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Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico científico Pediatrics, jornal oficial da Academia Americana de Pediatria, revela que os adolescentes estão usando seus aparelhos de MP3 de forma nada segura. Cerca de 1400 adolescentes holandeses com idades entre 12 e 19 anos, e de 15 diferentes escolas, responderam a um questionário sobre seus hábitos de uso de MP3 portátil. Os resultados evidenciaram que 90% deles tinha o hábito de ouvir música com esses tipos de aparelho, 33% com uso freqüente (> 1 hora por dia), 48% com volume alto, e apenas 7% usava funções do aparelho para limitação de volume. O tempo de uso por si só não representa problema ao aparelho auditivo, mas o estudo mostrou que aqueles que usavam o MP3 com maior freqüência tinham uma chance 4 vezes maior de usá-lo com volume alto.

 

Várias pesquisas têm revelado o crescente número de adolescentes com problemas auditivos, e o hábito de ouvir música alta é de longe o maior responsável por isso. A grande febre dos MP3 portáteis aumentou drasticamente a exposição dos jovens a ruídos de alta intensidade, especialmente porque os aparelhos modernos são capazes de oferecer som de alta intensidade sem distorção. É sabido também que além de limitar o tempo de uso e volume do som, campanhas de conscientização dos riscos associados ao uso desses aparelhinhos podem prevenir o risco de danos no aparelho auditivo.

 

No presente estudo, apenas 18% dos adolescentes respondeu ter recebido informações de forma frequente sobre os riscos de se ouvir música alta. À medida que os MP3 portáteis chegam cada vez mais cedo às mãos e ouvidos das crianças, é recomendável que campanhas de conscientização já sejam implantadas enquanto elas ainda estão no ensino fundamental. Pais, professores, profissionais da saúde, todos têm importante papel nesse desafio.  

 

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videogame

 

 

 

Estudos já haviam demonstrado que o hábito de jogar videogames de ação é capaz de aumentar o desempenho em testes de atenção. Agora, uma pesquisa recém-publicada pela revista Nature Neuroscience demonstra que os videogames de ação também podem incrementar a capacidade visual, especialmente na sensibilidade de percepção de contrastes.

 

A percepção de contrastes é a base para a correta identificação de objetos e para a atração da atenção, sendo fundamental, por exemplo, quando dirigimos à noite. O efeito positivo do videogame de ação sobre essa capacida de viisual se dá provavelmente através da estimulação de circuitos neurais e não por “melhorias” do olho em si. Além disso, o ganho na percepção de contrastes pode durar por meses, ou mesmo anos após a época em que o indivíduo foi estimulado, o que abre a possibilidade do videogame ser uma forma de contrabalancear a perda dessa função que comumente ocorre com o envelhecimento.

 

Os resultados dessa pesquisa dão mais suporte à nova tendência em se treinar atletas de elite com videogames de ação, e isso já tem sido aplicado aos tenistas profissionais. Quanto às crianças é importante colocar limites, pois o comportamento de uso patológico do videogame está associado a menor desempenho escolar entre outros problemas. Uso patológico do videogame não é só o fato da criança jogar muitas horas por dia, mas é quando chega a interferir no seu funcionamento psicológico, comprometendo suas relações sociais, na família ou sua atuação na escola. Uma ampla pesquisa publicada recentemente pelo periódico Psychological Science revelou que 8,5% dos americanos com idades entre 8 e 18 anos podem ser considerados como jogadores de videogame em nível patológico, com uma média de 24 horas semanais de jogo.

 

A história é quase sempre a mesma: não é a tecnologia em si que nos traz problemas, mas sim aquilo que decidimos fazer com ela.    

 

  

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Indivíduos que têm doença isquêmica do coração devem evitar o estresse a todo custo, já que podem ter seus níveis da pressão arterial aumentados, entre outras alterações fisiológicas, o que pode gerar complicações graves, como é o caso da morte súbita. Uma série de estudos já foi realizada testando o poder da música sobre a saúde de quem sofre de doenças do coração e uma análise recém-publicada pelo respeitado sistema Cochrane de revisões concluiu que a música pode ser um grande aliado das coronárias.

 

Os pesquisadores revisaram os resultados de 23 estudos incluindo ao todo 1461 pacientes. Apenas dois desses estudos foram conduzidos por musicoterapeutas, enquanto nos demais estudos, os pacientes recebiam CDs pré-gravados e distribuídos pelos profissionais de saúde.  Os resultados da análise revelaram que a música é capaz de reduzir a ansiedade, pressão arterial, freqüência cardíaca e respiratória e até mesmo a percepção de dor. Ainda é necessário definir se o efeito da música oferecida por um musicoterapeuta é maior do que o de CDs pré-gravados.

