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Crianças com comportamento agressivo já nos primeiros anos de vida apresentam mais risco de problemas comportamentais no futuro, como delinquência juvenil, violência quando adultos e criminalidade. São vários os fatores que podem colaborar para o desenvolvimento da agressividade nas crianças, incluindo o nível de disciplina exigido pelos pais, ambiente e segurança da vizinhança e também a exposição à mídia. Uma pesquisa publicada recentemente pelo periódico Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine confirma essa influência da mídia ao demonstrar que crianças com 3 anos de idade mais expostas à TV têm maior chance de desenvolver comportamento agressivo. E não foi só a exposição direta das crianças à TV. O tempo que a TV fica ligada nos lares também foi um fator associado à agressividade das crianças, independente de assistirem ou não.
A pesquisa entrevistou mais de três mil mulheres americanas quanto ao nível de exposição à TV de seus filhos, já na época do nascimento, no primeiro e no terceiro ano de vida. Uma escala de avaliação de agressividade também foi aplicada aos três anos de idade. Cerca de dois terços das mães relataram que seus filhos de três anos assistiam à TV mais de duas horas por dia, e muitas admitiram que máquina tinha um certo papel de babá em casa. A média de tempo em que a TV ficava ligada nos lares estudados foi de 5.2 horas diárias.
E por que a exposição à TV aumentaria a chance de comportamento agressivo nessa faixa etária? Uma das explicações é que mais tempo de TV cria mais chance das crianças assistirem a conteúdos inapropriados para a idade. Além disso, o tempo em frente à TV, não só das crianças como também dos adultos, concorre com o tempo de outras atividades, como o tempo de interação entre pais e filhos, leitura de histórias, brincadeiras e sono.
No presente estudo, a média de exposição das crianças à TV foi de 3 horas diárias, acima da atual recomendação de que elas não devem ficar mais do que duas horas em frente ao vídeo (TV, computador), e no caso dos menores de dois anos, esses não deveriam ser expostos ao vídeo de forma alguma. Esse estudo é inovador ao revelar que o excesso de TV em casa pode repercutir negativamente na vida da criança mesmo que não seja ela que esteja na frente da telinha.
Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico científico Journal of Proteome Research demonstra que o chocolate amargo reduz os níveis dos hormônios do estresse (ex: corticóide, adrenalina) em indivíduos que se sentem muito estressados. Os voluntários do estudo consumiram 40g diários de chocolate com teor de cacau de 74% por duas semanas.
E por que o chocolate tem esse poder de reduzir o estresse? O chocolate, especialmente o amargo, tem propriedades que fazem nosso cérebro apaixonar-se facilmente por ele. É um alimento com alto teor de carboidrato e gordura, com grande poder de estimular nossos centros cerebrais relacionados ao prazer e à sensação de nos sentirmos recompensados. Contém ainda farta concentração de substâncias chamadas de aminas biogênicas (ex: teobromina, feniletilamina, cafeína e tiramina), que também têm alto poder de estimular nossos centros de recompensa, assim como a liberação de neurotransmissores, como dopamina, serotonina e endorfina. O chocolate possui outras substâncias que podem estar associadas ao prazer: triptofano que é precursor do neurotransmissor serotonina e a anandamida que se liga aos mesmos receptores em que a maconha exerce seus efeitos no cérebro. O chocolate ainda faz com que a anandamida produzida pelo nosso próprio cérebro tenha efeito mais duradouro.
Mas os efeitos vão muito além do prazer e da redução do estresse. Sabemos hoje que o consumo de chocolate amargo promove uma série de outros efeitos benéficos ao nosso corpo pelo seu alto teor de flavonóides, as mesmas substâncias que fazem a boa fama dos chás, frutas e verduras. Entre os inúmeros bons efeitos já descritos temos: 1) aumento dos níveis de óxido nítrico, considerado um dos principais combustíveis para a saúde dos nossos vasos sanguíneos; 2) redução da agregação das plaquetas, ação que é igual à da aspirina; 3) aumento dos níveis do HDL – nosso colesterol bom – entre outras ações antioxidantes; 4) redução de marcadores de inflamação – lembrando que aterosclerose é igual a inflamação; 5) redução da resistência à insulina, facilitando sua ação nas células; 6) aumento do fluxo sanguíneo periférico (nos membros) e nas artérias do coração; 7) redução da pressão arterial; 8) aumento do fluxo sanguíneo cerebral e/ou atividade neuronal durante uma tarefa cognitiva. E os efeitos chegam até à pele, com aumento de sua microcirculação sanguínea e maior nível de fotoproteção.
Vale lembrar que não é fácil adaptar 50-100g de chocolate diários em nosso cardápio devido ao seu alto valor calórico. A boa notícia é que muitos estudos revelaram efeitos positivos do chocolate amargo mesmo em baixas doses, como um a dois quadradinhos por dia.
