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Algumas pessoas são atraentes, inteligentes, mas não vão para frente nos relacionamentos amorosos. Uma nova pesquisa sugere que as pessoas, ao avaliarem um potencial parceiro, têm a uma tendência em enxergar mais os defeitos que as qualidades. O estudo foi publicado recentemente no periódicoPersonality and Social Psychology Bulletin.

 

Pesquisadores americanos examinaram os resultados de seis diferentes estudos que avaliaram as razões porque uma relação não levantou vôo. As razões mais identificadas foram:

– falta de atração física

– estilo de vida pouco saudável

– traços de personalidade

– diferenças de crenças religiosas

– status social limitado

– diferenças nas estratégias de paquera

– diferenças nas expectativas de uma relação

 

O estudo também mostrou que as mulheres são mais influenciadas por esses “defeitos”.

O derrame cerebral e a doença isquêmica do coração representam as principais causas de morte em todo o mundo. É indiscutível que para reduzir o tamanho do problema é preciso investir em ações preventivas para a melhora da saúde dos vasos sanguíneos da população através de intervenções em hábitos de vida (ex: dieta, exercício físico), controle dos fatores de risco vascular (ex: hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, dislipidemia) e a garantia de acesso ao uso das medicações e de forma correta.

Alguns estudos têm-nos mostrado que a relação habitual médico-paciente não dá conta do recado. A Sociedade Europeia de Cardiologia desenvolveu um especial programa chamado de EuroAction para melhorar o cuidado a pacientes com risco aumentado de apresentar eventos vasculares, que envolve não só o paciente, como também sua família. A ideia central do programa é o de uma equipe multidisciplinar coordenado por enfermeiro, com a participação de fisioterapeuta, nutricionista e de médico cardiologista ou generalista. Os pacientes são convocados a reuniões semanais (pelo menos oito encontros) e a um workshop com dinâmica de grupo com a presença da família. Os pacientes ainda recebem um diário para monitorar seus avanços e a família recebe um guia de como melhor apoiar o paciente no desafio de melhorar seus indicadores de saúde. Além disso, cada intervenção na melhora de hábitos de vida (ex: dieta, atividade física e interrupção do tabagismo) é estendida ao núcleo familiar como um todo.

A revista The Lancet publicou recentemente importantes resultados do programa EuroAction que envolveu oito países europeus e mais de cinco mil pacientes, demonstrando que o programa foi mais eficaz do que o sistema de atendimento habitual na melhoria de vários indicadores de saúde vascular: a) redução no consumo de gordura saturada; b) aumento no consumo de frutas e vegetais; c) redução da obesidade; d) redução dos níveis de colesterol; e) redução do hábito de fumar; f) aumento da prática de atividade física; g) maior controle da pressão arterial; h) maior prescrição de medicações para controle das condições de risco.

Além da melhor qualidade de vida e maior sobrevida oferecida aos pacientes, ninguém duvida que programas como esses saiam muito mais barato ao sistema de saúde do que o custo de internações, cirurgias, stents, etc, decorrentes de infartos do coração e derrames cerebrais. O EuroAction certamente tem muito o que ensinar aos pensadores da saúde de nosso país.

O Colégio Americano de cardiologia publicou esta semana uma análise do impacto da intervenção familiar na prevenção das doenças cardiovasculares e os resultados corroboram o Euroaction. A conclusão é que a abordagem da família como um todo faz a diferença e chama a atenção para a melhoria da comunicação entre os diferentes membros da família e a oportunidade de apreciação pelos profissionais de saúde das condições em que uma família vive.

Não é só a família que faz diferença

Vivemos em rede desde os mais remotos tempos e o sucesso da espécie humana depende de sua capacidade em fazer relações sociais, capacidade que é vista como uma vantagem evolutiva. Indivíduos no centro de uma rede social têm mais acesso à informação, e no caso dos nossos ancestrais, essa informação poderia ser, por exemplo, o local de uma nova fonte de alimento. Entender melhor como funciona as redes sociais permite-nos entender também como elas podem influenciar importantes problemas de saúde pública, área recente do conhecimento chamada de epidemiologia social. Nos últimos anos, riquíssimos estudos nessa área vêm sendo publicados por pesquisadores da Universidade da Califórnia (Fowler GH) e de Harvard (Christakis NA) junto a outros colaboradores nos mais renomados periódicos científicos do mundo.

Ainda no ano de 2007 (NEJM 357;4), eles demonstraram que a rede social de um indivíduo tem impacto no seu risco de tornar-se obeso em até três graus da rede (ex: amigo do amigo do amigo). Essa associação é muito mais forte pela proximidade social do que pela geográfica, como é o caso de vizinhos.  A chance de uma pessoa se tornar obesa é 57% maior se um amigo se tornou obeso num dado período. Entre irmãos, a chance é 40% maior e no caso do cônjuge, a chance aumenta em 37%.

