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O Facebook revolucionou em pouquíssimo tempo a forma como as pessoas interagem umas com as outras. Já são mais de um bilhão de usuários sendo que metade deles conecta-se diariamente!

 

Já foram realizados alguns estudos com a intenção de avaliar o impacto do Facebook sobre o bem estar psíquico dos usuários, mas os resultados são conflitantes. Nenhum desses estudos permitiu uma análise desse efeito ao longo do tempo, o que seria a metodologia ideal, ajudando a esclarecer a velha pergunta do “o ovo ou a galinha veio primeiro”.

 

Esta semana o prestigiado periódico PLoS ONE publicou o primeiro estudo prospectivo sobre a influência do Facebook na satisfação com a vida e felicidade. Pesquisadores da Universidade de Michigan nos EUA estudaram 82 voluntários com 19 anos de idade em média e usuários do Facebook e smartphones. Por um período de duas semanas eles recebiam 5 vezes por dia um questionário pelo celular com cinco questões:

* Como você se sente neste exato momento?

* O quanto você está aflito(a) agora?

* O quanto você se sente solitário (a) agora?

* O quanto você ficou conectado (a) no Facebook desde a última vez que você respondeu a este questionário?

* O quanto você interagiu com outras pessoas de forma presencial ou por telefone desde a última vez que você respondeu a este questionário?  

Os resultados mostraram que, quanto mais as pessoas usavam o Facebook, pior elas se sentiam no período subseqüente.  Quando se comparou o grau de satisfação com a vida no início e no fim do estudo através de escalas bem validadas, foi detectada uma piora proporcional ao tempo que as pessoas ficavam conectadas.  Por outro lado, quanto mais as pessoas interagiam de forma direta (presencial ou telefone), melhor elas se sentiam.    

Para decifrar o enigma da propaganda do biscoito – fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é fresquinho, os pesquisadores demonstraram que os voluntários não usavam mais o Facebook quando estavam se sentindo mal. Além disso, apesar das pessoas terem se conectado mais quando se sentiam mais sozinhas, esse fator teve sua importância independente do Facebook em relação ao bem estar. 

Novos estudos precisam ser conduzidos para encorpar esses resultados, mas o Facebook não parece ser só um bode expiatório nessa história. E por que ele teria o poder de concorrer com o nosso bem estar? Porque rouba o tempo de outras atividades que nos fazem bem como a atividade física? Porque deflagra comparações perniciosas? Muitas perguntas ainda estão no ar.

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CBN-RICARDO[1]

 

 

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