 

E por quais caminhos a música é capaz de trazer esses benefícios aos que sofrem do coração? As melhores evidências que temos até o momento apontam que a música prazerosa é capaz de ativar centros cerebrais que irão modular o sistema nervoso autônomo, promovendo com isso uma redução da atividade de nossas descargas de adrenalina e hormônios do estresse. Entre os pacientes cardíacos que são submetidos a procedimentos invasivos, como é o caso do cateterismo, a música é capaz de modular os circuitos da dor e reduzir a ansiedade associada ao procedimento. Mais uma vez, o efeito final é uma menor ativação das respostas de estresse. Entretanto, quando a música não é prazerosa, o efeito pode ser exatamente oposto.

 

  

 

 

 

 

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Quando vemos um atleta ingerindo soluções especiais ou alimentos durante uma prova de longa duração, o que vem à nossa cabeça é que ele está se hidratando e repondo calorias e sais minerais. Em provas muito longas em que há redução das fontes de glicose dos músculos (glicogênio), é reconhecido que os atletas que repõem carboidratos durante a atividade têm melhor desempenho. Entretanto, em provas mais curtas, como grande parte dos esportes coletivos, ainda é discutível se a reposição de carboidratos é capaz de trazer algum tipo de benefício, e há estudos que confirmaram esse benefício, enquanto outros não. Faz sentido duvidar desse efeito, já que numa prova de uma hora de duração, sabe-se que a contribuição das fontes de glicose dos músculos é mais importante do que o nível sanguíneo da glicose. Além disso, a quantidade de carboidrato que o organismo consegue absorver nesse período não é muito relevante, não passando de uns 20g.

 

Talvez o possível efeito positivo da administração de carboidratos não seja diretamente nos músculos, mas sim no cérebro. Essa possibilidade tomou mais corpo após alguns recentes estudos que demonstraram que a injeção de glicose na veia não foi capaz de melhorar o desempenho do atleta, enquanto o mero contato na boca de solução de carboidratos sem sabor doce (Maltodextrina) foi capaz de melhorar o desempenho.  Isso levantou a hipótese de que os carboidratos se ligam a receptores na boca (ainda desconhecidos), independentemente de ter sabor adocicado, que ativariam o sistema nervoso central e que por sua vez melhoraria o desempenho do atleta.    

 

Um novo estudo recém-publicado no The Journal of Physiology foi mais além. Pesquisadores da Universidade de Birmingham administraram três tipos de bebidas a ciclistas bem treinados: solução à base de glicose 6,4%, outra à base de Maltodextrina e outra só de água. Foi adicionado adoçante artificial às três soluções para que ficassem com sabor parecido, e solicitado aos atletas que apenas colocassem a solução na boca por 10 segundos e depois a cuspissem fora. Usaram a solução por oito vezes durante repetidos treinos de ciclismo de uma hora e apresentaram melhor desempenho quando usaram as soluções que continham carboidratos, e pior desempenho com a solução de água.

 

Os pesquisadores ainda avaliaram a resposta cerebral ao contato na boca de cada tipo de solução através de ressonância magnética funcional. E o resultado foi que ambas as soluções de carboidrato ativaram regiões cerebrais do sistema de recompensa cerebral, que também é ativado quando comemos de verdade algo prazeroso, ou quando experimentamos diversas outras formas de prazer. Os resultados sugerem que os carboidratros ajudam no desempenho dos atletas ao fazerem com que o cérebro dê um empurrãozinho como, por exemplo, ao perceber menos sinais de cansaço. O estudo ainda sugere que existem receptores na boca capazes de enviar sinais ao cérebro quando entram em contato com carboidratos. Ainda não se conhece que receptores são esses.

 

 

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Uma pesquisa recém-publicada pela revista Neuroscience revela que o tempo que se gasta com educação física na escola influencia de maneira positiva o desempenho acadêmico dos alunos. Crianças de 9 anos de idade foram submetidos a uma série de testes cognitivos especialmente elaborados para se testar a capacidade de atenção após 20 minutos de repouso. Em um outro dia, as crianças passaram pelos mesmos testes após uma sessão de 20 minutos de caminhada na esteira. O desempenho cognitivo dos alunos foi significativamente melhor quando testados após o exercício físico, acompanhado também por melhores medidas neurofisiológicas que refletem a capacidade de atenção (potencial evocado P3).

