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Vivemos numa época em que esperamos viver muitos e muitos anos, graças aos grandes avanços da ciência. Sabemos que muito de nossa estrutura cerebral modifica-se com o envelhecimento, mas também já sabemos que estas alterações não necessariamente provocam perdas funcionais. É como se fosse um cabo-de-guerra: de um lado o envelhecimento cerebral e de outro uma série de estratégias já bem conhecidas que podem fazer com que as perdas sejam imperceptíveis ao longo dos anos. Todas estas estratégias estão voltadas para uma mesma direção: aumentar nossa Reserva Cerebral. Quem tem muito estoque pode até perder um pouco que não sentirá falta. O nível educacional é um dos fatores mais importantes de nossa Reserva, mas uma série de estudos tem demonstrado que as atividades de lazer podem ser muito importantes também.  Clique aqui e confira o artigo na integra.

 

 

CLIQUE AQUI e acesse um bate-papo na Rádio CBN sobre o assunto com o Dr. Ricardo Teixeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para quem não assistiu ao documentário Fellini Dice , vale a pena conhecer um trecho de uma das melhores entrevistas do mestre. Para quem viu, vale a pena recordar. É uma aula de consciência.

” Não tem nenhum segredo

Não tem nenhuma receita

Para dizer, eu acho que depende de certa atitude

De certo tipo de atividade

Se você se colocar nessa dimensão de fidelidade

De espera, de boa fé

Portanto, de disponibilidade

Acreditando com todas as suas forças

Que está no centro de um lugar

De um ponto de espera

Você está no centro, num só foco

Um ponto nevrálgico

Onde aquilo deve materializar

Se acreditar com todas as forças

Ou ainda, se cumprir todos os passos necessários

Para se colocar nessa situação

Nessa dimensão

 

Trata-se de reconhecer

Na verdade não tenho a sensação de procurar

É encontrar mesmo. “

 

 

 

 

 

 

No mesmo dia em que a atleta Rebeca Gusmão é penalizada com dois anos de suspensão por uso de doping, recebo uma ligação de um grande amigo bastante decepcionado com os rumos químicos do esporte amador. Um dos seus grandes prazeres é participar de provas regionais de ciclismo onde a grande maioria dos participantes é composta por atletas amadores. Diz que a brincadeira está perdendo a graça, pois boa parte dos atletas tem feito uso de hormônios anabolizantes para melhora do desempenho e que dessa forma a competição vai perdendo o sentido.

 

O problema do uso de esteróides anabolizantes (EA) não se restringe aos atletas de elite. Uma recente pesquisa realizada nos EUA e publicada há cerca de um mês no Journal of American College Health investigou o uso dessas substâncias entre estudantes universitários não atletas e revelou que cerca de 10% dos alunos faziam uso de EA, sendo bem mais freqüente entre os rapazes. As principais razões para o uso de EA foram: 48% para melhorar o desempenho físico, 45% para melhorar a aparência física e 7% porque os amigos estavam usando. Em Porto Alegre pesquisas realizadas em academias de musculação mostram que 11% dos atletas usam EA e até 25% já usaram.

 

Recentemente foi demonstrado que entre 500 usuários de EA, sendo a grande maioria praticante de musculação, praticamente 100% dos usuários apresentam efeitos colaterais e 25% usam também outras drogas como insulina e hormônio do crescimento (Med Sci Sports Exerc 2006). E não faltam efeitos colaterais associados ao uso de EA: redução da libido e fertilidade, acne, dependência física e psicológica, variação do humor, irritabilidade e agressividade, aumento do colesterol ruim e da agregação das plaquetas (engrossa o sangue), doença isquêmica do coração, morte súbita, doença do fígado e dos rins, e na mulher ainda podemos observar sinais de masculinização e alterações do ciclo menstrual. Os efeitos são dependentes das doses e tempo de uso dos EA.

 

Outro efeito colateral sério associado ao uso de EA é o de que muitas dessas substâncias são de uso injetável, e aí caímos no problema de uso inapropriado de agulhas, sendo que em alguns estudos o uso compartilhado de seringas é superior a 20% dos usuários. Meu amigo ciclista ainda disse hoje que boa parte dos usuários de EA que conhece tem sido tratada por um médico famoso que apenas “repõe a quantidade de hormônios que falta a cada atleta” junto a um tratamento ortomolecular, tudo pela veia e bem caro. Só o tratamento ortomolecular para atletas ou não atletas já merece outra discussão bem extensa….

 

O uso de EA é reconhecido mundialmente como prática contrária aos princípios éticos da competição esportiva. O American College of Sports Medicine, maior organização científica dedicada ao esporte, trabalha forte para a proibição dos EA no esporte e para penalização daqueles envolvidos na produção, prescrição e distribuição dessas drogas com o fim de aumentar o desempenho atlético. No Brasil, é lei desde o ano 2000 que tais medicamentos só podem ser vendidos com receituário médico (e as indicações são para problemas de saúde e não para ficar forte), mas na prática compra-se de forma mais fácil do que pão nas academias de ginástica, como diz Gabriel Pensador.

