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Pais com idades mais avançadas têm filhos com maior chance de apresentar dificuldades na escola e até mesmo de sofrer de mais condições psiquiátricas. Essa é a conclusão de uma pesquisa liderada por pesquisadores da Universidade de Indiana nos EUA e Instituto Karolinska na Suécia. O estudo foi publicado na última semana pelo periódico especializado em psiquiatria do Jornal Americano de Medicina (JAMA).
A pesquisa avaliou todos os nascimentos na Suécia entre os anos de 1973 e 2001, num total de mais de quase três milhões de crianças. Quando comparada a uma criança nascida de um pai de 24 anos, aquela cujo pai tem 45 anos tem uma chance duas vezes maior de apresentar surtos psicóticos, 2.5 vezes maior de apresentar abuso de substâncias psicoativas e comportamento suicida, uma chance 3.5 maior de ser autista, 13 vezes maior de sofrer de transtorno de déficit de atenção / hiperatividade e 25 vezes maior de ter transtorno bipolar. Os problemas acadêmicos também foram mais frequentes entre os filhos de pais mais velhos e incluía repetência e baixos escores de QI. O efeito foi maior quando os pais eram mais velhos, mas não foi identificada uma idade de corte a partir da qual pode se esperar maior risco.
O efeito da idade mais avançada da mãe sobre a saúde dos filhos já é tema bastante estudado. No caso dos pais, os estudos anteriores mostravam algumas contradições. Reconhece-se que o tamanho da amostra e a metodologia usada nesse estudo fazem com que o levemos mais em consideração do que os anteriores.
Os homens continuam a produzir ovos novos durante toda a vida, diferente das mulheres que nascem com todos seus óvulos. À medida que o homem envelhece, aumenta sua exposição a toxinas que por sua vez causa mutações no DNA dos espermatozoides. Já temos evidências consistentes de que o esperma de homens mais velhos têm mais dessas mutações genéticas.
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Existe um provérbio Chinês que diz: “Eu ouço e eu me esqueço. Eu vejo e eu me lembro”. Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico PLoS ONE demonstrou que não lembramos tão bem daquilo que ouvimos ao compararmos com o que vemos ou tocamos.
Pesquisadores da Universidade de Iowa nos EUA testaram mais de mil estudantes quanto à capacidade de recordar de estímulos sonoros, visuais e táteis. Os estímulos incluíram desde exemplos do mundo real, como latidos de cachorro, mas também padrões “artificiais”, como conjunto de formas geométricas e tons. Em ambas as situações os estímulos sonoros foram lembrados com menos facilidade. Os estímulos táteis e visuais foram igualmente lembrados.
Estudos com primatas já mostravam essa mesma diferença entre os diferentes tipos de estímulo. Entre humanos, sons acompanhados de palavras são mais fáceis de serem lembrados do que sons puros. E quando estão no contexto de uma música, ativando as emoções, os sons são ainda mais poderosos.
Os resultados da atual pesquisa devem servir de referência para educadores e profissionais de publicidade para o aprimoramento da comunicação com o público alvo.

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Uma pesquisa recém-publicada e conduzida por pesquisadores dos EUA e Canadá demonstrou que as emoções, positivas ou negativas, são sentidas de forma mais intensa quando estamos em ambientes mais claros.
Em ambientes bem iluminados, os voluntários do estudo deram preferência a alimentos mais apimentados, avaliaram o comportamento de um personagem fictício como mais agressivo, acharam as pessoas mais atraentes, sentiram-se melhores com palavras positivas e piores com palavras negativas, beberam maior quantidade de um suco “saudável” e menos de um suco “menos saudável”. Estudos anteriores já haviam apontado que somos mais intolerantes ao barulho em ambientes claros. Há também evidências dequem gosta de um determinado alimento consome em maior quantidade em locais iluminados. Já quem não gosta, consome menos menos quando submetidos a una luz mais forte.
Uma luz mais discreta pode nos ajudar a tomar decisões de forma mais racional. Para vender melhor produtos com alto teor emocional, como flores ou alianças de casamento, uma iluminação generosa pode ser um bom negócio. Uma possível explicação para esses resultados é que o efeito da luz pode ser percebido pelo nosso inconsciente como calor que incrementa nossas emoções. A atual pesquisa também mostrou que o ambiente mais claro era percebido como mais quente.