 

Os pesquisadores ainda foram além. Realizaram testes do conteúdo aprendido em sala de aula, com foco em matemática, escrita e interpretação de texto. Mais uma vez, os acertos foram maiores após a atividade física, especialmente no teste de interpretação de texto. Na verdade, os resultados poderiam ter sido ainda melhores se a atividade física realizada fosse mais interessante para as crianças do que caminhar na esteira. Um dos autores do estudo, Darla Castelli da Universidade de Illinois, recomenda que estudantes do ensino fundamental realizem pelo menos 150 minutos de atividade física durante a semana e 225 minutos no caso de estudantes do ensino médio. A pesquisadora recomenda ainda que os professores criem formas de integrar atividade física e conteúdo programático até mesmo dentro da sala de aula.

 

A crescente preocupação com a competitividade que as crianças enfrentarão no futuro já faz com que algumas escolas estimulem a competitividade desde cedo. Mudanças curriculares têm sido propostas, com redução e até extinção de atividades de educação física e educação artística. A ciência tem ajudado a fazer com que esses tipos de atitude sejam repensadas. Já foi comprovado que o tempo dispendido com educação física na escola traz mais sucesso acadêmico do que se esse tempo fosse investido na sala de aula. Isso sem falar nas dimensões humanísticas, de equilíbrio psíquico e de prevenção de doenças que a educação física é capaz de oferecer.

 

 

 

 

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Apesar da atividade física poder desencadear dores de cabeça em algumas pessoas que sofrem de enxaqueca, sua prática regular é uma recomendação universal, pois na maioria das vezes ela mais ajuda do que atrapalha no controle das crises. Entretanto, não existem ainda estudos que tenham definido qual o tipo, freqüência e intensidade da atividade física que melhor colabora para o controle das crises de enxaqueca e que menos chance tem de desencadear uma crise.

 

Uma pesquisa conduzida na Suécia e recém-publicada pela revista Headache, periódico oficial da Sociedade Americana de Cefaléia, demonstrou que um programa de atividade aeróbica a indivíduos sedentários e com enxaqueca não só não piorou as crises de dor de cabeça, mas ao final de 12 semanas mostrou-se eficaz na redução da intensidade e freqüência das crises, assim como na necessidade do uso de analgésicos. O programa consistia em treino de 40 minutos em bicicleta ergométrica 3 vezes por semana.

 

Os resultados devem ser vistos como preliminares e devem encorajar a realização de estudos mais robustos para a definição do tipo de exercício que mais benefícios pode oferecer àqueles que sofrem de enxaqueca e também comparar esse efeito com a eficácia de tratamentos medicamentosos habituais.

 

 

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O sedentarismo é reconhecido como um importante fator de risco para duas das doenças que mais matam no planeta: câncer e doenças cardiovasculares. E não é de hoje que sabemos que a atividade física regular é capaz de promover o aumento de nossa longevidade. Mas será que quem começa a se exercitar só após os 50 anos ainda recebe esse benefício?

 

Um estudo recém-publicado pelo British Medical Journal acompanhou mais de 2000 homens na Suécia a partir dos 50 anos de idade. Após 10 anos, os homens que incrementaram o nível de atividade física passaram a apresentar índices de mortalidade semelhante àqueles que já tinham altos níveis de atividade no início do estudo. O efeito na redução de mortalidade foi da mesma magnitude que a decisão de parar de fumar.

 

O recado é simples: nunca é tarde para começar a malhar e parar de fumar! 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Desde 1999, a Academia Americana de Pediatria recomenda que crianças com menos de dois anos de idade devem ficar longe da TV. Mesmo assim, pesquisas apontam que em cerca de 70% dos lares as crianças nessa faixa etária costumam assistir 1 a 2 horas de TV por dia e que boa parte dos pais acredita que a TV , e especialmente os videos educativos,  podem auxiliar no desenvolvimento da criança.

 

Um estudo recém publicado pela revista Pediatrics revela que a TV e videos não trazem nenhum tipo de benefício cognitivo às crianças de 0 a 2 anos de idade, mas também não prejudica. Quase 900 crianças foram acompanhadas e a média diária de tempo em frente à TV foi de 1.2 h. Aos 3 anos de idade, medidas de vocabulário e habilidades visuomotoras não foram influenciadas pelo hábito de assistir TV e videos. Entretanto, estudos anteriores já haviam demonstrado que a TV pode ter impacto negativo nos bebês a depender do conteúdo assistido. Conteúdos violentos antes dos 3 anos de idade dobra a chance das crianças apresentarem problemas de atenção na infância.

