Headache and pregnant girl

 

No dia anterior à menstruação, a queda abrupta da concentração de estradiol faz com que esse seja o dia do ciclo em que a mulher tem mais chance de apresentar uma crise deenxaqueca. Durante a gravidez, há um aumento expressivo dos níveis desse hormônio, e as crises costumam melhorar na maior parte das mulheres. Entretanto, uma pequena parcela tem suas crises exacerbadas e outra minoria tem as primeiras crises nessa época.

 

Estima-se que um terço das mulheres apresente dor de cabeça na primeira semana após o parto, sendo que a grande maioria destas tem a recorrência de um quadro de dor de cabeça pré-existente.  No caso da enxaqueca, mais da metade das mulheres voltam a apresentar crises no primeiro mês pós-parto.

 

Uma pesquisa publicada esta semana pelo periódico da Sociedade Americana de Cefaléia confirma que o fator que mais está associado à dor de cabeça na gravidez é a história de dor de cabeça anterior a esse período. Por outro lado, os antecedentes mais comuns entre as mulheres que tiveram dor de cabeça nas primeiras 72 horas após o parto foram a presença de dor de cabeça durante a gravidez e anestesia regional (e.g.; raquianestesia). O estudo envolveu cerca de 2500 mulheres de quatro diferentes hospitais nos EUA, Suíça e Bélgica

 

** A dor de cabeça associada à raquianestesia acontece por uma diminuição da pressão do líquido da espinha que reduz a pressão interna do crânio. A característica mais importante desse tipo de dor é a sua melhora quando na posição deitada e, ao ficar em pé, a dor volta a piorar. O tratamento consiste em hidratação vigorosa, antiinflamatórios, cafeína, e, se não houver melhora, é indicada a infiltração de sangue do próprio paciente próximo ao local da punção original da anestesia. Esse procedimento tem o objetivo de obliterar o orifício que provocou o escape do líquido da espinha.

 

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