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Do ponto de vista psicológico, clima frio é aquele nos provoca a sensação de frio ou até mesmo desconforto. Do ponto de vista fisiológico, clima frio é aquele que altera nosso sistema de regulação de temperatura. Podemos dizer que esse nosso termostato funciona em “marcha lenta” em ambientes com temperaturas de 25-27oC, não disparando reações de aumento do metabolismo no caso do frio ou de transpiração no caso do calor. A inteligência maior dessa regulação encontra-se em um centro profundo do cérebro, o hipotálamo, e é ele que comanda nossas reações de suor, calafrios e constrição ou vasodilatação dos vasos sanguíneos em resposta à temperatura ambiente.

 

Será que realmente funcionamos em outro ritmo em dias mais frios?

 

A adaptação do nosso corpo ao frio envolve mecanismos neurológicos, que influenciam nosso sistema endocrinológico e vascular, mas é claro que também envolve mecanismos comportamentais, como tirar do armário aquele cobertor que só usamos algumas vezes no ano.

 

Vários fatores determinam a regulação do frio em um determinado indivíduo: idade, sexo, preparo físico, quantidade de gordura corporal. Até mesmo o tipo de personalidade do indivíduo pode influenciar: extrovertidos reagem mais ao desconforto do frio com maior aumento da pressão arterial e secreção de noradrenalina. Doenças sistêmicas e medicações também podem afetar a resposta individual ao frio.

 

Do ponto de vista de desempenho físico, o frio prejudica a função muscular em exercícios dinâmicos. Já em exercícios estáticos (isométricos), o frio não influencia tanto, e ao contrário, pode até aumentar a resistência muscular. Um recente estudo revelou associação entre o frio e a capacidade de equilíbrio, possivelmente por reduzir a eficiência de nossas “antenas” que regulam nosso balanço. E o nosso cérebro?

 

Sabemos que tanto o frio como o calor exagerados podem influenciar negativamente nossas habilidades mentais, e um balanço geral dos estudos existentes sugere que o frio tende a atrapalhar mais. Entretanto, alguns estudos também nos mostram que o frio leve/moderado pode melhorar nosso desempenho intelectual.

 

Duas principais teorias explicam o efeito do frio sobre nossas habilidades cognitivas. A primeira é do “efeito distração” que o desconforto associado ao frio pode causar, ao desviar nossa atenção da tarefa que estamos efetuando. A outra teoria defende a idéia de que o frio leve / moderado deixa-nos mais acordados, e o maior estado de vigília permite um melhor desempenho do nosso cérebro. Evidências neurofisiológicas apóiam essa hipótese, ao mostrar que a atividade elétrica cerebral no frio leve/moderado é mais “esperta”.

 

O frio pode reduzir nosso nível de vigília, nossa concentração e memória de curto prazo, entre outras funções cognitivas, especialmente.em temperaturas abaixo de 10º C. No caso de hipotermia, ou seja, em situações de frio extremo em que a temperatura corporal chega a níveis inferiores a 35º C, pode-se observar sintomas de confusão mental e redução da vigília.  O efeito do inverno sobre nosso comportamento também pode ter uma parcela de contribuição do fator luminosidade. Em países muito ao sul ou muito ao norte, o inverno vem acompanhado de pouca luz por conta de dias muito curtos, fenômeno que é bem reconhecido como fator que aumenta a freqüência de sintomas depresivos nessa estação. E depressão é igual a cérebro menos eficiente. Há evidências também que as concentrações dos hormônios da tiróide estão reduzidas em invernos rigorosos. E hormônios da tiróide são combustíveis importantes para o cérebro.

 

Até o momento, a melhor dica para nosso cérebro curtir o frio com boa performance é a de nos agasalharmos bem para não ficarmos distraídos com o desconforto do frio. No ambiente de trabalho, o ar condicionado simulando uma câmara frigorífica pode ser um fator de distração. Viver o inverno sem ficarmos lembrando que está frio pode até deixar o cérebro mais ligado. Um cafezinho vai muito bem também.

 

 

 

 

 

 

 

A revista British Medical Journal traz em sua última edição uma discussão muito interessante que mereceu até editorial principal. Gira em torno da importante contribuição dos serviços de saúde na emissão de gases e da grande oportunidade de se ter os médicos como aliados no processo de conscientização da comunidade para mudanças de atitudes que reduzam o impacto do aquecimento global.
Recentes pesquisas revelam que a sociedade brasileira deposita grande confiança nos médicos. No final de 2007, o instituto de pesquisa Market Analysis divulgou um estudo revelando que, entre todos os profissionais, o médico é considerado o mais confiável com 71,5% de votos. Quando se fala em credibilidade sobre ciência e tecnologia, os médicos mais uma vez são campeões. O estudo Percepção Pública de Ciência e Tecnologia, divulgado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia em 2007, coloca os médicos no podium junto aos jornalistas quando se pergunta à população qual é o profissional de maior confiabilidade – 43% disseram confiar nos médicos e 42% nos jornalistas.

