pregnant

  

Um estudo recém-publicado pelo British Medical Journal demonstrou que a mulher que fuma e descobre que está grávida ainda tem chance de minimizar os danos ao feto se parar com o cigarro ainda no começo da gravidez. O estudo comparou a evolução de 2500 mulheres grávidas que foram divididas em três diferentes grupos: as que nunca fumaram, as que pararam de fumar antes da 15ª semana de gestação e as que continuaram fumando. Não houve diferença entre o grupo de mulheres que parou de fumar e aquelas que nunca fumaram quanto às taxas de nascimento prematuro e baixo peso. Porém, aquelas que continuaram a fumar apresentaram taxas três vezes maiores de nascimento prematuro e duas vezes maiores de baixo peso ao nascimento quando comparadas às mulheres que pararam de fumar.

 

Esses resultados representam um grande incentivo para que as mulheres parem de fumar já ainda no começo da gravidez. Porém, o ideal é impedir que os bebês sejam expostos à fumaça do cigarro desde o momento da concepção, já que a relação entre cigarro e o desenvolvimento dos bebês não se restringe ao tamanho e o peso que eles nascem. Temos evidências inequívocas de que a exposição do feto à fumaça do cigarro está associada a um maior risco de malformações congênitas e ainda é capaz de promover puberdade precoce.  Os bebês fora da barriga das mães também sofrem com a fumaça: eles têm um maior risco de síndrome de morte súbita infantil, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, comportamento anti-social e déficit de aprendizagem. Isso sem falar nos problemas respiratórios e infecciosos.

 

A fumaça de cigarro absorvida por uma mulher grávida é capaz de se ligar a receptores de nicotina no cérebro do feto, e a mulher nem precisa fumar para que isso aconteça, pois o fumo passivo já é suficiente para isso.  Por isso, manter os bebês e crianças longe da fumaça é uma tarefa não só para a mãe, como também aos papais e agregados de plantão.

  

 

iconepostsmall4

Anúncios