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Para a maioria das pessoas, ser feliz e ter uma vida com significado são dois objetivos importantes e também correlacionados. Mas, às vezes, percepção de felicidade e de sentido na vida não andam juntas. A percepção de felicidade está associada a uma vida sem problemas, prazerosa e com boa saúde. Entretanto, esses fatores não tem relação com o senso de sentido na vida.  Convívio com amigos e ter dinheiro para as necessidades e desejos guardam boa relação com a percepção de felicidade, mas também não fazem muita diferença na sensação de sentido na vida. 

  

Muitas das coisas que fazemos no dia a dia não aumentam nossa percepção do quanto nos sentimos felizes, mas podem nos fazer sentir a vida com mais sentido.  Atividades que exigem esforço e sacrifício costumam alimentar nossa percepção de sentido na vida.

 

Não é difícil imaginar que esse sentido na vida nos faz bem. E essa é a conclusão de um estudo publicado esta semana no periódico Psychological Science. Quanto maior a percepção de sentido na vida, maior a longevidade.

 

Pesquisadores da Universidade de Rochester nos EUA exploraram essa questão através de um banco de dados de mais de 6000 pessoas que fizeram parte de uma pesquisa com um seguimento médio de 14 anos. Após esse período, cerca de 10% dos voluntários morreram e estes relatavam ter menor percepção de sentido na vida do que os sobreviventes.    

 

O estudo também apontou que esse efeito positivo existe independente da idade. Adultos jovens, de meia idade e idosos mostraram os mesmos benefícios. Os resultados deixaram os pesquisadores surpresos, pois o senso comum diria que os idosos seriam mais influenciados pela sensação de sentido na vida, já que estão afastados da rotina “anestésica” do trabalho que muitas vezes funciona com um piloto automático. Teoricamente, quanto mais precoce for esse encontro de sentido na vida, maiores os benefícios.

Os pesquisadores estão expandindo a análise com a pergunta: será que as pessoas que relatam perceber maior sentido na vida são as mesmas que têm hábitos mais saudáveis e por isso vivem mais? Os resultados ainda não foram publicados.

 

CBN-RICARDO[1]

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