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O que é?
É uma condição psiquiátrica comum que afeta 4-7% da população. Caracteriza-se por um estado de preocupação crônica, exagerado e incontrolável associado a sintomas como agitação, tremores, suor, palpitações, fadiga, tensão muscular e dificuldades para dormir e se concentrar. É mais comum nas mulheres (7%) do que nos homens (4%) e a faixa etária mais acometida está entre os 45 e 59 anos. Fatores genéticos e ambientais estão envolvidos.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico e é feito quando os sintomas acontecem na maior parte do tempo, por pelo menos seis meses, em diferentes situações. É muito comum os pacientes darem mais atenção aos sintomas somáticos, o que leva à procura de várias especialidades médicas, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico. Por outro lado, não se deve esquecer que condições clínicas, como o hipertiroidismo, devem ser descartadas, pois podem provocar sintomas comuns do TGA.
Além de concorrer com o bem estar, quais são as outras repercussões desse problema?
O TGA traz prejuízos à vida social, familiar e profissional. Um estudo chegou a demonstrar que quase 40% daqueles que sofrem desse transtorno perdem seis dias por mês de trabalho, por absenteísmo ou por ineficiência mesmo. Além disso, algumas condições psiquiátricas são mais comuns em quem apresenta TGA, as chamadas comorbidades. Até 60% podem apresentar também depressão, quase 40% consomem álcool em excesso, e uns 30% têm transtorno de ansiedade social. Doenças cardíacas, respiratórias e endocrinológicas também são mais comuns em quem sofre com TGA.
Quais são as opções de tratamento?
Psicoterapia é uma das melhores armas contra o TGA, e a mais estudada é a cognitivo-comportamental. Essa técnica envolve a terapia cognitiva que promove um alinhamento das crenças do paciente à realidade, corrigindo distorções, junto à terapia comportamental, que irá promover o enfrentamento ou evitação de situações críticas.
Vários outros métodos de psicoterapia podem ser eficazes. Além disso, atividade física regular, higiene do sono, meditação e até os livros de auto-ajuda podem fazer a diferença.
Quando é que as medicações são necessárias?
As medicações passam a ser imprescindíveis quando o TGA passa interferir de forma significativa na vida profissional ou escolar, na vida familiar ou social. As medicações mais indicadas são os antidepressivos como a sertralina que devem ser usadas por um ano em média. Os benzodiazepínicos geralmente são usados para crises de ansiedade ou nos primeiros 30 dias de tratamento, período em que o antidepressivo ainda não alcançou seu efeito pleno.
É recomendável evitar uso de nicotina e o excesso de álcool e cafeína.

Uma pesquisa inédita envolvendo mais de 250 mil voluntários apontou que o risco de depressão é maior entre as pessoas que tomam muito refrigerante, especialmente os do tipo light e diet.
Já o café, este apresentou efeito protetor contra a depressão.
O estudo será discutido esta semana no 65º encontro da Academia Americana de Neurologia.
No decorrer de um dia, as pessoas têm em média três vezes mais experiências positivas do que negativas. Isso é o que apontam algumas pesquisas. Porém, basta uma má notícia para concluirmos que o dia foi horrível.
Temos uma tendência inata a dar mais importância aos eventos negativos que aos positivos e isso pode ser visto como resultado da evolução da espécie, um alarme apurado para situações de risco. Além disso, as experiências positivas, por não dispararem esse alarme, podem chamar menos a nossa atenção ao longo do tempo por efeito de habituação. Mas como fazer para enxergarmos o copo mais para meio cheio do que meio vazio?
Já é bem reconhecido que dividir as boas experiências com parceiros, familiares e amigos próximos promove uma maior satisfação geral com a vida, maior bem estar e até mais disposição. Exercitar a gratidão também tem esse poder.
Dividir o prazer amplifica o prazer e isso está alinhado com os resultados de pesquisas que demonstram que a felicidade é contagiosa. Dividir as boas notícias levanta o astral do emissor, mas também do receptor da mensagem. Esse talvez seja um dos maiores ingredientes de sucesso do fenômeno facebook.
Quatro dias de imersão na natureza e longe de bytes e pixels aumenta nossa capacidade criativa. Essa é a conclusão de uma pesquisa conduzida por psicólogos da Universidade Kansas e de Utah nos EUA e publicada esta semana pelo periódico PLoS ONE.
Cinqüenta e seis voluntários com 28 anos de idade em média participaram de um experimento que incluía uma viagem de quatro a seis dias de caminhada na natureza, bem longe dos aparelhinhos do cotidiano urbano. Uma parte deles foi submetida a testes de criatividade e solução de problemas na manhã anterior ao início da viagem e outra parte na manhã do quarto dia de viagem. Aqueles que fizeram os testes no quarto dia obtiveram um desempenho 50% maior.
Existem evidências de que a vida tecnológica e de multitarefa cansa o cérebro, mais especificamente as regiões pré-frontais responsáveis pelas nossas funções executivas. Por outro lado, o contato com a natureza pode ser uma grande ferramenta para restaurar essas funções – voltar ao estado default, e é isso que os resultados da presente pesquisa sugerem. Não é possível dizer se a experiência da natureza foi mais ou menos importante que os dias desconectados da tecnologia, mas a princípio os dois podem ter efeitos sinérgicos.
