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Um estudo publicado ontem pelo British Medical Journal revela que na Inglaterra, uma em cada dez pessoas usa piercing em outros locais do corpo que não o lóbulo da orelha. O estudo também mostrou que um quarto dos usuários já apresentou complicações tais como infecção e sangramento e um em cada cem já teve que ser hospitalizado por complicações. O uso entre as mulheres é três vezes maior que entre os homens, chegando a 46% daquelas com idade entre 16 e 24 anos. Os locais mais freqüentes foram: umbigo (33%), nariz (19%), orelha (13%), língua (9%), mamilo (9%), supercílio (8%), lábio (4%) e genitália (2%). O piercing no mamilo foi o mais popular entre os homens e o menos popular entre as mulheres. O piercing genital foi duas vezes mais comum entre os homens. O campeão de complicações foi o piercing de língua. Cerca de 10% dos piercings foram aplicados pela própria pessoa ou por amigos e parentes não especializados, e complicações foram mais freqüentes quando aplicados por não especialistas. E essa é a principal conclusão do estudo: complicações são comuns e se tiver que fazer, faça com um especialista de verdade.
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Já é bem reconhecido que o tabagismo é um fator de risco para demência, especialmente por aumentar o risco de doença cerebrovascular (derrames cerebrais). Um estudo publicado na última edição da revista Archives of Internal Medicine acompanhou mais de dez mil indivíduos na cidade de Londres por mais de uma década e demonstrou que tabagistas, já na meia idade, apresentam menor desempenho em testes de memória e de raciocínio quando comparados à população não fumante. Os ex-fumantes já no início do estudo, quando tinham entre 35 e 55 anos de idade, apresentaram 30% menos risco de perdas cognitivas com o tempo. Cada um é cada um, né ?
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Com o objetivo de perpetuação da espécie, é bem compreensível que nosso cérebro tenha se desenvolvido para ser recompensado com tempestades neuroquímicas de prazer ao experimentarmos atração sexual por outra pessoa. Hoje em dia já sabemos que o amor romântico e a parceria estável também trazem grandes recompensas ao cérebro e fazem bastante sentido do ponto de vista evolutivo.
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Clique aqui e ouça um bate-papo sobre o assunto na Rádio CBN com o DR. Ricardo Teixeira
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Conversei recentemente com uma moça que se submeteu a um tratamento de 40 sessões de soro pela veia com alguns ” oligoelementos” com a intenção de reduzir as toxinas do corpo e rejuvenescer. De acordo com ela o terapeuta usa a metáfora de que o tratamento funciona como um detergente para limpar seu corpo. Quarenta sessões a 150 reais cada, com duração de cerca de 30-40 minutos fora o tempo de espera, pois a clínica é sempre cheia. Depois dessas sessões, ainda deveria dar continuidade com soros de manutenção.
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A proposta deste post não é o de emitir opiniões, mas somente o de divulgar os trechos mais relevantes da Resolução de 1998 do Conselho Federal de Medicina sobre a Prática Ortomolecular e do recente parecer emitido em abril de 2008 pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná sobre o assunto.
RESOLUÇÃO CFM 1.500/98
Art. 13. São métodos destituídos de comprovação científica suficiente quanto ao benefício para o ser humano sadio ou doente e, por essa razão proibidos de divulgação e uso no exercício da Medicina os procedimentos de prática Ortomolecular, diagnósticos ou terapêuticos, que empregam:
I) megadoses de vitaminas;
II) antioxidantes para melhorar o prognósticoo de pacientes com doenças agudas ou em estado crônico;
III) quaisquer terapias ditas antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para patologias crônicas degenerativas;
IV) EDTA para remoção磯 de metais pesados fora do contexto das intoxicações agudas;
V) EDTA como terapia antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para patologias crônicas degenerativas;
VI) análise de fios de cabelo para caracterizar desequilíbrios bioquímicos;
VII) vitaminas antioxidantes ou EDTA para genericamente “modular o estresse oxidativo”.
PARECER 1929/2008 CRM-PR
Qual a situação da Prática Ortomolecular perante o Conselho ?
