As mães são mais altruístas que os pais. Do ponto de vista evolutivo, a explicação dessa diferença é a maior certeza que as mães têm de que os filhos são seus, certeza que é menor no caso dos pais.

 

Em situações de carestia, o conhecimento do perfil de altruísmo das pessoas pode ser relevante, como em programas de redistribuição de renda. Qual a melhor estratégia? Direcionar recursos para a família como um todo ou para um dos membros? No Brasil, mais de 90% dos depósitos do Bolsa Família são direcionados às mães. Realmente essa é uma decisão bem acertada.  

 

Uma cooperação entre pesquisadores da Tanzânia e da Holanda testaram o quanto os gêneros são diferentes no quesito altruísmo com os filhos em uma situação de carestia na área rural da Tanzânia.

 

Grupos de pais tinham que escolher entre uma sandália para os filhos ou um “regalo” para si mesmos, como dinheiro ou meio quilo de açúcar. As sandálias tinham alto valor relativo, já que as crianças tinham o hábito de andar longas distancias descalças. As sandálias também valiam mais.

 

Quando a decisão era tomada de forma independente, as mães foram mais altruístas que os homens. Em outro experimento, em que ambos faziam as escolhas sabendo que outro também participaria com a sua decisão, o comportamento não foi diferente entre os gêneros.

 

Será que as mães passaram a contar que os pais teriam um comportamento altruísta? É o famoso deixa que eu deixo do futebol? Outra possível explicação para os resultados é que as mães não quisessem ficar em desvantagem imaginando que os pais tomariam uma decisão egoísta. As mães poderiam também imaginar que a obrigação dos pais era de garantir o beneficio ao filho.

 

Anyway, dinheiro nas mãos da mãe aparece mais para os filhos.

 

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