Estudos anteriores já haviam demonstrado efeitos positivos do “efeito natureza” sobre algumas funções cognitivas como, por exemplo, atenção, memória e linguagem. Porém, essa foi a primeira vez que benefícios sobre a capacidade criativa foram demonstrados. O ineditismo da pesquisa também tem a ver com o extenso tempo de exposição à natureza e com o fato dos testes terem sido feito “na trilha”, fora dos laboratórios.
Qual é o estado presente e o futuro das novas tecnologias voltadas para o melhora do desempenho humano no trabalho? Essa foi a temática de um relatório que acaba de ser publicado pela Royal Society e Academia de Ciências Médicas e de Engenharia da Inglaterra e que é fruto de um workshop que envolveu especialistas das mais diversas áreas envolvidas.
Medicações que podem turbinar o cérebro, braços biônicos, implantes na retina, e tantos outros dispositivos que ainda parecem ficção científica deverão fazer parte da nossa vida num futuro não muito distante. Podemos dizer que as medicações já devem ser indicadas para quem quer melhorar o desempenho, apesar de não sofrer de nenhum transtorno neurológico?
Já conhecemos uma série de atitudes no dia a dia que reconhecidamente podem turbinar nosso cérebro: atividade física, sono e alimentação regulares, estar sempre aprendendo, equilíbrio psíquico, etc. Além disso, alguns estudos com as famosas pílulas usadas para turbinar o cérebro têm demonstrado que elas podem melhorar o desempenho intelectual até mesmo de indivíduos sem qualquer tipo de problema neurológico ou psiquiátrico. As medicações mais usadas para esse fim são as anfetaminas e o metilfenidato, indicadas no tratamento de indivíduos com o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
O fato é que dispomos de pouquíssimas evidências científicas de que essas pílulas trazem reais benefícios cognitivos a indivíduos sem transtornos neurológicos ou psiquiátricos, e há até resultados mostrando que algumas pessoas podem piorar o desempenho. É como se nosso cérebro fosse uma orquestra bem afinada e introduzíssemos um violino a mais. Pode melhorar, pode não fazer diferença no resultado, ou pode até desafinar. E apesar desse conhecimento ainda estar engatinhando, essas medicações têm se tornado cada vez mais populares entre adultos e adolescentes, na maior parte das vezes sem qualquer orientação médica.
O presente relatório é mais uma iniciativa para que se aprofunde a discussão, a regulação e as pesquisas pelo uso responsável dessas drogas por pessoas saudáveis. Em entrevista concedida à Scientific American e publicada recentemente na revista Mente & Cérebro, o Prêmio Nobel Eric Kandel, o neurocientista mais renomado do planeta e certamente um dos pesquisadores que mais contribuíram para o nosso atual entendimento da memória, declara: “Ainda não temos evidências de segurança e nem mesmo de eficácia do uso de medicações para melhorar o cérebro de pessoas saudáveis. Eu não aconselharia meus netos, pelo menos por enquanto, a usar essas medicações”.
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Uma pesquisa publicada na última semana pelo periódico The Lancet aponta que 79% das pessoas com depressão já experimentaram alguma forma de discriminação.
O estudo foi liderado pelo Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres e envolveu 35 diferentes países, incluindo o Brasil. Questionários detalhados foram aplicados a mais de mil voluntários que faziam tratamento para depressão.
Um terço dos voluntários declarou que foram rejeitados por outras pessoas por conta de seus problemas mentais, especialmente por membros da família. Um terço evitou um relacionamento pessoal por antecipar a idéia de poder sofrer rejeição, um quarto não se inscreveu para um novo trabalho por conta dessa expectativa e 71% responderam que preferem esconder o diagnóstico por receio de sofrerem discriminação. Além disso, quanto maior a experiência de discriminação vivida mais frequentes os episódios depressivos ao longo da vida e maior a chance de internação psiquiátrica.
O estudo confirma numa amostragem bastante representativa que o estigma associado à depressão é uma forte barreira para uma vida social e profissional bem sucedida. Intervenções contra a discriminação podem mudar o atual panorama dessa grave doença e, no Brasil, já existe uma proposta de inclusão da psicofobia no novo Código Penal, tornado crime a discriminação de indivíduos com doenças mentais.
Emoções positivas, o sorriso, o estado de felicidade, todos podem ser vistos do ponto de vista evolutivo como um mecanismo que facilita as relações sociais ao promover sentimentos prazerosos nos outros, recompensar os esforços dos outros e encorajar a continuidade da relação social. E o sucesso da espécie humana depende de sua capacidade de fazer relações sociais.
O humor certamente é um dos ingredientes desses sentimentos prazerosos e, além dessa função social, admite-se que ele age como antídoto para emoções negativas ajudando a promover o equilíbrio mental. Mas será que todo tipo de humor tem esse poder? Uma pesquisa recentemente conduzida por pesquisadores da universidade de Stanford, e publicada no periódico Cognition and Emotion, demonstrou que o humor não hostil, não sarcástico, é mais eficaz na modulação do estado emocional do que formas negativas de humor. Essa melhor modulação pode ser definida como aumento de emoções positivas e redução das negativas.
