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O tipo de personalidade pode influenciar o risco de uma pessoa vir a desenvolver demência. Pode-se explicar essa associação pelo efeito que a personalidade tem sobre o comportamento, reação ao estresse e hábitos de vida. Pesquisadores da Universidade de Gothenburg na Suécia acompanharam 800 mulheres por 38 anos em media e mostraram que aquelas com mais traços de neuroticismo, emocionalmente mais instáveis, têm mais risco de desenvolver a Doença de Alzheimer.

No período do estudo, 19% das mulheres passaram a apresentar um quadro de demência.  Aquelas que eram mais retraídas e ainda tinham instabilidade emocional eram as que desenvolveram demência mais frequentemente – 25% destas evoluíram com demência.  Melhor ser um neurótico extrovertido do que introvertido.

Já sabíamos que tanto o neuroticismo como o estresse estão associados a alterações funcionais e estruturais do hipocampo, região cerebral precocemente envolvida na Doença de Alzheimer. Uma explicação bastante razoável para isso é o efeito dos níveis aumentados de glicocoticóides no cérebro.   Sabemos também que pessoas com maiores traços de neuroticismo têm maiores concentrações de marcadores patológicos cerebrais da Doença de Alzheimer. Além disso, as pessoas com baixo neuroticismo têm maiores níveis do fator neurotrófico derivado do cérebro, uma super-vitamina do cérebro.

Sabemos que alguns componentes nobres do cacau têm ações antioxidantes e antiinflamatórias que ajudama reduzir o risco de derrame cerebral. Mas será o cacau também tem o poder de melhorar nossas funções cognitivas como a memória? Uma pesquisa recentemente publicada pelo periódico Nature Neuroscience aponta que a resposta é sim.

Pesquisadores da Universidade de Columbia nos EUA mostraram que três meses de consumo diário de um superpreparado líquido das substâncias nobres do cacau, chamadas de flavanols, deixa a memória realmente mais afiada. O preparado fez com que voluntários com 60 anos de idade passassem a ter o desempenho de memória semelhante aos de 30-40 anos.  A pesquisa também mostrou que o giro denteado do hipocampo passava a receber maior fluxo sanguíneo após os três meses de flavanols. Esta é uma região do cérebro que está intimamente associada ao declínio cognitivo do envelhecimento normal. Essa ativação pelos flavanols já era conhecida entre roedores.

Não pense em encher a cara de chocolate, pois isso não deve ter o mesmo efeito. O preparado continha 900mg de fllavanols e foi produzido especialmente para a pesquisa. Essa concentração corresponderia a umas 25 barras de chocolate ou até mais, já que durante o processamento do cacau, perde-se muito desses componentes.

 A empresa de alimentos Mars que financiou parcialmente o estudo está sempre de olho na produção desses preparados em larga escala. Novos estudos serão realizados para testar se concentrações mais baixas de flavanols serão capazes de propiciar o mesmo efeito na memória.  Além disso, não se sabe ainda quanto tempo dura o efeito.

O álcool deixa as pessoas mais responsivas ao sorriso dos outros, mas parece que isso só acontece entre os homens. Essa é conclusão de um estudo publicado recentemente por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh nos EUA. Os resultados da pesquisa sugerem que o cérebro dos homens é mais sensível a comportamentos sociais dos outros quando estão sob o efeito do álcool.  Isso pode ser mais um fator que aumenta o risco de abuso de álcool entre eles. Vale lembrar que os homens têm uma tendência 50% maior em abusar do álcool.

Os pesquisadores avaliaram 720 voluntários com idades entre 21 e 28 anos.  Eles conversavam entre eles ao redor de uma mesa e uma parte deles bebia um drink de vodka, outra parte um drink sem álcool e um terceiro grupo tomava uma falsa bebida alcoólica. A filmagem das conversas revelou que o sorriso era mais contagiante entre aqueles que experimentavam o drink alcoólico, mas só quando a mesa era composta por homens. Quando a mesa tinha só mulheres, ou mulheres misturadas com homens, o efeito contagiante do álcool era insignificante.

Você gosta de compartilhar com os outros seus feitos épicos mais recentes? A travessia oceânica que você ficou entre os cinco primeiros colocados, aquela viagem exótica, aquele vinho raro que você apreciou na casa de um amigo.  Tudo isso é muito bom, mas contar para os outros tem seu custo social. Isso é o que sugere os resultados de um estudo publicado recentemente por pesquisadores das Universidades de Harvard e Virginia nos EUA.

