Uma pesquisa publicada na última edição do periódico oficial da Academia Americana de Neurologia demonstra que altos níveis da proteína C-reativa, um marcador de inflamação no sangue, está associado a alterações cerebrais que influenciam as funções intelectuais. 

  

Os pesquisadores avaliaram cera de 450 pessoas sem antecedente de demência ou derrame cerebral e com uma média de idade de 63 anos. Aqueles que apresentavam maiores níveis da proteína C-reativa exibiam mais alterações nas regiões frontais do cérebro evidenciadas pela ressonância magnética. Essas mesmas pessoas também tinham um menor desempenho em provas de funções executivas, incluindo atenção, planejamento e velocidade de resolução de problemas, capacidades estas fortemente dependentes da integridade das regiões frontais do cérebro.

 

Já é bem reconhecido que índices altos da proteína C-reativa estão associados a um maior nível de aterosclerose, assim como a um maior risco de infarto no coração e derrame cerebral. Além disso, pesquisas revelam que a redução dos níveis de proteína C-reativa de um grau moderado para um grau leve está associada a uma redução relativa do risco desses eventos vasculares. As ações mais importantes para a prevenção de doenças vasculares são as mesmas capazes de reduzir os níveis da proteína C-reativa: atividade física regular, manter o peso em dia e ficar longe do cigarro. Pesquisas recentes têm demonstrado também que medicações como a aspirina e estatinas, estas últimas indicadas para controlar o colesterol, podem controlar as concentrações de protéina C-reativa.  

 

 

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