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A obesidade há muito tempo não é mais vista como uma questão estética. É um dos grandes desafios de qualquer política de saúde pública já que está só um pouco atrás do tabagismo na lista das principais causas de morte precoce que podem ser prevenidas. Calcula-se que maus hábitos de vida como o tabagismo, sedentarismo e uma dieta prejudicial são responsáveis por cerca de 40% das mortes precoces em países como os Estados Unidos.

 

Um dos fatores que pode explicar a crescente prevalência da obesidade ao redor do mundo é um comportamento auto-destrutivo, privilegiando a gratificação imediata (prazer em comer) e pouco investimento naquilo que trará benefícios a longo prazo.  A mesma opção pela gratificação imediata que pode trazer prejuízos às pessoas (ex: gratificação imediata) poderia ser usada para ajudá-las.  Ou seja, o mesmo mecanismo cerebral que faz com que as pessoas sejam presas fáceis de uma gratificação imediata poderia ser usado também para o bem.

 

Uma pesquisa recentemente publicada pelo JAMA (Journal of the American Medical Association) ofereceu dois tipos diferentes de recompensa a um grupo de indivíduos obesos que só seriam recebidos se os participantes conseguissem perder o peso previamente estipulado. Aqueles que receberam a promessa de prêmio conseguiram perder mais peso no período de 4 meses do que o grupo controle que não recebeu o incentivo financeiro. Metade dos participantes que receberam a proposta de prêmio conseguiu alcançar a meta de peso definida, enquanto isso só aconteceu em 10% dos indivíduos do grupo controle.

 

Um próximo passo é avaliar se os resultados positivos são mantidos a longo prazo. Outra questão a ser investigada no futuro é o custo-benefício desse tipo de abordagem em comparação às atuais estratégias de combate à obesidade que não são nada baratos. Não é tão absurdo pensar que um dia chegaremos à conclusão de que oferecer prêmios à população para abandonar maus hábitos de saúde saia mais barato para um país do que arcar com suas conseqüências. Vale lembrar que hoje o programa Bolsa Família dá dinheiro a onze milhões de famílias que têm em contrapartida a responsabilidade de manter as crianças na escola, monitorização periódica de peso e altura, além de garantir a realização de pré-natal e vacinação.

 

 

 

 

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