Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico Social Science Research Network aponta que a próxima vencedora do Oscar de melhor atriz tem mais uma razão para cuidar muito bem da relação, já que é maior sua chance de uma separação conjugal após levar a estatueta para casa.

 

Não faz pouco tempo que circula um comentário de que mulheres quando ganham o Oscar logo se separam, mas nenhuma análise científica havia sido feita para embasar essa história, até a apresentação dos resultados do presente estudo. Os pesquisadores avaliaram todos os indicados para o Oscar de melhor ator ou atriz entre os anos de 1936 e 2010 e o tempo que o casamento de cada um dos indicados durou após a indicação. A cada ano, cinco indivíduos são indicados ao prêmio em cada categoria, exceto em 1936, quando houve seis indicações para o Oscar de melhor atriz.

 

De um total de 751 artistas indicados, 265 eram casados na época da indicação, ou viviam juntos com o parceiro na mesma propriedade, ou tinham filhos em comum. Entre esses 265 indicados, 159 (60%) experimentaram pelo menos um divórcio após receber a nomeação para o prêmio. A relação passava a durar muito menos entre as atrizes premiadas (4.3 anos) quando comparadas às que foram apenas indicadas (9.5 anos), diferença que não aconteceu entre os homens premiados (12.6 anos) e os apenas indicados (11.9 anos).

 

Uma possível explicação para esses resultados é o desconforto dos homens em acompanhar o sucesso e a fama de suas mulheres. Outra possibilidade é a de que o sucesso das mulheres as torna mais confiantes em terminar um relacionamento que já não era satisfatório.

 

A norma social mais comum nas relações homem-mulher, mesmo no mundo contemporâneo, é a de que os homens detêm maior poder econômico e status social. Seguindo essa cultura, os homens podem ter uma tendência a se afastar de mulheres com maior poder. Uma série de estudos já havia demonstrado que mulheres quando começam a ter um poder financeiro maior que seus companheiros passam a ter um risco maior de divórcio e até mesmo de violência doméstica. Pesquisas também apontam que, quando as mulheres passam a ter uma maior participação econômica, elas tendem a se dedicar mais aos filhos e às tarefas da casa para que o casamento pareça mais convencional às outras pessoas, enquanto os maridos se afastam ainda dessas atividades. 

 

A pesquisa sugere que o comportamento das celebridades não é muito diferente da população geral quando a questão é a dinâmica de gêneros em relação ao poder de cada um dos membros de um casal. Novos estudos deverão definir se, após um incremento do status social ou econômico de uma mulher, o impulso para uma separação conjugal se dá mais por conta da mulher ou do homem. Isso certamente vai depender da qualidade da relação, e do quanto a cabeça de cada um dos dois é bem resolvida. 

 

** Clique aqui e confira também o post “Fama e Sucesso fazem bem à saúde?”

 

  

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