Custo social? Como assim? As pessoas têm a falsa crença que ao relatar uma experiência extraordinária serão o centro das atenções numa conversa, mas não é bem assim. Os feitos épicos fazem as pessoas parecerem muito diferentes da média e o fato é que as interações sociais têm as similaridades como forte alicerce.

Os pesquisadores resolveram testar isso em laboratório em grupos de quatro pessoas. Um deles assistia a um vídeo incrível – 4 estrelas (uma performance de um mágico para um multidão) e os outros três um vídeo ordinário – 2 estrelas (desenho animado). Após a sessão de vídeo eles sentavam numa mesa para conversar.

Os voluntários que tinham assistido ao vídeo incrível sentiram-se pior após a conversa quando comparados àqueles que experimentaram os desenhos animados.  Sentiram-se mais excluídos da discussão.  As pessoas que assistiram aos desenhos animados eram perguntadas depois do experimento como deveriam se sentir se tivessem experimentado o vídeo mais extraordinário.  Como já era esperado, eles achavam que se sentiriam melhor e conversariam mais após a experiência 4 estrelas.

Segredo do mineirinho feliz:   comer caviar quieto.

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Pessoas sabidas são muito criteriosas para fazer uma escolha. Podem até fazer listas de prós e contras antes de tomar uma decisão. Mas nem sempre quebrar a cabeça traz os melhores resultados e esse parece ser o caso da apreciação da arte.

Pesquisadores holandeses pediram a dois grupos de voluntários que apreciassem imagens no computador de pinturas e fotografias. Um dos grupos foi encorajado a olhar as imagens de forma bastante cautelosa anotando numa folha de papel as características que gostavam e as que não gostavam. Outro grupo apenas apreciava as imagens sem qualquer orientação de análise consciente. No final, todos eles visualizavam o conjunto das obras, escolhiam a que mais agradava e podiam levar uma impressão para casa numa moldura.

Três a cinco semanas depois os voluntários recebiam uma ligação telefônica e eram perguntados sobre o quanto estavam satisfeitos com o quadro que ganharam numa escala de um a dez. Aqueles que simplesmente apreciaram as obras sem fazer análise crítica estavam mais satisfeitos com o quadro em casa.

O pensamento racional foca-se em algumas poucas variáveis e envolve menos a emoção.  Já as impressões mais inconscientes são mais holísticas, integram melhor as diferentes dimensões envolvidas. E essa avaliação inconsciente combina muito mais com o prazer que se tem em frente a uma obra de arte. E não é só para obras de arte que nosso cérebro irracional sabe fazer excelentes escolhas.  O cérebro tem a capacidade de absorver sem muita consciência várias informações picadas que serão traduzidas em uma idéia maior. Pode-se chamar esse fenômeno de pré-cognição e explica porque muitas vezes antecipamos algum acontecimento. É o tal pressentimento que parece não ter nada de místico ou paranormal.

 

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nose, smell, brain

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Uma pesquisa acaba de ser publicada no periódico American Journal of Political Science apontando que as pessoas acham o cheiro de pessoas com tendências políticas semelhantes mais agradáveis do que os que têm posições contrárias.

Pesquisadores das universidades americanas de Bronx, Harvard e Pensylvania fizeram um experimento com 146 voluntários. Vinte e um deles foram considerados extremos do ponto de vista político: conservadores ou liberais. Esses 21 voluntários tinham que lavar as axilas com sabão neutro e depois deixar uma gaze no local por um período de 24 horas sem sexo, álcool, cigarros, perfume, desodorante e sem contato com animais.  Uma semana depois os demais participantes tinham que “apreciar” o cheiro dos paninhos e davam uma nota de 1 a 5 para o odor. Além disso, eles tinham que tentar adivinhar se os donos do cheiro eram conservadores ou liberais.

Os cheiros que faziam mais sucesso eram o de pessoas que tinham a mesma orientação política daquelas que os provavam. Isso explica em parte porque tantos casais dividem a mesma ideologia política. Estudos mostram que só a religião é mais concordante entre os casais que a orientação política.

