Não é raro no consultório neurológico o medo e a apreensão de mulheres em tratamento para epilepsia que descobriram que estão grávidas. Exceto nos casos em que há um transtorno psiquiátrico grave associado, a grande maioria das mulheres que fazem tratamento para controle de crises epilépticas podem e devem ficar grávidas se este for o desejo.

 

Elenco a seguir algumas informações que devem ajudar a reduzir a ansiedade de pacientes e médicos quando frente à condição EPILEPSIA E GRAVIDEZ e podem também colaborar para a redução do ESTIGMA associado à doença.

 

NA COMBINAÇÃO EPILEPSIA E GRAVIDEZ:

 

Não há evidências de aumento de risco:

*       Piora da frequência de crises epilépticas

*       Estado de mal epiléptico

*       Pre-eclampsia e eclampsia

*       Aborto espontâneo

 

Não há evidências de aumento de risco substancial (> 2 vezes):

*      Parto cesariana

*      Sangramento no final da gravidez

 

Não há evidências de aumento de risco moderado (> 1.5 vezes):

*      Contrações prematuras

*      Parto prematuro

 

evidências de aumento de risco substancial (> 2 vezes)

quando a mulher fuma na gravidez:

*      Contrações prematuras

*      Parto prematuro

 

! Controle das crises por pelo menos 9 meses antes da gravidez signiifica uma chance de 84-92% da mulher NÂO ter crises durante a gravidez!

 

Toda mulher fértil deve usar ácido fólico em combinação com a medicação anti-epiléptica para reduzir o risco de malformações fetais, mesmo se não estiver planejando gravidez. Quando descobre que está grávida, a mulher não deve interromper seu tratamento. Se planeja ficar grávida, é bom discutir com o médico se há opções terapêuticas com menor risco. De todas as medicações, o valproato de sódio é o que está associado ao maior risco de malformações.

 

Referências:

Practice Parameter AAN, AES, Neurology 2009

North American AED Pregnancy Registry, Neurology 2012

 

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