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Para a maioria das pessoas, ser feliz e ter uma vida com significado são dois objetivos importantes e também correlacionados. Mas, às vezes, percepção de felicidade e de sentido na vida não andam juntas. A percepção de felicidade está associada a uma vida sem problemas, prazerosa e com boa saúde. Entretanto, esses fatores não tem relação com o senso de sentido na vida.  Convívio com amigos e ter dinheiro para as necessidades e desejos guardam boa relação com a percepção de felicidade, mas também não fazem muita diferença na sensação de sentido na vida. 

  

Muitas das coisas que fazemos no dia a dia não aumentam nossa percepção do quanto nos sentimos felizes, mas podem nos fazer sentir a vida com mais sentido.  Atividades que exigem esforço e sacrifício costumam alimentar nossa percepção de sentido na vida.

 

Não é difícil imaginar que esse sentido na vida nos faz bem. E essa é a conclusão de um estudo publicado esta semana no periódico Psychological Science. Quanto maior a percepção de sentido na vida, maior a longevidade.

 

Pesquisadores da Universidade de Rochester nos EUA exploraram essa questão através de um banco de dados de mais de 6000 pessoas que fizeram parte de uma pesquisa com um seguimento médio de 14 anos. Após esse período, cerca de 10% dos voluntários morreram e estes relatavam ter menor percepção de sentido na vida do que os sobreviventes.    

 

O estudo também apontou que esse efeito positivo existe independente da idade. Adultos jovens, de meia idade e idosos mostraram os mesmos benefícios. Os resultados deixaram os pesquisadores surpresos, pois o senso comum diria que os idosos seriam mais influenciados pela sensação de sentido na vida, já que estão afastados da rotina “anestésica” do trabalho que muitas vezes funciona com um piloto automático. Teoricamente, quanto mais precoce for esse encontro de sentido na vida, maiores os benefícios.

Os pesquisadores estão expandindo a análise com a pergunta: será que as pessoas que relatam perceber maior sentido na vida são as mesmas que têm hábitos mais saudáveis e por isso vivem mais? Os resultados ainda não foram publicados.

 

CBN-RICARDO[1]

Moral and Ethics

 

Você sacrificaria uma pessoa para salvar outras cinco? Escolhas morais podem ser mais voltadas ao bem comum quando usamos uma língua estrangeira. Essa é a conclusão de um estudo publicado esta semana pelo periódico PLoS ONE por pesquisadores das universidades de Chicago nos EUA e Barcelona na Espanha.

 

O experimento testou o cenário de que para salvar cinco pessoas era preciso matar uma pessoa. Quando o experimento era feito em língua estrangeira, mais pessoas decidiam matar um para salvar cinco.

 

Os autores propõem que na língua estrangeira o envolvimento emocional é menor e as decisões podem ser mais racionais. Geralmente aprendemos uma língua estrangeira em um contexto menos emocional (e.g. sala de aula) quando comparado à língua nativa. A língua nativa evoca mais nosso cérebro emocional. Os mesmos pesquisadores já tinham demonstrado que decisões econômicas também seguem essa mesma tendência.

 

Os resultados podem ter conseqüências no mundo real globalizado. Pode fazer diferença quando se pensa em júris de organismos internacionais, por exemplo.

 

CBN-RICARDO[1]

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Ameaça de estereótipo é um fenômeno em que uma pessoa experimenta insegurança e ansiedade pelo receio de terem um pior desempenho por fazerem parte de um grupo com estereótipo de inferioridade. Estamos falando da raça negra e gênero feminino, por exemplo.

As pessoas que fazem parte desses grupos têm pior desempenho quando “lembradas” desses estereótipos. Esse é o caso de meninas em testes de matemática quando lembradas que os meninos são melhores em matemática. O mesmo ocorre se as meninas recebem algum “toque” de que meninos são superiores no xadrez. O estereótipo de um campeão de xadrez é ode um homem bem esquisito e não o de uma mulher de salto alto.