No ano de 2008 (NEJM 358;21), os pesquisadores demonstraram esse mesmo efeito de contágio social na chance que uma pessoa tem de parar de fumar. Quando um dos membros de um casal para de fumar, o outro tem uma chance 67% maior de parar também. O indivíduo tem 25% mais chances de parar quando um irmão/ irmã também pára, 36% mais chance quando um amigo para e 34% mais chance quando um colega de trabalho para. Ainda em 2008, os pesquisadores também demonstraram o efeito de contágio social na capacidade de uma pessoa se considerar feliz (BMJ) . Há uma tendência de pessoas felizes estarem no centro de suas redes sociais e próximas de outras com alto grau de felicidade, criando aglomerados de pessoas felizes. Além disso, ao longo do tempo, as pessoas ficaram mais felizes quando passaram a ser cercadas por outras felizes. Um amigo feliz que mora por perto (menos de 2 km) aumentava a chance de uma pessoa ser feliz em 25%, irmãos felizes por perto em 14%, e vizinhos em 34%. Esse efeito contagioso da felicidade diminui com o tempo e também com a distância entre as pessoas, e não foi percebido entre colegas de trabalho.

Em 2010, o contágio social também foi demonstrado no consumo de bebidas alcoólicas ( Ann Int Med). A quantidade de álcool que uma pessoa consome é proporcional ao tanto que seus amigos e parentes próximos bebem. O padrão de consumo de álcool de vizinhos e colegas de trabalho não teve a mesma influência. O estudo também demonstrou que aqueles que não bebem têm menos amigos e parentes que não bebem. Os pesquisadores publicaram ainda em 2010 uma tendência do contágio social de sintomas depressivos entre amigos e vizinhos. O efeito foi mais marcante com amigas do sexo feminino (Mol Psychiatry).

Uma das pesquisas mais interessantes foi publicada em março de 2010 (PLoS One). Foi demonstrado entre adolescentes que o efeito do contágio social no perfil de uso de drogas chega a envolver quatro níveis da rede social. O estudo também mostrou o efeito de contágio social no número de horas diárias de sono e que há uma relação estreita entre a quantidade de sono o e o consumo de drogas. Quando uma pessoa dorme menos de 7 horas por noite, a chance de um amigo dormir menos de sete horas é 11% maior. Quando um adolescente usa maconha, a chance de um amigo usar é 110% maior. O estudo também apontou que quando uma pessoa dorme menos de 7 horas, a chance de um amigo usar drogas aumenta em 19%. Esta foi a primeira vez que se evidenciou que o contágio social de um comportamento influencia o contágio de outro tipo de comportamento.

Em setembro de 2010 (PLoS One), os mesmos pesquisadores publicaram outro estudo que revelou que, numa epidemia infecto-contagiosa, indivíduos mais ao centro da rede social são acometidos mais precocemente. Esse achado pode facilitar o controle de epidemias ao se focar os esforços precocemente em indivíduos mais vulneráveis.

Este é um novo modo de pensar a saúde. Qualquer intervenção positiva nos hábitos de vida de um indivíduo pode se alastrar para a sua rede social. Há também o outro lado da moeda: comportamentos negativos também se difundem pela rede. É de se esperar que a internet amplifique cada vez mais esse poder, tanto para o lado positivo quanto negativo, mas o balanço geral certamente será um reflexo da eficiência das políticas públicas para a promoção de saúde da população.

 

 

 

Um estudo recente envolvendo cerca de dez mil americanos mostrou que as mulheres que têm cabelo loiro natura loiro natural têm uma pontuação um pouco maior no teste de QI. As loiras apresentaram em média um QI de 103.2, as de cabelo castanho 102.7, 101.2 as de cabelo ruivo e 100.5 as de cabelo preto. A pesquisa foi conduzida pela Universidade de Ohio nos EUA e publicada no periódico Economics Bulletin. O estudo também fez a mesma avaliação entre homens e os resultados foram idênticos para todos os tipos de cabelo.

A piadinha de loira burra pode parecer inofensivo para muitos, mas pode ter implicações negativas no mudo real. Ela pode ter impacto na contratação de pessoas, promoções e na vida social. O presente estudo aponta que qualquer tipo de discriminação por conta da cor do cabelo deve desparecer dos nossos mapas mentais.

Não podemos dizer que as loiras são mais inteligentes, mas definitivamente podemos dizer que o cérebro delas não deixa nada a desejar. Uma das explicações para a discreta vantagem das loiras é terem sido criadas em lares com mais material de leitura. Calcula-se também que pelo menos 3% das mulheres que responderam que eram loiras naturais, na verdade, pintavam o cabelo.

A relação entre os níveis de vitamina D e a doença de Alzheimer parece ser muito maior do que se imaginava há dez anos. Para se ter uma ideia, um estudo publicado em 2014 envolvendo quase dois mil idosos mostrou que aqueles com baixos níveis de vitamina D tinham 53% mais chance de desenvolver demência, especialmente a doença de Alzheimer, e o risco era 120% maior entre aqueles com níveis muito baixos dessa vitamina.

