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Imagine só pensar que você está comendo um alimento saboroso 33 vezes seguidas. Depois desse exercício esse alimento é oferecido ao vivo e em cores. Você tem a metade do apetite de uma pessoa que fez outro exercício de pensar que colocava moedas repetidas vezes numa máquina de lavar. Isso foi com confeitos M&M, mas o mesmo aconteceu quando os voluntários eram testados com pedacinhos de queijo. Entretanto, o aumento do apetite acontecia para os queijinhos, mas não para o chocolate. A saciedade não era transferível para outro tipo de alimento.

Essas experiências foram publicadas em 2010 pela revista Science e abriram discussões calorosas sobre o poder da mente no controle de peso. Ao invés de livros de dietas para emagrecer, quem sabe livros com fotos de pratos suculentos para serem saboreados na imaginação?

Essa saciedade mental pode ser explicada pelo efeito de habituação. Estímulos repetitivos passam a não ter mais o mesmo impacto depois de um tempo. A primeira mordida costuma ser a mais gostosa. Entretanto, a última mordida também tem seu valor. Se sobrarem dois biscoitos em uma lata, eles serão considerados mais gostosos do que quando a lata está lotada deles.

O banquete mental teve seus efeitos colaterais. A vontade de comer alimentos que combinam com o alimento aumentou. Quem imaginou a degustação de queijinhos comeu menos queijo depois, mas comeu muito mais pão.

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