Negros também têm pior desempenho em um teste cognitivo quando são avisados que a resolução do problema depende de habilidade intelectual. Negros carregam o estereotipo que são menos inteligentes que os brancos. Pobres também carregam um estigma gigante.

A ameaça de estereótipos pode fazer com que mulheres não sigam uma série de carreiras que os homens são supostamente superiores. Pode fazer com que negros não desenvolvam plenamente suas habilidades cognitivas. Meninos também carregam seus estereótipos. Sá que eles têm mesmo menores dons artísticos?

É fundamental a conscientização desse fenômeno por parte de pais e professores. Dar pistas para que se lembre da igualdade entre os gêneros e entre as raças pode fazer que não existam diferenças entre os grupos.

Em tempo. Esta semana o presidente do São Paulo deu a infeliz declaração: “Gostaria muito de ter o Kaká. É alfabetizado, tem todos os dentes na boca, bonito, fala bem…”. Pelo que eu saiba estereótipos de superioridade não ajudam a marcar gol.

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CBN-RICARDO[1]

medicalmarijuanabrain

 

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Uma pesquisa publicada esta semana pelo Journal of Neuroscience aponta que fumar maconha, mesmo que seja uma vez por semana, mexe com a estrutura do cérebro.

 

Pesquisadores das Universidades de Northwestern e Harvard nos EUA estudaram através da ressonância magnética o cérebro de uma série de voluntários com idades entre 18 e 25 anos que tinham que registrar a freqüência do uso de maconha por um período de três meses. Aqueles que fumavam mais tinham uma estrutura cerebral, chamada de núcleo acumbente, com maior volume e com alteração em seu formato. O núcleo acumbente é uma região que faz parte do sistema de recompensa cerebral.

 

O resultado mais importante dessa pesquisa foi o fato dessa mudança estrutural ter sido demonstrada mesmo entre aqueles que fumavam um baseado por semana. Na verdade, a grande parte das pesquisas tem mostrado mudanças no cérebro em pessoas que consomem a maconha de forma mais freqüente. Além do núcleo acumbente, os pesquisadores também encontraram mudanças morfológicas na estrutura mais central no controle das emoções, a amígdala.

 

O uso da maconha tem sido fortemente relacionada a desmotivação, alterações nos domínios da atenção e memória. Será que isso também não acontece com pequenas doses?

 

CBN-RICARDO[1]

 

 

Rafael Nadal is the Academy's 2013 Male Athlete of the Year.

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A maturidade traz algumas compensações, mas aos 24 anos alcançamos nosso pico de desempenho cognitivo-motor. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada esta última semana no prestigiado periódico PLoS ONE.

 

Pesquisadores da Universidade de Burnaby no Canada analisaram os dados de desempenho de mais de três mil jovens com idades entre 16 e 44 anos num jogo de computador chamado StarCraft 2. O jogo tem a mesma lógica de um xadrez e os dados analisados representam milhares de horas de quão rápido os voluntários reagiram aos seus oponentes no jogo e as estratégias que eles usaram no desafio. Jogadores mais velhos, apesar de mais lentos, compensam a desvantagem de velocidade com estratégias mais eficientes no jogo.

 

A maioria dos estudos que investiga o declínio motor e cognitivo com a idade analisa o efeito em populações de idosos. Dessa vez não. Os pesquisadores mostraram que a rapidez cognitivo-motora já começa a diminuir na segunda década de vida, mas são compensadas por estratégias mais eficientes. E dessa vez a evidência não veio de testes de laboratório, mas de um modelo da vida real, o que torna possível a demonstração a compensação com o passar dos anos.        

 

Mas não é em toda atividade que essa compensação acontece. Simuladores de vôo e performance no piano são dois exemplos. Por outro lado, em muitos esportes, o maior equilíbrio mental da maturidade pode ser até mais importante que a velocidade.