A vitamina D também pode ajudar no tratamento do Alzheimer?

Sabe-se que a vitamina D está associada à expressão de diferentes proteínas e células essenciais para a função cerebral e seu efeito de proteção cerebral pode ser explicado também pelo seu papel no metabolismo do cálcio e pela sua capacidade de inibir depósitos de substâncias que estão associadas à doença de Alzheimer. Ótimos níveis de vitamina D podem ter importante papel na redução da velocidade de progressão da doença, mas estudos mais conclusivos precisam ser realizados.

A vitamina D ajuda na memória de pessoas saudáveis?

Temos evidências que, até entre indivíduos na meia idade, há uma associação entre o desempenho cognitivo e os níveis de vitamina D. As pessoas com melhor desempenho são as que têm maiores concentrações da vitamina no sangue. Isso não quer dizer que suplementos de vitamina D sejam capazes de turbinar o cérebro. Ainda esperamos novos estudos para chegar a essa conclusão.

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Quando alguém nos fala: tenho duas notícias pra contar, uma boa e outra ruim. Qual você quer ouvir primeiro? A grande maioria responde que quer ouvir a ruim antes. Reconhece-se que o ser humano tem uma tendência a dar mais atenção a informações negativas do que às positivas. Ter consciência de informações negativas, e presumivelmente ameaçadoras, pode ser visto como um traço de adaptação da espécie.

E o que dizer do incerto? Numa situação em que alguém nos diz: Tenho uma coisa para lhe contar. Você quer ouvir? Poucos devem duvidar que a maioria nessa situação diria: conta logo!

A incerteza é vista pela psicologia como a antecipação de uma ameaça pouco definida. Se a exposição a um estímulo negativo representa uma ameaça, a exposição ao desconhecido pode ser ainda mais ameaçadora, já que não se sabe o tamanho do inimigo (ou do amigo). Alguns estudos nos mostram que o suspense da incerteza gera mais alterações fisiológicas associadas à ansiedade do que o confronto a estímulos negativos bem definidos. As pessoas preferem um capeta conhecido a um capeta que ainda não conhecem.

Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico Nature Communications confirma essa ideia. Voluntários mostravam mais sinais físicos de estresse quando estavam numa situação de expectativa do que quando já sabiam que o desfecho tinha grande chance de ser ruim. O estudo foi feito com um game em que os participantes tinham que atravessar um terreno pedregoso e ficar atentos a cobras. Caso encontrassem um cobra eles levariam um pequeno choque. Quando a chance de se deparar com uma cobra era de 50%, níveis máximos de estresse eram encontrados. Quando a chance era de zero ou 100%, os níveis de estresse caíam a níveis mínimos. Por outro lado, o estresse trouxe também seus efeitos benéficos. Quanto maiores os níveis de estresse maior foi a capacidade de fugir das cobras. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Londres.

Outra pesquisa publicada recentemente pela revista Nature Neuroscience revelou que os macacos também querem saber das coisas o mais rápido possível, e que do ponto de vista neuroquímico, esse acesso adiantado à informação é semelhante ao de outros tipos de recompensa cerebral. Neste caso, o experimento envolvia a recompensa de uma quantidade de água maior ou menor. Outras pesquisas têm mostrado que, quando o assunto em questão envolve uma experiência negativa, a preferência por acesso rápido à informação é ainda maior.

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Quando o negócio é tomar uma decisão, parece que no começo da manhã temos uma tendência em acertar mais. Uma recente pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade de Copenhagen na Dinamarca mostra que com o passar do dia nossas reservas mentais, assim como as de nossos interlocutores, vão ficando menos eficientes. Vamos ficando mais rudes e distraídos, menos motivados e com uma menor capacidade de processamento de informação.

O estudo analisou o desempenho em testes de estudantes com idades entre 8 e 15 anos. Quanto mais cedo os testes eram aplicados, melhor era o desempenho dos alunos. Por outro lado, um intervalo de 20 a 30 minutos antes dos testes era capaz de “recarregar a bateria” a um nível maior do que as perdas ao longo do dia. Além disso, os pesquisadores mostraram que esse cansaço mental era mais proeminente entre estudantes com menor desempenho escolar, mas eles também eram os que mais se beneficiavam dos breaks.

Outro estudo analisou mais de 1000 decisões judiciais ao longo do dia e apontou que com o avançar do dia os juízes tinham menos chances de dar um parecer favorável a um prisioneiro. Os juízes começavam o dia com 65% de pareceres favoráveis chegando a praticamente zero perto da pausa para o almoço. Quando voltavam do almoço, repetiam os altos índices favoráveis do início da manhã e chegavam a quase zero no fim desse segundo turno. Muito curioso é o fato de que nenhum dos juízes tinha consciência de alguma deterioração da energia mental ou do efeito revigorante da pausa para o almoço.

