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Um estudo recém-publicado pela revista Archives of Internal Medicine demonstra que quem come menos carne vermelha e carnes processadas vive mais. A pesquisa acompanhou por 10 anos mais de meio milhão de pessoas com idades entre 50 e 71 anos. A quinta parte das pessoas que mais ingeria carne vermelha (média de 62.5g / 1000 Kcal por dia) foi a que apresentou maior mortalidade independente da causa, e também maior mortalidade por doenças cardiovasculares e câncer quando comparada à quinta parte que menos ingeria carne vermelha (média de 9.8g / 1000 Kcal por dia). Essa mesma relação de risco foi observada com o consumo de carnes processadas – maior consumo e maior risco de mortalidade.  No caso da carne branca, os resultados foram exatamente opostos. A quinta parte das pessoas que mais ingeria carne branca tinha menor risco de mortalidade geral assim como por doenças cardiovasculares e câncer, quando comparada à quinta parte que menos comia carne branca.

 

Os pesquisadores calculam que 11-16 % das mortes poderia ser evitada se as pessoas comessem menos carne vermelha, e a redução do risco de mortalidade por doenças cardiovasculares poderia chegar a 21%. As carnes vermelhas contêm grande quantidade de gordura saturada que por sua vez está associada ao aumento dos níveis de colesterol, da pressão arterial e do risco de câncer. As carnes vermelhas ainda possuem reconhecidos compostos carcinogênicos, que podem ser ainda mais concentrados nas carnes processadas.  

 

Não é o caso de radicalizar e recomendar que todo mundo adote a dieta vegetariana. Limitar o consumo de carnes vermelhas e processadas a menos de 10% das calorias diárias já é o suficiente. Nesse sentido, dietas com altos teores de carne vermelha como fonte de proteína (ex: dieta do “Dr. Atkins”) não garantem bons resultados à saúde quando se pensa no longo prazo.

 

 

 

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