Uma pesquisa recém-publicada pela Health Psychology, periódico da Associação Americana de Psicologia, apontou que os idosos que fazem atividades voluntárias apresentam, em média, uma longevidade quatro anos maior. Mais instigante ainda foi o fato de que esse efeito positivo só foi demonstrado entre aqueles que se engajaram no voluntariado com a intenção de ajudar os outros, especialmente quando as atividades eram frequentes. Aqueles com motivações que poderiam ser classificadas como mais egoístas (ex: aprender uma nova atividade, ocupar o tempo) tiveram a mesma sobrevida dos não voluntários.

 

Estudos anteriores já haviam demonstrado que as pessoas que se dedicam a trabalhos voluntários têm a percepção de terem um melhor estado físico e psicológico, apresentam menor risco de depressão, além de uma menor mortalidade.  Será que esses efeitos do voluntariado são decorrentes apenas das interações sociais associadas às atividades? Os resultados do presente estudo sugerem que o fator social é só um dos possíveis mecanismos.

 

O voluntariado é capaz de aumentar a motivação e promover uma sensação mais profunda de sentido na vida. Quando a motivação é para ajudar o outro, essa sensação pode ser ainda mais forte, pelo sentimento de dedicação a algo maior do que a si próprio. Anteriormente à presente pesquisa, já tínhamos evidências de que quando o voluntário é orientado pelo altruísmo, este têm maior chance de apresentar um melhor equilíbrio psicossocial.

 

Toda forma de voluntariado é legítima, mas quando a razão é focada em interesses próprios, a chance de estresse associada às atividades são maiores. Dessa forma, o trabalho voluntário pode deixar de trazer benefícios à saúde.

 

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