Parece que um dos maiores fatores de risco para o relaxamento moral e ético é ter nascido homem. Do ponto de vista moral, Carlinhos Cachoeira poderia ter sido muito diferente se tivesse nascido Carlinha.

 

Uma série de estudos tem apontado que os homens apresentam menores padrões morais que as mulheres, pelo menos em cenários que envolvem competição. Eles têm maior tendência a minimizar as conseqüências de uma conduta antiética e amoral. Esse fenômeno é mais pronunciado em situações em que o sucesso é visto como símbolo de vigor e competência masculina e onde a derrota significa fraqueza, fraqueza ou covardia. Essa diferença entre os gêneros parece ter muito mais a ver com questões sócio-culturais do que com os níveis de testosterona ou qualquer herança genética.

 

Recentemente, os pesquisadores Kray e Haselhuhn das Universidades da Califórnia e Wisconsin realizaram experimentos que avaliavam a conduta moral de homens e mulheres e os fatores que influenciavam as decisões. Os voluntários apreciavam um caso em que um casal de idosos vendia sua casa antiga com a expectativa de que o comprador preservasse a construção original.  O comprador, na verdade, tinha como plano a demolição da casa para a construção de uma nova. A pergunta para os voluntários era se o vendedor era moralmente obrigado a revelar as intenções do comprador. O resultado foi que os homens tinham uma maior tendência a esconder do casal de idosos os planos de demolição, sobretudo aqueles que respondiam em um questionário que uma boa negociação é sinal de masculinidade. 

 

Os participantes desse estudo eram jovens americanos em formação para a carreira de Business e é bom lembrar que não podemos extrapolar esses resultados para outras culturas. Na casa do Cachoeira, porém, as coisas não devem seguir qualquer tendência.

 

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