 

 

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Pedalar por belas paisagens. Correr num parque com muito verde. Isso pode ser melhor para a saúde do que malhar entre quatro paredes. Isso é o que sugere um estudo publicado esta última semana por pesquisadores da Universidade de Coventry na Inglaterra.

Eles avaliaram uma série de crianças com idades entre nove e dez anos numa sala com paredes brancas fazendo uma prova de 15 minutos na bicicleta ergométrica. No outro dia, as crianças fizeram a mesma atividade, mas desta vez olhando para um filme de uma bicicleta atravessando uma floresta. A monitoração da pressão arterial mostrou valores significativamente menores após a pedalada no “meio da floresta” quando comparado à atividade na sala branca. Esse efeito hipotensor do verde já tinha sido descrito há cerca de dez anos entre adultos.

A atividade física na natureza tem sido chamada de “Exercício Verde” e sua prática tem sido estimulada para os adultos por seus efeitos potencialmente superiores ao exercício sem a natureza. Cinco minutos de contemplação já são capazes de trazer efeitos positivos sobre o ritmo do coração. Já foi demonstrado que a simples contemplação de imagens da natureza tem efeito protetor contra o estresse, além de melhorar o humor e a atenção. O pessoal da corrida de aventura, mountain bike, surf, etc, têm muito a nos dizer.

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superficial

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Já é bem reconhecido que as pessoas materialistas são menos felizes. Mas qual é a razão? Uma pesquisa recém-publicada por pesquisadores da Universidade de Baylor nos EUA aponta que uma das principais razões é o fato dos materialistas exercerem muito pouco a gratidão. Não costumam pensar como o Zeca Pagodinho em Deixa a Vida me Levar: “Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu”.

 

Os pesquisadores aplicaram um questionário que avaliava o quanto uma pessoa é materialista a 246 voluntários com uma média de idade de 21 anos. Além disso, o questionário interrogava o quanto a pessoa exercia a gratidão e o seu nível de satisfação com a vida. Após análises estatísticas, a conclusão foi que a falta de gratidão responde por pelo menos metade da relação entre materialismo e falta de satisfação com a vida.

 

A falta do exercício de gratidão faz que as pessoas muito materialistas estejam sempre insatisfeitas, com objetivos não alcançados. O foco é sempre aquilo que ainda não conseguiram. Pessoas materialistas são mais solitárias, têm menor autoestima e bem estar e ainda uma maior tendência à depressão e ansiedade. Os materialistas poderiam se beneficiar de exercícios de gratidão? Acho que sim.

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Happy youths training outdoors

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Uma pesquisa publicada esta ultima semana pelo periódico oficial da Academia Americana de Neurologia aponta que o jovem pode chegar com o cérebro mais esperto aos 40-50 anos se praticar exercícios aeróbicos desde cedo. Estamos falando de corrida, natação, ciclismo, e outras atividades que fazem o coração suar a camisa.

O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Minneapolis nos EUA que recrutaram quase três mil voluntários com uma média de idade de 25 anos. Foram realizadas avaliações da capacidade cardiorrespiratória e perfil cognitivo no início do estudo e 25 anos depois. Aqueles que tinham um melhor desempenho cardiorrespiratório no início do estudo apresentavam também melhores notas nos testes cognitivos. Além disso, aqueles com menor declínio da capacidade cardiorrespiratória ao longo dos 25 anos eram os que tinham o melhor desempenho cognitivo. Esse efeito certamente deve fazer diferença no risco de uma pessoa desenvolver um quadro de demência.

O ineditismo da pesquisa está no fato de que desta vez foi demonstrado o efeito positivo do condicionamento físico sobre o cérebro mesmo entre os jovens. Pesquisas anteriores já haviam apontado esse efeito nos idosos.

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children and media

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Televisão, videogame e internet não podem mesmo ser tão liberados para as crianças. A recomendação é que elas não passem mais de duas horas na frente das telinhas e esta semana um estudo publicado no periódico JAMA Pediatrics confirma essa diretriz. A pesquisa mostrou que os pais que colocam limites têm filhos que dormem mais, além de terem melhor desempenho acadêmico e comportamento menos agressivo.

