Pesquisadores da Universidade de Harvard demonstraram que as pessoas que tomam decisões de forma mais intuitiva, baseadas em processos cognitivos automáticos e rápidos, têm uma tendência maior e acreditar em Deus quando comparadas àquelas com um perfil mais reflexivo,  que pensam em várias possibilidades antes de tomar uma decisão.

 

O estudo foi composto por diferentes partes. Na primeira, quase mil americanos participaram de uma enquete online sobre religiosidade. Logo em seguida, responderam testes matemáticos tipo pegadinha que avaliam se o indivíduo tem um comportamento intuitivo ou reflexivo.   Exemplo: Um par de raquetes de ping pong e uma bolinha custam 60 reais. As raquetes custam 50 reais a mais que a bolinha. Quanto custa a bolinha? A resposta mais intuitiva é 10 reais, mas a resposta certa é 5 reais. As pessoas que apresentaram um perfil mais intuitivo nos testes responderam à enquete demonstrando maior crença em Deus.

 

Em outra parte do estudo, voluntários foram instruídos a escrever uma experiência pessoal em que a intuição fez a diferença para um bom desfecho. Outro grupo fez o mesmo exercício descrevendo uma experiência em que a reflexão foi fundamental. Logo em seguida, cada um dos participantes respondeu a um questionário sobre religiosidade. Os que escreveram sobre a experiência intuitiva referiram com mais freqüência que acreditavam em Deus. Os resultados foram independentes do status educacional, socioeconômico  e de orientação política.

 

Vem primeiro o ovo ou a galinha? A intuição faz a pessoa ter mais crença em Deus ou a crença deixa a pessoa mais intuitiva? Talvez isso funcione em círculo virtuoso. Também é bom lembrar que a reflexão é um processo mental tão importante quanto a intuição e que o equilíbrio entre os dois, a princípio, é um ótimo negócio.

 

A pesquisa foi publicada esta semana pelo periódico da Associação Americana de Psicologia Journal of Experimental Psychology – General.

 

 

 

 

 

Anúncios