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O psiquiatra austríaco e sobrevivente do Holocausto Viktor Frankl disse: “A vida não deixa de ser suportável por conta das circunstâncias, mas quando ela deixa de fazer sentido”.
Para a maioria das pessoas, ser feliz e ter uma vida com significado são dois objetivos importantes e também correlacionados. Percepção de felicidade e de sentido na vida às vezes não andam juntas e um estudo recém-publicado no Journal of Positive Psychology ajuda a entender melhor essa questão.
A pesquisa entrevistou quase 400 pessoas sobre o quanto se sentiam felizes, o quanto estavam satisfeitos com o curso de suas vidas e também sobre seus hábitos de vida. A percepção de felicidade estava associada a uma vida sem problemas, prazerosa, com boa saúde. Esses fatores não tinham relação com o senso de sentido na vida. Convívio com amigos e ter dinheiro para as necessidades e desejos tinham boa relação com a percepção de felicidade, mas faziam pouca diferença no sentido na vida. Por outro lado, o tempo ao lado do companheiro ou companheira fazia diferença.
Outro estudo, realizado em diferentes países, mostrou que nos países ricos as pessoas tendem a ser mais felizes, mas não vêem mais sentido na vida. Na verdade, as pessoas de países mais pobres enxergam mais sentido na vida. Isso pode estar associado a uma maior religiosidade e maiores conexões sócias entre os moradores de países mais pobres. Ao invés de dizer que dinheiro não compra felicidade, talvez seja melhor dizer que dinheiro não compra sentido na vida.
Muitas das coisas que fazemos no dia a dia não aumentam nossa percepção do quanto nos sentimos felizes, mas podem nos fazer sentir nossas vidas com mais sentido. Atividades que exigem esforço e sacrifício costumam alimentar nossa percepção de sentido na vida.
E então? Vai querer ser só feliz?

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Cefaleia nada mais é que o termo técnico para a tão popular dor de cabeça. Esse sintoma tão recorrente pode ter inúmeras causas, desde as mais comuns, como a cefaleia do tipo tensional e a enxaqueca, até causas bem incomuns, como doenças neurológicas que a maioria das pessoas nunca nem ouviu falar.
A Sociedade Internacional de Cefaleia classifica esse problema em mais de 150 tipos, e estima-se que cerca de 60% dos homens e 75% das mulheres apresentem pelo menos um episódio de dor de cabeça por mês. A dor de cabeça chamada atualmente de cefaleia do tipo tensional já teve diferentes nomes, como cefaleia por contração muscular, cefaleia do estresse e cefaleia psicogênica. Essa multiplicidade de nomes reflete em parte os diferentes critérios diagnósticos utilizados ao longo dos anos e as diferentes formas de entender a causa desse tipo de dor de cabeça.
Os jovens também têm
É difícil dizer o quanto a cefaleia do tipo tensional faz parte da vida de crianças e adolescentes, já que são heterogêneos os resultados de estudos epidemiológicos, mas chegam a mostrar uma prevalência que vai de 10% a 80%. No Brasil, um recente estudo epidemiológico envolvendo adultos das cinco regiões geográficas constatou uma prevalência de cefaleia do tipo tensional de 13%, um pouco maior entre os homens (15.4%) em relação às mulheres (9.5%) (Queiroz et al., Headache 2010). Chamou a atenção o fato de que os jovens na faixa etária entre 18 e 29 anos eram os que apresentavam o diagnóstico com maior prevalência.
As crianças costumam apresentar crises de cefaleia do tipo tensional já por volta dos sete anos, que costumam durar cerca de duas horas, e usam medicações para dor em média uma vez por mês.
Cuidado com maus hábitos!
Uma pesquisa recentemente publicada pelo periódico oficial da Academia Americana de Neurologia confirmou aquilo que o bom senso já indicava: adolescentes com hábitos de vida pouco saudáveis têm mais dores de cabeça, incluindo a cefaleia do tipo tensional. Os resultados mostraram que sedentarismo, sobrepeso e tabagismo estavam associados de forma independente à frequência de dor de cabeça experimentada pelos adolescentes. Além disso, esses fatores tinham efeito aditivo: os que apresentavam dois ou três fatores tinham mais dor de cabeça do que aqueles que possuíam apenas um deles.