 

O estudo reforça resultados de estudos anteriores de que a TV e videos não melhoram o desempenho cognitivo dos bebês. Isso já foi testado até mesmo com os famosos videos educativos Baby Einstein, e gerou até processo da produtora Disney sobre a Universidade de Washington que conduziu o estudo. Nesse caso específico, o estudo mostrou que bebês que assistiam aos vídeos até tiveram piores scores cognitivos.

 

É bom lembrar que o desenvolvimento cognitivo não é a única medida para se avaliar os efeitos da TV sobre as crianças. Já existem evidências que limitar o uso da TV pelas crianças colabora para que elas tenham hábitos alimentares mais saudáveis, reduz o risco de sobrepeso e obesidade e ainda é capaz de melhorar a qualidade do sono.   

 

 

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Podemos entender a atividade física e a sexualidade como um círculo virtuoso, onde há influências positivas nos dois sentidos.  Indivíduos sexualmente ativos preocupam-se mais em estar com o corpo em forma, podendo assim aumentar a capacidade de atrair o(a) parceiro(a). A atividade física melhora o estado de saúde como um todo e ainda tem o poder de elevar a auto-estima, ambos trazendo benefícios à sexualidade. A atividade sexual regular, por sua vez, traz inúmeros benefícios à saúde, até mesmo por ser também uma atividade física.

 

Os dados mais precisos sobre o consumo de energia durante uma relação sexual são de estudos que avaliam o que se chama de equivalente metabólico (MET). Calcula-se que o MET relacionado à atividade sexual seja de 2 a 3, ou seja, metabolismo 2 a 3 vezes maior que no repouso. Durante o orgasmo o MET é maior: de 3 a 4. Uma caminhada tem o MET de 2 a 3, dependendo da velocidade. Uma corrida já apresenta um MET de 6 a 7. A atividade sexual é considerada como uma atividade física muito leve, por estar associado a um MET baixo. Uma caminhada leve ou atividade sexual “habitual” queima cerca de 200 calorias em 1 hora. Não devemos pensar que a atividade sexual é o suficiente do ponto de vista de atividade física, mas é melhor do que a combinação do sedentarismo e o celibato.

 

Do ponto de vista neuroquímico, a atividade física promove a liberação de uma série de substâncias no cérebro como a endorfina, dopamina e os endocanabinóides, que além dos efeitos imediatos de euforia e analgesia, são capazes de promover uma modulação do funcionamento cerebral de forma mais sustentada. Isso pode resultar em maior equilíbrio mental, menos sintomas de ansiedade e depressão, tudo isso colaborando para o equilíbrio da sexualidade de um indivíduo.

 

Nas academias de ginástica o cérebro pode ir mais além. O “clima de paquera” de uma academia pode até mesmo servir de “aquecimento” para a atividade física. Entre os mamíferos, o cortejo com o potencial parceiro sexual provoca uma série de mudanças comportamentais, que incluem maior atenção e disposição física. Entre os humanos, sabemos que o homem é bem mais responsivo aos estímulos visuais de beleza e juventude. Já as mulheres respondem mais a estímulos que envolvam sinais de poder e riqueza. Darwin explica.

 

E malhar em grupos de ambos os sexos também pode ter suas vantagens. Além dos estímulos visuais, até o cheiro de suor do sexo oposto pode influenciar o estado de disposição de quem está malhando, já que pode potencializar a percepção dos feromônios, com mudanças nos níveis hormonais de quem sente o cheiro. Na maioria dos mamíferos, os níveis hormonais são influenciados por sinais químicos externos, que são os chamados feromônios. Uma das pistas de que esse sistema também atua na espécie humana é a de que a convivência entre mulheres está associada a uma sincronia de seus ciclos menstruais, fato observado também em roedores.  Ainda existe muito debate se esse é um sistema relevante para a espécie humana, e recentes estudos têm confirmado que nossos níveis hormonais podem ser influenciados pelos odores das pessoas ao nosso redor. O candidato a feromônio humano mais estudado até o momento é o hormônio androstadienona presente na saliva, sêmen e suor dos homens. A androstadienona é capaz de influenciar o humor, nível de alerta, e atividade cerebral tanto nas mulheres, como entre homens com orientação homossexual.  Uma recente pesquisa revelou que mulheres que cheiravam a androstadienona pura tiveram seus níveis de hormônio corticóide elevados após 15 minutos e com duração de até 60 minutos. Pode-se até  hipotetizar que esse aumento nos níveis de corticóide poderia dar mais energia para o exercício físico, mas isso ainda é só especulação.     

