No ano de 2004, o antiinflamatório Vioxx® foi retirado do mercado por aumentar o risco de eventos vasculares como infarto do coração e derrame cerebral. Desde então, ficou a pergunta no ar: será que os outros anti-inflamatórios são mais seguros? Uma análise recém-publicada pelo periódico British Medical Journal nos ajuda a responder parcialmente a esta pergunta.

 

Pesquisadores suíços analisaram 31 estudos que apontam o nível de segurança do uso crônico dessas medicações, o que incluiu mais de 116 mil pacientes. As medicações estudadas foram o Naproxeno (Naprozyn®), Flanax®), Ibuprofeno (Dalsy®, Alivium®), Diclofenaco (Volataren®, Cataflam®), Celecoxibe (Cellebra®), Etoricoxibe (Arcoxia®), Rofecoxibe (Vioxx®), Lumiracoxibe (Prexige®). O Prexige® também foi retirado do mercado brasileiro em 2008, ação desencadeada por notificações hepáticas graves pela agência reguladora da Austrália.

 

Os resultados da atual pesquisa demonstraram que a freqüência de eventos adversos com o uso crônico dessas medicações é pequena, mas mesmo assim, quando comparado ao placebo, o risco de um ataque cardíaco é duas vezes maior no caso do Vioxx® e do Prexige®, quando comparado ao placebo. O Dalsy® / Alivium® foram os que apresentaram maior risco de derrame cerebral, enquanto o Arcoxia® e o Voltaren®/Diclofenaco® foram os que tinham maior associação com mortalidade por doença do coração: risco quatro vezes maior. O Naproxeno (Naprozyn®, Flanax®) foi o anti-inflamatório que se mostrou mais seguro do ponto de vista cardiovascular. Vale lembrar que muitas dessas medicações costumam provocar efeitos como sensação de queimação no estômago, e a prescrição associada de um protetor gástrico pode ser uma boa medida.  

 

 

 

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