Não existe registrada a especialidade de Medicina Ortomolecular, portanto esta prática não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. A Resolução 1.500/1998 exposta no texto deixa claro as normativas em relação ao assunto. A Sociedade Brasileira de Medicina Ortomolecular não é filiada à Associação Médica Brasileira.
Existe alguma evidência científica da validade deste tratamento ? Analisando todo o extenso material pesquisado, em vários países, podemos afirmar sem dúvida de que não existe até o presente momento embasamento científico para a prática da Medicina Ortomolecular, nos moldes que ela é realizada atualmente.
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Alguns estudos avaliaram a longevidade de celebridades no universo do cinema e das ciências e chegaram a resultados bastante provocativos ao evidenciarem que sucesso e fama podem estar associados a uma vida mais longa ou curta dependendo do tipo de atividade do indivíduo. Os resultados dessas pesquisas provocam importantes reflexões sobre nossas escolhas como simples mortais.
Clique aqui e confira o artigo na íntegra.
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Não faltam evidências através de estudos com animais sobre efeitos deletérios da maconha sobre o cérebro: redução do volume dos neurônios e diminuição nas conexões entre eles. Em humanos alguns estudos já haviam revelado alterações morfológicas do cérebro à ressonância magnética em usuários da droga, especialmente nas regiões temporais. Entretanto, o assunto ainda gera polêmica, pois muitos dos achados encontrados até o momento podem também ser conseqüência de outros fatores associados ao uso da maconha como a presença de distúrbios psiquiátricos e o uso concomitante de outras substâncias neurotóxicas. Outra linha de pesquisa também já demonstrou que o uso crônico da maconha aumenta a resistência do sangue nos vasos cerebrais em indivíduos jovens, coisa que era para acontecer só nos idosos.
A última edição da revista Archives of General Psychiatry coloca mais um tijolinho na construção das evidências de que a maconha não é o melhor negócio do mundo para o cérebro. Dessa vez foram estudados os cérebros de homens com história de uso diário de pelo menos cinco cigarros de maconha por um período igual ou superior a dez anos, e sem história de transtornos mentais ou abuso de outras drogas.
Comparado ao grupo controle da mesma idade, os usuários de maconha apresentavam à ressonância magnética menor volume de estruturas temporais associadas à memória e às emoções, especificamente o hipocampo e a amígdala. Além disso, o grupo de usuários apresentava mais sintomas psicóticos, e menor capacidade de aprendizado.
A discussão da liberação ou não da maconha em nosso país é um assunto muito complexo e envolve múltiplas dimensões além das biológicas. É importante que a sociedade acompanhe as evidências sobre os efeitos da maconha em nossa saúde.
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Quando uma pessoa tem uma forte dor no peito e suspeita que possa estar tendo um infarto, não pensa duas vezes e corre para o hospital mais próximo. Essa atitude salva muitas vidas, pois quanto mais precocemente o tratamento para o infarto for iniciado, maior a chance de sucesso.
No caso do derrame cerebral, acidente vascular cerebral, ou AVC, a rapidez no tratamento também salva vidas e reduz a chance de seqüelas. Infelizmente os sintomas de AVC são mais variados do que o do infarto do coração e bem menos conhecidos pelo público leigo, e isto dificulta a rápida procura por assistência médica. É bom saber que o AVC é a principal causa de morte no país.
Principais sinais e sintomas:
Súbita perda de força de um lado do corpo
Súbita alteração de sensibilidade de um lado do corpo
Súbita tontura, desequilíbrio ou perda da coordenação motora
Súbita dor de cabeça de forte intensidade
Súbita dificuldade para falar
Campanhas de conscientização da população para o reconhecimento dos principais sinais e sintomas de um AVC têm sido realizadas em diversas partes do mundo, algumas delas com resultados positivos. Campanhas dessa natureza podem ser especialmente relevantes em populações que apresentam maior risco de derrame cerebral, como é o caso de pacientes cardiológicos.