Resultados semelhantes já foram descritos em outras circunstâncias. Médicos, por conta dessa fadiga mental, prescrevem mais antibióticos sem necessidade para infecções respiratórias agudas. Em provas de admissão em MBAs os avaliadores dão melhores notas no começo de uma sequência de entrevistas.

Pense bem então no horário que você vai marcar aquele encontro importante. Se tiver escolha, o início da manhã pode ser uma boa ideia.

Em meio à multidão, pessoas comuns podem tornar-se extremamente boas ou más. A decisão de como se comportar dependerá do que pensam que se espera delas.

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O ano é 1971.  O psicólogo Philip G. Zimbardo da Universidade Stanford dividiu aleatoriamente um grupo de estudantes mentalmente sãos entre “guardas” e “prisioneiros”, que deveriam conviver por duas semanas em uma prisão simulada no campus. Zimbardo teve de interromper o estudo prematuramente depois de apenas seis dias, porque os guardas haviam se tornado sádicos, abusando física e psicologicamente dos prisioneiros.

Mas como jovens pacatos puderam se transformar de forma assustadora em tão pouco tempo? Naquela época, Zimbardo ofereceu uma resposta simplista: protegidas pelo anonimato da multidão, as pessoas perdem todos os limites e desprezam normas éticas. Tornam-se animais de um rebanho desenfreado, sem controle ou compaixão.

Pesquisas recentes indicam que, muito embora grupos levem seus integrantes a se comportar de uma forma que eles não fariam no dia a dia, essas ações podem ser tanto positivas quanto negativas. No final de 2001, quando os psicólogos britânicos Stephen D. Reicher e S. Alexander Haslam reproduziram a experiência do prisioneiro para o que viria a ser um reality show exibido pela rede BBC, os guardas agiram de forma um tanto cautelosa.

Em razão dos resultados contraditórios, Haslam e Reicher concluíram que o comportamento do grupo depende das expectativas de seus membros sobre os papéis sociais que eles deveriam desempenhar. Se acreditam que se espera deles uma conduta autoritária, é bem provável que ocorram abusos. Zimbardo, por exemplo, encorajava os guardas a portarem-se de modo ameaçador. A chave para entender como os indivíduos de um grupo irão proceder são suas crenças pré-condicionadas sobre o que devem fazer.
Um indivíduo em um grupo de voluntários arrisca a vida para salvar uma criança, evitando que ela caia nas águas de uma enchente, enquanto outro, em nome de uma causa coletiva “maior”, de bom grado se sacrifica como homem-bomba.

Em geral, o temor das pessoas em relação à mentalidade das massas cria nelas a expectativa de que grupos apresentem aspectos sinistros, apesar de a história mostrar, por exemplo, que mudanças sociais positivas são impossíveis sem movimentos de massa. O surgimento dos direitos humanos, a queda do Muro de Berlim, o ambientalismo – muitos avanços recentes resultaram do engajamento massivo de pessoas que lutaram por um bem comum, colocando seus interesses pessoais em segundo plano para atingi-lo.

Quanto mais a pessoa se envolve com o coletivo, maior a sua identificação com ele  e mais completa a sua aceitação de valores e normas do grupo (personalidade coletiva). Comportamentos agressivos têm mais probabilidade de irromper se a personalidade coletiva assume o controle sobre a percepção e as ações do indivíduo. Desse modo, a pessoa não mais distingue entre o “eu” e o “ele”, mas apenas entre o “nós” e “os outros”.

Essa dinâmica pode surgir de forma esporádica também entre pessoas que levam vidas normais, como o vizinho gentil que todos os sábados se transforma no barulhento torcedor de futebol, xingando em alto e bom som os torcedores do outro time. Para ele, essa atitude é o resultado lógico de sua profunda lealdade ao “nós” de seu amado clube. Se o primeiro a arremessar uma pedra é reconhecível, de forma inequívoca, como um membro do coletivo – por exemplo, por suas roupas ou palavras-de-ordem – sua ação acaba com qualquer dúvida que os demais tivessem sobre o papel que devem desempenhar. Eles rapidamente imitam o comportamento do “personagem exemplar”.

Adaptado de texto original de Bernd Simon 2005

 

 

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Uma pesquisa publicada este mês pelo periódico Headache aponta que as mulheres têm uma piora de suas crises de enxaqueca quando estão no período de transição para a menopausa, especialmente aquelas que têm enxaqueca no período menstrual.
O estudo envolveu 3664 americanas com uma média de 46 anos de idade e também mostrou que, após instalada a menopausa, as crises de enxaqueca não dão muita trégua. Isso é um resultado contrário a estudos anteriores e precisa ser confirmado por novas pesquisas. Até o presente estudo, a menopausa era vista como um período de calmaria para as mulheres.
No período de transição para a menopausa 60-70% das mulheres apresentam sintomas que incluem calores e suores noturnos, redução da libido, irritabilidade e dor de cabeça. As flutuações hormonais nesse período é vista como o maior candidato para explicar essa essa piora das crises de enxaqueca.  Sabe-se também que a menopausa cirúrgica, após retirada dos ovários, costuma provocar crises ainda mais frequentes que a menopausa natural.
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Há poucos anos as evidências da participação do cérebro no mecanismo da exaustão muscular ainda eram apenas indiretas. Os estudos usavam truques psicológicos que enganam os voluntários de que suas medidas fisiológicas ainda estão dentro da normalidade, criavam adversários virtuais com um desempenho melhor do que o esperado numa competição, etc.
 