E aquecimento global tem alguma coisa a ver com saúde? Tem sim. Uma série de estudos mostra que o aquecimento global está associado ao aumento da incidência de doenças infecciosas como a dengue e a malária e ao aparecimento das mesmas em regiões do planeta em que não existiam antes (The Lancet Vol 371 Março 22, 2008).
Os médicos realmente podem se engajar em programas de redução de emissão de gases e aquecimento do planeta. Podem, ainda, adicionar ao atendimento aos pacientes recomendações ecológicas básicas. Outro assunto que tem sido muito discutido é a necessidade de redução do turismo científico e racionalização do número de congressos internacionais, com incentivo ao maior uso de tele e videoconferências. Podemos até mesmo almejar um nível de consciência no qual os médicos passem a prescrever medicamentos de indústrias farmacêuticas que demonstrem real responsabilidade social e ambiental.
O aquecimento global não é um problema que está batendo à nossa porta. Já entrou e sentou-se à mesa com nossos filhos.

 

 

 

 

 

No Brasil, e em vários outros países do mundo, o café é a segunda bebida mais consumida de todas, só perdendo para a água. Infelizmente, muitas pessoas bebem café com uma certa desconfiança, com dúvidas se ele faz bem ou mal à saúde. E não é à toa. Nas últimas décadas uma série de pesquisas evidenciou resultados conflitantes, especialmente no que diz respeito à nossa saúde vascular, dificultando conclusões seguras quanto aos reais benefícios do consumo de café. Felizmente, nos últimos anos parece que a ciência está encontrando a ponta desse novelo de lã, e os benefícios demonstrados até então estão ganhando de goleada dos potencias malefícios. Afinal, café faz bem à saúde?

Clique aqui e confira o artigo na íntegra.

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O Governo Federal sancionou nessa última semana a Lei de Tolerância Zero contra o álcool. A partir de agora o motorista que for surpreendido com qualquer nível de álcool pelo bafômetro será multado em R$ 957,00 e perderá o direito de dirigir por um ano. A mídia tem divulgado que o rigor não será total no começo, pois o Contran ainda precisa definir uma pequena margem de tolerância para não cometer injustiças com condutores que apresentem uma pequena presença de álcool no sangue devido a alguma medicação ou um bombom de licor. Até que essa margem seja regulamentada, tem sido divulgado que o índice tolerado será de 0,2 grama por litro de sangue, mas é melhor não confiar. O antigo limite de 0,6 grama por litro agora serve para definir quem vai preso ou não, e desde o início da vigoração da nova lei, várias pessoas já foram presas. E qual é o equivalente desses números em quantidade de bebida? 

 

A concentração de álcool no sangue, ou alcoolemia, é expressa em gramas de álcool por litro de sangue. Quando alguém tem uma alcoolemia de 0,5g/l, equivale a dizer que existe 0,5g de etanol ou álcool puro por cada litro de sangue.

 

O vinho que tem concentração de álcool em torno de 12% tem em cada litro 120 ml de álcool, em cada litro de cerveja temos cerca de 60 ml de álcool e em cada litro de aguardente temos uns 400 ml de álcool. Podemos converter qualquer volume de álcool em gramas seguindo a seguinte regra: cada mililitro de álcool tem 0.8g de álcool puro.

 

Exemplo prático:

Uma taça de vinho de 250ml (taça caprichada…um terço de uma garrafa) contém 30ml de álcool ou 24g de álcool. Para calcular os níveis de álcool no sangue devemos levar em consideração o peso e sexo do indivíduo e se a bebida foi consumida junto à refeição.

 

Fórmula de cálculo de álcool no sangue:

 

Gramas de álcool consumidos / Peso Corporal X Coeficiente*

 

*Coeficiente

– 0.7 em homens

         – 0.6 em mulheres

         – 1.1 se o álcool foi consumido nas refeições

 

Então, a taça de vinho com 24g de álcool consumida no almoço por um homem de 80 kg provocará uma concentração de álcool no sangue de 0.27g/l  (24g / 80kg X 1.1  = 0.27). Dá para entender que para chegar na alcoolemia de 0.6g/l, que pode levar o indivíduo pra cadeia,  não é necessário beber uma garrafa de aguardente.

 

E quanto tempo o organismo precisa para eliminar esse álcool do sangue? O organismo elimina aproximadamente 0,10 g/l de álcool por hora. No caso da taça de vinho do exemplo acima, o organismo precisa de duas a três horas para eliminar totalmente o álcool.