O Instituto do Cérebro de Brasília em parceria com o Centro de Cardiologia Biocardios e alunos de medicina da Universidade Católica de Brasília acabam de publicar um estudo na última edição dos Arquivos de Neuropsiquiatria, publicação da Academia Brasileira de Neurologia, que evidenciou que é pequeno o conhecimento sobre sinais e sintomas de AVC entre a população geral da cidade de Brasília, assim como entre pacientes tratados em uma clínica de cardiologia da mesma cidade. Além disso, identificamos um reduzido conhecimento por parte de ambos os grupos pesquisados quanto aos principais fatores de risco de AVC, como é o caso da hipertensão arterial. Clique aqui para visualizar o artigo na íntegra.
Campanhas visando aumentar o conhecimento sobre o AVC podem ter um grande impacto na saúde pública, especialmente entre grupos de alto risco para essa condição, como pacientes com doenças cardiovasculares. Nesse caso, o cardiologista pode ser um importante ator multiplicador de conhecimento.
Ontem a matéria de capa da revista do Correio Braziliense discutiu sobre o universo dos Blogs com o enfoque “Estrelas na Internet”, com dicas de como fazer fama, como ganhar dinheiro, e a ótima história da espanhola María Amélia Lopez que aos 96 anos recebeu o prêmio de melhor Blog em língua espanhola por um grupo de comunicação. Tudo isso é muito “bacana”, mas ainda não é o que mais me interessa no universo dos Blogs…
É linda a definição de vida por Vinícius de Moraes como “a arte do encontro”. O encontro das pessoas ao vivo e em cores vai ficando cada vez mais difícil, às vezes até mesmo dentro do próprio lar. O tempo é sem dúvida a nossa mais cara e cobiçada commodity. É indiscutível a importância de nosso tempo solitário de reflexão e transcendência, mas nosso lado animal social também pede mais happy hours com os amigos, mais bicicleta com os filhos, mais almoços de família, mais horas de namoro, mais diálogo com os vizinhos.
O mundo inteiro já se preocupa com o fenômeno da internet ocupando o lugar das relações humanas de carne e osso. Mas isso é que nem a história de que é a dose que determina se a droga funcionará como remédio ou veneno. A internet ao invés de “roubar” nosso tempo, pode até mesmo fazer com que sobre mais tempo para nossos encontros. Ao fazer compras de supermercado pela internet, sobra mais tempo para brincar com o filho. Além disso, a internet e seus Blogs e fóruns não devem substituir o encontro pessoal, mas podem promover encontros de idéias com um raio de alcance e velocidade jamais sonhados.
Conversando com amigos sobre a missão do “Blog ConsCiência no dia-a-dia”, discutimos sobre o seu perfil de utilidade pública, já que temos suado a camisa para decodificar para o público leigo, informações e resultados de pesquisas que podem fazer a diferença no nosso cotidiano. Mas o Blog é um instrumento que pode e deve ir muito além, pois é extraordinária a possibilidade de troca de opiniões e experiências entre os integrantes da rede que vai se formando ao seu redor. Muitos projetos de vida, pessoais ou profissionais, poderiam ser infinitamente mais ricos se tivéssemos mais tempo de sairmos de nossas solitárias “certezas” e permitíssemos mais encontros com outras realidades, outros pontos de vista.
Talvez historiadores do futuro olhem para trás e enxerguem o fenômeno dos Blogs assim como os historiadores de hoje enxergam a antiga Escola de Sagres. Crescemos aprendendo que a Escola de Sagres foi um dos fatores críticos de sucesso para as conquistas portuguesas. Entretanto, boa parte dos historiadores afirma que tal escola existiu apenas no sentido filosófico: jamais houve um espaço físico, um centro de estudos, e muito menos um observatório. A Escola era na verdade uma grande reunião de sábios, cartógrafos, astrônomos e astrólogos concentrados na região do Algarve, com um mesmo objetivo: descobrir a verdade sobre a terra que estava além das Ilhas Canárias.
Os Blogs têm o poder de reunião, de cooperação. Vale a pena refletir sobre o assunto e quem sabe encontrar a Escola que fale alto ao seu coração, à sua mente.
* Dica quente: visite o Portal do Voluntário e seus Blogs no www.portaldovoluntario.org.br e conheça uma legítima Escola de Sagres contemporânea.