A tal história que os opostos se atraem é puro mito. Os psicólogos não têm muita dúvida disso. As pessoas costumam se casar com outras de nível educacional / socioeconômico parecido, com crenças religiosas e políticas semelhantes e que têm mais interesses em comum. A isso dá-se o nome de monogamia. O cheiro pode  inconscientemente potencializar essa tendência monogâmica. Facilita uma relação de longo prazo de pessoas com ideologias parecidas.

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Pessoas com diferentes expertises têm mais sucesso no desempenho de uma tarefa complexa que um time de pessoas com formação muito homogênea. Mas será que a diversidade social também traz vantagens? Juntar pessoas com diferentes convicções politicas, etnias, gêneros e orientações sexuais pode ser muito melhor que uma turma de homens branquinhos que apóia o mesmo partido político.

Essa diversidade é vista hoje como condição necessária para uma equipe alcançar a inovação.  Pesquisas mostram que empresas que têm mais mistura étnica e de gênero ganham mais dinheiro que as muito homogêneas. Grupos de cientistas multi-étnicos têm mais sucesso

A diversidade permite mais criatividade. Quando interagimos com uma pessoa diferente da gente, temos a tendência em nos preparar melhor para a tarefa, para a argumentação.  É mais comum anteciparmos alternativas de opinião e temos a expectativa de que o esforço será grande para um consenso. A pessoa acaba se esforçando mais.

adols

Os adolescentes e pré-adolescentes acham que entrar na sala de aula às sete da manhã é muito cedo. Eles não são preguiçosos. O sono deles é diferente mesmo. Eles têm uma tendência fisiológica em ir para a cama mais tarde e acordar mais tarde também e, após o início da puberdade, esse horário avança em até duas horas, com o pico aos 17-18 anos.

Uma menor produção do hormônio melatonina nessa faixa etária explica em parte essas mudanças. A exposição às telas dos computadores, TVs, tablets e smartphones contribuem também para empurrar o horário de dormir para horários mais avançados. A luz no período noturno inibe ainda mais a produção de melatonina.

Os resultados de experiências de algumas escolas em retardar o inicio das aulas têm sido bastante positivos. Atrasar o inicio da aula em uma hora ou mais tem resultado em melhor desempenho acadêmico, maior frequência escolar, menos depressão e menos acidentes de carro – os americanos já dirigem aos 16 anos.

Depois de tantas evidências, a Academia Americana de Pediatria publicou nesta ultima semana um documento recomendando que as aulas para essa faixa etária devem começar depois da 8:30h. E a quantidade de sono faz diferença. Adolescentes que dormem oito ou nove horas têm melhor desempenho que aqueles que dormem menos.

E se atrasar o inicio das aulas vai sobrar tempo paras as atividades extra-escolares? As pesquisas também mostram que começar a escola mais tarde não atrapalha outras atividades como trabalhar meio período ou praticar esportes.

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O sentimento de estar conectado com as pessoas da comunidade pode até diminuir o risco de infarto do coração.  Essa foi a conclusão de um estudo recém-publicado pelo Journal of Epidemiology & Community Health

Mais de cinco mil voluntários americanos, com uma média de idade de 70 anos, foram acompanhados por quatro anos e responderam a um questionário que avaliava a percepção de coesão social com a vizinhança. Eles tinham que dar uma nota de um a sete para quatro afirmações:

  • Eu realmente sinto que faço parte da comunidade;
  • Se eu tiver algum problema, eu terei uma série de pessoas na vizinhança que eu posso contar com apoio;
  • A maioria das pessoas da vizinhança é confiável;
  • A maioria das pessoas da vizinhança é amigável.

Quanto menor a pontuação nas repostas, maiores foram as chances de sofrer um ataque do coração. Esse efeito foi independente do grau de suporte social de amigos e familiares.

Já existiam algumas poucas pesquisas mostrando um maior risco de infarto do coração e derrame cerebral quando se tem uma baixa coesão social com a vizinhança.  A atual pesquisa foi pioneira ao avaliar o lado positivo de uma boa integração com a vizinhança. Essa coesão social também promove mais saúde mental e favorece comportamentos saudáveis, como a prática de atividade física. .

Outras coisas da vizinhança que fazem diferença na saúde cardiovascular: níveis de ruído, poluição do ar, violência e número de estabelecimentos fast-foods.

 

You May Suffer From Sleep Drunkenness

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Despertar confusional. Esse é o nome de um transtorno do sono que acomete um em cada 15 adultos. Uma pessoa que tem essa condição apresenta confusão mental ou comportamento inapropriado nos primeiros 5-15 minutos acordada.