 

Outra vantagem da atividade física em grupo é a de que a sensação de pertencer a um “time” promove um importante fenômeno que a ciência chama de “apoio social”, que faz bem à saúde independentemente da atividade física, ao reduzir, por exemplo, o risco de doenças cardiovasculares e depressão. O isolamento social não faz bem à saúde, e os efeitos negativos começam pela química cerebral mesmo. Esse apoio social tem sido repetidamente demonstrado como uma importante estratégia de incentivo à realização de atividade física, com melhora de indicadores de saúde. É a velha história de que é mais fácil alguém ter ânimo para caminhar pela manhã se for em boa companhia.

 

Muitas dessas questões podem explicar em parte o grande sucesso das academias de ginástica. Talvez explique também o fôlego de maratonista dos foliões no carnaval.

 

 

 

 

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Na antiguidade, a vida em abstinência sexual foi vista como uma forma de evitar problemas de saúde. Apesar de ainda hoje podermos encontrar esse tipo de pensamento em algumas culturas, nas últimas décadas, estudos científicos rigorosos não só desmontaram de uma vez por todas o mito de que a atividade sexual pode ser deletéria à saúde, desde que devidamente protegida contra doenças sexualmente transmissíveis, mas também têm revelado que o sexo traz inúmeros benefícios à saúde:
– maior longevidade

– menor risco de doenças cardiovasculares
– maior auto-estima, menos sintomas de ansiedade e depressão e menos queixas de dor e insônia;
– etc, etc, etc.

 

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

 

 

 

 

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Se você ainda acredita que a prática regular de exercício físico foi feita só para manter o peso sob controle e reduzir o risco de infarto do coração, vale a pena rever esses conceitos. Claro que a atividade física realmente tem essas virtudes, mas o conhecimento científico atual nos permite dizer que suas vantagens vão muito além, incluindo a redução do risco de inúmeras outras doenças graves como o câncer e uma significativa melhora do nosso desempenho cerebral. Hoje em dia, é difícil discordar que nosso cérebro funciona bem melhor num corpo que se exercita.

 

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

 

 

 

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Em editorial intocável publicado esta semana no British Medical Journal por Fiona Godlee, editora da revista, temos mais uma oportunidade de repensar a importância da Alfabetização em Saúde da população. A Associação Americana de Medicina define o conceito de Alfabetização em Saúde como a capacidade de obter, processar e compreender informação básica em saúde necessária à tomada de decisões apropriadas e que apóie o correto seguimento de instruções terapêuticas.

 

O recado de Fiona parte do fato de que há muito que se fazer pela Alfabetização em Saúde e essa não é uma questão de que “seria bom” investir nisso, mas que esse investimento é imperativo. Estima-se que nos EUA anualmente são gastos entre 106 e 236 bilhões de dólares anuais por conta do baixo nível de Alfabetização em Saúde e suas conseqüências: a não procura de ajuda médica quando necessária, a dificuldade em assumir hábitos de vida saudáveis, erros no uso de medicações, etc.

 

A melhora da comunicação em saúde tem de ser pensada já desde o nível da relação médico-paciente, assumindo que o paciente é capaz sim de entender questões que os médicos podem julgar ser de difícil entendimento, e a maioria dos pacientes quer entender melhor seus problemas. É preciso também melhorar a qualidade do jornalismo em saúde, pois ele representa uma das principais fontes de informação em saúde da população. Jornalistas, médicos e demais profissionais da saúde, cientistas, agências governamentais, indústrias farmacêuticas e de equipamentos médicos, cada qual tem sua parcela de responsabilidade pela qualidade da informação em saúde que chega até o público leigo. Espera-se que cada parte faça seu papel de forma ética e que dialoguem entre si para a construção de um movimento que assegure à população informação cada vez mais correta e de qualidade.

 

 

 

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Temos uma série de evidências de que crianças que aprendem a tocar um instrumento musical na infância têm ganhos significativos em habilidades motoras e auditivas e que também são utilizadas em diversas outras situações do dia-a-dia. Além disso, pesquisas já demonstraram que o aprendizado musical na infância pode aumentar o desempenho em outras dimensões cognitivas como habilidades espaciais, matemáticas, de linguagem verbal, e até mesmo uma associação com maior QI e desempenho acadêmico na idade adulta.

 

Um novo estudo publicado esta semana no periódico PloS ONE confirma parte desses achados ao mostrar que crianças que tiveram aprendizado musical por pelo menos três anos apresentam melhor desempenho motor e auditivo como também  uma melhor habilidade verbal e de raciocínio não verbal. Uma das formas de explicar os resultados é o próprio efeito estimulante do estudo da música sobre o cérebro. Por outro lado, as crianças que recebem educação musical podem na verdade terem pais mais dedicados ao processo educacional dos filhos como um todo. Além disso, crianças que passam anos no processo de educação musical podem ser genuinamente mais persistentes e motivadas do que aquelas que começam e desistem logo em seguida. E se são mais persistentes para a música, têm chance de serem mais persistentes também nas tarefas da escola.