Já é bem reconhecido que o estresse emocional é um dos fatores que mais desencadeiam crises de dor de cabeça e, de forma geral, qualquer atitude que promove um melhor estado de equilíbrio do corpo e da mente ajuda a evitar crises. Um sono regular deve fazer parte desta receita, e os pais podem ajudar muito quando impõem limites no tempo de exposição dos filhos às mídias eletrônicas.
Para as crianças, brincar é fundamental. A rotina de miniexecutivos que muitas delas enfrentam com seus múltiplos cursos não combina muito com um dia a dia sem dor de cabeça. O mesmo pode-se dizer da pressão psicológica que um adolescente vivencia para ter um resultado de sucesso no vestibular, que, muitas vezes, já começa anos antes do início das provas.
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Menos enfisema pulmonar, menos câncer, menos doenças cardiovasculares. Parar de fumar traz todos esses benefícios, mas a saúde mental também melhora. O British Medical Journal publicou hoje uma metaanálise sobre o tema e conclui que ficar longe do cigarro tem o efeito comparável ao de um tratamento com medicações antidepressivas para transtornos de humor e ansiedade.
Muitos fumantes têm receio de parar de fumar, pois podem perder os supostos benefícios que o cigarro oferece ao equilíbrio psíquico. Médicos também têm receio de propor a interrupção do tabagismo e pacientes com transtornos mentais.
Pesquisadores das universidades de Birmingham, Oxford e King’s College London analisaram os resultados de 26 pesquisas que compararam a saúde mental antes e depois de parar de fumar. Participantes tinham uma média de idade de 44 anos e fumavam em torno de 20 cigarros por dia.
Os pesquisadores demonstraram que parar de fumar reduziu sintomas depressivos, ansiedade, estresse, e melhorou índices de satisfação com a vida e sentimentos positivos. Esses efeitos foram observados tanto na população geral como em pacientes com doenças psiquiátricas. Os resultados podem ajudar a quebrar a crença dos médicos e familiares que não se deve mexer no cigarro de quem sofre de algum transtorno mental, Podem servir também como mais um incentivo para quem está pensando em parar de fumar.

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Adolescentes sedentários, muito expostos à mídia e que dormem pouco têm maior risco de doenças psiquiátricas. Essa é a conclusão de um grande estudo liderado pelo Instituto Karolinska na Suécia. Essa combinação de atitudes foi considerada pelos pesquisadores como um comportamento de risco velado.
Mais de 12 mil adolescentes de 11 diferentes países europeus responderam a um questionário que avaliava sintomas psiquiátricos e comportamentos de risco. Os resultados diferentes grupos de risco. O grupo de alto risco (13% dos adolescentes) apresentava reconhecidas atitudes de risco como consumo de álcool e drogas. O grupo de baixo risco (58% dos adolescentes) quase não tinha comportamento de risco. Quase 30% dos adolescentes formaram um terceiro grupo que foi chamado de “risco invisível”. Eles combinavam comportamentos que geralmente não são considerados como fatores de risco para doença mental. Entretanto esse grupo de “risco invisível” apresentava a mesma tendência que o de alto risco em apresentar ansiedade, depressão e pensamentos suicidas. Esse risco invisível era caracterizado por sedentarismo, pouco sono e excesso de mídia.
Os resultados ainda mostraram que os comportamentos de risco eram mais comuns entre os homens enquanto sintomas psiquiátricos eram mais frequentes entre as mulheres. Os mais velhos eram os que tinham mais sintomas e também os que tinham mais comportamentos de risco.
A adolescência é uma fase da vida de profundas mudanças no comportamento e no corpo. É uma época também de grande incidência de problemas psiquiátricos, tais como transtornos de ansiedade e de humor, transtornos de personalidade e alimentares, psicoses e abuso de substâncias psicoativas. Temos crescentes evidências de que alterações no amadurecimento cerebral nessa fase da vida podem ajudar a explicar o porquê da alta incidência de doenças psiquiátricas na adolescência. Uma hipótese bastante atrativa é a de que um perfil genético que determine que essas transformações da adolescência aconteçam em outro ritmo ou grau de intensidade possam aumentar os riscos de doenças psiquiátricas.