É mais comum quando a pessoa desperta do sono profundo no início à noite, mas também pode acontecer pela manhã. Ao invés de desligar o despertador, atender ao telefone, por exemplo. Muitas vezes não vão se lembrar de nada depois do ocorrido. Estímulos externos súbitos, como o despertador ou o telefone, costumam precipitar os eventos que podem, às vezes, ser acompanhados por comportamento violento.

O despertar confusional tem sido bem menos estudado que o sonambulismo, mas as consequências podem ser sérias em ambas as condições. Uma pesquisa publicada na última semana pelo periódico oficial da Academia Americana de Neurologia mostra que a prevalência do transtorno é maior do que se pensava. Após entrevistar quase 20 mil adultos, pesquisadores da Universidade de Stanford, Minnesota e Paris Descartes, mostraram que 15% dos voluntários haviam experimentado um episódio de despertar confusional no último ano e metade deles declarou ter mais de um episódio por semana.  A maioria (84%) apresentava outros transtornos de sono, diagnósticos psiquiátricos e uso de psicotrópicos.  A pesquisa também mostrou que as pessoas que dormiam menos que seis horas por noite, ou mais de nove horas, apresentavam as confusões mais frequentemente. 

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Cientistas validaram um novo método para identificar o quanto uma pessoa é narcisista. Eles conduziram 11 experimentos e chegaram à conclusão que fazer uma única pergunta pode ser tão eficaz quanto uma escala de 40 questões que leva quase quinze minutos para ser aplicada, e isso pode fazer muita diferença quando se estuda milhares de pessoas. A pergunta é: O quanto você concorda com a frase: “Eu sou narcisista” (Nota: a palavra “narcisista” significa egoísta, vaidoso). Os voluntários tinham que marcar numa escala de 1 (pouco) a 7 (muito).

Narcisistas costumam se achar superiores aos outros e têm até orgulho do fato. Não enxergam esse traço da personalidade como uma qualidade negativa e por isso não escondem quando são interrogados a esse respeito. São vaidosos, exibicionistas e autoritários, e pesquisas mostram que acabam sendo bons líderes. Têm mais sentimentos positivos e são mais extrovertidos. Por outro lado não costumam criar muita empatia e isso pode atrapalhar as relações interpessoais, tendo maior dificuldade em manter relacionamentos românticos de longo prazo. Além disso, têm mais chance de ter comportamento sexual de risco.

Narcisistas acham que já são o máximo e por isso não precisam melhorar em nada. Uma sociedade narcisista tem suas limitações óbvias, pois seus membros não tiram os olhos dos próprios umbigos.

O estudo foi publicado no periódico PLoS ONE.

 

 

Não é raro encontrar vários talentos musicais numa mesma família. Será que é por conta do ambiente que incentiva a música ou o DNA é que faz a diferença? Alguns músicos já demonstram na infância um talento excepcional, mesmo antes de ter qualquer aula. O matemático Galton foi o criador da famosa interrogação “Nature or nurture?” que podemos entender “É da sua natureza (genético) ou fruto da persistência (nurture)”.

 

No ano de 1993 tivemos o resultado de uma pesquisa que alimentou a ideia de que persistência seria o suficiente para ser um grande músico. Os autores do estudo mostraram que músicos de elite tinham uma média de dez mil horas de prática e concluíram que essa seria a “única” chave do sucesso. Um best-seller relativamente recente, Outliers de Malcolm Gladwell, defende essa ideia que pessoas brilhantes, em qualquer área, praticaram pelo menos dez mil horas. O livro inclui nessa regra das dez mil horas posições que vão desde músicos até figuras como Bill Gates. Entretanto, uma pesquisa recente dá um banho de água fria nessa regrinha.

 

Psicólogos da Universidade Estadual de Michigan e do Texas mostraram que os genes fazem a diferença na chance de uma pessoa se tornar um virtuose da música. Eles estudaram 850 gêmeos quanto ao desempenho musical e o número de horas de prática. O fator genético realmente fazia diferença, mas de forma muito mais intensa entre aqueles que praticavam mais. É o exercício, a repetição fazendo os genes se expressarem. É a prática moldando o DNA.

