Já é bem reconhecido que as pessoas que vivem nas grandes cidades têm maior risco de apresentar transtornos mentais, mas não se sabe muito ao certo como explicar essa associação. Os neurocientistas não se aventuravam a estudar essa questão, deixando a discussão para os cientistas sociais. Entretanto, este mês pesquisadores alemães publicaram uma pesquisa que representa um grande avanço para o entendimento dos efeitos do ambiente urbano sobre o cérebro.

 

Os pesquisadores investigaram através de ressonância magnética funcional o efeito de estímulos de estresse sobre o cérebro de dois diferentes grupos de voluntários. O grupo que era composto de pessoas que viviam na cidade tinha uma resposta diferente das pessoas do campo. A região da amígdala, estrutura do cérebro que processa as emoções, só foi ativada entre os voluntários da cidade. Já o córtex cingular, que modula a atividade da amígdala e processa emoções negativas, apresentou uma ativação maior nos moradores da cidade. A pesquisa rendeu a capa do prestigiado periódico científico Nature.  

 

 

 

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