Um recente e robusto estudo populacional nos Estados Unidos revelou que a idade em que o indivíduo tem mais chance de apresentar um transtorno psiquiátrico pela primeira vez é aos 14 anos. Além das mudanças cerebrais estruturais e funcionais já demonstradas, e por isso a adolescência é considerada um período de significativas mudanças neurobiológicas, não há como deixar de considerar também os fatores hormonais e psicossociais. Muitos avanços têm sido alcançados, mas temos muito chão pela frente para conseguirmos entender a parcela de contribuição de cada um dos fatores que determinam o desenvolvimento de transtornos psiquiátricos na adolescência de forma tão frequente.
Crianças e adolescentes costumam passar mais de seis horas por dia nos diferentes tipos de mídia, mais do que o tempo em que ficam na escola. A presença de TVs, videogames e computadores dentro dos quartos favorece sobremaneira essa megaexposição à mídia, já que por mais que os pais acreditem que deva haver limites, dentro do quarto tudo é mais difícil controlar. Todos devem ter consciência do quanto o consumo de material inapropriado na mídia pode afetar o desenvolvimento da garotada e a ciência já demonstrou esse efeito em diversos aspectos:
Violência. As atitudes são aprendidas em idade muito precoce, e depois de aprendidas, é difícil modificá-las. Estima-se que a violência veiculada pela mídia colabore com 10% da violência no mundo real. Os games de conteúdo violento também estão na lista dos “colaboradores”.
Sexualidade. Inúmeros estudos têm demonstrado a associação entre exposição a conteúdo sexual na mídia ao início precoce da vida sexual. Por outro lado, uma série de pesquisas revela que a distribuição de camisinhas a adolescentes não tem esse efeito de estimular o início da vida sexual.
Drogas. Filmes com cenas de cigarro são considerados como um dos fatores mais associados ao início do hábito de fumar entre os jovens. O mesmo pode-se dizer sobre propagandas de álcool e cigarro.
Obesidade. O tempo gasto com games, TV e internet, concorre com o tempo que o jovem poderia estar praticando uma atividade física. É fato também que se come mais quando se está na frente da TV. Além disso, há um bombardeio de publicidade de alimentos “calóricos” que contribui para que a mídia seja implicada no avanço da pandemia de obesidade.
Transtornos alimentares. A mídia é considerada como a maior referência para a formação da imagem que um adolescente tem do seu próprio corpo. Estudos têm revelado que a mídia realmente tem influencia no desenvolvimento de transtornos como bulimia e anorexia.

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Adultos jovens com um animal de estimação em casa costumam ter relações sociais mais fortes e ser mais integrados à comunidade. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada esta última semana pelo periódico Applied Developmental Science.
Pesquisadores americanos estudaram mais de 500 voluntários com idades entre 18 e 26 anos. Quanto mais eles participavam do cuidado com o bicho de estimação, mais atitudes altruísticas eles tinham na comunidade e entre amigos e familiares. Quanto maior a conexão com os bichos, maior a empatia com as outras pessoas e autoconfiança.
Antídoto conta o estresse
Pesquisas mostram também que os animais de estimação, especialmente os cães, conferem um efeito protetor ao coração. Pesquisadores de Nova Iorque demonstraram que pacientes que tem cães sobrevivem mais após passado um ano de um infarto do coração. Nos últimos anos, diferentes grupos de pesquisadores evidenciaram que os indivíduos que tem cães apresentam um menor nível de alterações cardíacas provocadas pelo estresse.
E os efeitos positivos dos animais de estimação não param por aí. Há evidências de que a presença do animal está associada a uma menor procura por consultas médicas pelos indivíduos idosos e menor incidência de depressão.
Não estou advogando pela substituição dos amigos pelos animais. Entretanto, é razoável hoje em dia recomendar a uma pessoa com poucos contatos sociais e que goste de animais, que não deixe de experimentar viver com um animal de estimação, pois ele pode fazer bem para o coração em vários sentidos.

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Uma em cada duas pessoas diz ter problemas de memória, mas os homens dizem ter mais. Essa é a conclusão de um grande estudo conduzido na Noruega que envolveu cerca 48 mil voluntários com 30 anos ou mais.
Os pesquisadores aplicaram um questionário de nove perguntas sobre o desempenho da memória das pessoas no dia a dia. Estas foram as perguntas:
1- Você tem problemas com sua memória?
2- Sua memória piorou nos últimos anos?