 Estudos anteriores já mostravam que excesso de exposição à mídia faz com que as crianças durmam menos, tenham mais dificuldade de concentração e menor desempenho acadêmico. Desta vez os pesquisadores mostraram que a vigilância dos pais faz mesmo diferença.

Cerca de 1300 crianças nos EUA que cursavam do terceiro ao quinto ano foram acompanhadas por um período de um ano letivo. Os resultados apontaram que quanto mais os pais controlavam a exposição às telinhas, melhores os indicadores de sono e peso das crianças. Além disso, pais mais atentos tinham filhos mais dóceis e com melhores notas na escola. Essa dedicação dos pais foi medida por um questionário que abordava o quanto eles limitavam o tempo que os filhos ficavam no videogame e nas mídias eletrônicas, quanto eles limitavam o conteúdo dessas mídias e se conversavam sobre o assunto com as crianças.

O recado é fácil, não é?

 

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Post image for Empathy: Women Better Under Stress But Men Worse
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Você fecha os olhos para os outros quando está em situação de estresse? Se você for homem a resposta mais provável é um sim, mas se for mulher, o estresse pode até favorecer o olhar para o outro. Essa é conclusão de um estudo publicado esta semana pelo periódico Psychoneuroendocrinology.

Pesquisadores das Universidades de Viena e de Freiburg submeteram voluntários a situações de estresse moderado (ex: falar em público, fazer exercícios mentais de matemática) e faziam testes em que tinham de reconhecer a perspectiva do pensamento de outra pessoa assim como seus sentimentos. A hipótese inicial era de que em situações de estresse as pessoas seriam mais egocêntricas, uma forma de reduzir distrações cognitivas e emocionais.

Dito e feito. Os homens realmente ficaram mais autocentrados, mas entre as mulheres os resultados foram justamente o oposto. Elas ficaram mais prosociais.

Possíveis explicações para essa diferença. Do ponto de vista psicológico, as mulheres têm mais internalizado a noção de que terão mais ajuda se tiverem uma boa interação com as outras pessoas. Numa situação de estresse, empatia pode ajudar. Do ponto de vista fisiológico, a diferença entre os gêneros pode ser explicada pelo hormônio ocitocina. A ocitocina está fortemente envolvida no nosso comportamento social e já foi demonstrado que no estresse seus níveis são mais elevados entre as mulheres.

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Tem uma porção do lobo frontal que é ativada toda vez que detectamos um erro em nossas ações. É o famoso “Ooops” e essa ativação pode ser demonstrada através do disparo de atividade elétrica nessa região.

 

Pesquisadores da Universidade de Vanderbitt nos EUA recrutaram voluntários para realizar testes de difícil execução pela rapidez exigida na resposta, ou seja, com grandes chances de erro e frequente ativação da região frontal mesial – a região responsável pelo “Ooops”.  

 

Os voluntários receberam 20 minutos de estimulação elétrica por um gorrinho cheio de eletrodos ou um estímulo de mentirinha – placebo. A estimulação elétrica fez com que os voluntários errassem menos, pois corrigiam os erros com maior desenvoltura. Os efeitos positivos foram mantidos por cerca de cinco horas e extendido para outros testes.

 

As implicações desses achados não são restritas ao aprendizado, mas podem trazer benefícios clínicos no tratamento de condições como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

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French for preschool, childcare, primary schools and secondary schools 

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Um estudo publicado esta semana pelo prestigiado periódico Brain apontou qu idosos com mais anos de educação demoram mais tempo para desenvolver a doença.

