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Pesquisadores da Universidade de Manchester no Reino Unido em colaboração com vários outros centros de pesquisa europeus demonstraram que os níveis de vitamina D no organismo estão associados ao desempenho cognitivo de homens com mais de 40 anos de idade. O estudo foi recentemente divulgado pelo periódico inglês Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry. Mais de 3 mil homens foram avaliados do ponto de vista cognitivo, e os testes de velocidade de processamento de informação foram melhores entre os indivíduos com maiores níveis de vitamina D no sangue, sendo que essa associação foi ainda mais robusta naqueles com mais de 60 anos de idade. Alguns raros estudos anteriores já haviam chamado a atenção para essa possível associação, mas com resultados ainda inconsistentes.

 

O nível de vitamina D em nosso organismo é fundamentalmente dependente de sua síntese na pele após exposição ao sol, mas depende também da dieta, especialmente da ingesta da gordura dos peixes, gema de ovo, fígado e alimentos enriquecidos com a vitamina. São poucos estudos que avaliaram os efeitos da vitamina D sobre o cérebro, mas em modelos experimentais, já foram demonstrados receptores para a vitamina em diversas áreas cerebrais, e que sua suplementação é capaz de provocar efeitos de proteção cerebral, até mesmo reduzindo os efeitos do envelhecimento cerebral em roedores.

 

Os resultados não devem ser vistos como uma indicação para a suplementação de cápsulas de vitamina D, pois essa é uma pergunta que ainda deverá ser respondida por estudos subsequentes. Por enquanto, podemos dizer que encontramos mais uma razão para consumir peixes regularmente. Os peixes ricos em vitamina D são praticamente os mesmos ricos em Ômega 3 (ex: salmão, atum), sendo este último componente nutricional de reconhecida eficácia na melhora do desempenho cerebral e também na capacidade de evitar doenças como o derrame cerebral e a Doença de Alzheimer. Mais uma razão também para não deixar de tomar um solzinho.  

 

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