Você tem dificuldade para se lembrar de:
3- Datas
4- Nomes de pessoas
5- Atividades planejadas
6- Coisas que aconteceram há minutos
7- Coisas que aconteceram há poucos dias
8- Coisas que aconteceram há anos
9- Fio da meada de um conversa
Metades dos entrevistados disse que tinha problemas de memória, mais comum entre os homens (pergunta 1). Oito das nove dificuldades com memória pesquisadas eram mais frequentes entre os homens. Mulheres queixaram-se mais de que a memória piorou nos últimos anos. As dificuldades maiores eram com datas (homens 75% e mulheres 64%) e nomes de pessoas (homens 89% e mulheres 86%). 65% referiram ter pior memória que quando eram mais jovens e os itens que as pessoas tinham menos dificuldade foram “lembrar do fio da meada” e “coisas que aconteceram há minutos”.
As queixas de memória eram menores entre as pessoas com maior nível educacional, maior satisfação com a vida, menos sintomas de ansiedade e depressão. As queixas foram maiores entre os mais idosos, mas não muito diferente da população mais jovem. Rotina dos mais jovens com maior demanda cognitiva, e por isso, mais queixas?
Como explicar maiores queixas entre os homens? Maior demanda não é uma explicação razoável, especialmente pelo fato da população estudada ser norueguesa, onde as mulheres tem uma alta inserção no mercado de trabalho e em posições de liderança.
A pesquisa foi publicada na última semana pelo periódico BMC Psychology.
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O periódico Nature Neuroscience publicou na última semana um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade John Hopkins que mostrou o poder positivo da cafeína sobre a memória.
Voluntários que não tinham o hábito de consumir alimentos ou bebidas cafeinadas foram apresentados a uma série de imagens. Após a análise das imagens eles recebiam uma pílula com 200mg de cafeína ou uma pílula placebo. No dia seguinte os participantes eram testados para avaliar novas imagens, como se fosse um jogo de sete erros. Eles precisavam dizer se a imagem era igual à do dia anterior, só parecida ou igual com algumas modificações. Quem tomou a pílula de cafeína teve mais sucesso no teste.
Estudos anteriores já tinham avaliado o potencial benefício da cafeína sobre a memória, mas a cafeína sempre era administrada antes da tarefa. Isso deixava sempre a duvida se os benefícios à memória eram decorrentes da melhora da atenção. Dessa vez não. Os voluntários tomaram a pílula depois do teste. Não foi o componente de atenção que fez a diferença.
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O consumo na meia idade de mais de duas doses diárias de álcool pode levar a perdas cognitivas. Mais tarde na vida o desempenho cerebral pode chegar a ser o de pessoas seis anos mais velhas. Aqueles que bebem de forma leve ou moderada têm a memória e funções executivas tão preservadas como os que não bebem. Essa é a conclusão de um estudo publicado esta semana pelo periódico da Academia Americana de Neurologia.
A preciosidade dessa pesquisa é a inclusão de indivíduos de meia idade, já que a maioria dos estudos sobre álcool e memória envolveu grupos de idosos. Envolveu 5 mil homens e 2 mil mulheres que foram acompanhados por 10 anos. Testes cognitivos e questionários sobre o consumo de álcool foram realizados repetidas vezes. O efeito negativo foi mais pronunciado entre os homens
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Pessoas que têm maior concentração de omega-3 no sangue têm um cérebro maior. Essa é a conclusão de um estudo publicado hoje pelo periódico Neurology, jornal da Academia America de Neurologia.
Pesquisadores americanos analisaram a concentração dos ácidos graxos ômega-3 do tipo EPA e DHA nos glóbulos vermelhos de cerca de 1100 mulheres na menopausa. Oito anos depois, quando as mulheres já tinham uma média de idade de 78 anos, o cérebro daquelas que tinham maior concentração de ômega-3 mostrou um maior volume, incluindo o hipocampo, região esta precocemente afetada na doença de Alzheimer. .
O efeito de uma boa concentração de ômega-3 sobre a estrutura do cérebro pode ser traduzido em um retardamento de um a dois anos na perda de volume associada à idade. Os resultados não surpreendem tanto, já que esse tipo de gordura forma boa parte da estrutura do cérebro.