E o chocolate continua com a bola toda. A última edição da célebre revista JACC (Journal of the American College of Cardiology,vol 51 no. 22 ) traz um novo estudo que evidencia que o consumo de cacau melhora medidas de desempenho vascular entre pacientes diabéticos. Mais uma vez o fabricante das famosas bolinhas de chocolate M&M, a Mars, forneceu o preparado líquido de cacau testado com altos teores de flavanols, as substâncias mais nobres do cacau (ver POST do dia 23 abril). Hoje a Mars está envolvida em boa parte dos estudos que têm demonstrado os benefícios vasculares do cacau. Nos EUA, a Mars já atua no mercado de “chocolate terapêutico” de forma bem incisiva. Quem quiser ter uma idéia, é só acessar o site www.cocoavia.com. O interessante é que as evidências de benefício do cacau têm sido demonstradas tanto em pessoas saudáveis como entre aquelas com problemas de saúde que afetam a função dos vasos sanguíneos, como é o caso do diabetes.
Hoje é o dia mundial de luta contra o tabaco. Um elegante estudo publicado há uma semana no respeitado periódico New England Journal of Medicine mostra que a atitude individual de parar de fumar cria uma onda de influência sobre as outras pessoas de seu convívio em parar de fumar também.
Cerca de 60 mil pessoas foram acompanhadas pelo famoso estudo de Framingham durante 32 anos e avaliados periodicamente quanto ao hábito de fumar. Quando um dos membros de um casal pára de fumar, o outro tem uma chance 67% maior de parar também. O indivíduo tem 25% mais chances de parar quando um irmão/ irmã também pára, 36% mais chance quando um amigo pára, 34% mais chance quando um colega de trabalho pára.
É isso aí. Fumar não é problema só de quem fuma. Não é só o problema do fumo passivo, mas continuar fumando reduz a chance das pessoas próximas conseguirem parar de fumar.
O Supremo Tribunal Federal aprovou hoje a constitucionalidade de pesquisas com células tronco embrionárias em nosso país. A liberação é restrita a embriões congelados gerados em clínicas de fertilização, desde que os embriões sejam inviáveis ou já estejam congelados há mais de três anos, sempre com o consentimento dos genitores. A decisão abre as portas para que pesquisadores brasileiros também possam colaborar para a evolução de uma promissora estratégia de tratamento que não deve ser vista como ficção científica.
Temos acompanhado pontos de vista contrários à liberação das pesquisas sendo que o argumento principal é o de que o embrião é uma vida em potencial. Aonde começa e termina a vida é uma discussão pra lá de complexa, mas gostaria de provocar uma reflexão no dia de hoje sobre vida e morte.
Hoje em dia a morte clínica é definida como a interrupção das funções cerebrais, e vale a pena pensar num exemplo prático para melhor compreendermos a questão. Um indivíduo sofre um acidente de carro com grave traumatismo na cabeça e um grande inchaço do cérebro desenvolve-se fazendo com que ele entre em coma e perca a capacidade de respirar sozinho. Esse indivíduo fica na UTI por vários dias em ventilação mecânica, e muitas vezes, mesmo com todas as intervenções possíveis, o paciente perde subitamente reflexos neurológicos como o da pupila que nos mostram que a princípio o cérebro não é mais viável. Nessa hora, o médico pode dizer que o paciente está em morte cerebral clínica. Ele então solicita um exame que comprove que o cérebro não é mais viável, ou seja, que o cérebro morreu. Essa confirmação pode ser feita através do eletrencefalograma que confirmará a morte cerebral por “silêncio elétrico” cerebral, ou através de método que comprove que o sangue não mais circula no cérebro. Todos esses passos são realizados através de protocolos rígidos que são usados em todo o mundo, que incluem exames em dias diferentes e por mais de um médico.
OK. Após a realização desses protocolos, chega-se a conclusão que esse nosso paciente apresenta morte cerebral. Mesmo com esse diagnóstico, o paciente ainda pode ficar com o coração batendo por dias, às vezes até semanas. Entretanto, sabemos que esse paciente tem chance zero de viver e o médico está legalmente respaldado a seguir dois caminhos: 1) se o paciente for doador de órgãos, encaminhamos o paciente ao centro cirúrgico ainda sob ventilação mecânica e com o coração batendo para a retirada dos órgãos; 2) se o paciente não é doador de órgãos, desliga-se o ventilador mecânico e então o coração pára de bater em minutos.