O “barato” do atleta é comum entre aqueles que fazem atividades prolongadas, como é o caso dos corredores de longa distância, e é descrito como uma sensação de euforia, bem estar, e alteração da percepção do tempo e espaço. Essas sensações não costumam ser descritas entre os atletas de atividades de curta duração como os velocistas e em esportes que exigem frequente mudança da demanda de força e ritmo da atividade, como é o caso do futebol, basquete, tênis, etc. Curiosamente, não há descrição na literatura desse “barato” entre nadadores, apesar da natação ser um esporte com ritmo regular e repetitivo como a corrida. Já existem evidências apontando que a corrida é especialmente associada a essa sensação de prazer, em parte por causa dos repetidos traumas na pele que promovem a liberação de substâncias que agem tanto no sistema nervoso central como no periférico.
Até a década de 60, acreditava-se que o “barato” do atleta era decorrente do aumento dos níveis de catecolaminas, substâncias da linha da adrenalina. Com a descoberta da endorfina, que é como se fosse um tipo de morfina produzida pelo próprio corpo, passou-se a acreditar que todo o “barato” do atleta podia ser explicado pelo aumento dos níveis de endorfina no sangue, criando-se então um mito popular sem comprovações científicas.
No ano de 2003, foi demonstrado que o exercício físico é capaz de ativar o sistema endocanabinóide e isso transformou radicalmente o entendimento do “barato” do atleta. Esse sistema é composto de receptores chamados de canabnóides, e estão distribuídos não só no cérebro e nervos periféricos, mas também no pulmão, na pele e nos músculos. No cérebro, seu efeito maior é o de inibição da atividade dos neurônios, e a anandamida é o neurotransmissor que se liga aos receptores canabnóides do cérebro mais estudado. São nesses receptores que age o princípio ativo da maconha (tetrahidrocanabinol), e os efeitos são bem semelhantes aos da anandamida.
Já é bem reconhecido que a ativação do sistema endocanabinóide estimula o sistema de recompensa cerebral, que é ativado toda vez que fazemos algo que dá prazer e sinaliza ao cérebro que vale a pena repetir a experiência quando esta é prazerosa. A relação entre esses dois sistemas sugere que os endocanabinóides são fortes candidatos para explicar o vício em exercício físico que algumas pessoas desenvolvem. Nesse contexto, vício significa que ficar alguns dias sem atividade física pode levar a sintomas como ansiedade e alterações de humor, e isso pode acontecer mesmo entre as pessoas que praticam atividade física sem exageros, sem compulsão. Nos casos de comportamento compulsivo, o vício na atividade física passa a ser algo negativo, pois começa a comprometer outras dimensões da vida, como por exemplo, o convívio com a família. Felizmente, na grande maioria das vezes, esse vício é um grande aliado da saúde física e mental.
** CLIQUE AQUI PARA OUVIR um bate-papo na rádio CBN (13 de novembro de 2009) em que discuto com Estevão Damásio e Weimar Pettengill os efeitos que a atividade física exerce sobre o cérebro. Será exagero dizer que dá barato e até vicia?
Leia também um outro texto sobre os efeitos da atividade física no cérebro: Quer turbinar o cérebro? Exercite o corpo.
Dieta mediterrânea é capaz de reduzir em 40% o risco da Doença de Alzheimer. Dieta mediterrânea significa uma alimentação rica em peixes, verduras, legumes, frutas, cereais (melhor se forem integrais), azeite e outras fontes de ácidos graxos insaturados, baixo consumo de carnes e laticínios e outras fontes de gorduras saturadas, além do uso moderado, porém regular, de álcool. A dieta mediterrânea é capaz de reduzir o risco do Transtorno Cognitivo Leve e também a chance de transformação na Doença de Alzheimer. Uma pessoa que desenvolve a Doença de Alzheimer não perde suas funções cerebrais de um dia pra o outro, e reconhece-se que o declínio pode começar até 12 anos antes do diagnóstico. Essa é uma doença progressiva, e entre o estado de normalidade e seu diagnóstico, as pessoas passam por um estágio intermediário chamado de Transtorno Cognitivo Leve. O fato é que nem todas as pessoas que apresentam Transtorno Cognitivo Leve evoluirão para a Doença de Alzheimer, e a dieta mediterrânea tem se mostrado um bom aliado na prevenção da doença.
Restrição calórica melhora a memória de idosos. Em animais esse efeito já havia sido demonstrado inúmeras vezes, mas nos humanos, essa foi a primeira vez. Manter o corpo sem barriga reduz o risco da Doença de Alzheimer. Foi demonstrado que a obesidade central na meia idade aumenta o risco da doença mesmo entre as pessoas que não são consideradas obesas pelo índice de massa corporal.