O ácido docosahexanóico (DHA) pode ser considerado o ácido graxo mais importante para o cérebro, já que é o mais abundante nas membranas das células cerebrais e são considerados essenciais por não serem produzidos pelo organismo humano, que precisa obtê-los por meio de dieta. Acredita-se que o consumo de ômega 3 teria sido fundamental para o processo de aumento na relação peso cérebro/ peso corpo, fenômeno conhecido como encefalização, ou seja, aumento progressivo do tamanho do cérebro em relação ao corpo ao longo do processo evolutivo. Estudos arqueológicos apóiam essa hipótese, já que esse processo de encefalização não ocorreu enquanto os hominídeos não se adaptaram ao consumo de peixe.
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O cérebro tem dois tipos de receptores aos quais se ligam a substâncias semelhantes à maconha que recebem o nome de canabinóides. Saiba que uma dessas sustâncias é produzida pelo nosso corpo e se chama anandamida, que em sânscrito significa felicidade. É bem reconhecido que anandamida seja um dos grandes responsáveis pelo barato do maratonista.
Após a descoberta do sistema endocanabinóide no cérebro há 20 anos, uma série de substâncias sintéticas têm sido desenvolvidas na expectativa de se encontrar aplicações terapêuticas. Não demorou muito para que as maconhas sintéticas passassem a ter cosumo recreativo e têm recebido o nome de k2 ou spice, tempero em inglês. O termo tempero simboliza a mistura de uma ou mais maconhas sintéticas com outras ervas e extratos aromáticos. Essa mistura pode ser mais complexa, incluindo, por exemplo, drogas estimulantes do sistema nervoso simpático.
O spice tem rótulos que vendem a ideia de mistura de ervas, incenso, e nos EUA só perde para a maconha como droga ilícita mais consumida entre adolescentes. A impossibilidade de ser detectado pelos exames toxicológicos aumenta sua popularidade. Além disso, o spice é encontrado em lojas de conveniência, postos de gasolina, na internet, sempre com um lembrete que “não é para consumo humano”. Afinal é “só um purificados de ar, um incenso”. O governo define o canabinoide A, B e C como ilícitos, mas os fabricantes logo produzem o F, G, H.
Os canabimoides sintéticos têm uma potência de efeitos que chega a ser 10 vezes maior que o THC da planta de maconha. Efeitos adversos incluem agitação, alucinações, psicose, tentativa de suicídio, convulsões, infarto do miocárdio, arritmia cardíaca e sintomas de abstinência como tremores e dor de cabeça.
Recentemente o periódico da Academia Americana de Neurologia descreveu o caso de dois irmãos que apresentaram derrame cerebral, um deles minutos e o outro horas depois de consumir spice. Não parece coincidência.

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Como a privação de sono mexe com o nosso corpo! E não é só nas capacidades do cérebro. Memória, atenção, etc. Pouco sono favorece o sobrepeso e a obesidade, aterosclerose, infarto do coração, aumenta as taxas de gordura no sangue e até aumenta a pressão arterial.
Quanto ao efeito sobre a pressão arterial, existem dúvidas, pois os resultados das pesquisas são conflitantes. Entende-se que parte dessas discordâncias deve-se à mistura de fatores como a obesidade e apnéia do sono.
Esta semana um estudo publicado no periódico Pediatrics confirmou que a privação de sono aumenta sim os níveis da pressão arterial. Para evitar confusão, dessa vez foram estudados adolescentes sem sobrepeso, obesidade ou apnéia do sono. Os resultados mostraram ainda que, após alguns dias de privação de sono, uma única noite de sono mais prolongado não é capaz de reverter o aumento da pressão arterial. Compensar no fim de semana é melhor do que nada, mas não é o ideal.

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Muita gente reclama que o tempo está passando muito rápido, mas isso não costuma fazer parte do repertório dos jovens.
Já no século 19, defendia-se a idéia que o tempo passa mais rápido à medida que envelhecemos, pois a vida de adulto vai tendo cada vez menos novidades, menos marcos. Menos primeiros: primeiro beijo, primeiro dia de escola, primeiro porre, etc.
Quando solicitados a descrever a passagem do tempo através de metáforas, jovens usam metáforas com imagens mais estáticas, como por exemplo, um “oceano tranqüilo”. Os mais velhos já usam metáforas mais aceleradas – “trem em alta velocidade”.
Quando se faz a pergunta “Quão rápido passou os últimos dez anos para você?” a resposta é de que é mais veloz entre as pessoas com mais idade, com um pico aos 50 anos. Entre os 50 e 90 anos essa percepção fica estável.
