É difícil contestar a idéia de que a realização profissional seja um dos pilares para o bem estar psíquico e isso inclui um trabalho motivador, remuneração adequada assim como um bom ambiente de trabalho que inclui boa relação com os colegas e com as lideranças.

 

Algumas pesquisas chegaram a demonstrar que quando se pergunta a funcionários de uma empresa o que eles colocam em primeiro lugar, um bom ambiente de trabalho ou um salário um pouco maior, o ambiente de trabalho ganha do salário em importância. O fato é que esse clima no trabalho influencia sobremaneira a produtividade de uma empresa assim como a saúde de quem nela trabalha.

 

O estresse no trabalho pode até engordar  

Falta de desafios no trabalho, falta de poder de decisão e dificuldade em equacionar o trabalho com a vida familiar. Esses são diferentes domínios do estresse no trabalho que têm sido associados a ganho ponderal.

 

Experimentos com primatas revelam que quando submetidos à subordinação social, os animais têm aumento dos níveis do hormônio cortisol, que por sua vez está associado à obesidade abdominal. Em contraste, outros experimentos mostram que primatas em posição de liderança comem menos que os que estão em posição de subordinação. Em humanos, já foi demonstrado que o estresse no trabalho está associado a um estilo de vida sedentário.

 

E provoca muito mais do que ganho de peso

Já é bem reconhecido que o estresse psicossocial está associado a um maior risco de diversas doenças como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e câncer.  A enxaqueca, o diabetes, que estavam bem controlados, ficam descompensados. Indivíduos que julgam viver em melhores ambientes de trabalho apresentam menos comportamentos de risco à saúde: tabagismo, obesidade, sedentarismo e abuso de álcool. Vale lembrar que esses são os quatro fatores de risco mais associados a doenças e à mortalidade em países industrializados.

 

Pode chegar ao ponto do esgotamento

O trabalho exaustivo chega a fazer com que nosso cérebro funcione de forma menos eficiente. O excesso de trabalho está associado a reações do sistema endocrinológico e imunológico, alteração no padrão do sono, fadiga, depressão, hábitos de vida deletérios à saúde e aumento do risco de doenças cardiovasculares.

 

A síndrome de esgotamento profissional, descrita na língua inglesa como síndrome de “Burnout”, é caracterizada pela exaustão emocional e perda de entusiasmo pelo trabalho além da redução da empatia com as pessoas com uma tendência de tratá-las como objetos, fenômeno chamado de despersonalização. Estudos demonstram que um em cada três médicos sofre da síndrome de esgotamento em algum período da sua vida profissional, e a situação parece não ser muito diferente entre os PROFESSORES. Esses foram os profissionais mais estudados.

 

A síndrome de esgotamento profissional no médico está associada a uma piora da qualidade do atendimento oferecido aos pacientes e abandono da carreira, mas também a inúmeras repercussões pessoais como maior risco de acidentes, abuso de substâncias psicoativas, idéias de suicídio, doenças físicas relacionadas ao estresse e dificuldade nas relações familiares.

PARA REFLETIR SE O SEU AMBIENTE DE TRABALHO É SATISFATÓRIO

1. Os funcionários têm a atitude de trabalharem unidos? 2. Seus colegas sentem-se compreendidos e aceitos? 3. Vocês podem confiar no chefe? 4. O chefe trata os funcionários com gentileza e consideração? 5. O chefe apresenta preocupação com os direitos dos empregados? 6. Cada funcionário mantém os outros informados sobre o que fazem na empresa? 7. Os funcionários apresentam sugestões para alcançarem o melhor desempenho? 8. Todos os funcionários colaboram entre si para desenvolverem e aplicarem novas idéias?

** Se você respondeu sim a todas essas questões, que bom! Mas se respondeu não a muitas dessas perguntas, seu trabalho pode não estar jogando a favor de sua saúde.

 

smallicone

 

 

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