A sociedade brasileira vê com muitos bons olhos a atitude altruísta das famílias que permitem a doação de órgãos de seus entes queridos diagnosticados com morte cerebral e que salvarão a vida de outras pessoas que morreriam se não recebessem um rim, fígado, coração, ou que não enxergariam se não recebessem novas córneas. Essa é uma questão que não tem polêmica.
Quando um casal é submetido à fertilização in vitro, vários embriões são fertilizados, mas nem todos são usados. Congela-se então os embriões não utilizados e o casal tem garantido o direito de solicitar que eles sejam inutilizados quando bem entenderem.
Assume-se que um corpo sem cérebro não tem chance de viver, mesmo com o coração batendo. Embriões que serão jogados no lixo têm alguma chance de viver? Deve-se proibir então a fertilização in vitro e destruir o sonho de tantos casais inférteis de gerar um filho?
Comemoro a decisão do STF.
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Vivemos numa época em que esperamos viver muitos e muitos anos, graças aos grandes avanços da ciência. Sabemos que muito de nossa estrutura cerebral modifica-se com o envelhecimento, mas também já sabemos que estas alterações não necessariamente provocam perdas funcionais. É como se fosse um cabo-de-guerra: de um lado o envelhecimento cerebral e de outro uma série de estratégias já bem conhecidas que podem fazer com que as perdas sejam imperceptíveis ao longo dos anos. Todas estas estratégias estão voltadas para uma mesma direção: aumentar nossa Reserva Cerebral. Quem tem muito estoque pode até perder um pouco que não sentirá falta. O nível educacional é um dos fatores mais importantes de nossa Reserva, mas uma série de estudos tem demonstrado que as atividades de lazer podem ser muito importantes também. Clique aqui e confira o artigo na integra.
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É freqüente as pessoas correrem ao neurologista após a morte de um parente, amigo, colega de trabalho ou celebridade, quando a causa da morte foi o rompimento de um aneurisma cerebral. Também pudera: cerca de 40% das pessoas que apresenta um sangramento por aneurisma cerebral não sobrevive.
O aneurisma cerebral é uma dilatação de um segmento de uma artéria do cérebro fazendo com que sua parede fique frágil e com maior chance de se romper. A faixa etária com maior risco de sangramento é a sexta década de vida, mas também costuma acontecer entre pessoas jovens. Entretanto, algumas pessoas têm aneurismas que jamais se romperão. Só para se ter uma idéia, pequenos aneurismas apresentam um risco de sangramento de 0.05% ao ano. Já aneurismas com diâmetro maior que 1 cm têm risco de sangramento de 0.5% ao ano. A causa do aneurisma cerebral? Existe um componente genético inequívoco, mas alguns fatores modificáveis também aumentam a chance de sua formação e rompimento: o tabagismo, a hipertensão arterial e colesterol alto.
Os aneurismas normalmente são detectados após seu sangramento e o sintoma principal é a dor de cabeça e não é qualquer dorzinha. A dor de cabeça por rompimento de um aneurisma costuma ter duas características bem marcantes: é a pior dor de cabeça que a pessoa já teve na vida e a dor já começa nos primeiros segundos com sua intensidade máxima. A dor não vai crescendo, como é o caso de outros tipos comuns de dor de cabeça como a enxaqueca.
Estudos revelam que 3.5 a 6% da população é portadora de aneurisma cerebral. Já que é uma condição clinica tão séria, faria sentido fazer exames para detectar aneurismas cerebrais em toda a população? A resposta é não. Atualmente a recomendação é a de que indivíduos com dois ou mais parentes de primeiro grau que apresentam aneurismas cerebrais confirmados devam ser investigados, pois são esses que apresentam um risco significativamente aumentado. A investigação também deve ser feita em raros casos de doenças que sabidamente estão associadas a aneurisma cerebral.