Quando se faz a pergunta “Quão rápido passou a última hora/semana/mês para você?”, a idade não faz diferença. Entretanto, quando a pessoa sente que está sendo pressionada contra o tempo, a percepção é a de que a semana / mês passa mais rápido, independente da idade e da nacionalidade. É a cegueira do estresse.

A edição de natal do British Medical Journal trouxe uma revisão curiosa sobre os efeitos do riso na saúde das pessoas. Foram incluídas pesquisas recentes, mas também relatos do que se pensava há mais de cinqüenta anos atrás.
Benefícios
Maior satisfação com a vida;
Maior tolerância à dor;
Melhora a função do endotélio, camada mais interna dos vasos sanguíneos;
Reduz o risco de infarto do miocárdio;
Palhaços melhoram a função pulmonar de pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica;
Melhora o controle da glicemia em diabéticos;
15 minutos de risada consome cerca de 40 calorias;
Um palhaço divertindo futuras mamães por 15 min numa clínica de fertilização in vitro aumenta a chance de sucesso do tratamento;
Malefícios?
Algumas pessoas podem desmaiar durante uma gargalhada intensa. Esse fenômeno é chamado de síncope reflexa, e tem o mesmo mecanismo do desmaio associado ao ato pegar um peso muito grande;
Há relatos de arritmia cardíaca em pessoas que já tem antecedentes dessa natureza;
Há relatos de inalação de corpo estanho – ex: prótese dentária;
Entre os asmáticos, pode desencadear uma crise;
Pode provocar pneumotórax – coleção de ar no espaço pleural;
Favorece a transmissão de agentes infecciosos;
Pode precipitar uma crise de cataplexia – perda súbita do tônus muscular associada à rara doença do sono Narcolepsia;
Pode precipitar crises de dor de cabeça, inclusive a enxaqueca;
Assim com morder um sanduíche muito grande, uma gargalhada pode provocar deslocamento da mandíbula;
Pode provocar incontinência urinária;
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Fazendo um balanço geral, o potencias benefícios ganham de longe.

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Este é um causo de dois minutos. Os mais modernos podem chamar de “case”
Afonso nasceu em Brasília, filho de mineiros. A história começou há séculos, mas a consciência dizia que foi depois de Grande Sertão Veredas. Tempos depois ele descobriu que o violeiro Paulo Freire entrou na metamorfose depois de ler o tal.
Vai ouvindo.
No clima de Guimarães partiu para três dias de cerrado em cima da velha companheira de duas rodas. Passou antes na cidade dos avós em que passou todas as férias de sua infância. Os avós não estavam mais lá, mas ele entrou na antiga casa, reconheceu todos os cômodos. O atual proprietário falava com orgulho da grossura das paredes. Casa forte. Cheiro de café torrado no alpendre.
Serra da canastra suprema. Entendeu que o homem não faz parte da paisagem. A paisagem está dentro do homem. Poucas paradas para comer em currutelas de uma igrejinha e dez ou quinze casinhas. Perguntavam de onde vinha e sempre alguém tinha um caso para contar de um parente do moço. Lembrança viva de muitos antigos.
Grande Sertão, Minas Gerais, cerrado, ancestrais, química cerebral da exaustão física. Tudo isso transformou-se numa explosão com a música de ROBERTO CORRÊA. A viola fechou esse círculo a que o moço chama hoje de ÓPERA CAIPIRA. E a temporada continua.
Nos últimos anos Afonso tem tido um sonho recorrente. Quando fica mais de uma semana sem assistir, aliás, viver o espetáculo, ele tem uma crise de abstinência bem estranha. Suor, tremores e não é que começa a crescer penas pelo corpo até ficar bem parecido com uma seriema?
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Imagine só pensar que você está comendo um alimento saboroso 33 vezes seguidas. Depois desse exercício esse alimento é oferecido ao vivo e em cores. Você tem a metade do apetite de uma pessoa que fez outro exercício de pensar que colocava moedas repetidas vezes numa máquina de lavar. Isso foi com confeitos M&M, mas o mesmo aconteceu quando os voluntários eram testados com pedacinhos de queijo. Entretanto, o aumento do apetite acontecia para os queijinhos, mas não para o chocolate. A saciedade não era transferível para outro tipo de alimento.
