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Sentenças com metáforas que evocam experiências sensoriais relacionadas ao paladar (ex: doces palavras) estimulam mais o cérebro do que com palavras equivalentes com sentido literal (ex: palavras gentis). Essa é a conclusão de um estudo recém publicado por pesquisadores americanos e alemães no periódico Journal of Cognitive Neuroscience.

 

Os voluntários do estudo tinham que ler uma série de sentenças enquanto faziam um exame de ressonância magnética Funcional. Sentenças que continham metáforas provocaram maior ativação de centros associados à emoção como a amígdala. As metáforas não tinham o mesmo poder quando eram lidas fora do contexto da sentença. Entretanto, isoladas ou no meio da sentença, as metáforas de conteúdo gustativo estiolavam da mesma forma as áreas cerebrais associados à experiência do paladar.

 

Será que podemos concluir que a linguagem figurada, como as metáforas, representa uma vantagem retórica ao envolver mais o cérebro emocional? Metáforas mexem mais com as emoções provavelmente por fazerem alusões a experiências físicas. “Doce” tem um componente físico muito maior que “gentil”. “Doce” é menos abstrato que “gentil”.

 

CBN-RICARDO[1]

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