E quanto aos indivíduos que apresentaram aneurisma cerebral e já foram tratados em outras épocas? Essas pessoas têm 22 vezes mais chances de ter um sangramento cerebral quando comparadas àquelas que nunca tiveram sangramento. Um estudo publicado hoje pela revista Neurology avaliou o custo – beneficio em se ficar vigiando ao longo dos anos se esses pacientes desenvolvem ou não novos aneurismas. Os pacientes que mais se beneficiaram de exames ao longo dos anos foram aqueles que apresentavam mais fatores de risco associados, como o tabagismo e hipertensão arterial. Além disso, a investigação para novos aneurismas revelou um bom custo- beneficio do ponto de vista de qualidade de vida entre os pacientes que demonstravam mais medo em voltar a apresentar novo sangramento. Esse resultado é bastante provocativo e nos reafirma que o médico deve fazer de tudo para oferecer segurança ao seu paciente. Na maioria das vezes a ferramenta mais valiosa é a relação médico–paciente, mas em alguns casos a realização de um exame complementar pode fazer a diferença.
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Leia também:
Um importante avanço no entendimento dos aneurismas cerebrais
Quando realmente devemos fazer check-up para aneurismas cerebrais
A enxaqueca é duas a três vezes mais comum nas mulheres do que nos homens, e para se ter uma idéia da importância do problema, a Organização Mundial da Saúde a posiciona entre as 20 doenças que mais provocam incapacidade e entre as mulheres ela é a 12ª do ranking. É bem reconhecido que as crises de enxaqueca podem ser desencadeadas pelo estresse, sendo o ambiente de trabalho uma das suas principais fontes. Um recente estudo publicado na revista britânica Cephalalgia avaliou a relação entre o estresse no trabalho de cerca de 20 mil mulheres do setor público da Finlândia e a chance de apresentarem crises de enxaqueca ao longo dos anos. O interessante é que não houve relação entre alto nível de demanda no trabalho e crises de enxaqueca. Entretanto, um menor nível de realização no trabalho, medido como a relação entre o nível de demanda e o nível de retorno (benefícios, prestígio, satisfação pessoal), foi significativamente associado a uma maior chance de apresentar enxaqueca. Se essa é uma questão relevante num país como a Finlândia em que a as mulheres dividem o trabalho de casa de forma quase igualitária com seus maridos, têm praticamente um ano de licença maternidade e um sistema de creches municipais que serve de exemplo a todo o mundo, podemos imaginar que o problema seja mais significativo ainda em nosso país. Aos empregadores de plantão: é bom lembrar que a enxaqueca é uma das principais causas de absenteísmo no trabalho.
A Dieta Mediterrânea é caracterizada por consumo predominante de cereais, legumes, frutas, peixe, azeite, consumo moderado de álcool, especialmente o vinho, e baixo consumo de carnes e laticínios. Alguns estudos populacionais publicados nos últimos anos têm demonstrado que a Dieta Mediterrânea reduz o risco da Doença de Alzheimer. Pesquisadores da Universidade de Columbia – New York publicaram recentemente o resultado do impacto da Dieta Mediterrânea em pacientes já com o diagnóstico de Doença de Alzheimer. Pacientes com maior aderência à Dieta Mediterrânea apresentavam menor risco de morrerem ao longo de uma média de quatro anos de acompanhamento.
A maioria das espécies na natureza é fértil a vida toda, não experimentando o que conhecemos como menopausa. A menopausa pode ser vista como uma vantagem evolutiva e dentre as várias razões para sua existência, chamamos a atenção neste artigo para o que a ciência conhece como “ Hipótese Avó”: na espécie humana a fêmea a partir de uma certa idade seria mais útil à perpetuação da espécie ao cuidar dos netos do que gerando novos filhos.
Clique aqui e leia o artigo na íntegra.
Para quem não assistiu ao documentário Fellini Dice , vale a pena conhecer um trecho de uma das melhores entrevistas do mestre. Para quem viu, vale a pena recordar. É uma aula de consciência.
