Uma pesquisa publicada na última semana por pesquisadores da Universidade de Queensland – Australia aponta pela primeira vez que o grau de luminosidade que as crianças são submetidas tem influencia sim nos seus índices de massa corporal.

Os pesquisadores avaliaram 48 crianças com idades entre três e cinco anos, e após 12 meses de acompanhamento mostraram que aquelas que foram mais expostas à luz, natural ou artificial, foram também as que ganharam mais peso no período. Esses resultados foram independentes da dieta e do nível de atividade física.

É estimado que quase 20% das crianças do Brasil estejam acima do peso. Dieta, atividade física, sono, todos são fatores que influenciam o peso das crianças. A presente pesquisa coloca em discussão o quanto a vida “superiluminada” das crianças com seus computadores, telefones, tablets e TVs e não podem também ter influência no peso independente do sedentarismo.

É muito bem conhecido que nosso relógio biológico é fortemente influenciado pela exposição à luz e exerce impacto no sono, taxas hormonais e até no humor. Experimentos com roedores submetidos a exposição contínua  de luz branca demonstra que os animais ganham peso e desenvolvem intolerância a glicose, efeitos que são revertidos eles voltam a experimentar o ciclo claro-escuro.

A influência do excesso de luz que as crianças modernas são expostas pode até ser pequena no curto prazo, mas pode ser bem mais expressiva quando se pensa nos seus efeitos cumulativos ano após ano.

O estudo foi publicado no periódico PLOS ONE.

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