Em 2011, pesquisadores da Universidade de Zurique realizaram um estudo que provocava a exaustão de ciclistas monitorizados por eletrencefalograma. Eles conseguiram demonstrar que pouquíssimo tempo antes da exaustão existia um aumento da comunicação elétrica entre duas regiões do cérebro. Essas duas regiões eram o córtex motor que planeja e controla o movimento e o córtex da ínsula, região que poderia ser considerada como um grande entroncamento de vias, incluindo as vias emocionais.  Podemos dizer que a ínsula dá um sinal para a região motora parar logo, já que o limite foi ultrapassado.
 
Prof. Alexandre Okano, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e colaboradores de outras instituições (Unicamp, Universidades Estaduais do Rio de Janeiro e de Londrina, Universidade de Cape Town – África do Sul, City College of New York – EUA) conduziram um experimento extraordinário que estava faltando para dar seguimento à evolução desse conhecimento. Os resultados indicaram que o cérebro parece mandar mais que o músculo quando atingimos a fadiga. O músculo até continuaria um pouco mais, mas o cérebro acaba com a festa.
 
Eles resolveram mudar a excitabilidade da ínsula e regiões vizinhas através de uma pequena estimulação elétrica não invasiva e ver o quanto isso poderia influenciar o desempenho de atletas. Essa estimulação poderia fazer com que a ínsula passasse a mandar menos recados ao sistema motor de que já estava na hora de descansar, deixando os músculos trabalharem mais. Dito e feito.
 
Dez ciclistas de competição participaram de um teste em que pedalavam “no limite”. Metade deles recebeu antes da prova a estimulação elétrica por 20 minutos sobre o córtex da ínsula à esquerda enquanto a outra foi submetida a um procedimento de mentira, placebo.  Aqueles que receberam a estimulação tiveram um desempenho de força 4% maior, menor percepção de cansaço e menor elevação da freqüência cardíaca.  
 
A modulação das conexões entre a ínsula e o sistema motor tem vários caminhos. Já é conhecido que a estimulação da ínsula promove modulação do sistema nervoso autônomo e também tem estreita relação com experiências prazerosas. Ativação da ínsula esquerda já foi demonstrada quando uma mãe vê fotos de seus filhos, quando uma pessoa sorri ou mesmo vê alguém sorrindo e ao ouvir músicas agradáveis. Por outro lado, a ínsula direita está mais associada às experiências negativas e desagradáveis, como é o caso da dor. 
 
Uau! Isso não é pouca coisa quando se pensa em atletas de elite e certamente é um achado que vai levantar muitos dilemas éticos. Ainda não existe como provar se o atleta foi estimulado ou não antes de uma competição… Os resultados da pesquisa foram publicados no Jornal Britânico de Medicina do Esporte.
 
Além desses efeitos na resistência física, melhor dizendo resistência cerebral, o “doping elétrico” tem mostrado efeitos preliminares positivos sobre a força e coordenação de atletas de esquiadores profissionais.  Um pequeno estudo mostrou que os atletas aumentaram a força do salto em 70% e a coordenação em 80% numa rampa instável quando recebiam a estimulação elétrica durante os treinamentos. 

Você prometeu realizar algo em 2016 e ainda não saiu da estaca zero? Coragem. Crie um novo reveillon mental que as coisas têm mais chance de ir para frente. Não precisa esperar o próximo primeiro de janeiro.

Criar marcos temporais é um costume que costuma ajudar na execução de projetos. O acesso no google da palavra dieta é maior na época das festas de fim de ano, às segunda-feiras e no começo do mês. Um estudo mostrou que universitários frequentam mais uma academia de ginástica no começo da semana,  começo do mês e no dia seguinte ao aniversário.

Esses marcos temporais podem dar um “F5” na história promovendo a sensação de estar começando do zero, com mais motivação e menos culpa. Pesquisadores usam para isso o termo “fresh start effect”.

Uma boa maneira de aumentar nossas chances de alcançar nossas metas é enxergar mais claramente o contraste entre as nossas expectativas e a atual realidade, o quanto realmente avançamos na direção de nosso objetivo. Uma pesquisa mostrou que fumantes têm mais chance largar o cigarro quando escrevem as metas lado a lado com os aspectos negativos da situação presente.

Pois é. Vou imaginando que hoje terei uma festa de reveillon com queima de fogos.

Adultos jovens com atitudes hostis ou que não cooperam em situações de estresse tem mais dificuldades cognitivas décadas depois. Essa é conclusão de um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista Neurology da Academia Americana de Neurologia.