 

A pesquisa acompanhou quase 4 mil idosos franceses por 20 anos consecutivos fazendo avaliações cognitivas a cada cinco anos.  Um pouco mais de 400  idosos desenvolveram a Doença de Alzheimer e aqueles com maior nível educacional começaram a ter um leve declínio cognitivo 15 a 16 anos antes do diagnóstico de demência.  Já aqueles com menos anos de escola começaram a ter declínio sete anos antes do diagnóstico.  Os anos a mais de escola retardaram o aparecimento da doença em cerca de sete anos.

 

 

Já se conhece bastante sobre as alterações cerebrais morfológicas e fisiológicas associadas ao processo de envelhecimento normal. Há uma progressiva redução do número de conexões entre os neurônios e significativo acúmulo de substâncias associadas ao envelhecimento que dificultam o pleno funcionamento cerebral.

 

Do ponto de vista funcional, essas alterações estruturais só começam a ter impacto após a sexta década de vida. Em média, só a partir dos 60 anos é possível confirmar declínio de capacidades psicométricas, com exceção da fluência verbal que declina levemente já na quinta década de vida. O declínio dessas capacidades é muito modesto até os 80 anos, quando se torna mais acentuado em pelo menos 50% dos indivíduos.

 

Um conceito fundamental para entendermos melhor como investir bem em nosso cérebro é o conceito de Reserva Cerebral. Se o nosso cérebro tem uma tendência natural a perder um pouco de seu desempenho em idades mais avançadas, quanto mais conexões formarmos no decorrer da vida, quanto mais aumentarmos nosso repertório, menor a chance de que pequenas perdas estruturais tenham repercussão funcional. E o que dirá quando o indivíduo apresenta doença cerebral como a Doença de Alzheimer? Maiores reservas fazem com que mais tempo de doença seja necessário para que ela se manifeste clinicamente.  Mais conexões permitem que o cérebro lance mão de vias alternativas para driblar a doença. E foi isso que a presente pesquisa sugere.

 

CBN-RICARDO[1]

 

A crítica pode destruir uma relação, pessoal ou profissional

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Pessoas que têm maiores pontuações em testes de inteligência confiam mais nas outras pessoas. Esse é o resultado de uma pesquisa publicada esta semana no periódico PLoS ONE.

 

Pesquisadores da Universidade de Oxford aplicaram um questionário a uma expressiva amostragem da população americana. Maiores escores nos testes de inteligência foram associados à capacidade de confiar em outras pessoas de uma forma geral, independente do estado civil, nível educacional e socioeconômico.

 

Essa confiança nas outras pessoas era medida através da pergunta: “De forma geral, você poderia dizer que a maioria das pessoas são confiáveis ou que você não precisa ser tão cuidadoso ao se relacionar com as outras pessoas?”  Os resultados corroboram pesquisas realizadas em países Europeus. Além disso, o presente estudo também mostrou que as pessoas que confiam mais nos outros têm a percepção de ter um melhor estado de saúde e de serem mais felizes.  

 

Uma possível explicação para esses resultados é que pessoas mais inteligentes são melhores para julgar o caráter das outras pessoas e têm uma tendência em fazer relações com pessoas que não vão se decepcionar. A inteligência pode ser vista como uma vantagem evolutiva também por ter favorecido a confiança entre as pessoas.

 

 

 CBN-RICARDO[1]

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Alguns pequenos estudos mostram que adesivos de nicotina podem ser promissores para melhorar a memória e atenção de pacientes com a Doença de Alzheimer.   Já temos evidências também que esses adesivos podem promover a melhora do desempenho cognitivo de idosos com problemas de memória, mas sem demência. Além da memória, a nicotina incrementa a atenção e a velocidade psicomotora. Entre jovens, já foi demonstrado que a nicotina pode incrementar de forma muito discreta a memória e a atenção.

A nicotina estimula receptores nicotínicos do neurotransmissor acetilcolina no cérebro. Esses mesmos receptores são cada vez mais deficientes à medida que a Doença de Alzheimer progride. E não é só isso. Ela modula outros sistemas de neurotransmissores. Se estivermos sonolentos, a nicotina acorda. Se estivermos ansiosos, a nicotina relaxa.