Os voluntários do estudo eram apresentados a imagens desagradáveis como acidentes, animais peçõnhentos, e depois respondiam a um questionário que avaliava o nível de reações positivas e negativas. Numa segunda série do experimento, eles eram submetidos ao mesmo procedimento, só que antes de responder ao questionário, eles deveriam fazer um comentário sobre as imagens utilizando duas formas diferentes de humor: positivo ou negativo.
Os pesquisadores davam exemplos de cada um desses tipos de humor em cada uma das imagens, mas os voluntários deveriam criar seu próprio comentário. No caso de uma imagem de uma cobra atacando uma presa, um comentário com humor positivo seria: “ Isto sim que é olho maior que a barriga”. No caso de humor negativo seria algo como “Alimentando minha futura bolsa de couro”. O grupo de voluntários que fez comentários com humor positivo respondia ao questionário com impressões mais positivas do que aqueles que apenas assistiam às imagens ou que faziam comentários com humor negativo.
Esse humor negativo, com seu lado sarcástico, hostil, agressivo, depreciativo, é encarado desde os tempos de Freud como uma forma de descarregar algo que tem de ser reprimido. Entretanto, esse mesmo humor pode ter efeitos positivos no eqilíbrio mental em situações limites, como é o caso de pririsioneiros de guerra. Mas no dia a dia longe das catástrofes, esse humor deve ser reprimido a todo custo? O que é o humor de bom gosto e humor de mau gosto? Isso é polêmico…
E seu tivesse feito isto? E se eu tivesse escolhido aquilo? Uma pesquisa recentemente publicada pelo prestigiado periódico Science demonstrou que esse tipo de pensamento não faz muito a cabeça dos idosos.
Pesquisadores da Universidade de Hamburgo na Alemanha estudaram a resposta cerebral de jovens e idosos saudáveis frente a um jogo que exercitava a experiência de arrependimento. Os voluntários foram submetidos a exames de ressonância magnética funcional entre os rounds do jogo e os resultados apontaram que, em situações de perda, os idosos apresentavam uma menor ativação da área do cérebro geralmente envolvida na experiência de arrependimento (estriado ventral).
Esses resultados foram comparados às respostas de outro grupo de idosos com depressão de início tardio na vida, e os saudáveis tinham menor ativação que os deprimidos. Por outro lado, o cíngulo anterior, região que pode ser comparada a uma central do controle de emoções, uma interace entre emoção e cognição, tinha uma maior ativação entre os idosos saudáveis. Como interpretar esses resultados?
Os idosos têm uma tendência a apresentar cada vez menos sentimentos negativos e uma das formas de explicar esse fenômeno é que uma maior consciência da finitude da vida pode levar a um melhor estado mental e de bem estar. Este mecanismo compensatório pode fazer com que os mais velhos tenham menos sentimentos de arrependimento, pois ao contrário dos jovens, há menos tempo para mudar o rumo das coisas e talvez a melhor estratégia seja um certo descomprometimento – “let it be”. Estudos epidemiológicos realmente revelam que os idosos se consideram mais felizes e com maior bem estar emocional que os jovens.
O presente estudo mostrou que, diante de uma experiência negativa, os idosos saudáveis têm o centro de regulação das emoções mais ativado e a região associada ao arrependimento menos ativada que os jovens e também idosos deprimidos. Isso sugere que os cabelos brancos nos ensinam a olhar para uma oportunidade perdida de uma forma menos emocional. Esse mecanismo adaptativo quando não é bem desenvolvido pode representar um risco aumentado para depressão nessa fase mais tardia da vida.
Ouço às vezes no consultório jovens dizendo coisas como: “Já fiz check up com o cardio, com o gastro, agora só falta o neuro”. Mas afinal, que tipo de check up as pessoas realmente devem fazer?
Para quem não tem sintomas, ou qualquer doença conhecida, exames como PSA (antígeno prostático), tomografia das artérias coronárias, raio-x ou tomografia de pulmão têm sido colocados em xeque. Mamografia a partir dos 40 ou 50 anos? Testes genéticos que podem demonstrar uma maior chance de desenvolver doença de Alzheimer no futuro? Todo mundo poderia fazer exame para descartar aneurisma cerebral? Qual é o custo benefício?
Resultados falso-positivos levam à ansiedade, novos exames que não raramente são invasivos e, por vezes, até cirurgias desnecessárias. A isso se dá o nome de iatrogenia que é a contra-mão do que o pai da medicina Hipócrates deixou como princípio ético – primum non nocere (em primeiro lugar, não fazer mal). Check ups para pessoas assintomáticas só devem ser realizados quando existem evidências de que os benefícios são maiores que os danos. Isso não quer dizer que as pessoas devem deixar de ir ao médico ou ao dentista pelo menos uma vez ao ano, especialmente após os 40 anos.
Nos tempo de hoje, os médicos já não precisam cuidar só dos doentes, mas também das pessoas saudáveis. Estamos sempre vulneráveis a sermos rotulados como portadores de alguma disfunção ou transtorno.