Não costumamos pensar em uma associação entre traços de personalidade e desempenho cognitivo, mas o atual estudo aponta que uma personalidade   hostil é comparável a uma década de envelhecimento no pensamento. A pesquisa envolveu mais de três mil americanos com uma média de 25 anos no início do estudo e foram seguidos por 25 anos. Para medir o perfil de hostilidade dos voluntários os pesquisadores aplicaram um questionário que investigava comportamento agressivo, desconfiança e sentimentos negativos no exercício social. Além disso, o questionário avaliava o “desperdício” de energia em situações de estresse que demandam contínua adaptação a desafios físicos e psicológicos. É mais ou menos o quanto a pessoa é teimosa e continua batendo a cabeça onde não há necessidade.

Aqueles com mais traços de hostilidade e os que tinham mais cabeça dura foram os que apresentavam pior desempenho cognitivo 25 anos depois. Os resultados foram independentes do estado de humor, eventos significativos na vida e discriminação. Outros estudos precisarão ser feitos para confirmar esses resultados. Se confirmados, será preciso entender a melhor estratégia para promover interações sociais positivas. Acho que a psicoterapia deve ser o melhor candidato.

 

 

A história está cheia de exemplos de burradas. Os troianos levaram o cavalo de Tróia para dentro das muralhas da cidade achando que seria um símbolo de vitória de algumas batalhas. Esqueceram de checar o recheio grego.  A torre de Pisa já era torta mesmo antes do término de sua construção. O governo francês investiu 15 bilhões de dólares em novos trens para descobrirem que eles eram muito grandes para cerca de 1300 estações ferroviárias. Etc, etc.

Um estudo publicado recentemente no periódico Intelligence divide as idiotices em três diferentes tipos. Os autores fizeram uma compilação de histórias envolvendo erros estúpidos. É o ladrão que rouba uma TV e é preso quando volta ao local do crime para pegar o controle remoto. É o homem que engatou um carrinho de supermercado a um trem e morreu após ser arrastado por mais de cinco quilômetros. Isso para não pagar a passagem. Outro exemplo é o de um terrorista que enviou uma carta bomba com uma quantidade insuficiente de selos. A carta voltou e ele abriu a própria carta. Bum. Não são meros acidentes.

O primeiro tipo de idiotice é explicado por excesso de confiança. Se achando.

Um bom exemplo é o de homem que assaltou um banco à luz do dia sem disfarce nem máscaras e achou que seu rosto ficaria invisível para as câmeras de segurança porque esfregou limão no rosto. Uma pesquisa mostra que depois de testes de lógica e gramática, voluntários que tiveram as piores notas eram frequentemente os que julgaram ter apresentado um bom desempenho nos testes.

O segundo tipo é decorrente de impulsividade, atos em que o comportamento está fora do seu controle habitual. É o caso das pessoas que publicam conteúdos nas redes sociais e logo se arrependem.

O terceiro tipo de erro é explicado pela falta de atenção. O cara dirige 200km de Brasília até Goiânia quando, na verdade, estava querendo ir a Paracatu.

Todos nós somos sujeitos a superestimar nossas capacidades, tomar decisões por impulso e falhar por falta de atenção. Algumas pessoas às vezes exageram na dose.

 

 

 

 

Ninguém deve discordar que manter viva uma relação com um companheiro / companheira dá trabalho e não existe velocidade de cruzeiro nesse processo. Compartilhamos aqui quatro táticas que podem fazer com que esse trabalho seja bem-sucedido.

Seja agradável sempre que puder O psicólogo John Gottmann, professor emérito da Universidade de Washington, estudou a fundo os fatores que promovem a estabilidade de um casal. Ele filmou o cotidiano de milhares de casais para analisar suas interações e apresentou os resultados de forma quantitativa. Os casais mais felizes têm uma média de cinco interações positivas para cada uma negativa. Essas interações positivas não eram necessariamente atitudes espetaculares, mas um simples balançar de cabeça, discreto sorriso ou sinalização de que está ouvindo o outro. Pesquisas recentes lideradas por Sara Algoe da UCLA – EUA têm demonstrado que quanto mais risada um casal dá juntos mais cada um deles sente-se apoiado pelo outro. Sara também mostrou que o hábito de demonstrar gratidão ao parceiro deixa ambos mais felizes e seguros na relação.

Pense no que o outro precisa mesmo no meio de uma disputa Gottmann lembra que podemos aplicar a Teoria dos Jogos nas relações conjugais também.  A princípio, se um ganha dois pontos, o outro perde dois.  O equilíbrio em que ambos ganham, em que cada um sai com um ponto, aproxima-se mais do equilíbrio de Nash – John Nash Premio Nobel de Economia. Rubem Alves trouxe a ideia das relações como um jogo de frescobol. Se o outro erra, o prejuízo é dos dois. Por isso vale a pena jogar a bola com capricho para o outro.