Idosos com maiores níveis de atividade de lazer têm menor chance de desenvolver a Doença de Alzheimer. O benefício é maior com atividades estimulantes como jogos de cartas, palavras cruzadas, praticar alguma atividade artística e freqüentar teatro / cinema.
Viver uma relação de casal na meia idade reduz o risco da Doença de Alzheimer na velhice. O risco é maior entre os solteiros e descasados quando comparados àqueles que têm um companheiro(a). Entre os viúvos, o risco é ainda maior. Aqueles sozinhos, tanto na meia idade quanto na velhice, apresentaram mais risco do que aqueles que só ficaram sozinhos na velhice.
O uso de anti-hipertensivos reduz o risco da Doença de Alzheimer. O risco é ainda menor do que nas pessoas que nem apresentam hipertensão arterial.
Fumo passivo aumenta o risco de demência. Além disso, aumenta o risco de morte prematura, câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares. Não precisa nem falar sobre os efeitos do fumo com o cigarro na boca.
** Atividade física é um grande aliado na prevenção da Doença de Alzheimer. Isso não é nenhuma novidade, mas não custa nada lembrar.
O Ministério da Educação dá início a um fórum de discussão voltado à promoção da saúde do professor.
Participe!
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/ListarMensagensForum.html?idTopico=100

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O trabalho deveria ser um meio facilitador para uma boa qualidade de vida e não um concorrente de uma vida saudável. As deficiências nas condições de trabalho do professor são um grande desafio ao seu equilíbrio emocional e podem levar a diferentes graus de esgotamento mental e perda da motivação e do entusiasmo com o trabalho. E onde existe um estilo de vida profissional que pode levar a um desequilíbrio psíquico costuma existir também condições que não fazem bem à saúde física, em um ciclo vicioso que frequentemente envolve alimentação não saudável, sedentarismo, tabagismo e abuso de substâncias como o álcool. Vamos discutir neste fórum atitudes capazes de promover a saúde do professor com forte enfoque em ações preventivas. Sempre estarei alimentando as discussões com as mais recentes pesquisas científicas sobre esse assunto tão importante e a SUA OPINIÃO E A TROCA DE EXPERIÊNCIAS NESTE ESPAÇO SÃO FUNDAMENTAIS.

É bem reconhecido que a redução da capacidade cardiorespiratória está associada a um maior risco de doenças como a hipertensão arterial e diabetes, maior mortalidade, menor nível de independência física e de qualidade de vida. Um estudo recém-publicado pelo periódico científico Archives of Internal Medicine avaliou mais de 20 mil pessoas nos Estados Unidos com idades entre 20 e 96 anos e confirmou resultados de pesquisas anteriores de que a capacidade cardiorespiratória diminui gradualmente com o avançar da idade.
O estudo demonstrou ainda, de forma inédita, que essa redução é mais veloz após os 45 anos de idade, maior entre os homens do que nas mulheres, e que existe uma receita eficaz para combater esse declínio: atividade física regular, manter o peso em dia e não fumar. Os participantes do estudo que seguiam essa receita foram os que tiveram o mais lento declínio da capacidade cardiorespiratória. É difícil imaginar uma trinca de ingredientes mais poderosa do que esta para a promoção da saúde, não só para manter o fôlego ao envelhecermos, mas também para a prevenção da maior parte das doenças mais temidas como o câncer e as doenças cardiovasculares.
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O sedentarismo é reconhecido como um importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, estimando-se que seja responsável por 20% dos casos de doença do coração e 10% dos casos de derrame cerebral. Alguns estudos têm sugerido que um estilo de vida sedentário pode estar associado ao tipo de trabalho que o indivíduo exerce no dia-a-dia, especialmente trabalhos considerados passivos, com pouca autonomia e baixa demanda de dimensões psíquicas e sociais.
Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico científico Occupational and Environmental Medicine mostra pela primeira vez que a exposição ao longo dos anos a trabalhos com características passivas aumenta a chance de levar uma vida sedentária. A pesquisa acompanhou mais de seis mil ingleses com idades entre 35 e 55 anos em três diferentes momentos e por um período de cinco anos. Os participantes do estudo eram funcionários públicos que exerciam atividades de escritório e foram submetidos a uma escala que classifica o grau de passividade no trabalho.
A relação entre trabalho passivo e sedentarismo foi demonstrada entre os homens, mas não entre as mulheres e esse resultado é consistente com estudos prévios que apontam que a saúde dos homens é mais vulnerável do que a das mulheres a condições de trabalho insatisfatórias. Entretanto, existem também evidências que uma baixa realização no trabalho afeta também a saúde das mulheres. Os resultados da atual pesquisa confirmam que a saúde é mais uma de tantas razões para que se faça o trabalho ser estimulante e desafiador.