 

E genes certos fazem a pessoa praticar mais. Quando a pessoa tem a percepção de que é bom em alguma coisa, a motivação é maior. E essa motivação pode ser alimentada já nos primeiros anos pelo retorno de pais e professores que reconhecem o talento de uma criança para a música.

 

O que os bons genes para a música trazem de vantagem? Não sabemos responder, mas podemos especular que vantagens na coordenação motora, processamento do som são bons candidatos.

 

Outro estudo recém-publicado pelo periódico Psychological Science, e conduzido pelo Instituto Karolisnka na Suécia, confirma que a regra dos dez mil não faz verão sem os bons genes. Os pesquisadores analisaram as habilidades musicais como ritmo, melodia e discriminação de tons entre 2500 pares de gêmeos idênticos e não idênticos. Os resultados apontaram desempenho nos testes independente do tempo de prática. Um indivíduo com mais de 20 mil horas de prática de um instrumento musical não teve menos dificuldade que seu irmão gêmeo idêntico. Fazia diferença sim entre gêmeos não idênticos.

 

Essa influência dos genes, a principio, pode ser extrapolada a outras áreas de expertise. Os mesmos pesquisadores já demonstraram esse efeito entre jogadores de xadrez. Quando pensamos nos kids, o melhor é deixá-los experimentar um grande número de atividades. Uma hora ou outra eles encontram o que combina mais com seus genes e vão praticar pelo prazer de fazer bem a coisa.

 

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Os arquitetos precisam saber disso. Uma pesquisa publicada recentemente pela Universidade de Northwestern nos EUA aponta que trabalhar em um ambiente com luz natural melhor para a saúde que a luz artificial. O estudo mostrou que janelas na sala de trabalho permitem uma exposição à luz 173% maior do que ambientes só com luz artificial. Além disso, quem trabalha em ambientes com luz natural dorme à noite quase uma hora a mais e também praticam mais atividade física.

 

Os efeitos positivos da luz podem ser mediados por melhora dos estados de humor e de vigília e do metabolismo. Ambientes mais escuros estimulam a produção de melatonina, que tem seu pico à noite. A produção desse hormônio à noite pode ficar prejudicada se durante o dia ficamos sem ver a luz do dia. Imagine então o efeito de estímulos à noite de telas de TV, computador e tablet.

 

O estudo foi publicado em junho pelo Journal of Clinical Sleep Medicine.

 

 

happiness-balloons 

 

 

No dia a dia, superar as expectativas traz mais bem estar do que o conjunto das boas notícias recentes. Essa é conclusão de uma pesquisa conduzida por pesquisadores ingleses e publicada nesta última semana no prestigiado periódico PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences.

 

O estudo foi realizado inicialmente com 26 voluntários na ressonancia magnética functional e depois expandido a 18 mil voluntários num jogo no smartphone. Após escolher entre duas opções que levavam a perdas ou ganhos financeiros, no primeiro experimento, e perda de pontos no game do celular, eles tinham que responder o quanto se sentiam felizes naquele exato momento. Um modelo matemático demonstrou que, a cada rodada de decisões, a superação das expectativas deixava as pessoas mais felizes do que os benefícios propriamente ditos. .Isso aconteceu no grupo de 26 voluntários, tendo confirmação na ressonância magnética funcional pela ativação do centro de recompensa cerebral, mas também foi demonstrado nas milhares de pessoas que participaram do game do celular.

 

É comum as pessoas pensarem que são mais felizes quando têm expectativas menores. Parece que isso é mesmo verdade.

 

 

 

 

Headache

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Há poucos anos um paciente procurou-me com a queixa de duas crises de dor de cabeça muito fortes durante uma viagem de avião. Quanto à intensidade das crises, sempre pergunto aos pacientes em que nível eles classificam a dor numa escala de 1 a 10. Nota 11 foi a que o paciente atribuiu a ambas as crises. As duas crises aconteceram quando o avião estava pousando, de um lado só da cabeça e com lacrimejamento e corrimento nasal do mesmo lado. Semana passada outro rapaz queixou-se de sintomas idênticos.

 

Esses casos têm sido pouco descritos na literatura médica, mas acredita-se que o fenômeno seja bem mais comum do que parece. A classificação internacional de cefaleias reconheceu na sua última edição a cefaleia da altitude, condição que define a dor de cabeça que algumas pessoas vivenciam quando atingem locais de grande altitude. Entretanto, os casos descritos até o momento sugerem que em breve deverá ser incluída uma nova entidade que é a dor de cabeça associada à MUDANÇA de altitude. Já foi descrito um caso em Portugal em que o paciente apresentava os sintomas durante a descida do avião, mas também toda vez que descia de carro uma montanha de dois mil metros de altitude.