Preste atenção no outro As pessoas querem a atenção do outro e buscam ativamente essa atenção. Casais satisfeitos com a relação costumam prestar atenção um no outro em 86% do tempo em média. Já aqueles que acabam no divórcio têm essa atenção em 33% das interações. Ao invés de prestar atenção no relato do dia estressante do outro, a atenção pode estar voltada à TV.

Enxergue o outro como um copo meio cheio e não como meio vazio Gottmann também demonstrou que as pessoas que prestam muita atenção nas falhas do outro são cegas para as virtudes. As pessoas felizes no casamento são aquelas que conseguem ignorar os pontos negativos e valorizar os positivos. Toalha molhada em cima da cama não deve ser suficiente para desmoronar uma relação.

 

Os homens modernos dão mais valor ao cérebro das mulheres do que à beleza quando têm que escolher uma parceira. Essa é a conclusão de uma pesquisa recém-publicada pelo periódico European Review of Social Psychology

O senso comum é o de que os homens dão importância, muitas exagerada, para a beleza da mulher, mas pesquisadores americanos e austríacos mostraram nessa pesquisa que isso está mudando, pelo menos em países mais desenvolvidos. Nos países com maior igualdade de oportunidades entre os gêneros, é menor a força do antigo modelo homem provedor e mulher jovem e bonita, algo que psicólogos evolucionistas não acreditam muito. Pensam que o homem e a mulher carregam modelos mentais dos ancestrais que não mudaram muito com as transformações sociais.

O estudo mostra que em países com maior desigualdade de gêneros como Coréia e Turquia, a preferência das mulheres por homens bons provedores é duas vezes maior do que em países como a Finlândia e Estados Unidos. Na Finlândia, por exemplo, os homens são mais interessados do que as mulheres por uma companhia com alto nível educacional e inteligente.

Há muito pouco tempo o nível educacional e salário de uma mulher faziam pouquíssima diferença na hora de um homem escolher uma parceira. Hoje em dia esses atributos fazem mais diferença. Não custa também dar um bom trato no visual.

Grandes autores, muitas receitas. O  psicólogo Americano Ken Sheldon publicou recentemente o livro Optimal Human  que reúne uma série de estratégias que a ciência da psicologia tem demonstrado nesses últimos 30 anos, estratégias que costumam ser mais freqüentes entre as pessoas que se consideram felizes. Vamos elencar a seguir 6 pontos importantes destacados no livro.

 

Garantir as necessidades básicas. Isso irá refletir em autonomia para expressar sua identidade, talentos e interesses.

 

Perseguir aquilo que você julga importante e não o que a família ou a sociedade em geral vê como interessante. Uma criança pode ser um grande talento no violino, mas não tem prazer em fazer aquilo.

 

Dê mais importância às metas chamadas de intrínsecas (crescimento pessoal e sociabilidade) do que as extrínsecas (status, dinheiro, beleza).

 

Você não é um ser imutável. Se existe alguma coisa na sua personalidade que você percebe que não é tão legal, podemos mudar.

 

Tome para você a responsabilidade das suas escolhas e objetivos. 

 

Não ache que dar uma marcha ré com dignidade é sinal de fracasso. O cenário muda e você pode precisar mudar. 

Parece que faz sentido o antigo conselho que você deve se vestir não para o emprego que você tem, mas para o que você gostaria de ter.

Contamos hoje com diversos pequenos estudos que têm-nos mostrado a influência que a roupa pode ter na nossa mente e nosso corpo. Pode influenciar o desempenho cognitivo incluindo até as habilidades de negociação. Mexe até com os hormônios e a frequência cardíaca.

Em ambiente de laboratório, voluntários com uma roupa bacana têm melhor desempenho em testes cognitivos. Um estudo publicado em 2015 pela Social Psychological and Personality Science mostrou que os bem vestidos apresentavam um melhor pensamento abstrato, ponto cardinal para a criatividade e formulação de estratégias. Pode-se hipotetizar que esse efeito positivo da beca é decorrente de sentimento de empoderamento que ela pode promover.

Outro estudo testou o quanto a roupa era capaz de influenciar o desempenho em um jogo que avaliava a capacidade de negociação. Aqueles que se vestiam bem para os jogos iam melhor. Os que foram sorteados a ficar com uma roupa “simplesinha” mostraram até mesmo níveis  mais baixos do hormônio testosterona.

E não é que vestir um jaleco pode fazer com que uma pessoa tenha mais atenção numa tarefa? Em 2012 uma pesquisa publicada no Journal of Experimental Social Psychology apontou que pessoas que usaram jaleco numa tarefa que demandava atenção apurada cometiam duas vezes menos erros.

E em competições esportivas? Desconfia-se que a cor vermelha possa ser um fator de intimidação nos oponentes. Chegam até a propor aos cartolas que criem regulamentos para banir o vermelho dos uniformes, evitando vantagens pela cor do uniforme. Em 2013, o Journal of Sport and Exercise Psychology publicou um estudo mostrando que lutadores vestidos de vermelho ou azul não tinham resultados diferentes ao fim da luta. Entretanto, os que vestiam vermelho eram capazes de levantar mais peso antes da luta e tinham freqüência cardíaca mais alta durante a luta.

