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nose, smell, brain

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Uma pesquisa acaba de ser publicada no periódico American Journal of Political Science apontando que as pessoas acham o cheiro de pessoas com tendências políticas semelhantes mais agradáveis do que os que têm posições contrárias.

Pesquisadores das universidades americanas de Bronx, Harvard e Pensylvania fizeram um experimento com 146 voluntários. Vinte e um deles foram considerados extremos do ponto de vista político: conservadores ou liberais. Esses 21 voluntários tinham que lavar as axilas com sabão neutro e depois deixar uma gaze no local por um período de 24 horas sem sexo, álcool, cigarros, perfume, desodorante e sem contato com animais.  Uma semana depois os demais participantes tinham que “apreciar” o cheiro dos paninhos e davam uma nota de 1 a 5 para o odor. Além disso, eles tinham que tentar adivinhar se os donos do cheiro eram conservadores ou liberais.

Os cheiros que faziam mais sucesso eram o de pessoas que tinham a mesma orientação política daquelas que os provavam. Isso explica em parte porque tantos casais dividem a mesma ideologia política. Estudos mostram que só a religião é mais concordante entre os casais que a orientação política.

A tal história que os opostos se atraem é puro mito. Os psicólogos não têm muita dúvida disso. As pessoas costumam se casar com outras de nível educacional / socioeconômico parecido, com crenças religiosas e políticas semelhantes e que têm mais interesses em comum. A isso dá-se o nome de monogamia. O cheiro pode  inconscientemente potencializar essa tendência monogâmica. Facilita uma relação de longo prazo de pessoas com ideologias parecidas.

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