 

Hoje se discute se um novo tipo de cefaleia, a cefaleia do avião, deve ser incorporado à classificação internacional das cefaleias. Há uma série de cerca de 70 pacientes descritos com dor na hora do pouso, duração menor que 30 minutos, de um lado só da cabeça, sem outros sinais característicos da enxaqueca, como náuseas, e predomínio nos homens.

 

 

 

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Baixos níveis de vitamina D aumentam em duas vezes o risco de desenvolver a Doença de Alzheimer. Essa é a conclusão de um estudo publicado esta última semana no periódico oficial da Academia Americana de Neurologia.

 

Os pesquisadores já suspeitavam da relação entre o risco de demência e baixos níveis de vitamina D, mas ficaram surpresos com uma relação tão robusta – o dobro do risco.

 

Participaram da pesquisa cerca de 1700 voluntários com idade superior a 65 anos. Após seis anos, 10% desenvolveram um quadro de demência, a maioria por Doença de Alzheimer. Aqueles com baixos níveis de vitamina D tinham 53% mais chance de desenvolver demência e o risco era 120% entre aqueles com níveis muito baixos dessa vitamina. Os resultados não eram influenciados por outros fatores que afetam o risco de demência como educação, tabagismo e consumo de álcool.

 

Já sabemos que o consumo de peixe reduz as chances de demência e da Doença de Alzheimer. Sabemos também que as pessoas têm uma dieta rica em vitamina D têm melhor desempenho cognitivo. Os peixes ricos em vitamina D são praticamente os mesmos ricos em ômega 3 (ex: salmão, atum, sardinha), sendo este último componente nutricional de reconhecida eficácia na melhora do desempenho cerebral e também na capacidade de evitar doenças como o derrame cerebral e a Doença de Alzheimer. E olha que a dieta só contribui com 10% dos níveis de vitamina D – 90% são dependentes de sua síntese na pele por exposição ao sol.

 

E os efeitos da vitamina D sobre o sistema nervoso não se restringem à nossa capacidade cognitiva. A suplementação de vitamina D aumenta a força muscular e o equilíbrio e, entre os idosos, é capaz de reduzir o risco de queda.

 

 

  

  

 

As mães são mais altruístas que os pais. Do ponto de vista evolutivo, a explicação dessa diferença é a maior certeza que as mães têm de que os filhos são seus, certeza que é menor no caso dos pais.

 

Em situações de carestia, o conhecimento do perfil de altruísmo das pessoas pode ser relevante, como em programas de redistribuição de renda. Qual a melhor estratégia? Direcionar recursos para a família como um todo ou para um dos membros? No Brasil, mais de 90% dos depósitos do Bolsa Família são direcionados às mães. Realmente essa é uma decisão bem acertada.  

 

Uma cooperação entre pesquisadores da Tanzânia e da Holanda testaram o quanto os gêneros são diferentes no quesito altruísmo com os filhos em uma situação de carestia na área rural da Tanzânia.

 

Grupos de pais tinham que escolher entre uma sandália para os filhos ou um “regalo” para si mesmos, como dinheiro ou meio quilo de açúcar. As sandálias tinham alto valor relativo, já que as crianças tinham o hábito de andar longas distancias descalças. As sandálias também valiam mais.

 

Quando a decisão era tomada de forma independente, as mães foram mais altruístas que os homens. Em outro experimento, em que ambos faziam as escolhas sabendo que outro também participaria com a sua decisão, o comportamento não foi diferente entre os gêneros.

 

Será que as mães passaram a contar que os pais teriam um comportamento altruísta? É o famoso deixa que eu deixo do futebol? Outra possível explicação para os resultados é que as mães não quisessem ficar em desvantagem imaginando que os pais tomariam uma decisão egoísta. As mães poderiam também imaginar que a obrigação dos pais era de garantir o beneficio ao filho.

 

Anyway, dinheiro nas mãos da mãe aparece mais para os filhos.