 

Domingão, almoço em família, uma boa taça de vinho, uma soneca. Mesmo acordando muito bem disposto, só devemos voltar ao volante três horas depois do vinho para não termos problemas com o bafômetro. Se bebermos duas dessas taças, o bafômetro só nos perdoaria após cinco a seis horas.

 

** Devemos apoiar o Programa Tolerância Zero ?  Certamente que sim. Porém, já estamos vendo pessoas sendo presas e o governo ensinando muito pouco sobre as novas regras. Ontem o Correio Braziliense não falou nada sobre o assunto, o Fantástico muito menos, não vi nenhuma inserção de ministro ou presidente em horário nobre de TV. Ao entrar no site  da Secretaria Nacional Antidrogas, Presidência da República, só temos  informação que existe uma nova regra. A lei não está lá. 

 

CLIQUE AQUI e veja entrevista sobre o tema com o Dr. Ricardo Teixeira no DF TV – Rede Globo 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Neste mês, duas importantes pesquisas incrementaram ainda mais o atual conhecimento de que o café é muito mais um aliado de nossa saúde do que um inimigo. Ontem um estudo publicado na revista Annals of Internal Medicine confirmou resultados anteriores de que o consumo de café está associado a uma menor mortalidade ao longo dos anos independente da sua causa. Mais de 120 mil americanos foram acompanhados por um período de 18 a 24 anos com questionários periódicos sobre o consumo de café. Demonstrou-se que o grupo de indivíduos com consumo maior que quatro a cinco xícaras por dia foi mais beneficiado do que os grupos com menor consumo. Esse efeito também foi demonstrado no caso do consumo de café descafeinado, sugerindo que a cafeína não é a estrela maior do café nesse caso. Além disso, a redução da mortalidade por doenças cardiovasculares foi a mais expressiva, incluindo aí tanto o infarto do miocárdio como o derrame cerebral. Não houve associação entre o consumo de café e o aumento e mortalidade por câncer.

 

A revista Stroke (American Heart Association) por sua vez publicou um estudo conduzido na Finlândia que mostrou que o risco de derrame cerebral entre homens fumantes é menor naqueles que consumiam bastante café. O grupo que consumia mais de oito xícaras por dia apresentou uma chance 23% menor de apresentar um derrame cerebral isquêmico quando comparado ao grupo com consumo menor que duas xícaras por dia. Nesse estudo, o consumo de mais de duas xícaras de chá por dia também foi associado a uma menor chance de derrame.

 

No placar Benefícios X Malefícios do Café, o time Malefícios a cada dia tem mais dificuldade em marcar gols. O frio está chegando e podemos tomar uns quentinhos sem medo e sem culpa.

 

*Obs: mulheres grávidas devem evitar o consumo de café cafeinado, especialmente em doses de cafeína > 200mg por dia (duas xícaras de 150 ml), pois pode aumentar o risco de aborto.

 

Clique aqui para uma boa revisão dos benefícios do café à nossa saúde.

 

 

 

 

O derrame cerebral e a doença isquêmica do coração representam as principais causas de morte em todo o mundo. É indiscutível que para reduzir o tamanho do problema é preciso investir em ações preventivas para a melhora da saúde dos vasos sanguíneos da população através de intervenções em hábitos de vida (ex: dieta, exercício físico), controle dos fatores de risco vascular (ex: hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, dislipidemia) e a garantia de acesso ao uso das medicações e de forma correta.

 

Alguns estudos têm-nos mostrado que a relação habitual médico-paciente não dá conta do recado. A Sociedade Européia de Cardiologia desenvolveu um especial programa chamado de EuroAction para melhorar o cuidado a pacientes com risco aumentado de apresentar eventos vasculares, que envolve não só o paciente, como também sua família. A idéia central do programa é o de uma equipe multidisciplinar coordenado por enfermeiro, com a participação de fisioterapeuta, nutricionista e de médico cardiologista ou generalista. Os pacientes são convocados a reuniões semanais (pelo menos oito encontros) e a um workshop com dinâmica de grupo com a presença da família. Os pacientes ainda recebem um diário para monitorar seus avanços e a família recebe um guia de como melhor apoiar o paciente no desafio de melhorar seus indicadores de saúde. Além disso, cada intervenção na melhora de hábitos de vida (ex: dieta, atividade física e interrupção do tabagismo) é estendida ao núcleo familiar como um todo.

 

Ontem a revista The Lancet publicou importantes resultados do programa EuroAction que envolveu oito países europeus e mais de cinco mil pacientes, demonstrando que o programa foi mais eficaz do que o sistema de atendimento habitual na melhoria de vários indicadores de saúde vascular: a) redução no consumo de gordura saturada; b) aumento no consumo de frutas e vegetais; c) redução da obesidade; d) redução dos níveis de colesterol; e) redução do hábito de fumar; f) aumento da prática de atividade física; g) maior controle da pressão arterial; h) maior prescrição de medicações para controle das condições de risco.