 

Essa nova pesquisa é a divulgação de resultados parciais de um grande estudo longitudinal conduzido por pesquisadores de Harvard e que devem num futuro próximo nos trazer respostas mais precisas de quais desses mecanismos são os mais relevantes para explicar a relação entre a música e o sucesso cerebral das crianças.

 

 

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Um estudo publicado ontem no British Medical Journal nos mostra de forma inequívoca que mulheres que adotam um estilo de vida saudável vivem mais. Pesquisas anteriores já haviam mostrado resultados semelhantes, mas dessa vez os resultados são mais contundentes ainda, já que o estudo envolveu quase 80 mil mulheres com idades entre 34 e 59 anos e que foram acompanhadas por 24 anos. Cinco marcadores de saúde foram avaliados pela pesquisa:

 

  • tabagismo
  • sobrepeso
  • inatividade física
  • dieta pouco saudável
  • o não consumo moderado de álcool (moderado = até uma dose diária)

 

Cada um desses cinco fatores esteve associado ao risco de morrer durante o período do estudo de forma independente. Quando se comparou mulheres que não apresentavam nenhum dos cinco fatores de risco com mulheres que apresentavam os cinco fatores, as mulheres com os cinco marcadores de risco apresentavam um risco maior de mortalidade nas seguintes proporções:

 

  • risco relativo de mortalidade geral  4.3 vezes maior
  • risco relativo de mortalidade por câncer 3.2 vezes maior
  • risco relativo de mortalidade por doenças cardiovasculares  8.2 vezes maior

 

A pesquisa mostrou também que 28% das mortes durante o período do estudo poderiam ter sido evitadas se as mulheres não fumassem, e 55% das mortes poderiam ter sido evitadas se as mulheres não apresentassem a combinação dos quatro primeiros fatores. O quinto fator, ausência de consumo moderado de álcool, não foi tão relevante como os outros quatro.

 

Trocando em miúdos:

VIVE MAIS A MULHER MAGRA E QUE NÃO FUMA, QUE FAZ ATIVIDADE FÍSICA E QUE TEM UMA DIETA SAUDÁVEL.

 

 

 

 

Um estudo publicado esta semana pelo British Medical Journal revela que o consumo de drogas antipsicóticas aumenta o risco do indivíduo em apresentar um derrame cerebral, e esse risco é ainda duas vezes maior entre indivíduos com quadro de demência e maior no caso dos antipsicóticos modernos, chamados de atípicos. 

 

A associação entre derrame cerebral e antipsicóticos atípicos (ex: olanzapina, risperidona)  já havia sido demonstrada, mas desta vez mostrou-se que mesmo os antipsicóticos de primeira geração (ex: haloperidol) também aumentam o risco de derrame.

 

Com esses resultados devemos pensar no uso de antipsicóticos cada vez com mais  critério, e no caso de indivíduos com quadros demenciais, essas medicações deveriam ser evitadas sempre que possível. Os antipsicóticos são freqüentemente usados nesse grupo de pacientes para a modulação de transtornos do comportamento que são muito freqüentes nos quadros demenciais. Esses resultados devem servir de estímulo para a incorporação de outras ferramentas que possam modular o comportamento dos idosos com quadros demenciais, e aí não estamos falando só de medicações,  mas também de atividade física, lazer e convívio social. 

 

 

 

 

 

 

 

 

A expectativa de vida do Australopitecus há 4 milhões de anos atrás era de apenas 15 anos, 25 anos para europeus na Idade Média, cerca de 40 anos no século XIX, 55 anos no início do século XX, e atualmente em muitos países a expectativa de vida já é maior que 75 anos de idade. No Brasil, os últimos dados do IBGE revelam uma expectativa de vida de 72,3 anos e a projeção para 2015 e 2026 é de 75 e 78 anos respectivamente.