Veja abaixo algumas diretrizes de check up de diferentes sistemas do nosso corpo:
| MAMA (mulheres) | Auto-exame mensal.Após os 40 anos: exame clínico da mama e mamografia anualmente. Mulheres com alto risco (>20% de chance de desenvolver a doença ao longo da vida), podem discutir o custo-benefício da ressonância magnética e ultrasonografia. |
| COLON E RETO | Após os 50 anos: sangue oculto nas fezes anualmente e retossigmoidoscopia a cada 5 anos ou colonoscopia a cada 10 anos. Se houver história de câncer de cólon na família, o sreening deve iniciar após os 40 anos (colonoscopia e testes genéticos). |
| COLO UTERINO (mulheres) | Papanicolau anualmente (discutir custo-benefício do teste DNA HPV) |
| ATEROSCLEROSE | Score de Frahmingham anualmente. Score intermediário (> 10%) : indicado teste de esforço.
Após 55 anos se apresentar qualquer fator de risco (hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, dislipidemia, história familiar, síndrome metabólica): Ecodoppler de carótidas com espessura íntima média ou Score de Cálcio Coronariano pela tomografia computadorizada a cada 5 anos. Avaliação oftalmológica (retina) e US para descartar aneurisma de aorta abdominal após 60 anos. |
| Cavidade oral:Visita ao dentista semestralmente.Olhos:Avaliação periódica com oftalmologista – anual a partir dos 45 anos de idade.Ossos:Densitometria óssea a partir dos 65 e a partir dos 60 anos se houver fatores de risco para osteoporose (ex: uso de corticóide, tabagismo).Pele:Avaliação dermatológica ao aparecer manchas, pintas, feridas inéditas.Estômago – Esôfago:Endoscopia digestiva alta em caso de dificuldade para engolir ou dispepsia sustentada ou associada a outros sintomas / sinais (ex: perda de peso, anorexia, anemia).Tiróide: US de tiróide é recomendado para pacientes de alto risco (história familiar de câncer de tiróide ou de irradiação) e quando há nódulo palpável, bócio ou linfonodos suspeitos. (AACE 2006).Pulmão: Mesmo com história de tabagismo, a ACCP (2007) não recomenda screening.
Abdome, linfonodos: PET/CT de corpo inteiro não é recomendado como screening (SNM 2007). US de abdome pode ser realizado para avaliação periódica do fígado, vesícula, pâncreas, e rins. Sistema genito-urinário: Exame de urina anualmente. US de pelve via abdominal pode ser realizado para avalaiação periódica de ovários, útero e bexiga. A realização de US transvaginal e CA 125 anual para screening de câncer de ovário é controverso, mesmo em mulheres com história familiar da doença. |
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| PROTEJA SEU CÉREBRO E MANTENHA-O BEM AFIADO
– Durma bem – Pratique exercícios físicos moderados pelo menos 30 minutos 5 vezes por semana. Evite a exposição solar entre as 10:00h e 16:00h. – Controle os fatores de risco vascular (ex: tabagismo, pressão alta, diabetes, colesterol, etc) – Mantenha seu peso ideal – Equilibre o trabalho com o lazer – Adote a Dieta Mediterânea na sua vida: coma pelo menos 5 porções diárias de frutas / vegetais, dê preferência aos grãos integrais, evitando os refinados, e dê preferência às gorduras insaturadas (azeite). Limite o consumo de carnes vermelhas ou processadas (ex: defumados), e o uso de álcool a uma dose por dia. (dê preferência ao vinho tinto). Inclua o peixe na sua dieta pelo menos 2 vezes na semana, especialmente o atum, sardinha e salmão. ESSAS SÃO ATITUDES QUE, ALÉM DE FAZEREM BEM AO SEU CÉREBRO,PREVINEM A ATEROSCLEROSE E O CÂNCER
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O hábito de colecionar coisas, mesmo que não tenham qualquer utilidade à primeira vista, é um hábito comum entre crianças e adultos, tanto em sociedades modernas como primitivas. Tal hábito também é descrito em outras espécies. O hábito de estocar comida é descrito em pelo menos 12 famílias de pássaros, 21 famílias de mamíferos e vários tipos de insetos. E o hábito de colecionar não é restrito à comida. Alguns tipos de pássaros costumam juntar objetos metálicos e coloridos e hamsters preferem juntar contas de vidro a juntar comida.
A estocagem de alimento faz todo sentido do ponto de vista de adaptação das espécies como forma de preparação para tempos de vacas magras. Entre os humanos, o comportamento de colecionador pode representar esse mesmo instinto arcaico, e é difícil pensar em alguém que nunca tenha colecionado nada durante a vida. As coleções podem ser justificadas pelo valor estético e emocional dos objetos, e até mesmo pelo valor material mesmo, como é o caso de obras de arte.
