elderly

 

O câncer e as doenças cardiovasculares representam as principais causas de morte em países desenvolvidos, e no Brasil isso não é diferente. O tamanho do problema deve aumentar ainda mais devido ao aumento da expectativa de vida, lembrando também que a idade pode ser considerada um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento dessas doenças.  Alguns estudos sugerem que após os 80 anos de idade esse risco passa a ser menor, mas esse é uma discussão que ainda não está esgotada.

 

Um grande estudo publicado esta semana pelo British Medical Journal nos traz novas informações sobre o risco de câncer e doenças cardiovasculares que os homens têm ao longo da vida e os resultados mostram que mesmo após os 80 anos o risco continua aumentando. Mais de 22 mil médicos americanos com idades entre 40 e 84 anos foram acompanhados por 23 anos em média (Physician´s Health Study). O risco de um homem apresentar doença cardiovascular continua aumentando até os 100 anos de idade enquanto o risco de câncer passa a diminuir após a faixa de idade 80-89 anos. A redução da incidência de câncer após essa faixa etária esteve associada aos tipos de câncer em que exames preventivos podem ser realizados, ou seja, foi possível detecta-los em idades mais precoces. Por outro lado, tipos de câncer em que exames preventivos não são realizados continuaram crescendo em incidência até os 100 anos de idade. O risco acumulado de um homem de 40 anos em desenvolver câncer ao longo da vida foi de 45%, e num homem de 90 anos já passa a ser de 9.6%.

 

Já no caso das doenças cardiovasculares, após os 80 anos de idade, a maior parte dos diagnósticos de novos casos era feita quando o indivíduos morria por causa da doença. O risco acumulado de um homem de 40 anos em desenvolver doenças cardiovasculares ao longo da vida foi de 35%, e num homem de 90 anos já passa a ser de 17%.

 

A população estudada teve uma expectativa de vida próxima aos 90 anos, bem acima das médias americanas ou brasileiras, e por isso os resultados não devem ser extrapolados para a população geral. Mesmo assim, o estudo nos oferece um importante entendimento do perfil de doenças no homem em idades mais avançadas. Talvez o recado mais importante da pesquisa seja que mesmo os idosos com mais de 80 anos ainda têm um grande contingente de doenças não diagnosticadas.  Novos estudos deverão definir se programas de rastreamento de doenças nessa faixa etária mais avançada traz reais benefícios à saúde e qualidade de vida dessa população. Quanto aos mais jovens, o recado também está bem dado: exames preventivos após os 40 anos são mais do que fundamentais.  

´

 

 

iconepostsmall1

 

Anúncios