 

 
 
 

 

 

No dia do trabalho, vale a pena refletir um pouco sobre o que estamos fazendo com nossas vidas, com nosso tempo livre, o quanto investimos em nossa vida pessoal. Uma das obras primas do Tom Jobim, Two Kites, é bastante inspiradora:

 

And may I ask you what you to do with your days, with your nights, with your  time, with your life. Suppose I dare to ask what are you doing tonight. If you’re free I can lend you these wings for a flight.

(E eu poderia lhe perguntar o que você faz com os seus dias, com suas noites, com a sua vida. Imagine se eu arriscasse lhe perguntar o que você fará hoje à noite. Se você estiver livre, empresto-lhe essas asas para um vôo)

 

 Quando falamos em lazer devemos pensar em esporte, recreação, entretenimento, folclore, arte e cultura. Muito já se conhece sob os inúmeros efeitos positivos da atividade física sobre nossa saúde. O lazer de forma independente da atividade física também tem um importante papel na promoção da saúde e alguns estudos têm revelado resultados interessantes.  Confira aqui o artigo na íntegra e entenda o que o lazer pode fazer por nossa saúde.  

 

 

 

 

 

 

 

O derrame cerebral é um dos principais problemas de saúde em todo o mundo, e em muitos países representa a principal causa de morte, como é o caso do Brasil. Entre aqueles que sobrevivem a um derrame cerebral, 20-30% viverão dependentes de outrem para atividades como higiene pessoal e alimentação. Durante um episódio de derrame cerebral uma parte do cérebro é perdida, uma porção de tecido cerebral morre. Felizmente, parte dessa perda é compensada através de um fenômeno conhecido como neuroplasticidade, que é a capacidade cerebral de criação de novas conexões após um insulto ou  através de estímulos não perniciosos. Muito esforço tem sido investido para encontrar estratégias que aumentem essa capacidade cerebral em situações críticas. E que tal a música ?

 

Um estudo publicado na última edição da revista inglesa Brain mostra de forma inédita que a música pode ser uma ótima opção. Pacientes finlandeses com derrame cerebral na fase aguda foram submetidos a dois diferentes tipos de intervenção aliados à fisioterapia: musicoterapia ou escutar um livro audio (audio book) por pelo menos uma hora diária nos primeiros dois meses após o evento. No caso da musicoterapia, cada paciente recebia um CD player portátil e CDs com músicas de sua preferência, qualquer que fosse o estilo musical.

 

O grupo de pacientes submetidos à musicoterapia apresentou uma melhor recuperação nos domínios da memória e atenção. Apresentaram também menos sintomas depressivos e de confusão mental. Diante desses dados, fica difícil pensar em não oferecer música aos pacientes que estão em recuperação de um derrame cerebral. Som na caixa !

 

 

 
 
 
 

 

 

 

 

 

Já é bem conhecido o aumento do risco de doenças cardiovasculares associado à obesidade com distribuição central, ou seja, gordura em excesso concentrada na barriga. Alguns estudos conduzidos nos últimos cinco anos têm evidenciado que a obesidade também está associada a uma redução da performance cognitiva. Entenda com isso: maior risco de Doença de Alzheimer e demência de uma forma geral. No final de março de 2008, mais um estudo vem nos trazer mais confiança de que a obesidade não é muito amiga do cérebro. A pesquisa publicada na revista Neurology mostrou pela primeira vez que a obesidade central ( a barriga ) entre indivíduos de meia idade aumenta em três vezes o risco de demência quando atingirem idades mais avançadas. A novidade é que o risco da barriga foi identificado mesmo entre os indivíduos não considerados como obesos pelo índice de massa corporal. Portanto, não é exagero se passarmos a nos vigiar tanto com a balança como com a fita métrica. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Começa-se a discutir a inclusão da dependência à Internet na próxima edição da classificação das doenças psiquiátricas pela Associação Americana de Psiquiatria (DSM V).  Conceitualmente, a dependência à Internet é tida como um transtorno compulsivo-impulsivo que envolve o uso exagerado da rede de computadores e já se reconhece pelo menos três variantes principais de vício: jogos, conteúdo sexual e correio eletrônico. Essas diferentes variantes têm quatro características em comum: 1) uso excessivo, com os usuários chegando a negligenciar outras atividades; 2) abstinência, com os usuários apresentando comportamento de ansiedade, irritabilidade, depressão quando não têm acesso ao computador ; 3) tolerância, sendo este o fenômeno de precisar de um número cada vez maior de horas na Internet e/ou necessidade de equipamentos cada vez mais sofisticados; 4) repercussões negativas,  com os usuários chegando  a apresentar comportamento de evitação social e isolamento. Em alguns países como a Coréia do Sul e a China o problema já tomou proporções alarmantes demandando políticas públicas na tentativa de controlar o uso abusivo da Internet, especialmente entre os jovens.

Vamos ficar de olho nos nossos hábitos eletrônicos !

 

 

 

 

 

 

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