O fato é que em algumas situações o comportamento de colecionador não traz nenhuma dessas justificativas anteriores e pode representar um sintoma patológico. Nessa situação o indivíduo coleciona exageradamente, de forma indiscriminada, e tem muita dificuldade de se desfazer das “quinquilharias”. Nesses casos, é mais comum a coleção de objetos que podem ser facilmente obtidos, e após a aquisição eles são deixados de lado. O interesse pelos objetos volta a acontecer quando outra pessoa ameaça dar um fim na coleção. O ato de colecionar é um fim em si mesmo, comportamento semelhante ao dos roedores, que acumulam por acumular, independentemente se suas reservas estão em alta ou em baixa.
Várias doenças neuro-psiquiátricas podem estar associadas a um comportamento de colecionador patológico, como é o caso do transtorno obsessivo-compulsivo, autismo, esquizofrenia, síndrome de Tourette e diferentes tipos de demência. Estudos recentes têm demonstrado que lesões ou alterações no funcionamento de regiões frontais do cérebro, especialmente do lado direito, estão associadas ao comportamento de colecionador patológico. É como se essa região do cérebro funcionasse como freio para o instinto arcaico de acumular por acumular, que tem origem em outras regiões do cérebro como o sistema límbico, um dos maestros de nosso comportamento. Talvez as crianças ainda não tenham esse freio bem desenvolvido, pois se dependesse delas, elas teriam todos os modelos de brinquedos disponíveis no mercado. Consumismo pode não ser o melhor nome para isso.
Num extremo podemos imaginar o colecionador comum e “saudável” que tem toda a obra de seu escritor predileto, e já leu boa parte dos livros que comprou. No outro extremo está o indivíduo que começa a guardar em casa quilos e quilos de objetos sem utilidade que deveriam estar num ferro velho. Entre os dois extremos, estariam aquelas pessoas que lêem ou consultam apenas uma mísera parte dos livros que compra, mulheres que têm um quarto em casa só para guardar a coleção de centenas de sapatos, pessoas que já têm uma respeitável “coleção” de dinheiro suficiente para sustentar três gerações, mas continuam a trabalhar 18 horas por dia pelo prazer de ver sua coleção aumentando…
Pesquisa publicada na última edição do periódico da Academia Brasileira de Neurologia aponta que os cuidadores de pacientes idosos com demência fazem mais uso de medicações psicotrópicas do que aqueles que cuidam de idosos com outros problemas.
O estudo foi conduzido no Distrito Federal, sob a liderança do geriatra Einstein Camargos da Universidade de Brasília, e avaliou por dois meses cuidadores de idosos que eram acompanhados em quatro diferentes unidades de atendimento geriátrico de Brasília: Hospital Universitário de Brasília, Hospital Regional da Asa Norte, Hospital Regional do Guará e Hospital Regional de Taguatinga.
Questionários estruturados foram aplicados a 331 cuidadores de idosos, sendo que 63% destes eram cuidadores de pacientes com demência e os outros 37% formados por cuidadores de pacientes sem demência. O uso de psicotrópicos, incluindo benzodiazepínicos e antidepressivos, foi mais comum entre os que cuidavam de pacientes com demência quando comparado ao outro grupo (18.4% X 7%). Medicações para induzir o sono passaram a ser usadas após o início da função de cuidador mais frequentemente entre aqueles que cuidavam de pacientes com demência do que no outro grupo (11.4% X 4.3%). A maioria dos cuidadores era formada por filhos dos pacientes sem ocupação profissional, mulheres em 80% dos casos.
Pacientes com demência apresentam agitação durante a noite e habitualmente influenciam o sono da casa como um todo. A carga emocional de cuidar de um ente querido e até mesmo a restrição das atividades sociais também contribuem para esse maior uso de psicotrópicos. Estudos demonstram que os cuidadores de pacientes com demência têm hormônios do estresse mais elevados, respostas imunológicas a infecções menos eficientes, apresentam uma maior freqüência de transtornos psiquiátricos como a depressão e piores qualidade de vida e estado de saúde geral.
A atual pesquisa provoca uma reflexão para que os médicos que assistem a pacientes com demência dêem atenção aos cuidadores e os orientem a ter apoio psicoterápico quando indicado.

Não só o povo brasileiro, mas toda a raça humana é otimista. Essa é a conclusão de uma série de pesquisas que aponta que cerca de 80% das pessoas superestimam as chances de eventos positivos quando têm que predizer o futuro. Esse é um fenômeno inerente da natureza humana e é observado independente do gênero, da raça, idade e nacionalidade. Mesmo os experts são otimistas quando analisam prognósticos em suas áreas.
Pensamos que vamos viver acima da expectativa de vida do brasileiro, que teremos muito sucesso na carreira quando completamos um curso de formação e que nossos filhos serão brilhantes. Também costumamos subestimar as chances de eventos negativos, pois achamos que essas coisas só acontecem com os outros – divórcio, acidentes de carro, doenças graves. Temos a tendência de incorporar ao nosso repertório as notícias que são ainda melhores que a nossa expectativa inicial. O contrário não acontece. Quando temos contato com previsões piores que nossa idéia inicial, não damos muita bola. A posição otimista é resistente a mudanças.