 

Além da melhor qualidade de vida e maior sobrevida oferecida aos pacientes, ninguém duvida que programas como esses saiam muito mais barato ao sistema de saúde do que o custo de internações, cirurgias, stents, etc, decorrentes de infartos do coração e derrames cerebrais. O EuroAction certamente tem muito o que ensinar aos pensadores da saúde de nosso país.

 

Clique aqui e entenda como cuidar bem dos seus vasos.

 

 

 

      

 

 

 

 

Um estudo publicado ontem pelo British Medical Journal revela que na Inglaterra, uma em cada dez pessoas usa piercing em outros locais do corpo que não o lóbulo da orelha. O estudo também mostrou que um quarto dos usuários já apresentou complicações tais como infecção e sangramento e um em cada cem já teve que ser hospitalizado por complicações. O uso entre as mulheres é três vezes maior que entre os homens, chegando a 46% daquelas com idade entre 16 e 24 anos. Os locais mais freqüentes foram: umbigo (33%), nariz (19%), orelha (13%), língua (9%), mamilo (9%), supercílio (8%), lábio (4%) e genitália (2%).  O piercing no mamilo foi o mais popular entre os homens e o menos popular entre as mulheres. O piercing genital foi duas vezes mais comum entre os homens. O campeão de complicações foi o piercing de língua. Cerca de 10% dos piercings foram aplicados pela própria pessoa ou por amigos e parentes não especializados, e complicações foram mais freqüentes quando aplicados por não especialistas. E essa é a principal conclusão do estudo: complicações são comuns e se tiver que fazer, faça com um especialista de verdade.

 

 

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Já é bem reconhecido que o tabagismo é um fator de risco para demência, especialmente por aumentar o risco de doença cerebrovascular (derrames cerebrais). Um estudo publicado na última edição da revista Archives of Internal Medicine acompanhou mais de dez mil indivíduos na cidade de Londres por mais de uma década e demonstrou que tabagistas, já na meia idade, apresentam menor desempenho em testes de memória e de raciocínio quando comparados à população não fumante. Os ex-fumantes já no início do estudo, quando tinham entre 35 e 55 anos de idade, apresentaram 30% menos risco de perdas cognitivas com o tempo. Cada um é cada um, né ?  

 

 

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Com o objetivo de perpetuação da espécie, é bem compreensível que nosso cérebro tenha se desenvolvido para ser recompensado com tempestades neuroquímicas de prazer ao experimentarmos atração sexual por outra pessoa. Hoje em dia já sabemos que o amor romântico e a parceria estável também trazem grandes recompensas ao cérebro e fazem bastante sentido do ponto de vista evolutivo.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

 

Clique aqui e ouça um bate-papo sobre o assunto na Rádio CBN com o DR. Ricardo Teixeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conversei recentemente com uma moça que se submeteu a um tratamento de 40 sessões de soro pela veia com alguns ” oligoelementos” com a intenção de reduzir as toxinas do corpo e rejuvenescer. De acordo com ela o terapeuta usa a metáfora de que o tratamento funciona como um detergente para limpar seu corpo. Quarenta sessões a 150 reais cada, com duração de cerca de 30-40 minutos fora o tempo de espera, pois a clínica é sempre cheia. Depois dessas sessões, ainda deveria dar continuidade com soros de manutenção.

A proposta deste post não é o de emitir opiniões, mas somente o de divulgar os trechos mais relevantes da Resolução de 1998 do Conselho Federal de Medicina sobre a Prática Ortomolecular e do recente parecer emitido em abril de 2008 pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná sobre o assunto.

 

RESOLUÇÃO CFM 1.500/98

Art. 13. São métodos destituídos de comprovação científica suficiente quanto ao benefício para o ser humano sadio ou doente e, por essa razão proibidos de divulgação e uso no exercício da Medicina os procedimentos de prática Ortomolecular, diagnósticos ou terapêuticos, que empregam:

I) megadoses de vitaminas;

II) antioxidantes para melhorar o prognósticoo de pacientes com doenças agudas ou em estado crônico;

III) quaisquer terapias ditas antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para patologias crônicas degenerativas;

IV) EDTA para remoção de metais pesados fora do contexto das intoxicações agudas;
V) EDTA como terapia antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para patologias crônicas degenerativas;

VI) análise de fios de cabelo para caracterizar desequilíbrios bioquímicos;

VII) vitaminas antioxidantes ou EDTA para genericamente “modular o estresse oxidativo”.

 

PARECER 1929/2008 CRM-PR

Qual a situação da Prática Ortomolecular perante o Conselho ?

Não existe registrada a especialidade de Medicina Ortomolecular, portanto esta prática não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. A Resolução 1.500/1998 exposta no texto deixa claro as normativas em relação ao assunto. A Sociedade Brasileira de Medicina Ortomolecular não é filiada à Associação Médica Brasileira. 