 

Se tivermos que escolher uma única atitude saudável na vida para alcançarmos a longevidade com qualidade de vida, a prática regular de exercícios aeróbicos talvez seja a mais significativa. Não faltam estudos mostrando os efeitos positivos da atividade física sobre nossa saúde, mas um estudo publicado na última edição da revista Archives of Internal Medicine traz resultados ainda mais impressionantes. A pesquisa foi iniciada em 1984 quando mais de 500 membros de uma associação de corredores de rua com mais de 50 anos de idade passaram a ser acompanhados anualmente com questionários que avaliavam a freqüência de atividade física, índice de massa corporal, e uma escala para avaliar o nível de incapacidade funcional nas atividades diárias. O grupo de corredores foi comparado a um grupo controle formado por funcionários da Universidade de Stanford de semelhante faixa etária. Ao final de 21 anos de acompanhamento os resultados foram os seguintes: 1) a atividade física entre os corredores foi cerca de três vezes mais intensa ao longo de todo o estudo; 2) houve declínio da capacidade funcional ao longo dos anos em ambos os grupos, mas de forma menos relevante entre os corredores; 3) após 19 anos de acompanhamento, 34% dos indivíduos do grupo controle havia morrido, comparado a apenas 15% dos corredores; 4) os corredores apresentaram menor mortalidade não só por doenças cardiovasculares, mas também por câncer.

 

As Olimpíadas estão aí e inspiração é que não falta para realizar exercícios aeróbicos. Também não faltam argumentos que nos convençam que os exercícios aeróbicos  podem acrescentar bons anos às nossas vidas. 

 

 

 

 

Todo mundo conhece um pouco sobre as diferentes mudanças físicas, mentais e psicossociais que as mulheres passam quando se tornam mães, e seus potenciais reflexos sobre a saúde. Até mesmo o cérebro passa a ser diferente com a maternidade (Cérebro de mãe é turbinado mesmo). Já o efeito da paternidade sobre a saúde dos homens é um tema ainda pouco explorado pela ciência.

 

A paternidade no mundo contemporâneo extrapola o modelo estereotipado do pai provedor trabalhando fora e a mãe em casa cuidando dos filhos. Hoje em dia não são raros os pais que moram sozinhos com os filhos, pais que cuidam da casa enquanto a mãe que é provedora e trabalha fora, pais que moram longe dos filhos, pais numa relação homossexual, e outras variações de paternidade que pareceriam exceções à regra há algumas décadas atrás.

 

E será que a paternidade exerce alguma influência sobre a saúde dos homens?  Os filhos podem ser um fator positivo na vida dos homens como fonte de satisfação e realização, e até de atividade física, já que muitos homens retornam à atividade esportiva incentivados pela chance de fazê-la junto aos filhos. Inclusive, atividade física junto ao filho é mais comum com o pai do que com a mãe. Por outro lado, a paternidade pode trazer efeitos negativos se, por exemplo, o homem encará-la com culpa por não viver junto ao filho ou se o homem tiver que trabalhar além dos seus limites desejáveis depois que a conta com os filhos passou a ficar mais cara, deixando de cuidar de sua própria saúde e às vezes até se sentindo penalizado. A forma como o homem vive a paternidade além de poder influenciar seus hábitos de vida, e conseqüentemente sua saúde, pode influenciar também o desenvolvimento psíquico de seus filhos e a própria saúde do relacionamento conjugal. Pesquisas ainda revelam que pais com filhos que apresentam doenças crônicas apresentam mais chance de estresse na relação conjugal e separação e também maior chance de desemprego.

 

Mas os estudos sobre o efeito da paternidade sobre a saúde dos homens ainda estão só no começo. O conhecimento até o momento foi muito focado no impacto psicossocial nos primeiros após o nascimento do filho, e estudos tem sido desenvolvidos para avaliar essa questão mais a longo prazo. O fator paternidade deve começar a ser levado em conta no cuidado da saúde do homem, com recomendações de equilíbrio entre trabalho e família integradas às habituais orientações de hábitos saudáveis de vida. Uma pesquisa recente envolvendo milhares de americanos revelou que o consumo de gordura total e saturada por adultos é maior nos lares com crianças.

 

Uma maior atenção ao lado pai do homem tem o potencial de promover sua saúde, e certamente promoverá mais saúde aos seus filhos também. Recentemente, a academia americana de pediatria passou a recomendar aos pediatras que estimulem os pais a participarem mais do dia-a-dia dos filhos, já que são inúmeras as evidências da forte influência do pai sobre o desenvolvimento dos filhos, do ponto de vista social, psíquico e cognitivo. 

