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Pesquisadores da Universidade da California Santa Barbara levantaram a questão se a ciência com suas características de racionalidade, imparcialidade e de busca pela verdade é capaz de evocar nas pessoas um comportamento de moralidade. Eles conseguiram demonstrar em quatro diferentes experimentos que só pensar no assunto ciência já é o suficiente para promover esse comportamento.

 

Estudo 1. Voluntários leram um texto em que um rapaz estupra uma garota que o convida para tomar uma bebida em sua casa. Os participantes desse estudo julgaram o quão inapropriado foi o comportamento do rapaz e depois responderam a questões sobre seus respectivos campos de estudo e à questão “Quanto você acredita na ciência?”.

Os resultados mostraram que o estudo de ciências está positivamente correlacionado a uma maior condenação do ato de estupro. Crença na ciência foi também correlacionada com a condenação moral do ato de estupro da história. Um fator importante é que a condenação moral não correspondeu com outras variáveis como religiosidade ou grupo étnico.

Estudos 2 a 4.  Os voluntários eram instruídos a fazer uma tarefa com palavras que remetem à ciência como teoria, lógico, hipótese, cientista e laboratório. Outro grupo fazia a tarefa com palavras neutras (ex: sapatos).

Estudo 2. Depois da tarefa com as palavras, os voluntários liam o texto do estudo 1. Os que fizeram a tarefa com as palavras relacionadas à ciência julgavam mais severamente a transgressão moral.

Estudo 3. Os participantes indicaram a possibilidade de terem comportamentos pró-sociais no mês seguinte (ex: doar sangue, voluntariado). Os que trabalharam com as palavras “científicas” tinham mais expectativas de realizar atividades altruístas.

Estudo 4. Os participantes recebiam cinco dólares e eram orientados que deveriam dividir o dinheiro entre eles e um participante anônimo. Aqueles mais envolvidos com ciência dividiram o dinheiro de forma equilibrada.

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CBN-RICARDO[1]

 

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