com a vida.

 

A falta do exercício de gratidão faz que as pessoas muito materialistas estejam sempre insatisfeitas, com objetivos não alcançados. O foco é sempre aquilo que ainda não conseguiram. Pessoas materialistas são mais solitárias, têm menor autoestima e bem estar e ainda uma maior tendência à depressão e ansiedade. Os materialistas poderiam se beneficiar de exercícios de gratidão? Acho que sim.

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Happy youths training outdoors

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Uma pesquisa publicada esta ultima semana pelo periódico oficial da Academia Americana de Neurologia aponta que o jovem pode chegar com o cérebro mais esperto aos 40-50 anos se praticar exercícios aeróbicos desde cedo. Estamos falando de corrida, natação, ciclismo, e outras atividades que fazem o coração suar a camisa.

O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Minneapolis nos EUA que recrutaram quase três mil voluntários com uma média de idade de 25 anos. Foram realizadas avaliações da capacidade cardiorrespiratória e perfil cognitivo no início do estudo e 25 anos depois. Aqueles que tinham um melhor desempenho cardiorrespiratório no início do estudo apresentavam também melhores notas nos testes cognitivos. Além disso, aqueles com menor declínio da capacidade cardiorrespiratória ao longo dos 25 anos eram os que tinham o melhor desempenho cognitivo. Esse efeito certamente deve fazer diferença no risco de uma pessoa desenvolver um quadro de demência.

O ineditismo da pesquisa está no fato de que desta vez foi demonstrado o efeito positivo do condicionamento físico sobre o cérebro mesmo entre os jovens. Pesquisas anteriores já haviam apontado esse efeito nos idosos.

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children and media

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Televisão, videogame e internet não podem mesmo ser tão liberados para as crianças. A recomendação é que elas não passem mais de duas horas na frente das telinhas e esta semana um estudo publicado no periódico JAMA Pediatrics confirma essa diretriz. A pesquisa mostrou que os pais que colocam limites têm filhos que dormem mais, além de terem melhor desempenho acadêmico e comportamento menos agressivo.

 Estudos anteriores já mostravam que excesso de exposição à mídia faz com que as crianças durmam menos, tenham mais dificuldade de concentração e menor desempenho acadêmico. Desta vez os pesquisadores mostraram que a vigilância dos pais faz mesmo diferença.

Cerca de 1300 crianças nos EUA que cursavam do terceiro ao quinto ano foram acompanhadas por um período de um ano letivo. Os resultados apontaram que quanto mais os pais controlavam a exposição às telinhas, melhores os indicadores de sono e peso das crianças. Além disso, pais mais atentos tinham filhos mais dóceis e com melhores notas na escola. Essa dedicação dos pais foi medida por um questionário que abordava o quanto eles limitavam o tempo que os filhos ficavam no videogame e nas mídias eletrônicas, quanto eles limitavam o conteúdo dessas mídias e se conversavam sobre o assunto com as crianças.

O recado é fácil, não é?

 

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Post image for Empathy: Women Better Under Stress But Men Worse
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Você fecha os olhos para os outros quando está em situação de estresse? Se você for homem a resposta mais provável é um sim, mas se for mulher, o estresse pode até favorecer o olhar para o outro. Essa é conclusão de um estudo publicado esta semana pelo periódico Psychoneuroendocrinology.

Pesquisadores das Universidades de Viena e de Freiburg submeteram voluntários a situações de estresse moderado (ex: falar em público, fazer exercícios mentais de matemática) e faziam testes em que tinham de reconhecer a perspectiva do pensamento de outra pessoa assim como seus sentimentos. A hipótese inicial era de que em situações de estresse as pessoas seriam mais egocêntricas, uma forma de reduzir distrações cognitivas e emocionais.

Dito e feito. Os homens realmente ficaram mais autocentrados, mas entre as mulheres os resultados foram justamente o oposto. Elas ficaram mais prosociais.

Possíveis explicações para essa diferença. Do ponto de vista psicológico, as mulheres têm mais internalizado a noção de que terão mais ajuda se tiverem uma boa interação com as outras pessoas. Numa situação de estresse, empatia pode ajudar. Do ponto de vista fisiológico, a diferença entre os gêneros pode ser explicada pelo hormônio ocitocina. A ocitocina está fortemente envolvida no nosso comportamento social e já foi demonstrado que no estresse seus níveis são mais elevados entre as mulheres.

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Tem uma porção do lobo frontal que é ativada toda vez que detectamos um erro em nossas ações. É o famoso “Ooops” e essa ativação pode ser demonstrada através do disparo de atividade elétrica nessa região.

 

Pesquisadores da Universidade de Vanderbitt nos EUA recrutaram voluntários para realizar testes de difícil execução pela rapidez exigida na resposta, ou seja, com grandes chances de erro e frequente ativação da região frontal mesial – a região responsável pelo “Ooops”.  

 

Os voluntários receberam 20 minutos de estimulação elétrica por um gorrinho cheio de eletrodos ou um estímulo de mentirinha – placebo. A estimulação elétrica fez com que os voluntários errassem menos, pois corrigiam os erros com maior desenvoltura. Os efeitos positivos foram mantidos por cerca de cinco horas e extendido para outros testes.