Existe alguma evidência científica da validade deste tratamento ? Analisando todo o extenso material pesquisado, em vários países, podemos afirmar sem dúvida de que não existe até o presente momento embasamento científico para a prática da Medicina Ortomolecular, nos moldes que ela é realizada atualmente. 

 

 

 

  

 

Alguns estudos avaliaram a longevidade de celebridades no universo do cinema e das ciências e chegaram a resultados bastante provocativos ao evidenciarem que sucesso e fama podem estar associados a uma vida mais longa ou curta dependendo do tipo de atividade do indivíduo.  Os resultados dessas pesquisas provocam importantes reflexões sobre nossas escolhas como simples mortais.

Clique aqui e confira o artigo na íntegra. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Não faltam evidências através de estudos com animais sobre efeitos deletérios da maconha sobre o cérebro: redução do volume dos neurônios e diminuição nas conexões entre eles. Em humanos alguns estudos já haviam revelado alterações morfológicas do cérebro à ressonância magnética em usuários da droga, especialmente nas regiões temporais. Entretanto, o assunto ainda gera polêmica, pois muitos dos achados encontrados até o momento podem também ser conseqüência de outros fatores associados ao uso da maconha como a presença de distúrbios psiquiátricos e o uso concomitante de outras substâncias neurotóxicas. Outra linha de pesquisa também já demonstrou que o uso crônico da maconha aumenta a resistência do sangue nos vasos cerebrais em indivíduos jovens, coisa que era para acontecer só nos idosos.  

 

A última edição da revista Archives of General Psychiatry coloca mais um tijolinho na construção das evidências de que a maconha não é o melhor negócio do mundo para o cérebro.  Dessa vez foram estudados os cérebros de homens com história de uso diário de pelo menos cinco cigarros de maconha por um período igual ou superior a dez anos, e sem história de transtornos mentais ou abuso de outras drogas.

 

Comparado ao grupo controle da mesma idade, os usuários de maconha apresentavam à ressonância magnética menor volume de estruturas temporais associadas à memória e às emoções, especificamente o hipocampo e a amígdala. Além disso, o grupo de usuários apresentava mais sintomas psicóticos, e menor capacidade de aprendizado.

A discussão da liberação ou não da maconha em nosso país é um assunto muito complexo e envolve múltiplas dimensões além das biológicas. É importante que a sociedade acompanhe as evidências sobre os efeitos da maconha em nossa saúde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando uma pessoa tem uma forte dor no peito e suspeita que possa estar tendo um infarto, não pensa duas vezes e corre para o hospital mais próximo. Essa atitude salva muitas vidas, pois quanto mais precocemente o tratamento para o infarto for iniciado, maior a chance de sucesso.

No caso do derrame cerebral, acidente vascular cerebral, ou AVC, a rapidez no tratamento também salva vidas e reduz a chance de seqüelas. Infelizmente os sintomas de AVC são mais variados do que o do infarto do coração e bem menos conhecidos pelo público leigo, e isto dificulta a rápida procura por assistência médica. É bom saber que o AVC é a principal causa de morte no país.

 

Principais sinais e sintomas:

 

Súbita perda de força de um lado do corpo

Súbita alteração de sensibilidade de um lado do corpo

Súbita tontura, desequilíbrio ou perda da coordenação motora

Súbita dor de cabeça de forte intensidade

Súbita dificuldade para falar

 

 

Campanhas de conscientização da população para o reconhecimento dos principais sinais e sintomas de um AVC têm sido realizadas em diversas partes do mundo, algumas delas com resultados positivos. Campanhas dessa natureza podem ser especialmente relevantes em populações que apresentam maior risco de derrame cerebral, como é o caso de pacientes cardiológicos.

 

O Instituto do Cérebro de Brasília em parceria com o Centro de Cardiologia Biocardios e alunos de medicina da Universidade Católica de Brasília acabam de publicar um estudo na última edição dos Arquivos de Neuropsiquiatria, publicação da Academia Brasileira de Neurologia, que evidenciou que é pequeno o conhecimento sobre sinais e sintomas de AVC entre a população geral da cidade de Brasília, assim como entre pacientes tratados em uma clínica de cardiologia da mesma cidade. Além disso, identificamos um reduzido conhecimento por parte de ambos os grupos pesquisados quanto aos principais fatores de risco de AVC, como é o caso da hipertensão arterial. Clique aqui para visualizar o artigo na íntegra.

 

Campanhas visando aumentar o conhecimento sobre o AVC podem ter um grande impacto na saúde pública, especialmente entre grupos de alto risco para essa condição, como pacientes com doenças cardiovasculares. Nesse caso, o cardiologista pode ser um importante ator multiplicador de conhecimento.   