Pesquisas também mostram que as pessoas com quadros depressivos são as únicas que não apresentam essa expectativa otimista superestimada do futuro. Aqueles com um quadro de depressão leve não apresentam expectativas desviadas nem para o lado positivo, nem para o negativo. Já aqueles com depressão grave enxergam o futuro de uma forma negativa exagerada.
Os cientistas já localizaram as regiões do cérebro que orquestram esse otimismo. Quanto mais otimista for uma pessoa, menos importância seu lobo frontal direito (giro frontal inferior) dará para expectativas ruins. É como se a censura ficasse adormecida. Quando a previsão é ainda melhor do que o esperado, os lobos pré-frontais são ativados de forma similar tanto nos pouco como nos muito otimistas. Além disso, quando pensamos no futuro com otimismo, duas regiões envolvidas no controle das emoções são ativadas (amígdala e giro do cíngulo anterior rostral), as mesmas regiões disfuncionais em indivíduos deprimidos.
Mas afinal esse otimismo é um aliado de nossa saúde? Na maior parte das vezes sim. Os otimistas têm maior longevidade e melhores marcadores de saúde. Apresentam menores índices de doença cardiovascular, doenças infecciosas, ansiedade e depressão, e vivem mais quando acometidos por doenças como câncer e AIDS. Além disso, já foi demonstrado que pessoas mais otimistas têm maior tendência a assumir hábitos de vida saudáveis. Por outro lado, aqueles com excesso de otimismo podem ter uma saúde mais vulnerável, pois tem maior tendência em assumir comportamentos de risco.
E por que o ser humano é tão otimista? Uma explicação bem interessante é a de que, ao adquirirmos a consciência sobre o futuro, passamos a conviver de forma mais intensa com a idéia de nossa finitude e nossas fragilidades. Ilusões otimistas criam um equilíbrio para que toda nossa consciência não atrapalhe a dinâmica da vida.
Já é bem reconhecido que a percepção do quanto nos sentimos felizes é influenciada pelo quanto exercitamos algumas dimensões de nossa experiência humana como a GRATIDÃO, GENTILEZA, ALTRUÍSMO e OTIMISMO. Difícil discordar que, nas festas de fim de ano, independente da religião, as pessoas costumam vivenciar essas virtudes de forma mais intensa. Além disso, a experiência religiosa do NATAL pode potencializar ainda mais essa auto-percepção de felicidade, já que favorece a dedicação a algo maior do que si próprio, a sensação de significado na vida e de fazer parte do todo.
Marx, Freud, Weber, entre tantos outros, defenderam a idéia de que a modernidade reduziria a influência das crenças religiosas na sociedade. No Brasil, nos últimos 20 anos, houve um discreto aumento na porcentagem de brasileiros que dizem não ter uma religião: em 1991 essa cifra era de 4.75% e em 2009 passou para 6.7%. Entretanto, é notório que a humanidade continua com altos índices de religiosidade.
A religiosidade faz bem mesmo à saúde?
Já temos um razoável corpo de evidências que indivíduos com uma maior vivência religiosa / espiritual têm uma maior capacidade de lidar com o estresse emocional, uma melhor saúde mental de forma geral e, em situações de doença, cooperam mais com o tratamento. Além disso, o envolvimento com uma comunidade religiosa está associado a uma maior rede social, e há tempos sabemos que pessoas socialmente integradas têm menos chance de adoecer, e quando doentes, a rede social é uma das principais fontes de apoio. Esse pode ser um dos principais fatores que explicam resultados de maior longevidade entre as pessoas com maior religiosidade. Assume-se também que essas pessoas têm a tendência a apresentar hábitos de vida mais saudáveis.
Entretanto, as crenças religiosas nem sempre estão a favor da saúde do paciente, já que podem em alguns casos dificultar a aderência ao tratamento com idéias do tipo: esse é o desejo de Deus; Deus me abandonou; esse é o meu destino; esse é o meu castigo; etc. Em situações como essas, é bem razoável que a equipe de saúde esteja minimamente preparada para abordar dimensões religiosas / espirituais do paciente e assim aumentar a aderência e sucesso do tratamento.
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Uma pesquisa publicada na edição de dezembro da revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine aponta que adolescentes que referem ter sofrido maus tratos na infância apresentam redução do volume da substância cinzenta do cérebro, mesmo sem apresentar qualquer evidência de transtornos psiquiátricos.
Foram estudados 42 adolescentes com idades entre 12 e 17 anos e que não apresentavam diagnósticos psiquiátricos. Uma parte dos voluntários foi selecionada de uma amostra de crianças que desde o nascimento já eram consideradas como de alto risco para maus tratos. Adolescentes que não pertenciam a essa amostra de risco também foram incluídos no estudo. Todos eles foram submetidos a um estudo de ressonância magnética do crânio e a um questionário para avaliar a auto-percepção de cinco diferentes tipos de maus tratos: abuso físico, abuso emocional, abuso sexual, negligência física, negligência emocional.
Os adolescentes que mais identificaram maus tratos pelo questionário foram os que apresentavam menor volume da substância cinzenta em regiões do cérebro como o sistema límbico-cortico-estriado, além de áreas de integração sensorial e cerebelo. As diferenças anatômicas nas meninas foram mais marcantes em áreas associadas à regulação das emoções, enquanto nos meninos foram aquelas que regulam a impulsividade. Teoricamente, essas características morfológicas do cérebro podem colaborar para um maior risco de problemas de comportamento no futuro.