Não há dúvida que as pessoas nos enxergam diferente quando estamos bem ou mal vestidos. Esses estudos sugerem que nós também nos enxergamos diferentes de acordo com a roupa que vestimos.

Canabidiol é um derivado da maconha que não apresenta efeitos psíquicos. Já contávamos com evidências fracas de sua utilidade no tratamento da epilepsia, mas, neste último mês, tivemos um estudo bem robusto publicado pelo periódico Lancet Neurology mostrando que sua eficácia existe, porém limitada.

O estudo mostrou boa tolerabilidade e capacidade de reduzir a freqüência de crises epilépticas em 214 pacientes com epilepsia de difícil controle com idades entre um e 30 anos.  As crises se tornaram em média 30% menos frequentes após o início do uso da droga. Apenas dois pacientes tornaram-se livres de crises no período, mas 20 pacientes apresentaram efeitos colaterais severos como piora das crises epilépticas. O estudo foi conduzido por um ano em onze centros americanos de tratamento de epilepsia.

Um estudo duplo-cego já está em andamento, metodologia considerada “gold standard” para demonstração da eficácia de um medicamento. Nesse caso, nem o paciente, nem o médico, sabem se está sendo administrada a medicação ou placebo. Precisamos aguardar esses novos resultados para começar a encorajar os pacientes a usar o canabidiol em quadros de epilepsia de difícil controle.

Desde 2015, a ANVISA deixou de considerar o canabidiol uma substância proibida no Brasil e hoje a classifica como medicamento especial como os outros antiepilépticos. O canabidiol não é produzido no Brasil e o link para as normas de importação pode ser encontrado aqui.

Uma pesquisa publicada na última semana por pesquisadores da Universidade de Queensland – Australia aponta pela primeira vez que o grau de luminosidade que as crianças são submetidas tem influencia sim nos seus índices de massa corporal.

Os pesquisadores avaliaram 48 crianças com idades entre três e cinco anos, e após 12 meses de acompanhamento mostraram que aquelas que foram mais expostas à luz, natural ou artificial, foram também as que ganharam mais peso no período. Esses resultados foram independentes da dieta e do nível de atividade física.

É estimado que quase 20% das crianças do Brasil estejam acima do peso. Dieta, atividade física, sono, todos são fatores que influenciam o peso das crianças. A presente pesquisa coloca em discussão o quanto a vida “superiluminada” das crianças com seus computadores, telefones, tablets e TVs e não podem também ter influência no peso independente do sedentarismo.

É muito bem conhecido que nosso relógio biológico é fortemente influenciado pela exposição à luz e exerce impacto no sono, taxas hormonais e até no humor. Experimentos com roedores submetidos a exposição contínua  de luz branca demonstra que os animais ganham peso e desenvolvem intolerância a glicose, efeitos que são revertidos eles voltam a experimentar o ciclo claro-escuro.

A influência do excesso de luz que as crianças modernas são expostas pode até ser pequena no curto prazo, mas pode ser bem mais expressiva quando se pensa nos seus efeitos cumulativos ano após ano.

O estudo foi publicado no periódico PLOS ONE.

 

O prestigiado periódico PNAS publicou esta semana um extenso estudo longitudinal envolvendo milhares de americanos da adolescência até idades avançadas e mostrou que um bom círculo social traz benefícios à saúde em todas as fases da vida.

As pessoas mais solitárias apresentavam maior chance de pressão alta, obesidade abdominal e inflamação no sangue, todos considerados marcadores de risco de doenças como câncer e eventos vasculares. A pesquisa mostrou, por exemplo, que poucos amigos na adolescência traz o mesmo risco de inflamação sistêmica que a inatividade física.

A análise deixa claro para os médicos que eles devem estimular os pacientes a terem uma vida social plena desde idades precoces. A pesquisa dá bons insights de como a sociabilidade pode ser um agente promotor de nossa saúde

O estudo foi conduzido pela Universidade da Carolina do Norte.

 

Existem pessoas que acham o natal uma chatice. Será que elas têm alguma região do cérebro diferente?

O British Medical Journal encomendou uma pesquisa de fim de ano e “bem humorada” a pesquisadores da Universidade de Copenhagen em que voluntários foram submetidos a ressonância magnética funcional enquanto eram expostos a imagens natalinas.

Metade dos participantes era adepta das comemorações natalinas e outra metade via o natal com indiferença. Os simpatizantes às festas natalinas tiveram cinco diferentes regiões do cérebro mais intensamente ativadas pelas imagens. Os autores provocam que o presente estudo e outros no futuro podem vir a ajudar as pessoas que têm um certo blurgh do natal a curtiram um pouco mais nesta época. Esse blurgh é uma condição também conhecida por síndrome de bah humbug, inspirado no romance A Chritmas Carol de Charles Dickens.

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