Essas experiências foram publicadas em 2010 pela revista Science e abriram discussões calorosas sobre o poder da mente no controle de peso. Ao invés de livros de dietas para emagrecer, quem sabe livros com fotos de pratos suculentos para serem saboreados na imaginação?
Essa saciedade mental pode ser explicada pelo efeito de habituação. Estímulos repetitivos passam a não ter mais o mesmo impacto depois de um tempo. A primeira mordida costuma ser a mais gostosa. Entretanto, a última mordida também tem seu valor. Se sobrarem dois biscoitos em uma lata, eles serão considerados mais gostosos do que quando a lata está lotada deles.
O banquete mental teve seus efeitos colaterais. A vontade de comer alimentos que combinam com o alimento aumentou. Quem imaginou a degustação de queijinhos comeu menos queijo depois, mas comeu muito mais pão.
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Muitos estudos mostram a importância inequívoca da mãe no desenvolvimento dos bebês. Já o impacto da presença dos pais tem sido pouco investigado. Uma nova pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade McGill no Canadá demonstra que a ausência do pai em fases precoces da vida leva a menores habilidades comportamentais e sociais na idade adulta. O estudo foi realizado em camundongos, mas os resultados são relevantes também para nós humanos.
Camundongos Califórnia foram estudados. Eles têm um comportamento monogâmico e cuidam da cria juntos. Quando criados sem os pais, os camundongos apresentavam na idade adulta mais agressividade e interações mais conturbadas com outros camundongos. As fêmeas foram as que apresentam maiores alterações do comportamento e também apresentaram uma maior sensibilidade à ação da anfetamina. Estudos em humanos não são tão diferentes. As crianças sem a presença do pai têm maior chance de apresentar comportamento desviante e, no caso das meninas, já foi demonstrado que elas têm maior risco de abuso de substâncias psicoativas.
A atual pesquisa também mostrou que os ratinhos privados de pais apresentavam menor desenvolvimento do córtex pré-frontal, região do cérebro que modula o comportamento nas interações sociais. Essa foi a primeira vez que se demostrou que a estrutura do cérebro é diferente na ausência do pai.
O estudo foi publicado recentemente pelo periódico Cerebral Córtex.
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.![CBN-RICARDO[1]](https://consciencianodiaadia.com/wp-content/uploads/2013/08/cbn-ricardo1.jpg?w=240&h=137)
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Cientistas alemães da Universidade de Bonn confirmaram nesta última semana que a ocitocina é uma ferramenta valiosa para um casal atravessar décadas e décadas invictos de traições. Quando o hormônio é administrado a homens com relações estáveis e, a estes são apresentadas fotos de suas mulheres, o sistema de recompensa cerebral é estimulado de forma mais intensa, fazendo o cérebro ficar mais atraído pela parceira. O experimento foi publicado no prestigiado periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.
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Quarenta homens heterosexuais foram estudados. Após uma dose do hormônio por spray nasal os homens apresentavam maior ativação do sistema de recompensa cerebral medido pela ressonância magnética funcional. Além disso, os homens passaram a perceber suas mulheres mais atraentes. Esse efeito não aconteceu com outras mulheres. Esses resultados foram confirmados com a aplicação de um spray placebo que não provocou os mesmos efeitos.
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Em um segundo experimento, os pesquisadores testaram se o efeito da ocitocina era o mesmo se imagens de mulheres do círculo social eram exibidas, colegas de trabalho de vários anos. Nada feito. O efeito ocitocina só existia mesmo com a parceira. A simples familiaridade não fez diferença.
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O tipo de reação que uma relação estável provoca no cérebro não é muito diferente do que uma droga provoca. Ambos ativam os sistema de recompensa e um rompimento não é fácil. No caso da relação, de uma hora para outra abaixam os níveis de ocitocina e isso deixa o sistema de recompensa em abstinência. Entretanto, a administração de ocitocina em situação de separação pode até piorar as coisas, pois pode fazer a pessoa sentir mais falta ainda do parceiro.
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Monogamia pode parecer algo sem sentido sob a ótica da biologia evolutiva e, na verdade, os humanos parecem ser a exceção entre os mamíferos. Por um lado mais parceiras garantem maior sucesso de propagação dos genes a gerações futuras. Por outro lado, a monogamia garante à prole mais estabilidade, maior chance de sobrevida.