” Não tem nenhum segredo
Não tem nenhuma receita
Para dizer, eu acho que depende de certa atitude
De certo tipo de atividade
Se você se colocar nessa dimensão de fidelidade
De espera, de boa fé
Portanto, de disponibilidade
Acreditando com todas as suas forças
Que está no centro de um lugar
De um ponto de espera
Você está no centro, num só foco
Um ponto nevrálgico
Onde aquilo deve materializar
Se acreditar com todas as forças
Ou ainda, se cumprir todos os passos necessários
Para se colocar nessa situação
Nessa dimensão
Trata-se de reconhecer
Na verdade não tenho a sensação de procurar
É encontrar mesmo. “
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A TPM é uma condição tão freqüente entre as mulheres que uma boa parte delas acha que é assim mesmo que tem que ser e jamais chegam a buscar ajuda médica. Hoje em dia a ciência entende bem melhor o fenômeno da TPM, até mesmo do ponto de vista da evolução das espécies, e já conta com inúmeras armas para melhorar a qualidade de vida das mulheres que sofrem por conta desse problema. É importante que esse conhecimento chegue tanto às mulheres como aos homens, pois uma maior consciência sobre a TPM pode contribuir para que o convívio dos casais seja mais afinado. Clique aqui e leia o artigo na íntegra.
O planejamento estratégico é uma das maiores armas que as empresas dispõem para garantir o crescimento e a viabilidade de seus negócios ao longo dos anos. É fato que existem muitas pessoas habilidosas que conduzem as decisões da empresa de forma instintiva, sem planejamento formal, e o negócio vai muito bem, obrigado. Isso hoje. E amanhã ? Um cientista não começa um experimento sem que o método esteja muito bem descrito, incluindo como os resultados serão analisados ao final do trabalho. É difícil imaginar que Amyr Klink teria conseguido fazer o que fez sem sua preciosa capacidade de planejamento.
Muitas pessoas atravessam os anos gastando semanas de reuniões para a formulação do planejamento de seu negócio ou dos outros, e não chegam a investir sequer minutos rabiscando idéias de seu próprio planejamento pessoal. Muitos certamente têm bastante simpatia com a música do talentoso Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar, vida leva eu...”. Outros não concordam com isso e parece que esse devia ser o caso do filósofo Sêneca que nos deixou a famosa frase: “Para aqueles que não sabem para que porto vão, nenhum vento é bom”.
Podemos nos valer de algumas idéias do método de planejamento estratégico do mundo corporativo para nossa vida pessoal. São várias as dimensões essenciais de nossa vida que devem fazer parte dessa reflexão: saúde, família, amigos, carreira profissional, realização intelectual, lazer, sexualidade, espiritualidade, etc.
Planejamento pessoal
Vamos começar por nossa análise interna. Aqui devemos focar em nossas próprias forças e fraquezas. Esse não é um processo exato, mas é bem provável que o rumo de sucesso pessoal mais certeiro seja o de solidificar / aumentar nossas forças e corrigir nossas fraquezas. Ao elencarmos nossas forças e fraquezas, podemos priorizá-las e definir quais são aquelas em que devemos mais investir. Uma boa dica é começar investindo naquelas que sejam sustentáveis a longo prazo. Talvez não valha a pena gastar tanta energia para nos aprimorar em uma determinada carreira se ela está em extinção, mesmo que esse seja um forte talento pessoal. Da mesma forma, não vale a pena apostar em corrigir uma fraqueza em que o resultado da correção não vai nos trazer muita vantagem. Se ao digitar no computador você “cata milho” de forma rápida e eficiente, investir em um curso de digitação para atingir uma performance olímpica pode não ser sua maior prioridade.
Um segundo passo na priorização de ações é a identificação de forças e fraquezas que são essenciais para nossa vida. Cada um tem sua própria análise, mas há algumas premissas que não deveriam ser muito diferentes entre as pessoas, como é o caso do investimento em nossa saúde. Sem saúde, todo o resto não sai do lugar. Vale repensar se faz sentido estar atrasado em um ano com os exames periódicos preventivos, mas ter tempo para criar um novo projeto profissional.