 

 

 

 

Hoje em dia a previdência privada é uma das principais estratégias para se garantir um futuro financeiro tranqüilo e um dos pilares mais importantes de qualquer investimento é que quanto mais cedo começarmos a poupar, maior será o prêmio no futuro. Não é difícil conversarmos com pessoas que nem são da área financeira, mas que conhecem com bastante preciosismo o significado das diferentes estratégias de investimento. Esse mesmo nível de consciência é desejável também quando se pensa no investimento em saúde. O melhor entendimento do significado da aterosclerose é de extrema relevância, pois esta é a doença que mais causa mortes no nosso país. Investir ainda quando jovens em atitudes que evitem o desenvolvimento e progressão da aterosclerose pode ser o maior pé-de-meia que alguém pode fazer durante sua vida.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje em dia ligamos o rádio ou a TV e ouvimos especialistas em marketing nos ensinando sobre como o Neuromarketing pode ser uma valiosa ferramenta para o sucesso das empresas. Nesse caso, a idéia é de que algumas estratégias de comunicação podem ser mais eficazes no processo de “pescar os cérebros dos consumidores” com base em sérios, porém poucos, experimentos neuropsicológicos e de imagem cerebral. Grandes empresas já começam a pedir assessoria de neurocientistas para compor o time que pensa as estratégias de marketing. Paralelamente ao crescimento do volume de conhecimento nessa área, podemos observar um crescimento muito mais veloz no número de consultores de marketing que parecem às vezes já deterem o segredo do “centro cerebral de compras”.

 

Profissionais da saúde que trabalham com a mente e o cérebro já vendem programas de estimulação e exercícios para o cérebro chamados de Neuróbica, Neurofitness. Temos evidências científicas sérias sobre efeitos de programas de exercícios cognitivos através de “ginásticas cerebrais padronizadas”’, especialmente entre idosos. Queixas de memória são muito freqüentes entre adultos jovens e na maioria das vezes essas queixas são só a ponta do iceberg do estresse no dia-a-dia, quadros de ansiedade e depressão ou outras doenças. Buscar “consertar a vida”, dando mais chance ao lazer, à atividade física e ao bom sono, reduzindo o estresse e tratando o corpo e a mente quando preciso, provavelmente deixe o cérebro muito mais “sarado” do que cursos de criatividade, de memorização ou de como usar melhor os dois lados do cérebro. 

 

Temos vivenciado discussões sobre a Neuroestética, uma forma de explicar a experiência estética através das neurociências. Alguns estudos têm demonstrado que a obra de um certo pintor ativa mais certas regiões do cérebro enquanto a obra de outro pintor ativa outras regiões. Outros nos mostram que a obra de um poeta estimula certas áreas do cérebro por conter um tipo específico de fórmula sintática. Não precisamos nos esforçar muito para defender a idéia de que a arte está longe de ser um fenômeno meramente estético, em que padrões de tipo A e tipo B estimulam áreas X e Y do cérebro. A apreciação da arte envolve não só a experiência sensorial, como também a experiência de vida de quem a aprecia, o contexto histórico da obra, etc. Chega a ser uma provocação patética tentar explicar o virtuosismo de um bailarino através do seu padrão de ativação neuromuscular.

 

E por aí vai. A cada dia somos surpreendidos com os mais originais e às vezes duvidosos “neuros”: neurofilosofia, neurocomunicação, neurofuturo, neuroética, neuronutrição, neuro-psicanálise, programação neurolinguística, neuroeconomia, etc. A impressão é que o prefixo neuro é muitas vezes usado para dar um ar de credibilidade e legitimidade científica ajudando a vender idéias que ainda estão saindo do ovo ou que não passam de meras neuroespeculações e neuroextrapolações. 

 

 

 

    

 

A indicação de testes cardiológicos preventivos para jovens atletas é um tema controverso. Na Europa o atleta é obrigado a ser submetido a uma bateria de testes cardiológicos para poder participar de uma competição oficial. Na Itália já foi demonstrado que esse cuidado reduziu a incidência de mortes súbitas em competições. Por outro lado, a American Heart Society ainda não reconhece que tais testes oferecem benefícios aos jovens atletas.

 

Um importante estudo foi publicado hoje pelo British Medical Journal revelando resultados do programa italiano de check-up a atletas que incluiu mais 30 mil atletas durante cinco anos e com uma média de idade de 30 anos. O eletrocardiograma de repouso revelou anormalidades em 6% dos participantes, sendo que cerca de 80% destas anormalidades foram classificadas como irrelevantes do ponto de vista clínico. Em 5% dos participantes, o eletrocardiograma de esforço foi anormal. Um dos achados mais importantes foi que mais de 1200 atletas com eletrocardiograma normal no repouso apresentaram o exame anormal ao esforço físico. Após a bateria de exames, 0.6% dos participantes foram classificados como desqualificados ao esporte competitivo. Entre esses atletas “desqualificados” após o check-up, 80% apresentaram alterações cardíacas apenas ao teste de esforço. Os atletas com mais de 30 anos de idade foram os que tiveram mais risco de apresentar alterações cardíacas.  

 

 

 
 
 

 

 

 
 
 

 

 

 

  

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