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Muita gente reclama que o tempo está passando muito rápido, mas isso não costuma fazer parte do repertório dos jovens.

 

Já no século 19, defendia-se a idéia que o tempo passa mais rápido à medida que envelhecemos, pois a vida de adulto vai tendo cada vez menos novidades, menos marcos. Menos primeiros: primeiro beijo, primeiro dia de escola, primeiro porre, etc.   

 

Quando solicitados a descrever a passagem do tempo através de metáforas, jovens usam metáforas com imagens mais estáticas, como por exemplo, um “oceano tranqüilo”. Os mais velhos já usam metáforas mais aceleradas – “trem em alta velocidade”.  

 

Quando se faz a pergunta “Quão rápido passou os últimos dez anos para você?” a resposta é de que é mais veloz entre as pessoas com mais idade, com um pico aos 50 anos.  Entre os 50 e 90 anos essa percepção fica estável. 

 

Quando se faz a pergunta “Quão rápido passou a última hora/semana/mês para você?”, a idade não faz diferença. Entretanto, quando a pessoa sente que está sendo pressionada contra o tempo, a percepção é a de que a semana / mês passa mais rápido, independente da idade e da nacionalidade.  É a cegueira do estresse.

 

 

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