Para quem não sabia, enxaqueca também é coisa de criança. Cerca de 4-10% das crianças em idade escolar apresentam o problema e é muito importante reconhecer que os sintomas vão muito além da dor de cabeça, sendo muito comuns nas crianças sintomas como dor abdominal, náuseas e/ou vômitos, e vontade de dormir. Algumas crianças com enxaqueca também apresentam o fenômeno da aura, que são sintomas neurológicos transitórios que costumam ocorrer imediatamente antes da dor de cabeça, como perda da força ou alteração da sensibilidade de um lado do corpo, alterações visuais e dificuldade em falar.
Também são bem reconhecidos sintomas que ocorrem de 2 a 8 horas antes da dor de cabeça. Esses são chamados de sintomas premonitórios e incluem: fadiga, náuseas, fotofobia, fonofobia, irritabilidade, rigidez e dor no pescoço, bocejo, aumento do apetite, tristeza, ansiedade, déficit de concentração, hiperatividade, alteração do sono, alteração de percepção dos odores e alterações faciais. Um estudo recém-publicado pelo periódico científico Cephalalgia demonstra que duas em cada três crianças / adolescentes apresentam pelo menos um sintoma premonitório. Os três sintomas mais descritos foram alterações faciais como palidez e olheiras, fadiga e irritabilidade.
O estudo tem grande importância por ser pioneiro na análise de sintomas premonitórios entre crianças e adolescentes com enxaqueca e um dos resultados que mais chamou a atenção foi a alta prevalência de sintomas faciais, raramente descritos em adultos com enxaqueca. O reconhecimento dos sintomas premonitórios de enxaqueca é uma oportunidade em potencial de se iniciar o tratamento para as crises de dor antes mesmo que elas se instalem. Essa é uma estratégia de tratamento que foi muito pouco investigada, com raras pesquisas, e no caso das crianças, ainda totalmente inexplorada.
A maconha é a droga ilícita mais consumida no mundo e estima-se que um em cada 25 adultos com idades entre 15 e 64 anos já fez uso da droga. Essa é uma estatística do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes que revelou também que o uso é relativamente maior nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia seguido pela Europa. Enquanto o consumo está diminuindo em países da Europa Ocidental e Austrália, está aumentando na América Latina e em vários países da África.
Estudos revelam que 20-30% das pessoas que usam pela primeira vez a droga passam a consumi-la pelo menos uma vez por semana, e 10% apresentarão padrão de consumo diário. E aquilo que já foi um tema controverso, há algum tempo não é mais motivo de discussão: o uso regular de maconha aumenta sim o risco do uso de outras drogas ilícitas como a cocaína.
Os efeitos agudos da maconha no cérebro
O tetrahidrocanabinol (THC), componente ativo da maconha, provoca uma leve euforia que dura de 1 a 2 horas, mas pode provocar também outros efeitos como ansiedade, crises de pânico e sintomas psicóticos. A maconha ainda está associada a um risco de acidentes no trânsito duas vezes maior por levar a uma diminuição da coordenação motora e lentificação das reações e do processamento de informações.
Efeitos do uso crônico da maconha
No pulmão, o uso regular da maconha provoca bronquite crônica e sabe-se que a droga contém muitos dos componentes causadores de câncer encontrados no tabaco, sendo que algumas delas em concentrações ainda maiores.
No cérebro, dependendo da quantidade do consumo, podem ser observados diversos graus de dificuldade de aprendizado, memória e atenção, além de alterações estruturais do cérebro associados ao uso a droga. Há ainda estudos que demonstram que usuários de maconha têm chance 40% maior de apresentar sintomas psicóticos no decorrer da vida, e um risco mais de duas vezes maior de desenvolver esquizofrenia entre aqueles que usaram a droga antes dos 18 anos de idade.
Apesar de não haver evidências de relação da maconha com o risco de malformações fetais, o uso da maconha durante a gravidez está associado a uma maior chance de uma mulher ter um bebê com baixo peso ao nascimento.
Para concluir
Existe uma crescente idéia entre os jovens de que o cigarro é “careta”, pois faz mal à saúde, e de que a maconha é bem diferente. O conjunto de evidências que dispomos atualmente demonstra que tanto o cigarro como o álcool trazem muito mais danos à sociedade do que a maconha, mas também revelam que os efeitos negativos da maconha sobre a saúde humana não são nada desprezíveis.
Veja também o POST sobre os efeitos da maconha na capacidade de direção de veículos motorizados. CLIQUE AQUI.
O número de pessoas com diabetes tem aumentado dramaticamente e o estilo de vida saudável ainda é a maior arma para lutar contra essa epidemia emergente. Quando falamos em estilo de vida, nada importa tanto como uma dieta saudável e atividade física regular, e um estudo recém-publicado pelo periódico Archives of Internal Medicine revela que morar em locais que facilitam esses bons hábitos pode fazer muita diferença.
