Quando uma pessoa tem uma forte dor no peito e suspeita que possa estar tendo um infarto, não pensa duas vezes e corre para o hospital mais próximo. Essa atitude salva muitas vidas, pois quanto mais precocemente o tratamento para o infarto for iniciado, maior a chance de sucesso.

No caso do derrame cerebral, acidente vascular cerebral, ou AVC, a rapidez no tratamento também salva vidas e reduz a chance de seqüelas. Infelizmente os sintomas de AVC são mais variados do que o do infarto do coração e bem menos conhecidos pelo público leigo, e isto dificulta a rápida procura por assistência médica. É bom saber que o AVC é a principal causa de morte no país.

 

Principais sinais e sintomas:

 

Súbita perda de força de um lado do corpo

Súbita alteração de sensibilidade de um lado do corpo

Súbita tontura, desequilíbrio ou perda da coordenação motora

Súbita dor de cabeça de forte intensidade

Súbita dificuldade para falar

 

 

Campanhas de conscientização da população para o reconhecimento dos principais sinais e sintomas de um AVC têm sido realizadas em diversas partes do mundo, algumas delas com resultados positivos. Campanhas dessa natureza podem ser especialmente relevantes em populações que apresentam maior risco de derrame cerebral, como é o caso de pacientes cardiológicos.

 

O Instituto do Cérebro de Brasília em parceria com o Centro de Cardiologia Biocardios e alunos de medicina da Universidade Católica de Brasília acabam de publicar um estudo na última edição dos Arquivos de Neuropsiquiatria, publicação da Academia Brasileira de Neurologia, que evidenciou que é pequeno o conhecimento sobre sinais e sintomas de AVC entre a população geral da cidade de Brasília, assim como entre pacientes tratados em uma clínica de cardiologia da mesma cidade. Além disso, identificamos um reduzido conhecimento por parte de ambos os grupos pesquisados quanto aos principais fatores de risco de AVC, como é o caso da hipertensão arterial. Clique aqui para visualizar o artigo na íntegra.

 

Campanhas visando aumentar o conhecimento sobre o AVC podem ter um grande impacto na saúde pública, especialmente entre grupos de alto risco para essa condição, como pacientes com doenças cardiovasculares. Nesse caso, o cardiologista pode ser um importante ator multiplicador de conhecimento.   

 

 

 

 

 

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