Nicotina do cigarro e até mesmo da pimenta protege o cérebro da Doença de Parkinson.   

Temos boas evidências de que o tabaco tem o poder de prevenir a Doença de Parkinson. Esse efeito se dá pela nicotina e parece que outras plantas que contêm essa substância, como pimenta, tomate, berinjela e batata, têm efeito semelhante. Já está sendo testado o efeito de adesivos de nicotina em pacientes com a Doença de Parkinson Será que eles vão amenizar a progressão da doença?

E os efeitos colaterais?

O uso da nicotina em adesivos não tem demonstrado efeitos colaterais sérios, mas costuma provocar perda de peso.  A suspensão do uso de adesivos não provoca abstinência e não existe tendência ao abuso.

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nineteen year old father with his baby boy

 

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Pais com idades mais avançadas têm filhos com maior chance de apresentar dificuldades na escola e até mesmo de sofrer de mais condições psiquiátricas.  Essa é a conclusão de uma pesquisa liderada por pesquisadores da Universidade de Indiana nos EUA e Instituto Karolinska na Suécia. O estudo foi publicado na última semana pelo periódico especializado em psiquiatria do Jornal Americano de Medicina (JAMA). 

 

A pesquisa avaliou todos os nascimentos na Suécia entre os anos de 1973 e 2001, num total de mais de quase três milhões de crianças. Quando comparada a uma criança nascida de um pai de 24 anos, aquela cujo pai tem 45 anos tem uma chance duas vezes maior de apresentar surtos psicóticos, 2.5 vezes maior de apresentar abuso de substâncias psicoativas e comportamento suicida, uma chance 3.5 maior de ser autista, 13 vezes maior de sofrer de transtorno de déficit de atenção / hiperatividade e 25 vezes maior de ter transtorno bipolar. Os problemas acadêmicos também foram mais frequentes entre os filhos de pais mais velhos e incluía repetência e baixos escores de QI. O efeito foi maior quando os pais eram mais velhos, mas não foi identificada uma idade de corte a partir da qual pode se esperar maior risco.  

 

O efeito da idade mais avançada da mãe sobre a saúde dos filhos já é tema bastante estudado. No caso dos pais, os estudos anteriores mostravam algumas contradições. Reconhece-se que o tamanho da amostra e a metodologia usada nesse estudo fazem com que o levemos mais em consideração do que os anteriores.

 

Os homens continuam a produzir ovos novos durante toda a vida, diferente das mulheres que nascem com todos seus óvulos. À medida que o homem envelhece, aumenta sua exposição a toxinas que por sua vez causa mutações no DNA dos espermatozoides. Já temos evidências consistentes de que o esperma de homens mais velhos têm mais dessas mutações genéticas.

 

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Existe um provérbio Chinês que diz: “Eu ouço e eu me esqueço. Eu vejo e eu me lembro”.   Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico PLoS ONE demonstrou que não lembramos tão bem daquilo que ouvimos ao compararmos com o que vemos ou tocamos.

Pesquisadores da Universidade de Iowa nos EUA testaram mais de mil estudantes quanto à capacidade de recordar de estímulos sonoros, visuais e táteis.   Os estímulos incluíram desde exemplos do mundo real, como latidos de cachorro, mas também padrões “artificiais”, como conjunto de formas geométricas e tons.  Em ambas as situações os estímulos sonoros foram lembrados com menos facilidade. Os estímulos táteis e visuais foram igualmente lembrados.

Estudos com primatas já mostravam essa mesma diferença entre os diferentes tipos de estímulo. Entre humanos, sons acompanhados de palavras são mais fáceis de serem lembrados do que sons puros. E quando estão no contexto de uma música, ativando as emoções, os sons são ainda mais poderosos.

Os resultados da atual pesquisa devem servir de referência para educadores e profissionais de publicidade para o aprimoramento da comunicação com o público alvo.