 

 

 

 

 

 

Ontem a matéria de capa da revista do Correio Braziliense discutiu sobre o universo dos Blogs com o enfoque “Estrelas na Internet”, com dicas de como fazer fama, como ganhar dinheiro, e a ótima história da espanhola María Amélia Lopez que aos 96 anos recebeu o prêmio de melhor Blog em língua espanhola por um grupo de comunicação. Tudo isso é muito “bacana”, mas ainda não é o que mais me interessa no universo dos Blogs…  

 

É linda a definição de vida por Vinícius de Moraes como “a arte do encontro”. O encontro das pessoas ao vivo e em cores vai ficando cada vez mais difícil, às vezes até mesmo dentro do próprio lar. O tempo é sem dúvida a nossa mais cara e cobiçada commodity. É indiscutível a importância de nosso tempo solitário de reflexão e transcendência, mas nosso lado animal social também pede mais happy hours com os amigos, mais bicicleta com os filhos, mais almoços de família, mais horas de namoro, mais diálogo com os vizinhos.

 

O mundo inteiro já se preocupa com o fenômeno da internet ocupando o lugar das relações humanas de carne e osso. Mas isso é que nem a história de que é a dose que determina se a droga funcionará como remédio ou veneno. A internet ao invés de “roubar” nosso tempo, pode até mesmo fazer com que sobre mais tempo para nossos encontros. Ao fazer compras de supermercado pela internet, sobra mais tempo para brincar com o filho. Além disso, a internet e seus Blogs e fóruns não devem substituir o encontro pessoal, mas podem promover encontros de idéias com um raio de alcance e velocidade jamais sonhados.

 

Conversando com amigos sobre a missão do “Blog ConsCiência  no dia-a-dia”, discutimos sobre o seu perfil de utilidade pública, já que temos suado a camisa para decodificar para o público leigo, informações e resultados de pesquisas que podem fazer a diferença no nosso cotidiano. Mas o Blog é um instrumento que pode e deve ir muito além, pois é extraordinária a possibilidade de troca de opiniões e experiências entre os integrantes da rede que vai se formando ao seu redor. Muitos projetos de vida, pessoais ou profissionais, poderiam ser infinitamente mais ricos se tivéssemos mais tempo de sairmos de nossas solitárias “certezas” e permitíssemos mais encontros com outras realidades, outros pontos de vista.

 

Talvez historiadores do futuro olhem para trás e enxerguem o fenômeno dos Blogs assim como os historiadores de hoje enxergam a antiga Escola de Sagres. Crescemos aprendendo que a Escola de Sagres foi um dos fatores críticos de sucesso para as conquistas portuguesas. Entretanto, boa parte dos historiadores afirma que tal escola existiu apenas no sentido filosófico: jamais houve um espaço físico, um centro de estudos, e muito menos um observatório. A Escola era na verdade uma grande reunião de sábios, cartógrafos, astrônomos e astrólogos concentrados na região do Algarve, com um mesmo objetivo: descobrir a verdade sobre a terra que estava além das Ilhas Canárias.

 

Os Blogs têm o poder de reunião, de cooperação. Vale a pena refletir sobre o assunto e quem sabe encontrar a Escola que fale alto ao seu coração, à sua mente.

 

* Dica quente: visite o Portal do Voluntário e seus Blogs no www.portaldovoluntario.org.br e conheça uma legítima Escola de Sagres contemporânea. 

 

 

 

 

 

 

 

 

E o chocolate continua com a bola toda. A última edição da célebre revista JACC (Journal of the American College of Cardiology,vol 51 no. 22 ) traz um novo estudo que evidencia que o consumo de cacau melhora medidas de desempenho vascular entre pacientes diabéticos. Mais uma vez o fabricante das famosas bolinhas de chocolate M&M, a Mars, forneceu o preparado líquido de cacau testado com altos teores de flavanols, as substâncias mais nobres do cacau (ver POST do dia 23 abril). Hoje a Mars está envolvida em boa parte dos estudos que têm demonstrado os benefícios vasculares do cacau. Nos EUA, a Mars já atua no mercado de “chocolate terapêutico” de forma bem incisiva. Quem quiser ter uma idéia, é só acessar o site www.cocoavia.com. O interessante é que as evidências de benefício do cacau têm sido demonstradas tanto em pessoas saudáveis como entre aquelas com problemas de saúde que afetam a função dos vasos sanguíneos, como é o caso do diabetes. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje é o dia mundial de luta contra o tabaco. Um elegante estudo publicado há uma semana no respeitado periódico New England Journal of Medicine mostra que a atitude individual de parar de fumar cria uma onda de influência sobre as outras pessoas de seu convívio em parar de fumar também.