O estudo acompanhou 2300 participantes com idades entre 45 e 84 anos, e após cinco anos, 230 novos casos de diabetes tipo 2 foram diagnosticados. Os indivíduos que tinham na vizinhança boas opções para realização de atividade física, além de comércio com oferta de produtos alimentícios saudáveis, apresentaram um risco 38% menor de desenvolver diabetes. Esse menor risco foi independente do nível sócio-econômico, idade, sexo e história familiar de diabetes.
Não é a primeira vez que se demonstra que o local onde moramos pode influenciar nossa saúde. Sabemos que morar à beira de rodovias aumenta o risco de doenças cardiovasculares devido à poluição do ar e pesquisas, tanto nos EUA como no Canadá, revelam que quanto maior o número de restaurantes “fast food” na vizinhança, maior o risco de infarto agudo do coração e derrame cerebral. Já foi também evidenciado que a proximidade de “fast foods” com as escolas está associada ao risco de obesidade nas crianças. Mais alimentação “fast food” tem relação com maior consumo de calorias, gordura, sal, que é um padrão de dieta que aumenta o risco de grande parte das doenças mais sérias e mais temidas pela população, incluindo as doenças cardiovasculares e o câncer.
São muitas as intervenções que podem ser feitas para que cada comunidade tenha um ambiente que ofereça mais condições de se adotar uma vida saudável: 1) construção de calçadas e parques para a realização de atividades físicas; 2) criação de ciclovias e melhoria do transporte público para que as pessoas fiquem menos dependentes de carros; 3) incentivos para estabelecimentos que comercializem frutas, legumes, verduras e peixes; 4) incentivo para que as escolas restrinjam a venda de alimentos industrializados. Vale lembrar que cada comunidade tem muito mais poder nas mãos do que imagina para fazer com que ações dessa natureza sejam concretizadas.
O Acidente Vascular Cerebral, também conhecido por derrame cerebral, é o problema de saúde que mais causa mortes no Brasil e também no Distrito Federal. Quando uma pessoa está tendo um AVC, um vaso sangüíneo do cérebro esta sendo obstruído ou rompido naquele momento, e uma parte do cérebro está por ser destruída.
No ano de 2006, a Organização Mundial da Saúde e a Federação Mundial de Neurologia proclamaram o dia 29 de outubro como dia mundial do AVC, com a missão de provocar engajamento dos profissionais de saúde e do público em geral na luta pela melhora das condições de tratamento e prevenção da doença. O QUE PODEMOS FAZER PARA MUDAR A ATUAL SITUAÇÃO? Essa é a mensagem principal do dia mundial do AVC neste ano de 2009, pois se não dermos um novo direcionamento para a atual situação, a previsão é que o AVC passe a ser um problema ainda mais devastador.
Nessa luta contra o AVC, seu papel é muito maior do que você imagina!
O AVC é mais comum entre as entre as pessoas que têm hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, doenças do coração e naqueles sedentários, que fumam e usam muito álcool. Calcula-se que o indivíduo que identifica e trata um desses fatores de risco reduz seu risco de AVC pela metade. Mais importante ainda é o fato que esse mesmo indivíduo que adota hábitos de vida saudáveis é capaz de influenciar as pessoas ao seu redor a assumirem também esses bons hábitos. Saúde é mesmo contagiante!
O acidente vascular cerebral é uma catástrofe que
tem tratamento e também pode ser prevenida
Como identificar um AVC?
Toda vez que ocorrer algum destes sintomas, de forma REPENTINA:
- Fraqueza de um lado do corpo
- Dormência de um lado do corpo
- Dificuldade visual
- Dificuldade para falar
- Dor de cabeça muito forte nunca antes sentida
- Incapacidade de se manter em pé
O que fazer diante de um sintoma suspeito?
Procurar imediatamente um serviço médico especializado, pois o tratamento na maioria das vezes só tem efeito se realizado nas primeiras horas após o início dos sintomas.
O tratamento precoce aumenta a chance de preservar aparte do cérebro que está para ser destruída, diminuindo assim as seqüelas tão temidas como paralisia e perda da fala, assim como o risco de morte.
O que fazer para evitar o AVC e outras doenças vasculares?
- Prática de exercícios regulares;
- Alimentação balanceada evitando o consumo excessivo de alimentos de origem animal (ex. carnes, ovos, leites e derivados);
- Não fumar;
- Evitar o excesso de álcool e o estresse;
- Se tiver mais de 40 anos: realizar pelo menos uma vez por ano controle de pressão arterial, dosagem de glicose e colesterol no sangue;
- Se tiver diagnóstico de hipertensão arterial, diabetes ou colesterol alto, ou qualquer doença do coração: acompanhamento médico freqüente para controle rígido destas condições.