 

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Uma pesquisa recém-publicada e conduzida por pesquisadores dos EUA e Canadá demonstrou que as emoções, positivas ou negativas, são sentidas de forma mais intensa quando estamos em ambientes mais claros.

 

Em ambientes bem iluminados, os voluntários do estudo deram preferência a alimentos mais apimentados, avaliaram o comportamento de um personagem fictício como mais agressivo, acharam as pessoas mais atraentes, sentiram-se melhores com palavras positivas e piores com palavras negativas, beberam maior quantidade de um suco “saudável” e menos de um suco “menos saudável”.  Estudos anteriores já haviam apontado que somos mais intolerantes ao barulho em ambientes claros. Há também evidências dequem gosta de um determinado alimento consome em maior quantidade em locais iluminados. Já quem não gosta, consome menos menos quando submetidos a una luz mais forte.

 

Uma luz mais discreta pode nos ajudar a tomar decisões de forma mais racional. Para vender melhor produtos com alto teor emocional, como flores ou alianças de casamento, uma iluminação generosa pode ser um bom negócio. Uma possível explicação para esses resultados é que o efeito da luz pode ser percebido pelo nosso inconsciente como calor que incrementa nossas emoções.  A atual pesquisa também mostrou que o ambiente mais claro era percebido como mais quente.

 

 

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O psiquiatra austríaco e sobrevivente do Holocausto Viktor Frankl disse: “A vida não deixa de ser suportável por conta das circunstâncias, mas quando ela deixa de fazer sentido”.

 

Para a maioria das pessoas, ser feliz e ter uma vida com significado são dois objetivos importantes e também correlacionados. Percepção de felicidade e de sentido na vida às vezes não andam juntas e um estudo recém-publicado no Journal of Positive Psychology ajuda a entender melhor essa questão.

 

A pesquisa entrevistou quase 400 pessoas sobre o quanto se sentiam felizes, o quanto estavam satisfeitos com o curso de suas vidas e também sobre seus hábitos de vida.  A percepção de felicidade estava associada a uma vida sem problemas, prazerosa, com boa saúde. Esses fatores não tinham relação com o senso de sentido na vida.  Convívio com amigos e ter dinheiro para as necessidades e desejos tinham boa relação com a percepção de felicidade, mas faziam pouca diferença no sentido na vida.  Por outro lado, o tempo ao lado do companheiro ou companheira fazia diferença.

 

Outro estudo, realizado em diferentes países, mostrou que nos países ricos as pessoas tendem a ser mais felizes, mas não vêem mais sentido na vida.  Na verdade, as pessoas de países mais pobres enxergam mais sentido na vida.  Isso pode estar associado a uma maior religiosidade e maiores conexões sócias entre os moradores de países mais pobres.  Ao invés de dizer que dinheiro não compra felicidade, talvez seja melhor dizer que dinheiro não compra sentido na vida.

 

Muitas das coisas que fazemos no dia a dia não aumentam nossa percepção do quanto nos sentimos felizes, mas podem nos fazer sentir nossas vidas com mais sentido.  Atividades que exigem esforço e sacrifício costumam alimentar nossa percepção de sentido na vida.

 

E então? Vai querer ser só feliz?

 

CBN-RICARDO[1]

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Cefaleia nada mais é que o termo técnico para a tão popular dor de cabeça. Esse sintoma tão recorrente pode ter inúmeras causas, desde as mais comuns, como a cefaleia do tipo tensional e a enxaqueca, até causas bem incomuns, como doenças neurológicas que a maioria das pessoas nunca nem ouviu falar.

A Sociedade Internacional de Cefaleia classifica esse problema em mais de 150 tipos, e estima-se que cerca de 60% dos homens e 75% das mulheres apresentem pelo menos um episódio de dor de cabeça por mês. A dor de cabeça chamada atualmente de cefaleia do tipo tensional já teve diferentes nomes, como cefaleia por contração muscular, cefaleia do estresse e cefaleia psicogênica. Essa multiplicidade de nomes reflete em parte os diferentes critérios diagnósticos utilizados ao longo dos anos e as diferentes formas de entender a causa desse tipo de dor de cabeça.