 

Cerca de 60 mil pessoas foram acompanhadas pelo famoso estudo de Framingham durante 32 anos e avaliados periodicamente quanto ao hábito de fumar. Quando um dos membros de um casal pára de fumar, o outro tem uma chance 67% maior de parar também. O indivíduo tem 25% mais chances de parar quando um irmão/ irmã também pára, 36% mais chance quando um amigo pára, 34% mais chance quando um colega de trabalho pára.

 

É isso aí. Fumar não é problema só de quem fuma. Não é só o problema do fumo passivo, mas continuar fumando reduz a chance das pessoas próximas conseguirem parar de fumar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Supremo Tribunal Federal aprovou hoje a constitucionalidade de pesquisas com células tronco embrionárias em nosso país. A liberação é restrita a embriões congelados gerados em clínicas de fertilização, desde que os embriões sejam inviáveis ou já estejam congelados há mais de três anos, sempre com o consentimento dos genitores.  A decisão abre as portas para que pesquisadores brasileiros também possam colaborar para a evolução de  uma promissora estratégia de tratamento que não deve ser vista como ficção científica.

 

Temos acompanhado pontos de vista contrários à liberação das pesquisas sendo que o argumento principal é o de que o embrião é uma vida em potencial. Aonde começa e termina a vida é uma discussão pra lá de complexa, mas gostaria de provocar uma reflexão no dia de hoje sobre vida e morte.

 

Hoje em dia a morte clínica é definida como a interrupção das funções cerebrais, e vale a pena pensar num exemplo prático para melhor compreendermos a questão. Um indivíduo sofre um acidente de carro com grave traumatismo na cabeça e um grande inchaço do cérebro desenvolve-se fazendo com que ele entre em coma e perca a capacidade de respirar sozinho. Esse indivíduo fica na UTI por vários dias em ventilação mecânica, e muitas vezes, mesmo com todas as intervenções possíveis, o paciente perde subitamente reflexos neurológicos como o da pupila que nos mostram que a princípio o cérebro não é mais viável. Nessa hora, o médico pode dizer que o paciente está em morte cerebral clínica. Ele então solicita um exame que comprove que o cérebro não é mais viável, ou seja, que o cérebro morreu. Essa confirmação pode ser feita através do eletrencefalograma que confirmará a morte cerebral por “silêncio elétrico” cerebral, ou através de método que comprove que o sangue não mais circula no cérebro. Todos esses passos são realizados através de protocolos rígidos que são usados em todo o mundo, que incluem exames em dias diferentes e por mais de um médico.

 

OK. Após a realização desses protocolos, chega-se a conclusão que esse nosso paciente apresenta morte cerebral. Mesmo com esse diagnóstico, o paciente ainda pode ficar com o coração batendo por dias, às vezes até semanas. Entretanto, sabemos que esse paciente tem chance zero de viver e o médico está legalmente respaldado a seguir dois caminhos: 1) se o paciente for doador de órgãos, encaminhamos o paciente ao centro cirúrgico ainda sob ventilação mecânica e com o coração batendo para a retirada dos órgãos; 2) se o paciente não é doador de órgãos, desliga-se o ventilador mecânico e então o coração pára de bater em minutos.

  

A sociedade brasileira vê com muitos bons olhos a atitude altruísta das famílias que permitem a doação de órgãos de seus entes queridos diagnosticados com morte cerebral e que salvarão a vida de outras pessoas que morreriam se não recebessem um rim, fígado, coração, ou que não enxergariam se não recebessem novas córneas. Essa é uma questão que não tem polêmica.

 

Quando um casal é submetido à fertilização in vitro, vários embriões são fertilizados, mas nem todos são usados. Congela-se então os embriões não utilizados e o casal tem garantido o direito de solicitar que eles sejam inutilizados quando bem entenderem.

 

Assume-se que um corpo sem cérebro não tem chance de viver, mesmo com o coração batendo. Embriões que serão jogados no lixo têm alguma chance de viver? Deve-se proibir então a fertilização in vitro e destruir o sonho de  tantos casais inférteis de gerar um filho

 

 

Comemoro a decisão do STF. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     

 

 

 

 

Vivemos numa época em que esperamos viver muitos e muitos anos, graças aos grandes avanços da ciência. Sabemos que muito de nossa estrutura cerebral modifica-se com o envelhecimento, mas também já sabemos que estas alterações não necessariamente provocam perdas funcionais. É como se fosse um cabo-de-guerra: de um lado o envelhecimento cerebral e de outro uma série de estratégias já bem conhecidas que podem fazer com que as perdas sejam imperceptíveis ao longo dos anos. Todas estas estratégias estão voltadas para uma mesma direção: aumentar nossa Reserva Cerebral. Quem tem muito estoque pode até perder um pouco que não sentirá falta. O nível educacional é um dos fatores mais importantes de nossa Reserva, mas uma série de estudos tem demonstrado que as atividades de lazer podem ser muito importantes também.  Clique aqui e confira o artigo na integra.