Um estudo que acaba de ser publicado no periódico British Medical Journal revela que mulheres obesas já a partir dos 18 anos de idade e na meia-idade têm 80% menos chance de ter uma vida longa e com saúde. Foram estudadas mais de 17 mil mulheres americanas que atingiram os 70 anos de idade sendo que apenas 10% delas foram classificadas como tendo alcançado uma velhice com saúde.
Vida saudável após 70 anos de idade foi definida como bom desempenho cerebral, boa saúde física e mental e ausência de doenças crônicas sérias como câncer, diabetes, doenças do coração, pulmonares e neurológicas. A análise mostrou que cada quilo a mais no peso que as mulheres tinham aos 18 anos é capaz de reduzir em 5% a chance de elas atingirem o padrão de vida saudável após os 70 anos. As mulheres que já apresentavam sobrepeso aos 18 anos e ainda ganharam 10 kg ou mais na meia-idade foram aquelas que menos chances tinham de alcançar em idades mais avançadas o estado de vida saudável.
A obesidade está associada a uma menor longevidade e a um maior risco de uma série de doenças, incluindo as mais temidas, como o câncer e as doenças cardiovasculares. Essas doenças estão relacionadas à morte prematura, e o que esse estudo nos mostra de forma inédita é que mesmo as mulheres que chegam aos 70 anos sentem os prejuízos da obesidade à saúde. Os resultados ainda reforçam a importância de se manter o peso já precocemente na vida, pois a obesidade já no início da vida adulta irá influenciar o estado de saúde em idades avançadas.
Um estudo que acaba de ser publicado pelo periódico Archives of General Psychiatry revela que as pessoas que seguem a dieta mediterânea têm menos risco de desenvolver depressão. Vale lembrar que a dieta mediterrânea é uma alimentação rica em peixes, verduras, legumes, frutas, cereais (melhor se forem integrais), azeite e outras fontes de ácidos graxos insaturados, baixo consumo de carnes e laticínios e outras fontes de gorduras saturadas, além do uso moderado, porém regular, de álcool.
A pesquisa avaliou os hábitos dietéticos de mais de 10 mil espanhóis e calculou a aderência à dieta mediterrânea baseada numa pontuação que incluía 9 itens da dieta. Após um acompanhamento de 4.4 anos em média, 480 novos casos de depressão foram identificados (156 homens e 324 mulheres). Os indivíduos que tinham uma boa aderência à dieta mediterrânea apresentaram um risco de depressão 30% menor quando comparado àqueles que apresentavam baixa aderência.
Existem evidências de que são menores os índices de depressão em países mediterrâneos do que em países do norte da Europa e a dieta é uma forte candidata para explicar essa diferença. Estudos prévios sugerem que a gordura insaturada proveniente do azeite, alimento abundantemente usado na dieta mediterrânea, pode ser um dos componentes da dieta com grande poder de prevenir a depressão. Entretanto, o atual corpo de conhecimento não nos permite dizer que existe um determinado alimento da dieta mediterrânea que seja superior a outro na prevenção da depressão. A combinação sinergística dos diversos componentes parece ser a maior responsável pelo poder da dieta mediterrânea em prevenir a depressão e tantas outras doenças graves como a doença de Alzheimer e as doenças cardiovasculares, além de ser uma das melhores dietas para o controle o do peso corporal.
Uma pesquisa recém-publicada pelo British Medical Journal demonstra que o uso de vitamina D em altas doses é capaz de reduzir em 20% o risco de quedas entre os idosos. Estudos têm revelado que a suplementação de vitamina D nessa população aumenta a força muscular e o equilíbrio, mas ainda persistia a dúvida se isso reduziria o risco de queda.
Os pesquisadores analisaram os oito estudos mais importantes sobre o tema, envolvendo um total de 2400 idosos. O poder de prevenir quedas só aconteceu quando a dose diária foi maior que 700 UI, já sendo perceptível o efeito com dois a cinco meses de tratamento, perdurando por mais de 12 meses. Além disso, não houve diferença entre o efeito do suplemento de vitamina D na sua forma ativa comparada à forma comum. A forma ativa não necessita tanto dos rins para seu metabolismo, mas pode aumentar a concentração de cálcio no sangue e ainda custa mais caro.
No período de um ano, uma em cada três pessoas com mais de 65 anos sofre uma queda, em 6% dos casos essa queda resulta em fratura, e o problema passará a ser cada dia mais importante com o crescente envelhecimento da população. O presente estudo nos indica que a suplementação de vitamina D pode ser fortemente recomendada para reduzir o risco de queda nessa população.
