Um estudo publicado na última edição do periódico Archives of Internal Medicine aponta que a vitamina D é um nutriente que faz diferença para o funcionamento do cérebro ao longo do envelhecimento.

 

Cerca de 850 italianos com mais de 65 anos de idade foram acompanhados por um período de seis anos e foram submetidos a medidas da concentração de vitamina D no sangue, além de testes cognitivos, especialmente de atenção e funções executivas. Aqueles que tinham acentuada deficiência de vitamina D tinham uma chance 60% maior de apresentarem declínio da capacidade cognitiva quando comparados aos idosos com níveis normais da vitamina. Sabe-se que a vitamina D está associada à expressão de diferentes proteínas e células essenciais para a função cerebral e seu efeito de proteção cerebral  pode ser explicado também pelo seu papel no metabolismo do cálcio e pela sua capacidade de inibir depósitos de substâncias que estão associadas à Doença de Alzheimer. Esse melhor desempenho cerebral com níveis maiores de vitamina D também foi recentemente demonstrado em homens de meia idade.

 

Até há muito pouco tempo atrás, quando se falava em deficiência de vitamina D pensava-se somente nas suas conseqüências aos ossos. Hoje já sabemos que ela além de influenciar o funcionamento cerebral, também está associada a outros problemas de saúde como o diabetes, as doenças cardiovasculares, e até mesmo alguns tipos de câncer. Vale lembrar que alimentos como gema de ovo, fígado e peixes oleosos são ricos em vitamina D. Entretanto, 90% dessa vitamina é produzida pela pele durante a exposição ao sol. Estima-se que minutos de sol por dia são suficientes para manter a vitamina D em níveis suficientes.

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