Muitas das crianças que sofrem de maus tratos não apresentam um diagnóstico psiquiátrico, mas podem apresentar sintomas que, com detecção e intervenção precoces, podem ter mais chance de alcançarem um bom equilíbrio psíquico e menor risco de depressão, abuso de substâncias psicoativas, entre outros transtornos psiquiátricos
Os números de maus tratos na infância são certamente subestimados. No Brasil, apesar de ser legalmente obrigatória a notificação de qualquer suspeita de maus tratos na infância, estima-se que 20 a 30 casos deixam de ser registrados para cada notificação realizada. Políticas dedicadas à identificação de maus tratos e consequente intervenção têm seu valor, mas atingem uma população restrita. Por outro lado, programas que atuam nas principais causas do problema têm um maior impacto social. Aí incluem-se o combate à pobreza e à violência doméstica, cuidado com os problemas psiquiátricos dos pais, entre eles o abuso e dependência de álcool e outras drogas.
Fatores psicológicos como fatalismo podem fazer a diferença no risco de uma pessoa vir a desenvolver um derrame cerebral. Essa é a conclusão de um estudo recém-publicado pelo periódico Stroke da Associação Americana de Cardiologia.
Cerca de 700 americanos internados por terem sido acometidos por derrame cerebral foram submetidos a uma entrevista com escalas que avaliam o estado psicológico antes do derrame cerebral, com ênfase no grau de otimismo, fatalismo, espiritualidade e sintomas depressivos.
Os resultados apontaram que um maior componente de fatalismo esteve associado ao risco de morte e à chance de um novo derrame cerebral. A escala que avalia o fatalismo aborda três diferentes dimensões: 1) pré-determinismo – percepção de que a saúde é uma questão de destino e que não há o que fazer para mudar; 2) sorte – tendência a vincular o estado de saúde à sorte; 3) pessimismo – expectativas negativas quanto ao futuro. A mesma associação com mortalidade e chance de recorrência do derrame cerebral foi demonstrada no caso de sintomas depressivos. Além disso, a influência do fatalismo sobre a mortalidade foi maior entre os pacientes que não apresentavam sintomas depressivos.
Esse é o primeiro estudo a associar o componente de fatalismo com o prognóstico de um derrame cerebral. O impacto negativo do fatalismo já havia sido demonstrado em condições como o câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e comportamentos de risco. A hipótese que melhor explica essa relação é uma pior aderência a tratamentos propostos e maior dificuldade em assumir hábitos de vida saudáveis.
Já temos um amplo conhecimento sobre os efeitos da saúde mental das mães sobre os filhos. Já no caso dos pais, essa relação ainda é pouco explorada. Uma pesquisa publicada este mês pelo periódico da Academia Americana de Pediatria – Pediatrics – revela que crianças que moram com pais com sintomas depressivos ou outros problemas mentais têm mais chance de apresentarem problemas emocionais e de comportamento.
O estudo envolveu mais de vinte mil crianças americanas com idades entre cinco e 17 anos e que vivem com ambos os pais, independente de serem biológicos, adotivos ou postiços. A chance de uma criança apresentar dificuldades de ordem emocional ou de comportamento foi de 19% quando a mãe tinha sintomas depressivos, 11% quando só o pai tinha esses sintomas e 6% quando nenhum dos pais apresentava os sintomas. No caso de ambos os pais terem sintomas depressivos, o risco das crianças subia para 25%.
A presente pesquisa é a análise mais robusta já realizada sobre a influência que tem a depressão do pai sobre a saúde mental dos filhos. Os resultados também revelam de forma inédita o impacto relativo da depressão materna e paterna numa mesma população.
A prevalência de depressão é muito alta na população geral, acometendo nos EUA 17% das mulheres e 9% dos homens. No Brasil os números não são muito diferentes. Estudo recente demonstrou uma prevalência de 10% na região metropolitana de São Paulo, sendo duas vezes mais freqüente nas mulheres do que nos homens.
Uma pesquisa recém-publicada pela revista Neurology, periódico oficial da Academia Americana de Neurologia, demonstra que o risco de demência é maior entre as pessoas que classificam a própria saúde como ruim. Essa associação foi mais forte ainda entre as pessoas que nem apresentavam queixas de memória.
Mais de oito mil franceses com idade superior a 65 anos foram acompanhados por uma média de sete anos. Os voluntários responderam à seguinte pergunta: Como você considera sua saúde no momento atual? As respostas possíveis eram: muito ruim, ruim, mediana, boa, excelente.
Nesse período, 618 deles desenvolveram um diagnóstico de demência e a chance de ter o problema foi 70% maior naqueles que classificaram seus estados de saúde como ruins, quando comparados aos que se julgavam bem de saúde. Uma das formas de explicar esses resultados é a redução da interação social que uma pessoa que se julga pouco saudável pode apresentar, o que pode acelerar o processo de demência.
