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Já é bem conhecido o aumento do risco de doenças cardiovasculares associado à obesidade com distribuição central, ou seja, gordura em excesso concentrada na barriga. Alguns estudos conduzidos nos últimos cinco anos têm evidenciado que a obesidade também está associada a uma redução da performance cognitiva. Entenda com isso: maior risco de Doença de Alzheimer e demência de uma forma geral. No final de março de 2008, mais um estudo vem nos trazer mais confiança de que a obesidade não é muito amiga do cérebro. A pesquisa publicada na revista Neurology mostrou pela primeira vez que a obesidade central ( a barriga ) entre indivíduos de meia idade aumenta em três vezes o risco de demência quando atingirem idades mais avançadas. A novidade é que o risco da barriga foi identificado mesmo entre os indivíduos não considerados como obesos pelo índice de massa corporal. Portanto, não é exagero se passarmos a nos vigiar tanto com a balança como com a fita métrica.
A história do chocolate começa entre os índios no México. Preparavam um suco de cacau que era usado como bebida sagrada em banquetes e cerimônias. O chocolate, tal como o conhecemos hoje, representa uma paixão mundial e estudos científicos desenvolvidos na última década têm revelado que além do prazer, o chocolate pode oferecer uma série de benefícios à saúde humana que vão muito além dos efeitos antioxidantes freqüentemente divulgados pela mídia.
Os estudos têm demonstrado que o chocolate pode reduzir a pressão arterial, aumentar o bom colesterol no sangue, afinar o sangue, entre outras virtudes. Os maiores responsáveis por esses efeitos benéficos são os flavanols, substâncias também encontradas em fartas concentrações na casca da uva e nos chás verde e preto. O detalhe é que os flavanols são encontrados em boa concentração apenas nos chocolates amargos com alto teor de cacau (> 70%).
Para entender melhor o que o chocolate pode fazer pelo seu cérebro, por sua saúde, clique aqui e leia o artigo na íntegra.
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Começa-se a discutir a inclusão da dependência à Internet na próxima edição da classificação das doenças psiquiátricas pela Associação Americana de Psiquiatria (DSM V). Conceitualmente, a dependência à Internet é tida como um transtorno compulsivo-impulsivo que envolve o uso exagerado da rede de computadores e já se reconhece pelo menos três variantes principais de vício: jogos, conteúdo sexual e correio eletrônico. Essas diferentes variantes têm quatro características em comum: 1) uso excessivo, com os usuários chegando a negligenciar outras atividades; 2) abstinência, com os usuários apresentando comportamento de ansiedade, irritabilidade, depressão quando não têm acesso ao computador ; 3) tolerância, sendo este o fenômeno de precisar de um número cada vez maior de horas na Internet e/ou necessidade de equipamentos cada vez mais sofisticados; 4) repercussões negativas, com os usuários chegando a apresentar comportamento de evitação social e isolamento. Em alguns países como a Coréia do Sul e a China o problema já tomou proporções alarmantes demandando políticas públicas na tentativa de controlar o uso abusivo da Internet, especialmente entre os jovens.
Vamos ficar de olho nos nossos hábitos eletrônicos !
Um dos maiores desafios da vida moderna é o desenvolvimento de atitudes que permitam uma convivência pacífica com o estresse. O estresse é o mecanismo de adaptação do organismo para enfrentar situações que considere ameaçadoras à sua vida ou ao seu equilíbrio interno. Este esforço de adaptação do organismo não deve ser visto necessariamente como maléfico, mas passa a ser potencialmente prejudicial quando há uma exacerbação ou prolongamento da situação ameaçadora, e está comprovado que esta é uma situação de risco para doenças do coração. Fatores que minimizam o efeito do estresse são muito bem-vindos, e alguns estudos têm demonstrado que um bom nível de integração social do indivíduo tende a reduzir o nível de alterações cardíacas provocadas pelo estresse. O interessante é que o efeito de suporte social como protetor do coração está relacionado não só com os amigos e a família, mas também com os animais de estimação, especialmente os cães. Acesse aqui o artigo na íntegra.
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Há quase três décadas pesquisadores buscam o desenvolvimento de algum teste que possa prever com alta confiabilidade o desenvolvimento da Doença de Alzheimer numa determinada pessoa. A importância desse tipo de teste é que poderia permitir ações preventivas e tratamento de forma precoce, aumentando a chance de um envelhecimento com sucesso. A Doença de Alzheimer é geneticamente definida, e não necessariamente hereditária. Indivíduos que têm parentes de primeiro grau com a doença têm uma chance só um pouquinho maior (pouquinho mesmo) de vir a apresentar a doença. Essa chance é um pouco maior quando a doença acontece na família de forma precoce, antes do 60 anos de idade.
Em fevereiro de 2008 foi publicado um estudo realizado pela Mayo Clinic nos EUA (Ertekin-Taner et al.) que dá mais fôlego ainda na busca de um marcador no sangue da Doença de Alzheimer. O fato é que diferentes marcadores genéticos no sangue e no líquido da espinha têm sido testados, com vários resultados positivos até o momento, mas ainda insuficientes para serem indicados na prática clínica. Além disso, mesmo quando esses testes preditivos forem indicados, eles só deveriam ser solicitados por serviços que ofereçam um protocolo estruturado e multiprofissional para aconselhamento, avaliação e acompanhamento pré e pós-teste, devido às complexas conseqüências psicossociais associadas a esse tipo de testagem.
Cerca de 20% das mulheres e 8% dos homens sofrem de enxaqueca. Felizmente, a maior parte dessas pessoas apresenta crises pouco freqüentes. Entretanto, algumas pessoas têm muitas crises num mesmo mês e que muitas vezes não respondem aos analgésicos. É aí que o tratamento profilático deve se instituído: cerca de 6 meses de medicação diária para modular a química cerebral e fazer com que as crises diminuam em intensidade e duração.
Um dos problemas desse tipo de tratamento é que grande parte das medicações indicadas podem resultar em ganho de peso. O topiramato é uma medicação de reconhecido sucesso no tratamento da enxaqueca além de fazer alguns pacientes perderem peso.
E depois que paramos o remédio ? Os pacientes recuperam todos os quilos perdidos ? Um estudo publicado por pesquisadores alemães em abril de 2008 (Klein et al, JNNP) demonstrou que mesmo após 2 anos e meio da interrupção do medicamento, os pacientes não voltaram a ganhar peso. Cerca de 60% dos pacientes apresentou perda ponderal com uma média de 9.5 Kg, sendo que os mais gordinhos no início do tratamento foram os que tiveram mais chance de emagrecer.
Novos estudos com maior número de pacientes são necessários para confirmar esses resultados, mas é bem razoável pensarmos no topiramato como uma das principais opções para o tratamento da enxaqueca naqueles indivíduos com sobrepeso, sem esquecer de uma dieta consciente e atividade física regular.
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