 

As implicações desses achados não são restritas ao aprendizado, mas podem trazer benefícios clínicos no tratamento de condições como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

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French for preschool, childcare, primary schools and secondary schools 

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Um estudo publicado esta semana pelo prestigiado periódico Brain apontou qu idosos com mais anos de educação demoram mais tempo para desenvolver a doença.

 

A pesquisa acompanhou quase 4 mil idosos franceses por 20 anos consecutivos fazendo avaliações cognitivas a cada cinco anos.  Um pouco mais de 400  idosos desenvolveram a Doença de Alzheimer e aqueles com maior nível educacional começaram a ter um leve declínio cognitivo 15 a 16 anos antes do diagnóstico de demência.  Já aqueles com menos anos de escola começaram a ter declínio sete anos antes do diagnóstico.  Os anos a mais de escola retardaram o aparecimento da doença em cerca de sete anos.

 

 

Já se conhece bastante sobre as alterações cerebrais morfológicas e fisiológicas associadas ao processo de envelhecimento normal. Há uma progressiva redução do número de conexões entre os neurônios e significativo acúmulo de substâncias associadas ao envelhecimento que dificultam o pleno funcionamento cerebral.

 

Do ponto de vista funcional, essas alterações estruturais só começam a ter impacto após a sexta década de vida. Em média, só a partir dos 60 anos é possível confirmar declínio de capacidades psicométricas, com exceção da fluência verbal que declina levemente já na quinta década de vida. O declínio dessas capacidades é muito modesto até os 80 anos, quando se torna mais acentuado em pelo menos 50% dos indivíduos.

 

Um conceito fundamental para entendermos melhor como investir bem em nosso cérebro é o conceito de Reserva Cerebral. Se o nosso cérebro tem uma tendência natural a perder um pouco de seu desempenho em idades mais avançadas, quanto mais conexões formarmos no decorrer da vida, quanto mais aumentarmos nosso repertório, menor a chance de que pequenas perdas estruturais tenham repercussão funcional. E o que dirá quando o indivíduo apresenta doença cerebral como a Doença de Alzheimer? Maiores reservas fazem com que mais tempo de doença seja necessário para que ela se manifeste clinicamente.  Mais conexões permitem que o cérebro lance mão de vias alternativas para driblar a doença. E foi isso que a presente pesquisa sugere.

 

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A crítica pode destruir uma relação, pessoal ou profissional

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Pessoas que têm maiores pontuações em testes de inteligência confiam mais nas outras pessoas. Esse é o resultado de uma pesquisa publicada esta semana no periódico PLoS ONE.

 

Pesquisadores da Universidade de Oxford aplicaram um questionário a uma expressiva amostragem da população americana. Maiores escores nos testes de inteligência foram associados à capacidade de confiar em outras pessoas de uma forma geral, independente do estado civil, nível educacional e socioeconômico.

 

Essa confiança nas outras pessoas era medida através da pergunta: “De forma geral, você poderia dizer que a maioria das pessoas são confiáveis ou que você não precisa ser tão cuidadoso ao se relacionar com as outras pessoas?”  Os resultados corroboram pesquisas realizadas em países Europeus. Além disso, o presente estudo também mostrou que as pessoas que confiam mais nos outros têm a percepção de ter um melhor estado de saúde e de serem mais felizes.  

 

Uma possível explicação para esses resultados é que pessoas mais inteligentes são melhores para julgar o caráter das outras pessoas e têm uma tendência em fazer relações com pessoas que não vão se decepcionar. A inteligência pode ser vista como uma vantagem evolutiva também por ter favorecido a confiança entre as pessoas.

 

 

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Alguns pequenos estudos mostram que adesivos de nicotina podem ser promissores para melhorar a memória e atenção de pacientes com a Doença de Alzheimer.   Já temos evidências também que esses adesivos podem promover a melhora do desempenho cognitivo de idosos com problemas de memória, mas sem demência. Além da memória, a nicotina incrementa a atenção e a velocidade psicomotora. Entre jovens, já foi demonstrado que a nicotina pode incrementar de forma muito discreta a memória e a atenção.

A nicotina estimula receptores nicotínicos do neurotransmissor acetilcolina no cérebro. Esses mesmos receptores são cada vez mais deficientes à medida que a Doença de Alzheimer progride. E não é só isso. Ela modula outros sistemas de neurotransmissores. Se estivermos sonolentos, a nicotina acorda. Se estivermos ansiosos, a nicotina relaxa.

Nicotina do cigarro e até mesmo da pimenta protege o cérebro da Doença de Parkinson.   

Temos boas evidências de que o tabaco tem o poder de prevenir a Doença de Parkinson. Esse efeito se dá pela nicotina e parece que outras plantas que contêm essa substância, como pimenta, tomate, berinjela e batata, têm efeito semelhante. Já está sendo testado o efeito de adesivos de nicotina em pacientes com a Doença de Parkinson Será que eles vão amenizar a progressão da doença?

E os efeitos colaterais?

O uso da nicotina em adesivos não tem demonstrado efeitos colaterais sérios, mas costuma provocar perda de peso.  A suspensão do uso de adesivos não provoca abstinência e não existe tendência ao abuso.

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