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A enxaqueca é cerca de três vezes mais comum entre as mulheres, chegando a afetar até um quarto delas em idade fértil. Durante a gravidez, é comum que as mulheres tenham menos crises de enxaqueca, mas algumas delas podem até piorar.

 

Recentemente, foi demonstrado que mulheres com enxaqueca têm um risco três vezes maior de apresentar hipertensão arterial na gravidez e um maior risco de gerar bebês de baixo peso. Chegou-se a demonstrar que a enxaqueca está associada a um risco 17 vezes maior de derrame cerebral em mulheres grávidas e 4 vezes maior de infarto do coração. Esses resultados foram confirmados por uma pesquisa recém-publicada pelo British Medical Journal.

 

Mais de 18 milhões mulheres grávidas foram acompanhadas por três anos e foram identificadas aquelas que tiveram o registro de crises de enxaqueca durante a internação hospitalar para o parto. O registro de crises de enxaqueca esteve associado a um maior risco das seguintes doenças na gravidez: derrame cerebral (risco 15 vezes maior), infarto do coração (risco 2.1 vezes maior), tromboembolismo pulmonar (risco 3.2 vezes maior), hipertensão arterial / pré-eclampsia (risco 2.3 vezes maior) e diabetes (risco 1.9 vezes maior).

 

A metodologia do estudo não permite concluir se a enxaqueca é causa ou conseqüência dessas doenças associadas. Entretanto, pesquisas anteriores, têm revelado que indivíduos com enxaqueca, especialmente a enxaqueca com aura e independente da gravidez, têm um maior risco de apresentar eventos vasculares, como o derrame cerebral, infarto do coração e tromboembolismo pulmonar. O atual estudo acrescenta que mulheres grávidas que apresentam crises de enxaqueca durante a internação para ganhar o bebê, essas devem ser monitoradas de forma mais cuidadosa por apresentarem maior risco de eventos vasculares, sobretudo o derrame cerebral.

 

 

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