As pessoas que têm a impressão de que a saúde está boa costumam apresentar um estado funcional preservado, o que significa uma boa memória, visão e audição, além de ausência de dor, dificuldades de locomoção ou respiração. Essa percepção reúne informações do funcionamento do corpo que, em última instância, podem refletir o tempo de vida que resta a um indivíduo. E isso tem sido demonstrado nas pesquisas que associam esse indicador à mortalidade geral.
Uma pesquisa recém-publicada pela Health Psychology, periódico da Associação Americana de Psicologia, apontou que os idosos que fazem atividades voluntárias apresentam, em média, uma longevidade quatro anos maior. Mais instigante ainda foi o fato de que esse efeito positivo só foi demonstrado entre aqueles que se engajaram no voluntariado com a intenção de ajudar os outros, especialmente quando as atividades eram frequentes. Aqueles com motivações que poderiam ser classificadas como mais egoístas (ex: aprender uma nova atividade, ocupar o tempo) tiveram a mesma sobrevida dos não voluntários.
Estudos anteriores já haviam demonstrado que as pessoas que se dedicam a trabalhos voluntários têm a percepção de terem um melhor estado físico e psicológico, apresentam menor risco de depressão, além de uma menor mortalidade. Será que esses efeitos do voluntariado são decorrentes apenas das interações sociais associadas às atividades? Os resultados do presente estudo sugerem que o fator social é só um dos possíveis mecanismos.
O voluntariado é capaz de aumentar a motivação e promover uma sensação mais profunda de sentido na vida. Quando a motivação é para ajudar o outro, essa sensação pode ser ainda mais forte, pelo sentimento de dedicação a algo maior do que a si próprio. Anteriormente à presente pesquisa, já tínhamos evidências de que quando o voluntário é orientado pelo altruísmo, este têm maior chance de apresentar um melhor equilíbrio psicossocial.
Toda forma de voluntariado é legítima, mas quando a razão é focada em interesses próprios, a chance de estresse associada às atividades são maiores. Dessa forma, o trabalho voluntário pode deixar de trazer benefícios à saúde.
Uma pesquisa publicada hoje pelo periódico Archives of Internal Medicine demonstrou que mulheres que consomem café regularmente têm menos chance de apresentar depressão.
O estudo envolveu mais de 50 mil mulheres com uma média de idade de 63 anos e que foram acompanhadas por 10 anos. Ao final do estudo, 2607 casos de depressão foram identificados e as mulheres que consumiam café cafeinado com maior freqüência apresentaram um menor risco de desenvolver a doença. Esse mesmo efeito não foi observado no caso do café descafeinado.
A cafeína é o estimulante do sistema nervoso central mais consumido em todo o mundo e em 80% das vezes é na forma de café. Alguns poucos estudos já haviam demonstrado esse componente protetor do café contra a depressão, incluindo um estudo de acompanhamento prospectivo entre homens.
Mais um gol a favor do café. Algum gol contra? Café não é recomendado às grávidas e àqueles em que a bebida não cai bem no estômago. Além disso, muitas pessoas não conseguem dormir direito se tomarem uma xícara após certa hora da tarde.
Pesquisadores da Universidade de Harvard demonstraram que as pessoas que tomam decisões de forma mais intuitiva, baseadas em processos cognitivos automáticos e rápidos, têm uma tendência maior e acreditar em Deus quando comparadas àquelas com um perfil mais reflexivo, que pensam em várias possibilidades antes de tomar uma decisão.
O estudo foi composto por diferentes partes. Na primeira, quase mil americanos participaram de uma enquete online sobre religiosidade. Logo em seguida, responderam testes matemáticos tipo pegadinha que avaliam se o indivíduo tem um comportamento intuitivo ou reflexivo. Exemplo: Um par de raquetes de ping pong e uma bolinha custam 60 reais. As raquetes custam 50 reais a mais que a bolinha. Quanto custa a bolinha? A resposta mais intuitiva é 10 reais, mas a resposta certa é 5 reais. As pessoas que apresentaram um perfil mais intuitivo nos testes responderam à enquete demonstrando maior crença em Deus.
Em outra parte do estudo, voluntários foram instruídos a escrever uma experiência pessoal em que a intuição fez a diferença para um bom desfecho. Outro grupo fez o mesmo exercício descrevendo uma experiência em que a reflexão foi fundamental. Logo em seguida, cada um dos participantes respondeu a um questionário sobre religiosidade. Os que escreveram sobre a experiência intuitiva referiram com mais freqüência que acreditavam em Deus. Os resultados foram independentes do status educacional, socioeconômico e de orientação política.
Vem primeiro o ovo ou a galinha? A intuição faz a pessoa ter mais crença em Deus ou a crença deixa a pessoa mais intuitiva? Talvez isso funcione em círculo virtuoso. Também é bom lembrar que a reflexão é um processo mental tão importante quanto a intuição e que o equilíbrio entre os dois, a princípio, é um ótimo negócio.
A pesquisa foi publicada esta semana pelo periódico da Associação Americana de Psicologia Journal of Experimental Psychology – General.






