A síndrome de esgotamento profissional, descrita na língua inglesa como síndrome de “Burnout”, é caracterizada pela exaustão emocional e perda de entusiasmo pelo trabalho além da redução da empatia com as pessoas com uma tendência de tratá-las como objetos, fenômeno chamado de despersonalização. Estudos demonstram que um em cada três médicos sofre da síndrome de esgotamento em algum período da sua vida profissional, e apesar de ser um transtorno tão prevalente e relevante, são poucas as pesquisas que estudaram intervenções que possam ajudar. Mais raras ainda são as evidências de intervenções organizacionais, pois a maioria dos estudos foi realizada com pequeno número de participantes.
Pesquisadores da Universidade de Rochester nos Estados Unidos demonstraram de forma inédita que um programa de 52 horas distribuídas no período de um ano com o objetivo de melhorar o bem-estar do médico foi capaz de reduzir o risco da síndrome de esgotamento profissional e de transtornos do humor, além de melhora do grau de empatia com os pacientes. O programa foi oferecido a 70 médicos e incluía a prática de meditação para estimular a capacidade de estar mentalmente presente e com atenção nas atividades do dia-dia, além de uma dinâmica em grupo de troca de experiências com outros médicos. A pesquisa acaba de ser publicada pelo Journal of the American Medical Association.
Já é bem reconhecido que a síndrome de esgotamento profissional no médico está associada a uma piora da qualidade do atendimento oferecido aos pacientes e abandono da carreira, mas também a inúmeras repercussões pessoais como maior risco de acidentes, abuso de substâncias psicoativas, idéias de suicídio, doenças físicas relacionadas ao estresse e dificuldade nas relações familiares. O presente estudo abre caminhos para intervenções preventivas para um sério problema de saúde e de grandes custos sociais que não é restrito ao médico, mas afeta diversas classes profissionais.
Um estudo recém-publicado pelo British Medical Journal revela que o uso de antidepressivos na gravidez aumenta o risco de defeitos no coração no bebê. O estudo analisou 400 mil crianças dinamarquesas nascidas entre 1996 e 2003 e a relação entre a prevalência de malformações congênitas e o uso pela mãe de inibidores seletivos de recaptação de serotonina durante a gravidez. Os antidepressivos citalopram e sertralina na gravidez aumentaram a chance de defeitos no septo cardíaco, parede que separa o lado direito do lado esquerdo do coração. Esse efeito não foi observado entre outros antidepressivos da mesma classe como a fluoxetina e a paroxetina.
O risco desse tipo de malformação entre as crianças que não foram expostas à medicação foi de 0.5% comparado à chance de 0.9% das que foram expostas à medicação e de 2.2% no caso de exposição a mais de um tipo de antidepressivo. Pode-se dizer que uma em cada 246 crianças apresentará defeitos no septo cardíaco quando a mãe faz uso de antidepressivo na gravidez. Esse risco é quatro vezes maior quando o uso foi de mais de um tipo de antidepressivo: uma em cada 62 crianças é acometida.
Cerca de um quinto das mulheres apresenta depressão durante a gravidez e a decisão de tratamento com medicações deve ser pautada pelos potencias riscos de malformações no feto. Até o ano de 2005, uma série de estudos indicava que o uso de antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina durante a gravidez não trazia riscos ao bebê. Entretanto, novos estudos têm demonstrado um discreto aumento da prevalência de malformações congênitas, sendo que o atual estudo revelou que esse risco só é aumentado no caso de defeitos do septo cardíaco. O risco absoluto é considerado baixo, mas deve ser visto como um importante fator na decisão do tratamento antidepressivo das mulheres grávidas. Devem também ser consideradas as conseqüências à mãe e ao feto de uma depressão não tratada.
Já é bem reconhecido que uma maior inteligência está associada a maior longevidade e estudos recentes chegaram atá a demonstrar que ganhadores do Oscar e Nobel vivem mais que seus colegas não ganhadores. Já temos evidências de que o nível de inteligência influencia a longevidade humana com o mesmo poder que o hábito de não fumar, e de forma ainda mais significativa que fatores como índice de massa corporal, hipertensão arterial e diabetes.
Podemos identificar pesquisas associando o grau de inteligência com a longevidade desde a década de 90, e hoje essa é uma área do conhecimento chamada de epidemiologia cognitiva. Há pelo menos quatro formas de explicar o porquê das pessoas mais inteligentes viverem mais. A primeira delas é que pessoas mais inteligentes tenham recebido mais educação e tido acesso a posições sociais e profissionais que permitiriam viver em ambientes menos arriscados. Outra questão importante é a relação entre inteligência e hábitos de vida mais saudáveis: atividade física, dieta equilibrada, menos álcool, menos cigarro, etc. Uma terceira explicação é a possibilidade de que indivíduos menos inteligentes tenham sido vítimas de mais eventos prejudiciais à saúde, e aqui podemos pensar em eventos até mesmo pré- e perinatais. E por último, há evidências de que testes de inteligência podem ser na verdade indicadores de um sistema cerebral que vai além das habilidades cognitivas, como por exemplo, velocidade de reação motora a um determinado estímulo. Nesse caso não seria a inteligência em si que confere maior longevidade ao indivíduo, mas a inteligência reflete um estado cerebral mais desenvolvido como um todo.