 

 

Os jovens também têm

É difícil dizer o quanto a cefaleia do tipo tensional faz parte da vida de crianças e adolescentes, já que são heterogêneos os resultados de estudos epidemiológicos,  mas chegam a mostrar uma prevalência que vai de 10% a 80%. No Brasil, um recente estudo epidemiológico envolvendo adultos das cinco regiões geográficas constatou uma prevalência de cefaleia do tipo tensional de 13%, um pouco maior entre os homens (15.4%) em relação às mulheres (9.5%) (Queiroz et al., Headache 2010). Chamou a atenção o fato de que os jovens na faixa etária entre 18 e 29 anos eram os que apresentavam o diagnóstico com maior prevalência.

As crianças costumam apresentar crises de cefaleia do tipo tensional já por volta dos sete anos, que costumam durar cerca de duas horas, e usam medicações para dor em média uma vez por mês. 

 

Cuidado com maus hábitos!

Uma pesquisa recentemente publicada pelo periódico oficial da Academia Americana de Neurologia confirmou aquilo que o bom senso já indicava: adolescentes com hábitos de vida pouco saudáveis têm mais dores de cabeça, incluindo a cefaleia do tipo tensional.  Os resultados mostraram que sedentarismo, sobrepeso e tabagismo estavam associados de forma independente à frequência de dor de cabeça experimentada pelos adolescentes. Além disso, esses fatores tinham efeito aditivo: os que apresentavam dois ou três fatores tinham mais dor de cabeça do que aqueles que possuíam apenas um deles.

Já é bem reconhecido que o estresse emocional é um dos fatores que mais desencadeiam crises de dor de cabeça e, de forma geral, qualquer atitude que promove um melhor estado de equilíbrio do corpo e da mente ajuda a evitar crises. Um sono regular deve fazer parte desta receita, e os pais podem ajudar muito quando impõem limites no tempo de exposição dos filhos às mídias eletrônicas.

Para as crianças, brincar é fundamental. A rotina de miniexecutivos que muitas delas enfrentam com seus múltiplos cursos não combina muito com um dia a dia sem dor de cabeça. O mesmo pode-se dizer da pressão psicológica que um adolescente vivencia para ter um resultado de sucesso no vestibular, que, muitas vezes, já começa anos antes do início das provas.

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CBN-RICARDO[1]

 

 

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Menos enfisema pulmonar, menos câncer, menos doenças cardiovasculares. Parar de fumar traz todos esses benefícios, mas a saúde mental também melhora. O British Medical Journal publicou hoje uma metaanálise sobre o tema e conclui que ficar longe do cigarro tem o efeito comparável ao de um tratamento com medicações antidepressivas para transtornos de humor e ansiedade.

 

Muitos fumantes têm receio de parar de fumar, pois podem perder os supostos benefícios que o cigarro oferece ao equilíbrio psíquico. Médicos também têm receio de propor a interrupção do tabagismo e pacientes com transtornos mentais.

      
Pesquisadores das universidades de Birmingham, Oxford e King’s College London analisaram os resultados de 26 pesquisas que compararam a saúde mental antes e depois de parar de fumar.  Participantes tinham uma média de idade de 44 anos e  fumavam em torno de 20 cigarros por dia.

 

Os pesquisadores demonstraram que parar de fumar reduziu sintomas depressivos, ansiedade, estresse, e melhorou índices de satisfação com a vida e sentimentos positivos.  Esses efeitos foram observados tanto na população geral como em pacientes com doenças psiquiátricas. Os resultados podem ajudar a quebrar a crença dos médicos e familiares que não se deve mexer no cigarro de quem sofre de algum transtorno mental, Podem servir também como mais um incentivo para quem está pensando em parar de fumar.

 

 

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