Um terceiro passo, e esse considero que seja mais relevante no âmbito da carreira profissional, é o de identificar o quanto suas forças e fraquezas são raras, difíceis de imitar, difíceis de consertar. Ao identificar uma força valorosa do ponto de vista profissional, dê mais prioridade ainda às que são raras no seu meio. Essas forças diferenciam-lhe dos outros e fazem-lhe “sair da pilha”, como dizia Jack Welch, grande personalidade do mundo corporativo. Quanto às fraquezas, uma boa sugestão é a de priorizar nossos reparos com foco em dois momentos. Primeiro resolver a curtíssimo prazo aquilo que é fácil de consertar. Um médico talentoso que tem seu consultório vazio, talvez por ter o cabelo pintado de roxo, poderia pelo menos tentar pintar o cabelo de outra cor, e para ontem. Pensando mais a médio e longo prazo, devemos depositar um grande contingente de energia no reparo de fraquezas que são difíceis de corrigir e que nos trazem desvantagem. Difícil de corrigir significa que a deficiência não pode ser corrigida da noite pro dia, mas não quer dizer que seja a coisa mais difícil ou penosa do mundo. Pode ser a falta de proficiência em determinada língua, falta de ferramentas de gestão, um problema de saúde crônico, etc. A análise interna pode ser vista como aquilo que poderíamos fazer para melhorar.
Após essa análise interna, podemos passar para a construção do cenário externo, que é a percepção das ameaças e oportunidades que nos rondam no presente e que nos aguardam no futuro. Se vivemos numa cidade em que o trânsito está ficando cada vez mais caótico, e só tende a piorar, esse fator que vem “de fora” deve fazer parte do planejamento de nossa vida, já que um dia pode vir a anular nossas forças. Parte desse cenário pode ser visto como aquilo que deveríamos fazer para melhorar.
Por fim, a decisão do que devemos fazer com nossas forças e fraquezas deve ser permeada também por aquilo que gostaríamos de fazer para melhorar, e para isso é necessário identificarmos com muita clareza qual é nossa missão nessa vida e quais são os nossos valores. As empresas costumam pendurar em suas paredes frases de efeito descrevendo suas missões e valores, mas poucas realmente se comprometem a seguir fielmente o que está ali escrito. Assim como as empresas, somos pressionados por todos os lados para não darmos conta de fazer aquilo que acreditamos e que faz parte do nosso discurso.
Planejar minimamente nossas escolhas e ações pode nos ajudar a integrar nossos ideais com o que realmente fazemos no nosso dia-a-dia: isso é viver com integridade, em busca de uma vida não fragmentada. É bom ter em mente que não são poucas as coisas que fogem do nosso controle, e nisso o Zeca Pagodinho tem razão em deixar rolar quando a coisa não sai do jeito planejado. Colocando o Zeca e o Sêneca trabalhando juntos, o pagode poderia sair assim: Se conheço bem para onde vou, vida leva eu, com vento bom, E PRO MELHOR LUGAR.
Hoje é o Dia Nacional da Cefaléia, ou seja, da dor de cabeça. Estatísticas mostram que cerca de 93% da população sofre ou já sofreu de dor de cabeça durante a vida, sendo que 30% teriam indicação de tratamento. A dor de cabeça causada pela enxaqueca é responsável por grande parte desses números.
Problemas de saúde que são muito freqüentes e que têm base genética inequívoca, como é o caso da enxaqueca, fazem-nos sempre refletir se não poderia haver uma vantagem evolutiva para que tantos indivíduos apresentem essa condição. Ao investigarmos os fatores que comumente desencadeiam crises de enxaqueca (ex: jejum prolongado, estresse), poderíamos até compará-los a situações predatórias. Essa é uma forma de encarar a enxaqueca como um aliado e não como um inimigo, um alarme cerebral que nos avisa quando estamos fora do nosso equilíbrio ideal. Infelizmente esse alarme não é perfeito, e às vezes é disparado sem grandes justificativas. Alguns comparam esse fenômeno a um alarme de incêndio de uma casa que é disparado quando estimulado pelo calor da torradeira elétrica…. Clique aqui e leia o artigo na íntegra.