Essas relações entre inteligência e longevidade fazem-nos refletir que a fonte da juventude está muito mais próxima da escola e condições básicas de saúde do que de pílulas milagrosas.
Um estudo publicado recentemente pelo periódico Neurology, jornal oficial da Academia Americana de Neurologia, acompanhou por quatro anos quase seis mil franceses com mais de 65 anos de idade e demonstrou que os idosos envolvidos com atividades de lazer estimulantes pelo menos duas vezes por semana têm um risco duas vezes menor de desenvolver demência incluindo a Doença de Alzheimer.
O atual estudo dá um passo importante no entendimento do poder que a as atividades de lazer têm em reduzir o risco da Doença de Alzheimer e demência de uma forma geral. Alguns estudos já haviam demonstrado esse efeito protetor do lazer, mas dessa vez foi mostrado que o tipo de lazer pode fazer muita diferença. As atividades de lazer foram categorizadas em quatro tipos: estimulante: jogar cartas, palavras cruzadas, praticar atividade artística, ir ao cinema ou teatro, atividades junto a organizações; passiva: assistir à TV, ouvir música / rádio; social: visitar ou receber visitas de amigos ou parentes; física: passear a pé, jardinagem e outras atividades com estimulação física.
Os resultados mostraram que a realização de atividades de lazer do tipo estimulante foram as que foram associadas a uma menor incidência de demência. O tipo de lazer também foi influenciado pelo nível educacional. Indivíduos com maior escolaridade tinham tendência a se envolver com atividades do tipo estimulante, enquanto aqueles com menor escolaridade tinham tendência às atividades de lazer do tipo passiva. Podemos ver a educação e desempenho cerebral como um círculo virtuoso nesse caso. A educação por si só já está associada a uma maior longevidade e a um menor risco de Doença de Alzheimer influenciando escolhas na vida como o lazer estimulante, além de outras escolhas que fazem bem ao cérebro.
Vale ressaltar que o fato das atividades de lazer estimulantes estarem associadas a um menor risco de demência não significa que a prática de atividades passivas seja prejudicial. Um recente estudo chinês havia mostrado que as atividades de lazer como leitura, escrita, palavras cruzadas, jogos de tabuleiro ou cartas, reuniões para discussão em grupo, e hábito de tocar um instrumento musical mostraram-se protetoras enquanto o hábito de assistir à TV teve impacto negativo. A atual pesquisa não confirmou esse potencial efeito deletério de atividades passivas. O que sabemos até o momento é que não faz sentido deixar de estimular o cérebro com atividades de lazer “estimulantes” e trocá-las pelo lazer passivo.
Fatores de risco vascular como hipertensão arterial, colesterol alto e tabagismo são capazes de fazer com que homens de meia idade percam 10 a 15 anos de vida, revela estudo recém-publicado pelo periódico British Medical Journal. As condições gerais de saúde e hábitos de vida de quase 20 mil homens ingleses com idades entre 40 e 69 anos foram avaliados no fim da década de 1960. Nessa época, 42% dos participantes do estudo fumava, 39% apresentava hipertensão arterial e 51% colesterol alto.
Após 28 anos, dois terços dos sete mil indivíduos que ainda estavam vivos tinham parado de fumar e houve também uma redução de dois terços na proporção entre aqueles apresentavam pressão arterial e colesterol altos em relação àqueles que apresentavam esses índices baixos. A presença concomitante desses três fatores de risco vascular aumentava em três vezes o risco de morte por causas vasculares (ex: infarto do coração e derrame cerebral) e em duas vezes o risco de morte por causas não vasculares. Aos 50 anos de idade, um indivíduo com os três fatores de risco ainda viveu em média 23 anos, enquanto aqueles que não os apresentavam viveram 33 anos, 10 anos a mais. Os pesquisadores criaram também uma pontuação que levava em conta outros fatores de risco como obesidade e diabetes, e quanto mais fatores presentes maior essa pontuação. Eles demonstraram que os 5% com maior pontuação viviam 20 anos após os 50 anos de idade, enquanto os 5% com menor pontuação ainda viviam 35 anos após os 50, 15 anos a mais.
Hábitos de vida como atividade física regular, dieta saudável e ficar longe do cigarro são os principais caminhos para a longevidade. Uma pesquisa recente já havia demonstrado entre ingleses que o tabagismo por si só é capaz de encurtar a vida em 10 anos. Parar de fumar aos 60, 50, 40 e 30 anos de idade é capaz de acrescentar 3,6,9 e 10 anos respectivamente. O prêmio não é nada pequeno.





