 

 

CLIQUE AQUI e acesse um bate-papo na Rádio CBN sobre o assunto com o Dr. Ricardo Teixeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É freqüente as pessoas correrem ao neurologista após a morte de um parente, amigo, colega de trabalho ou celebridade, quando a causa da morte foi o rompimento de um aneurisma cerebral. Também pudera: cerca de 40% das pessoas que apresenta um sangramento por aneurisma cerebral não sobrevive.

O aneurisma cerebral é uma dilatação de um segmento de uma artéria do cérebro fazendo com que sua parede fique frágil e com maior chance de se romper. A faixa etária com maior risco de sangramento é a sexta década de vida, mas também costuma acontecer entre pessoas jovens. Entretanto, algumas pessoas têm aneurismas que jamais se romperão. Só para se ter uma idéia, pequenos aneurismas apresentam um risco de sangramento de 0.05% ao ano. Já aneurismas com diâmetro maior que 1 cm têm risco de sangramento de 0.5% ao ano. A causa do aneurisma cerebral? Existe um componente genético inequívoco, mas alguns fatores modificáveis também aumentam a chance de sua formação e rompimento: o tabagismo, a hipertensão arterial e colesterol alto.

Os aneurismas normalmente são detectados após seu sangramento e o sintoma principal é a dor de cabeça e não é qualquer dorzinha. A dor de cabeça por rompimento de um aneurisma costuma ter duas características bem marcantes: é a pior dor de cabeça que a pessoa já teve na vida e a dor já começa nos primeiros segundos com sua intensidade máxima. A dor não vai crescendo, como é o caso de outros tipos comuns de dor de cabeça como a enxaqueca.

Estudos revelam que 3.5 a 6% da população é portadora de aneurisma cerebral. Já que é uma condição clinica tão séria, faria sentido fazer exames para detectar aneurismas cerebrais em toda a população? A resposta é não. Atualmente a recomendação é a de que indivíduos com dois ou mais parentes de primeiro grau que apresentam aneurismas cerebrais confirmados devam ser investigados, pois são esses que apresentam um risco significativamente aumentado. A investigação também deve ser feita em raros casos de doenças que sabidamente estão associadas a aneurisma cerebral.

E quanto aos indivíduos que apresentaram aneurisma cerebral e já foram tratados em outras épocas? Essas pessoas têm 22 vezes mais chances de ter um sangramento cerebral quando comparadas àquelas que nunca tiveram sangramento. Um estudo publicado hoje pela revista Neurology avaliou o custo – beneficio em se ficar vigiando ao longo dos anos se esses pacientes desenvolvem ou não novos aneurismas. Os pacientes que mais se beneficiaram de exames ao longo dos anos foram aqueles que apresentavam mais fatores de risco associados, como o tabagismo e hipertensão arterial. Além disso, a investigação para novos aneurismas revelou um bom custo- beneficio do ponto de vista de qualidade de vida entre os pacientes que demonstravam mais medo em voltar a apresentar novo sangramento. Esse resultado é bastante provocativo e nos reafirma que o médico deve fazer de tudo para oferecer segurança ao seu paciente. Na maioria das vezes a ferramenta mais valiosa é a relação médico–paciente, mas em alguns casos a realização de um exame complementar pode fazer a diferença. 

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A enxaqueca é duas a três vezes mais comum nas mulheres do que nos homens, e para se ter uma idéia da importância do problema, a Organização Mundial da Saúde a posiciona entre as 20 doenças que mais provocam incapacidade e entre as mulheres ela é a 12ª do ranking. É bem reconhecido que as crises de enxaqueca podem ser desencadeadas pelo estresse, sendo o ambiente de trabalho uma das suas principais fontes. Um recente estudo publicado na revista britânica Cephalalgia avaliou a relação entre o estresse no trabalho de cerca de 20 mil mulheres do setor público da Finlândia e a chance de apresentarem crises de enxaqueca ao longo dos anos. O interessante é que não houve relação entre alto nível de demanda no trabalho e crises de enxaqueca. Entretanto, um menor nível de realização no trabalho, medido como a relação entre o nível de demanda e o nível de retorno (benefícios, prestígio, satisfação pessoal), foi significativamente associado a uma maior chance de apresentar enxaqueca. Se essa é uma questão relevante num país como a Finlândia em que a as mulheres dividem o trabalho de casa de forma quase igualitária com seus maridos, têm praticamente um ano de licença maternidade e um sistema de creches municipais que serve de exemplo a todo o mundo, podemos imaginar que o problema seja mais significativo ainda em nosso país. Aos empregadores de plantão: é bom lembrar que a enxaqueca é uma das principais causas de absenteísmo no trabalho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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