Médicos devem ter pacientes em suas redes sociais online?

 

A Associação Britânica de Medicina recomenda que os médicos NÃO devem ter pacientes atuais ou antigos nas suas listas de amigos online.

 

A Associação Americana de Medicina recomenda que os médicos devam separar o conteúdo online de ordem pessoal daquele profissional e devem reconhecer que alguns tipos de conteúdo podem arranhar a imagem do profissional frente aos pacientes e colegas, com efeitos negativos para a carreira. Além disso, podem afetar a confiança da população na profissão médica.

 

O Conselho Federal de Medicina, na sua resolução 1974/2011 publicada em junho de 2011, determina que os médicos não devem divulgar telefone ou endereço de consultório,  clínicas ou outros serviços pelas redes sociais.

 

 

Já aconteceram represálias a médicos e enfermeiras que postaram fotos de pacientes e procedimentos cirúrgicos, que tweetaram comentários que colocavam em jogo a reputação de colegas de profissão. Isso sem falar em posts e fotos de momentos íntimos considerados inadequados.

 

O que nunca pode acontecer

 

Os profissionais de saúde nunca podem quebrar o sigilo das informações dos pacientes, a confidencialidade. Isso vale tanto para o mundo “carne e osso”, como para as mídias, incluindo a internet.

 

Fóruns de discussões de casos entre profissionais eventualmente podem deixar escapar a confidencialidade, já que algumas histórias podem ser reconhecidas por aqueles que conhecem a pessoa em discussão. É claro que essa é uma chance muito pequena.

 

 

Humor nas histórias médicas. Pode?

 

Acho que pode, desde que não coloque o paciente como o centro da piada. O paciente deve ser preservado, mesmo em situações em que sua identidade não é declarada..

 

 

O médico então deve ser um hermitão de poucas interações sociais?

 

A entidade inglesa “Good Medical Practice” recomenda que a conduta dos médicos em qualquer situação deve ser aquela que justifica a confiança do paciente no profissional e que justifica a confiança pública na profissão médica. Não podemos também ter um comportamento excessivamente zeloso ao ponto de desprezar a riqueza de comunicação e interatividade que as mídias sociais oferecem.

 

 

 

** Minha experiência com o blog ConsCiência no Dia a Dia é muito semelhante à do consultório – o comportamento é o mesmo.  As diretrizes éticas são as mesmas. Na verdade, desde os 18 anos, no primeiro ano da faculdade, carrego o recado: “a partir de hoje você é um médico – é assim que a sociedade já te enxerga”. 

 

 

 

 

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