You are currently browsing the category archive for the ‘Envelhecimento Cerebral’ category.

Já é bem conhecido o aumento do risco de doenças cardiovasculares associado à obesidade com distribuição central, ou seja, gordura em excesso concentrada na barriga. Alguns estudos conduzidos nos últimos cinco anos têm evidenciado que a obesidade também está associada a uma redução da performance cognitiva. Entenda com isso: maior risco de Doença de Alzheimer e demência de uma forma geral. No final de março de 2008, mais um estudo vem nos trazer mais confiança de que a obesidade não é muito amiga do cérebro. A pesquisa publicada na revista Neurology mostrou pela primeira vez que a obesidade central ( a barriga ) entre indivíduos de meia idade aumenta em três vezes o risco de demência quando atingirem idades mais avançadas. A novidade é que o risco da barriga foi identificado mesmo entre os indivíduos não considerados como obesos pelo índice de massa corporal. Portanto, não é exagero se passarmos a nos vigiar tanto com a balança como com a fita métrica. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

´

Há quase três décadas pesquisadores buscam o desenvolvimento de algum teste que possa prever com alta confiabilidade o desenvolvimento da Doença de Alzheimer numa determinada pessoa. A importância desse tipo de teste é que  poderia permitir ações preventivas e tratamento de forma precoce, aumentando a chance de um envelhecimento com sucesso. A Doença de Alzheimer é geneticamente definida, e não necessariamente hereditária. Indivíduos que têm parentes de primeiro grau com a doença têm uma chance só um pouquinho maior (pouquinho mesmo) de vir a apresentar a doença. Essa chance é um pouco maior quando a doença acontece na família de forma precoce, antes do 60 anos de idade.

 

Em fevereiro de 2008 foi publicado um estudo realizado pela Mayo Clinic nos EUA (Ertekin-Taner et al.) que dá mais fôlego ainda na busca de um marcador no sangue da Doença de Alzheimer. O fato é que diferentes marcadores genéticos no sangue e no líquido da espinha têm sido testados, com vários resultados positivos até o momento, mas ainda insuficientes para serem indicados na prática clínica. Além disso, mesmo quando esses testes preditivos forem indicados, eles só deveriam ser solicitados por serviços que ofereçam um protocolo estruturado e multiprofissional para aconselhamento, avaliação e acompanhamento pré e pós-teste, devido às complexas conseqüências psicossociais associadas a esse tipo de testagem.

 

 

 

 

 

 

APOIO

PREMIO TOP BLOG

Também no Correio Braziliense - Coluna Neurônios em Dia - Revista do Correio

Blog Stats

  • 3.001.039 hits