Você gosta de compartilhar com os outros seus feitos épicos mais recentes? A travessia oceânica que você ficou entre os cinco primeiros colocados, aquela viagem exótica, aquele vinho raro que você apreciou na casa de um amigo.  Tudo isso é muito bom, mas contar para os outros tem seu custo social. Isso é o que sugere os resultados de um estudo publicado recentemente por pesquisadores das Universidades de Harvard e Virginia nos EUA.

Custo social? Como assim? As pessoas têm a falsa crença que ao relatar uma experiência extraordinária serão o centro das atenções numa conversa, mas não é bem assim. Os feitos épicos fazem as pessoas parecerem muito diferentes da média e o fato é que as interações sociais têm as similaridades como forte alicerce.

Os pesquisadores resolveram testar isso em laboratório em grupos de quatro pessoas. Um deles assistia a um vídeo incrível – 4 estrelas (uma performance de um mágico para um multidão) e os outros três um vídeo ordinário – 2 estrelas (desenho animado). Após a sessão de vídeo eles sentavam numa mesa para conversar.

Os voluntários que tinham assistido ao vídeo incrível sentiram-se pior após a conversa quando comparados àqueles que experimentaram os desenhos animados.  Sentiram-se mais excluídos da discussão.  As pessoas que assistiram aos desenhos animados eram perguntadas depois do experimento como deveriam se sentir se tivessem experimentado o vídeo mais extraordinário.  Como já era esperado, eles achavam que se sentiriam melhor e conversariam mais após a experiência 4 estrelas.

Segredo do mineirinho feliz:   comer caviar quieto.

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