 

Vladimir+Kush+1965+-+Russian++Surrealist+painter+-+Tutt'Art@

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Sentenças com metáforas que evocam experiências sensoriais relacionadas ao paladar (ex: doces palavras) estimulam mais o cérebro do que com palavras equivalentes com sentido literal (ex: palavras gentis). Essa é a conclusão de um estudo recém publicado por pesquisadores americanos e alemães no periódico Journal of Cognitive Neuroscience.

 

Os voluntários do estudo tinham que ler uma série de sentenças enquanto faziam um exame de ressonância magnética Funcional. Sentenças que continham metáforas provocaram maior ativação de centros associados à emoção como a amígdala. As metáforas não tinham o mesmo poder quando eram lidas fora do contexto da sentença. Entretanto, isoladas ou no meio da sentença, as metáforas de conteúdo gustativo estiolavam da mesma forma as áreas cerebrais associados à experiência do paladar.

 

Será que podemos concluir que a linguagem figurada, como as metáforas, representa uma vantagem retórica ao envolver mais o cérebro emocional? Metáforas mexem mais com as emoções provavelmente por fazerem alusões a experiências físicas. “Doce” tem um componente físico muito maior que “gentil”. “Doce” é menos abstrato que “gentil”.

 

CBN-RICARDO[1]

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Um estudo recentemente realizado no Centro de Avaliação e Tratamento da Dor de Cabeça do Rio de Janeiro apontou que o vinho de uvas Cabernet Sauvignon provoca menos enxaqueca que vinhos de outras uvas como Malbec ou Tannat.

 

Vinhos da uva Tannat provocaram crises de enxaqueca em 51,7% das vezes, Malbec em 48,2% enquanto Cabernet Sauvignon e Merlot empataram em 30%. Eles tinham que beber meia garrafa de diversos tipos de vinho com intervalos de pelo menos quatro dias.

 

Uma possível explicação para essa diferença é o fato da uva Cabernet ter menor teor de taninos, compostos da família dos flavonoides, substancias que conhecidamente trazem benefícios    para o coração.

 

Para confirmar a teoria de que os taninos estão associados à enxaqueca, os pesquisadores, num segundo momento, resolveram testar dois vinhos do mesmo tipo, sendo um deles produzido na América do Sul e o outro na França. O Cabernet francês é um vinho com mais concentração de taninos do que os da América do Sul, que tem uma maturação mais rápida. Os pesquisadores confirmaram a suspeita: a taxa de enxaqueca do vinho francês foi de 60,9%, enquanto que a do sul-americano, de 39,1%.

 

É bem reconhecido que o vinho branco e os espumantes são muito mais inocentes quando se pensa em enxaqueca. Eles possuem um teor muito menor de flavonoides que os tintos. Entretanto, os flavonoides não parecem ser os únicos vilões. As frutas coloridas são riquíssimas nessas substancias e nem por isso provocam enxaqueca. O álcool por si só tem seu poder de desencadear crises, mas outros componentes devem estar envolvidos.

 

 

 

A pesquisa foi publicada na revista “Headache”, publicação da Sociedade Americana de Cefaleia.

 

A view of Facebook’s logo May 10, 2012 i

 

A quantidade de posts positivos ou negativos que você lê no Facebook influencia o teor daquilo que você publica. Essa é a conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores do Facebook e da Universidade de Cornell publicado recentemente no prestigiado periódico Proceedings of the National Academy of Sciences .

 

O Facebook manipulou as notícias de 690.000 usuários (o contrato de uso do Facebook prevê pesquisas…). Os posts eram analisados automaticamente por um software que quantifica palavras positivas e negativas e então os classificava como positivos ou negativos. Posts positivos eram duas vezes mais comuns que os negativos (47 X 22%).

 

Durante uma semana o Facebook retiirou uma parcela dos posts positivos do feed de notícias de um grupo de “voluntários” do estudo enquanto de outros eram retirados posts negativos. Quando notícias positivas eram retiradas do feed os usuários tinham uma tendência em escrever posts com conteúdo mais negativo. Quando notícias negativas eram retiradas, as pessoas postavam mais notícias positivas.

 

Os resultados mostram que um contágio emocional pode acontecer simplesmente pela linguagem escrita, independente da linguagem corporal. Os achados também colocam em xeque a ideia de que ler conteúdos positivos dos outros pode ter um impacto negativo por provocar comparações com os amigos. E mais, mensagens online possivelmente influenciam emoções offline.  

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