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Uma pesquisa recém-publicada pelo British Medical Journal revela que o hábito de consumir chá em altas temperaturas aumenta o risco de câncer de esôfago, doença mais comum entre os homens e cujos principais fatores de risco são o etilismo e o tabagismo.

 

A província do Golestão no Irâ tem uma das maiores incidências de câncer de esôfago do mundo, apesar do baixo consumo de álcool e cigarro. Além disso, o risco das mulheres é comparável ao dos homens. Isso levantou a hipótese de que o alto consumo de chá por esta população e o risco de injúria térmica associado seja um forte candidato para explicar essas peculiaridades. E foi exatamente isso o que a atual pesquisa confirmou.

 

Os pesquisadores investigaram o padrão de consumo de chá em pacientes com diagnóstico de câncer de esôfago e num grupo de indivíduos sem a doença nessa província do Irâ. Comparado ao consumo de chá morno (≤ 65oC), o risco de câncer de esôfago foi duas vezes maior entre aqueles que consumiam chá quente (65-69 oC) e oito vezes mais comum entre aqueles que consumiam chá muito quente (>70 oC). Da mesma forma, o consumo de chá 2 minutos depois de servido esteve associado a um risco 5 vezes maior de câncer de esôfago do que se este fosse consumido 4 minutos depois de servido. A média de consumo de chá entre os participantes do estudo foi de mais de 1 litro por dia, mas não houve relação entre a quantidade de chá consumido e o risco de câncer.

 

Esses resultados não devem gerar alarme para aqueles que apreciam as bebidas quentes como o chá e o café. Entretanto, deve-se ter em mente que o consumo dessas bebidas em temperaturas moderadas, além de realçar o sabor, pode reduzir o risco de câncer de esôfago.

 

 

 

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